TOCA DA LEOA

Sensualidade & Erotismo à Flor Da Poesia




sábado, 25 de janeiro de 2020

NOSSOS VESTÍGIOS




O suor escorre
resumado em abraços
Corpos crivados
no arfar dos sentidos
A entrega sem 
sombras de embaraços
O prazer manducando 
nossos vestígios.

O beijo incendeia
a pele em desalinho
Mãos peregrinas
desatando gemidos
No compasso febril
de um doce carinho
Nos perdemos
em sonhos proibidos.

Entre suspiros
e ternuras sem fim
A noite floresce
em desejo e calor
Teu corpo no meu
feito jardim carmesim
Onde a paixão
se veste inteira de amor.





  Cléia Fialho

sexta-feira, 24 de janeiro de 2020

SENTADA NO SEU COLO



Você aí do outro lado
 Diz estar se masturbando
 com seu pau já empinado
 Está quase gozando...

Deseja me comer
 E eu louca para te dar
 Todo o meu prazer
 Beber do seu gozar...

 Queria estar ai
 Sentada no seu colo
 Atoladinha sua voz ouvir
 Gritando: "agora te atolo!"

 As coisas impossíveis
 Podem virar realidade
 E os fetiches aprazíveis
 Acontecerem de verdade.




  Cléia Fialho

Linda Interação do Amigo Poeta J R

 Não há nada impossível
 seja na poesia ou na prosa
 no meu colo senta gostoso
 cheirosinha e dengosa
 mordo a tua orelhinha
 passo a língua vagarosa
 tiro a tua calcinha,.. dizendo:
 "noooossa como é gostosa"
 já está tão meladinha
 meto a boca e você goza!!

 GRATIDÃO 
 Afa... homem arretado
 poeticamente safado
 do jeito que eu gosto
 arrisco e aposto
 que se em ti eu me encosto
 ficarás apaixonado!!




  Cléia Fialho

Linda Interação do Amigo Poeta J R

  Eu olho a tua boquinha
 de putinha que quer dar
 vou chupar a bucetinha
 só depois vou te enrabar
 você vai gemer na pica
 vai querer até chorar
 e dizendo que gostoso
 vai pedir para não parar!

 GRATIDÃO

quinta-feira, 23 de janeiro de 2020

ESPALHADAS COMO PÉTALAS NO CHÃO



Caminhei por estradas 
feitas de arco-íris quebrados na minha pele
Conversei com sombras 
que tinham voz própria e mãos quentes
A chuva caía em gotas 
de sentimentos embaralhados sobre meu colo
E o vento me levou 
para terras além da memória, com a saia levantada.

Lá, o tempo não tinha nome
nem relógios para ferir instantes,
apenas pulsares de silêncio
bordando o agora na minha nuca.

Encontrei versões minhas
espalhadas como pétalas no chão,
cada uma guardando um sonho
que eu temi viver nua.

Bebi da fonte do esquecimento
para lembrar quem sou,
e nas mãos da noite
acendi estrelas internas no meu ventre.

Voltei sem voltar,
trazendo no peito
um mapa invisível e úmido:
a certeza de que a alma
sempre sabe o caminho,
mesmo quando os pés
se perdem no mundo.




  Cléia Fialho

quarta-feira, 22 de janeiro de 2020

CORPO A VOEJAR




Meus ensejos são como ondas do mar
Revoltas vêm e vão sem cessar
Desejos são como a brisa a soprar
Levando o meu corpo a voejar
Sinto a brisa fresca em meu rosto.

Minha pele o sol aquece preposto
O som maresia remota traz
Em meu nu, sensações de paz
Sem rumo ao velejo das correntes
Inunda-me emoções calicadentes.




  Cléia Fialho

O Experimental Almognose é uma criação
Da Poetisa ANA LUCIA S PAIVA

terça-feira, 21 de janeiro de 2020

TEU SUMO SABOR



Eu vou amar-te com sede
Com um desejo inebriante
E com esse latejo ardente
Que consome a cada instante.
 
Vou beijar-te com paixão
E degustar teu sumo sabor
Enquanto o nosso tesão
Cresce em um vesano calor.
 
Vou tocar-te com ferocidade
E explorar cada pedacinho de ti
Porquanto a nossa intimidade
Faz perder noção do tempo aqui.
 
Vou entregar-me ao teu domínio
E deixar-me levar pelo teu prazer
Enquanto esse insano fascínio
Nos faz suplantar e transcender.
 
Vou sorver-te com intensidade
E fazer nosso deleite uma festa
Regozijando da nossa intimidade
 
Então vou tragar-te com vigor
Saciar minha fome em teus poros
E a cada regalo do nosso amor
Desfrutarei teus manás sonoros.




  Cléia Fialho

segunda-feira, 20 de janeiro de 2020

A LUXÚRIA SE REVELA



Entre lençolas úmidas 
a luxúria se revela
Corpos, durâmem 
entoam fugaz melodia

Sobre a gleba molhada
o gozo se atrela
O tesão e o desejo 
em perfeita sintonia.

Entre suspiros que queimam
a noite se entrega inteira
e o tempo perde o compasso
na pele que se incendeia.

Teu nome se desfaz
em ondas sobre meu corpo
e cada toque é promessa
de um prazer quase morto-vivo.

Na curva desse instante
não há começo nem fim
somos mar e tempestade
em colisão dentro de mim.





  Cléia Fialho