Ela é brasa que não se apaga,
olhar que queima devagarinho,
corpo que dança na beira do fogo,
sussurro quente no vento do campo.
No cavalo da noite, ela cavalga livre,
com mãos que prendem e soltam desejos,
laço invisível que envolve a pele,
e a boca, ah, essa é só para se perder.
No baile, ela gira, rodopia,
vestido que escorrega como pele molhada,
sorriso aberto, convite sem pressa,
promessa de mundos só nossos.
Ela é força, é brisa e tempestade,
tem no peito um coração selvagem,
e nos dedos, a coragem de tocar
onde o corpo pede mais.
No calor da estância, na sombra da noite,
ela é chama que acende e nunca cansa,
mulher gaúcha, alma descalça,
que sabe ser abrigo e fogo,
tudo junto, no mesmo instante.
.gif)

.jpg)

