TOCA DA LEOA

Sensualidade & Erotismo à Flor Da Poesia



segunda-feira, 28 de março de 2016

SONHO VIBRANTE



Na febre ardente dessa noite quente,
Teu corpo é chama, desejo latente.
O vento sussurra teu nome em segredo,
E a lua, cúmplice, ameniza meu medo.

Teus cabelos, brasas a se espalhar,
Nos lençóis que insistem em incendiar.
Teu cheiro, um vinho que embriaga e seduz,
Teus olhos, faróis, me guiam na luz.

A sede me toma, me faz delirar,
Teu gosto na boca, um doce luar.
E quando te beijo, me perco no instante,
No fogo que queima, num sonho vibrante.

Se és miragem ou chama eterna,
Que importa, se a alma hiberna?
Nos teus abraços, tudo é verdade,
E o tempo se curva à nossa vontade.




  Cléia Fialho

domingo, 27 de março de 2016

NO PEITO UM CORAÇÃO SELVAGEM



Ela é brasa que não se apaga,
olhar que queima devagarinho,
corpo que dança na beira do fogo,
sussurro quente no vento do campo.

No cavalo da noite, ela cavalga livre,
com mãos que prendem e soltam desejos,
laço invisível que envolve a pele,
e a boca, ah, essa é só para se perder.

No baile, ela gira, rodopia,
vestido que escorrega como pele molhada,
sorriso aberto, convite sem pressa,
promessa de mundos só nossos.

Ela é força, é brisa e tempestade,
tem no peito um coração selvagem,
e nos dedos, a coragem de tocar
onde o corpo pede mais.

No calor da estância, na sombra da noite,
ela é chama que acende e nunca cansa,
mulher gaúcha, alma descalça,
que sabe ser abrigo e fogo,
tudo junto, no mesmo instante.




  Cléia Fialho

sábado, 26 de março de 2016

EXCITA E INCITA


Teu olhar, ardente, penetrante e amante
O toque, tão lento, excita e incita
No suor da pele, o desejo escoa e entoa
Teu beijo, macio, domina e fascina
No abraço, o prazer desperta e aperta.

A respiração dança em febre contida,
Teu perfume me envolve, me chama baixinho,
Cada carinho acende centelhas na vida,
Feito fogo correndo sereno no ninho.

Tuas mãos desenhando caminhos secretos,
Deslizam suaves na curva do querer,
Entre suspiros, silêncios e afetos,
Nos perdemos na arte de amar e ceder.

A noite se curva ao calor do teu peito,
Lua cúmplice em brilho dourado no chão,
E o tempo se rende, sem rumo, sem jeito,
Quando teu corpo encontra o meu coração.





  Cléia Fialho

sexta-feira, 25 de março de 2016

O CALOR QUE INCENDEIA A LÍNGUA



Nos campos abertos, o vento desliza pela pele,
sinto que arde, o fogo que não se esconde.
Pilcha apertada que incomoda,
quer liberdade, quer calor, quer entrega.

Olhos que queimam sob o céu vasto,
olhar que desafia, que prende, que convida.
No mate amargo, o gosto do desejo,
no chimarrão, o calor que incendeia a língua.

Cavalo que galopa, corpo que se solta,
movimento selvagem, suor que escorre,
mãos que não temem tocar, que exploram,
toques que desarrumam a calmaria da noite.

Nas festas, corpos se enlaçam,
dança que é pretexto para proximidade,
a música bate no peito, bate na pele,
o fogo queima mais forte quando ninguém vê.

No galpão, o silêncio é cúmplice,
o lenço no pescoço pode esconder o sorriso,
mas o desejo escapa no tremor das mãos,
na pressa dos corpos que querem mais.

Sou gaúcha de fibra e pele,
tradição que arde no sangue,
alma aberta, pronta para a luta,
e para a entrega que não se pede, só se vive.




  Cléia Fialho

quarta-feira, 23 de março de 2016

terça-feira, 22 de março de 2016