TOCA DA LEOA

Sensualidade & Erotismo à Flor Da Poesia





segunda-feira, 21 de março de 2016

O DIA EM QUE A POESIA DESPERTA

21 de marco - Dia Mundial Da Poesia


Vinte e um de março...
a manhã veste versos,
os ventos sussurram rimas,
e o céu abre páginas de azul.

Os pássaros declamam sonetos,
as árvores dançam metáforas,
enquanto as nuvens rabiscam
estrofes no horizonte.

A poesia desperta em cada olhar,
no brilho tímido do orvalho,
nas mãos que escrevem silêncios
e nos lábios que cantam encantos.

Hoje, o mundo respira palavras,
os corações são estrofes pulsantes,
e cada suspiro se torna um poema,
eterno, imenso, infinito.




  Cléia Fialho

Linda interação do Amigo Poeta Mário Margaride

A Poesia,
é a essência do sentir,
de mãos dadas com as emoções,
que saem dentro de nós,
na força do nosso ser,
do amor que está risonho,
bem dentro dos corações.

 GRATIDÃO 

domingo, 20 de março de 2016

ESSE FRUTO É UM SEGREDO




Nos lábios, o doce encanto,
maturado em tentação...
Um néctar denso e vibrante,
feito pura sedução.

sábado, 19 de março de 2016

É A PROMESSA DO AMOR



Nos olhos, o universo se desvela,
onde o tempo repousa e a paixão se acende.
É lá que moram os rios, as montanhas,
e o fogo que aos poucos se acende e se rende.

Nos teus olhos, os ventos dançam em segredo,
nuvens a espreitar os mistérios do ser.
E quando o beijo, tímido, se ergue,
o mar é só reflexo do que a alma quer.

A boca, um jardim de desejos secretos,
onde as gaivotas se afastam, em paz.
É no sabor do silêncio e do prazer
que o amor se faz eterno, que o céu se refaz.

Assim, no toque que é fuga e é chama,
nos lábios, a sede se torna o coração.
E cada beijo, feito de mar e de estrela,
é a promessa do amor, a única razão.




  Cléia Fialho

sexta-feira, 18 de março de 2016

ENTRE O SER E O NADA



Como sombra que se estende no silêncio,
sou a aurora que se embriaga nas tuas mãos.
Escrevo as palavras com o fogo das estrelas,
desenhando no ar contornos dos teus sonhos.

Teus gestos são vento que desliza na pele,
 sutileza que chama o cosmos ao encontro.
Na linha tênue entre o ser e o nada,
teu desejo floresce como rastro de fogo.

Sou a labareda que se esconde na noite,
uma mariposa sem medo da chama.
No eco do teu olhar, a poesia renasce,
o poema arde, imortal, nos nossos corações.

A madrugada dissolve os limites do tempo,
nossos espíritos caminham por jardins invisíveis,
Onde constelações repousam entre os dedos
e o infinito respira dentro de cada beijo.




  Cléia Fialho

quinta-feira, 17 de março de 2016

terça-feira, 15 de março de 2016

TEMPLO DE ANTIGAS LUAS


Há universos inteiros no rumor da tua voz,
marés celestes que atravessam minha alma
como rios de luz atravessando o vazio,
silenciosos, eternos, sagrados.

Teu corpo é templo de luas antigas,
cada toque desperta um cometa adormecido.
Somos partículas de um mesmo mistério,
duas centelhas dançando além da matéria.

No alto das dimensões sem nome,
anjos recolhem fragmentos do nosso desejo
e transformam em estrelas vivas
os suspiros que deixamos no vento.

Já não sei onde termina o céu
ou onde começa tua essência em mim.
Tudo se mistura em vertigem e encanto,
como se amar fosse atravessar portais.

E assim permanecemos —
almas suspensas sobre o abismo do universo,
bebendo a luz secreta das galáxias,
enquanto escrevemos silêncio em nossa pele.





  Cléia Fialho