sexta-feira, 19 de maio de 2023
A TUA PELE TEM GOSTO DE PROMESSA
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terça-feira, 16 de maio de 2023
SOMOS DUAS METADES
A noite desce lenta, um veludo escuro,
cobrindo o mundo com seu manto de silêncio.
Mas aqui, sob o lençol que se amontoa,
acende-se o fogo que não se apaga.
Teus olhos são poços de mel derretido,
onde me perco, onde me afundo,
e a gravidade perde o sentido,
suspensos num instante profundo.
Minha mão desliza pela curva do teu quadril,
encontrando o mapa de cada cicatriz,
cada sinal que o tempo não apagou,
cada desejo que eu preciso realizar.
Sinto o cheiro da tua pele, sal e chuva,
uma mistura antiga que me enlouquece,
o ar fica denso, quente, pesado,
e a respiração se torna a única prece.
Teu lábio busca o meu como quem tem sede,
não há pressa, só a certeza do agora,
o toque é suave, mas a chama arde,
consumindo a lógica, a razão, a hora.
Os dedos entrelaçam-se, apertam,
marcam a carne, gravam a alma,
somos duas metades que se reconhecem
na escuridão que a paixão nos chama.
O mundo lá fora pode esperar,
as estrelas podem cair em desuso,
neste quarto, o universo cabe inteiro no espaço
minúsculo de um suspiro teu.
Sinto o calor subir pela espinha,
uma onda que me leva ao abismo,
onde só existes tu e eu,
unidos num laço sem fim.
Não há palavras que possam traduzir
essa língua antiga de corpos falando,
apenas o gesto, o arrepio, a entrega,
o amor que nos consome e nos salvando.
Deixa-me ler cada detalhe do teu rosto,
como quem lê um livro proibido e sagrado,
cada suspiro é uma página virada,
cada toque, um verso apaixonado.
Que a noite não acabe, que o tempo congele,
que este instante de pura doçura dure,
enquanto a lua vigia nossa sombra,
e o amor, finalmente, nos consuma.
segunda-feira, 15 de maio de 2023
ENTRE LENÇÕES
Teus dedos desenham mapas
na pele que arde em silêncio.
Cada curva é um convite,
cada suspiro, uma promessa.
Lábios que se buscam
como marés que se encontram.
O calor sobe lento,
invadindo espaços secretos
onde o tempo se dissolve.
Teu corpo é poesia viva:
suave, quente, exigente.
E eu leio cada verso
com a boca, com as mãos,
com a alma inteira.
Quando a noite se curva
sobre nós,
não há palavras que bastem…
só o gemido doce
do prazer compartilhado.
sexta-feira, 12 de maio de 2023
FOLHAS AO VENTO
Em cada verso
que a ventania entoa,
há uma verdade antiga
despertando nas folhas.
Na melodia suave
do mundo em movimento,
a natureza se revela
como espelho do pensamento.
que a ventania entoa,
há uma verdade antiga
despertando nas folhas.
Na melodia suave
do mundo em movimento,
a natureza se revela
como espelho do pensamento.
Vou descobrindo,
para além da aparência,
o axioma que ressoa
no centro da consciência.
O silêncio não é vazio:
é presença, é fundamento,
é a voz do infinito
respirando no momento.
É ali que a alma
desata seus próprios nós,
quando reconhece na paisagem
a extensão da sua voz.
Onde o tempo repousa
sem pressa, sem porquê,
o ser abandona o ruído
e começa a compreender.
O coração aprende,
entre sussurros e pós,
que a verdade não se alcança
apenas pela razão de nós.
Ela nasce do íntimo,
da comunhão com o chão,
da árvore, da luz, do vento,
da secreta intuição.
Porque sentir,
quando o espírito se abre,
é atravessar o visível
e tocar o que não cabe.
É saber que cada instante,
mesmo breve ao desaparecer,
carrega em sua essência
a forma mais pura de viver.
quinta-feira, 11 de maio de 2023
A DANÇA PAGÃ DOS LÁBIOS
A pedra fria mordeu-lhe os joelhos quando se ajoelhou diante do altar. As velas tremiam, lançando sombras que dançavam nas paredes de pedra. Ela inclinou a cabeça, os cabelos escuros cobrindo-lhe o rosto, e sussurrou a oração que ensaiara desde garota — palavras de submissão, de entrega, de um corpo que se oferece como único altar verdadeiro. O lábio inferior tremia, traindo o medo que a fé não conseguia domar.
O homem aproximou-se sem pressa. A mão calejada pousou na nuca dela, pesada, quente, empurrando-a para baixo até a testa quase tocar a pedra. "Abre-te", ordenou, a voz grave ecoando na capela vazia. Uma gota de cera derretida escorreu de uma vela próxima e caiu no chão de pedra, a um palmo dos joelhos dela — branca sobre o cinzento, ainda fumegante. Ele apertou a nuca. "Abre o ventre para mim."
A mão calejada subiu da nuca aos cabelos dela e fechou-se num punhado escuro, puxando-a para cima. Ela soltou um gemido curto, os joelhos ardendo ao deixarem a pedra. O homem ergueu-a até ficar de pé, o rosto dela inclinado para trás, a garganta exposta à luz trémula das velas. Ele baixou a boca sobre a dela sem aviso — um beijo que não pedia, tomava. A língua invadiu-a, grossa e quente, e ela sentiu a saliva dele misturar-se à sua enquanto os lábios se abriam num espasmo de susto e fome.
As mãos dele desceram pelas costas dela e agarraram o tecido das vestes. Um puxão seco, o rasgar da costura, e o pano cedeu. O ar frio da capela tocou-lhe o ventre nu. Ela agarrou-se aos ombros largos dele, os dedos cravando-se na carne dura, e gemeu contra a boca que a devorava. O lábio inferior tremia, mas já não de medo — tremia de uma fome pagã que a oração não cobria. Os lábios molhados dela deslizaram pelo queixo dele, pela garganta, descendo pelo peito quente rumo ao ventre.
O altar era frio como a morte e duro como a fé que ela jurava carregar. As costas arquearam quando a pedra tocou a pele nua, as omoplatas raspando na superfície áspera enquanto ele a deitava sem cerimônia. As pernas dela se abriram, escancaradas, os joelhos dobrados para fora, os pés pendendo das bordas do altar como oferenda. A luz das velas lambia o ventre exposto, a curva dos seios, a fenda escura entre as coxas já brilhando de umidade.
O homem ficou de pé entre as pernas abertas dela. A mão calejada desceu pelo próprio ventre e libertou o caralho duro — grosso, veias saltadas, a glande roxa e inchada apontando para o corpo oferecido. Ele não pediu. Não abençoou. Só agarrou os quadris dela com as duas mãos, cravou os dedos na carne macia, e empurrou.
A estocada foi única, profunda, sem pausa. O caralho invadiu a buceta molhada dela até a base, abrindo as paredes apertadas numa só investida que arrancou um grito da garganta da devota. As unhas dela cravaram nos ombros largos dele, fincando meias-luas na pele queimada de sol. Ele gemeu baixo, a respiração engrossando, e começou a foder.
Os quadris batiam contra as coxas dela num ritmo brutal e constante — *pam pam pam* — o som molhado da carne se encontrando ecoando pela capela vazia. A seiva vaginal escorria pela fenda, brilhando na luz trêmula, pingando na pedra enquanto o caralho entrava e saía, entrava e saía, abrindo-a cada vez mais. Ela gemia de boca aberta, o lábio inferior tremendo, os olhos revirados para o teto de pedra.
A primeira gota de cera caiu sobre o ventre nu dela.
O calor queimou — uma agulhada de fogo que se espalhou pela pele tensa — e ela gritou. A cera branca escorreu devagar, descendo pela curva do umbigo enquanto ele continuava a meter, mais fundo, mais duro, o caralho alcançando o fundo da buceta a cada investida. Outra gota caiu, desta vez sobre o osso do quadril, e ela arqueou as costas num espasmo que misturava dor e um prazer tão agudo que parecia rasgar.
— Recebe — ele rosnou, a voz grave vibrando no peito. — Recebe tudo.
O caralho entrou até o fundo, até não haver mais espaço, e explodiu. O gozo quente inundou o ventre aberto dela, jorrando em espasmos profundos que ela sentiu pulsar lá dentro, enchendo-a, marcando-a. Ele gemeu alto, os dedos cravados nos quadris dela, despejando cada gota.
Quando se retirou, o gozo escorreu pela buceta aberta, branco e espesso, descendo pela fenda e pingando na pedra do altar.
O ar da capela arrefeceu sobre a pele nua. Ela jazia de costas no altar de pedra, o peito subindo e descendo em arquejos lentos, o ventre banhado pelo gozo que ainda escorria, morno e espesso, pela fenda molhada. A cera derretida solidificara-se em pequenos montes brancos sobre o umbigo e o quadril — selos do rito cumprido.
O homem inclinou-se. As mãos calejadas recolheram o rosto dela com uma delicadeza que contrastava com a força de momentos antes. Os polegares ásperos deslizaram pelas maçãs do rosto, limpando as lágrimas que ela nem sabia ter derramado.
— Estás absolvida — sussurrou ele, a voz grave agora um murmúrio que a envolveu como o incenso no ar.
Ela sorriu, os lábios ainda molhados, e beijou os dedos dele em silêncio. Os lábios molhados dele descansam sobre os dedos dele enquanto o incenso se consome.
segunda-feira, 8 de maio de 2023
COSTURA POÉTICA DO DESEJO!
Ler-te é adentrar no limiar do prazer,
É sentir a alma no transe do desejo!
Poetisa que faz o corpo transcender,
Que deixa a boca sequiosa do teu beijo!
Poetisa...minha imaginação faz amor contigo!
Pelo teu corpo de jasmim ávido resvalo....
Minha língua está agora abaixo do teu umbigo...
Tua boca está abocanhando meu falo!
Ah! Poetisa dos versos carnais!
Vontade louca de amar você,
Arrancar doces gemidos e lúbricos ais,
Em espasmos selvagens escorrer!
Sei que tua imaginação aflorada
Consegue saber como está a minha
Minha pele morena desnudada
Pela tua branca pele caminha.
Então, venha poeta... e sinta-se a vontade,
Eu quero apresentar-te o meu regalo,
Vou subverter-te a minha bondage,
Serpenteando toda extensão do seu falo.
Vou te açoitar indomável em minhas ancas,
Cavalgaremos por álamos convexos,
Revelar-te-ei como uma gaúcha potranca,
Faz 'deep throat' pondo-te perplexo.
Ah! Nobre poeta de sutis ousadias,
Quero deliciar-me em seus gorjeios,
Faça-me sua fêmea, com poesias vadias,
Arrebata-me os sentidos e devaneios.
Seus versos sedutores e matizados
Seduziu com lubricidade a minha fenda,
Sinto que meu corpo com seu gozo entornado,
Está a desejar mais dessa sua oferenda.
Minha boca chupa, lambe , espreme
Tua flor rosada e depiladinha
A língua vibra leve e langue geme
Bebo todo mel da tua bucetinha.
Depois lhe dou a negra e tesa adaga
Tua boca chupa tão gostoso
Tuas mãos suave ela afaga
Em tua boca entorno o gozo.
O teu sexo no meu se aninha,
Minha pele branca com a tua morena,
Ziguezagueando até a coninha,
Meu favo todinho a tua boca drena.
Minha língua passeia em tua glande,
Tu te contorces, gemendo a fremir,
A minha boca te suga e lambe,
Enquanto tua seiva se faz exprimir.
Mistura gostosa de café com leite,
Corpo sobre o meu a brincar,
Brinquedos eróticos, mero afeite,
Fluxo deslizante, deflúvio gozar.
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