Na febre ardente dessa noite quente,
Teu corpo é chama, desejo latente.
O vento sussurra teu nome em segredo,
E a lua, cúmplice, ameniza meu medo.
Teus cabelos, brasas a se espalhar,
Nos lençóis que insistem em incendiar.
Teu cheiro, um vinho que embriaga e seduz,
Teus olhos, faróis, me guiam na luz.
A sede me toma, me faz delirar,
Teu gosto na boca, um doce luar.
E quando te beijo, me perco no instante,
No fogo que queima, num sonho vibrante.
Se és miragem ou chama eterna,
Que importa, se a alma hiberna?
Nos teus abraços, tudo é verdade,
E o tempo se curva à nossa vontade.
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