TOCA DA LEOA

Sensualidade & Erotismo à Flor Da Poesia




sábado, 6 de agosto de 2022

UNIVERSO DO GOZO



O gozo é cosmos em expansão,
galáxias que se abrem em gemidos,
planetas que giram em febre,
constelações que se erguem em suor.

Cada toque é explosão estelar,
cada beijo, gravidade que arrasta,
e o corpo se torna infinito,
um universo que pulsa em vertigem.

No universo do gozo,
não há começo nem fim,
apenas eternidade em combustão,
onde somos astros selvagens,
devorados pela própria criação.




  Cléia Fialho

domingo, 31 de julho de 2022

PELE A PELE



Na penumbra, pele a pele a vibrar
Corações em compasso acelerado
Em nossos corpos, a paixão a inflamar
Desejo ardente, fogo instigado.
 
Nossos olhares se cruzam, a nos guiar
Em cada toque, segredos revelados
 
A noite se rende ao prazer a criar
Lentamente, nos entregamos ao pecado
Nossos suspiros são versos entrelaçados
Nesse beijo de paixão, a nos embriagar.




  Cléia Fialho

sábado, 30 de julho de 2022

INFERNO DO PRAZER



O prazer é fogo sem clemência,
um inferno que arde na pele,
devorando cada suspiro,
consumindo cada limite.

As chamas se erguem em gemidos,
labaredas dançam entre os corpos,
e não há salvação,
apenas a vertigem da entrega.

No inferno do prazer,
somos condenados ao êxtase,
somos mártires da luxúria,
somos oferenda ao fogo eterno.

E quando o último suspiro vier,
não será fim, mas renascimento,
pois no ardor da perdição,
há eternidade em cada chama.




  Cléia Fialho

quarta-feira, 27 de julho de 2022

SOMBRAS E SUSPIROS



Gemidos rápidos
Sombras e suspiros
Desejos incontidos.

Na penumbra da noite,
corpos buscam calor,
entre toques suaves
e murmúrios de amor.

A lua espia calma
pela janela entreaberta,
enquanto a paixão dança
em chama doce e desperta.

E o tempo silencia
diante da emoção,
quando dois corações
se encontram na imensidão.





  Cléia Fialho

terça-feira, 26 de julho de 2022

CHUVA DE DELÍRIOS



A noite se abre em dilúvio,
chuva de delírios escorrendo pela pele,
cada gota é vertigem,
cada respingo, um grito contido.

Os corpos se tornam nuvens pesadas,
despejando segredos em torrentes,
e o prazer cai como relâmpago,
rasgando o silêncio em clarões.

Não há abrigo, não há refúgio,
apenas a entrega ao dilúvio,
onde o desejo é rio sem margens
e o gozo, enchente que nos arrasta.

Na chuva de delírios,
somos tempestade em carne viva,
somos vertigem que não se contém,
somos eternidade em combustão.




  Cléia Fialho

segunda-feira, 25 de julho de 2022

ETERNIDADE A ALÇAR




Nas folhas do tempo,
Os poetas entornaram,
Suas palavras e almas,
Ao vento esvoaçaram.

No palco das estrelas,
Seus versos ecoaram,
Eram sábios do sentir,
D'alma e do amor.

Cantaram a vida,
Até a dor,
Com muito fervor,
Suas belas letras como rios.

Fluíram sem cessar,
No oceano da poesia,
A eternidade a alçar,
Nas folhas do tempo.





  Cléia Fialho