TOCA DA LEOA

Sensualidade & Erotismo à Flor Da Poesia

sábado, 2 de maio de 2015

DESEJO SEM TRÉGUA



Apenas quero esse êxtase que se renova, 
voraz e incessante,
uma chama que nos lambe a alma e a pele exposta, 
sensível.
As chamas da paixão incendiam nossos corpos nus, 
suados, 
ofegantes,
e nós queimamos juntos, abertos, 
molhados, 
gemendo no escuro profundo.

Nessa entrega plena, 
onde o amor se prova com a boca,
com os dentes mordendo, 
com os dedos cravados na carne macia,
a cada toque desvendamos novos sonhos 
obscenos e profundos,
um gemido rouco, 
um arrepio violento, 
um gozo que rasga o silêncio.

Não é só desejo 
— é fome devorante que roeu a noite inteira,
é corpo fundindo corpo, 
suor escorrendo entre as coxas abertas,
é a língua traçando versos na pele nua, 
ofegante, salgada,
e o prazer pulsando, 
sem fuga, 
sem fim, 
sem limites.




  Cléia Fialho

sexta-feira, 1 de maio de 2015

AROMA DE SEXO



O aroma que em ti reside é poesia obscena e carnal,
que me embriaga como licor forte, 
me envolve em névoa de suor salgado,
me consome em chamas sem piedade nem trégua.

É o cheiro da virilha molhada, 
do sexo aberto e pulsante,
da pele quente que clama voraz por minha boca faminta.

Na sinfonia dos corpos em harmonia brutal,
onde o gemido rouco é nota aguda
 e o estalo úmido da carne é compasso,
penetro-te em versos profundos, 
molhados, 
arrancados do ventre.

A língua traça rima no clitóris intumescido,
os dedos marcam ritmo na carne que se arqueia em espasmos.

Até que o orgasmo exploda em crescendo feroz,
fluidos quentes escorrendo pelas coxas, 
corpos colapsando em uníssono,
ofegantes,destruídos, 
eternos nessa poesia escrita com sexo e fogo.




  Cléia Fialho

quinta-feira, 30 de abril de 2015

SEM LICENÇA - Capítulo II



O DESFECHO

O colchão afundou sob o peso dele. 
Rafael já estava em cima — os joelhos dele forçando as coxas dela a se abrirem, escancarando a buceta molhada para a luz da rua que cortava o quarto. 
Ele desceu. 
A boca quente cobriu a buceta de uma vez, a língua plana lambendo do clitóris até a entrada num movimento lento e possessivo. 

Ela gemeu alto, as costas arqueando para fora do colchão. 
Ele sugou os lábios internos, puxando com os dentes de leve, e ela agarrou os cabelos escuros dele com as duas mãos, empurrando a cara dele com mais força contra a buceta. 
Os quadris dela balançavam sem controle, esfregando a buceta na boca dele, a saliva e o mel escorrendo pelo queixo de Rafael enquanto ele a devorava.

— Me fode — ela implorou, a voz estrangulada. 
— Me fode agora.

Rafael se levantou. 
A cabeça do pau roçou a entrada da buceta, quente e inchada. 
Ele estocou até o fundo com uma só estocada, forçando um gemido estrangulado da garganta dela. 
As estocadas vieram rápidas e duras, os quadris batendo nas nádegas dela com som de carne molhada, o pau entrando e saindo completamente a cada golpe. 
Ela cravou as unhas nas costas dele, arranhando a pele suada enquanto levantava os quadris para encontrar cada estocada, os seios balançando com o ritmo brutal. 
Rafael cuspiu nos dedos e esfregou o clitóris dela em círculos rápidos, o pau afundando na buceta apertada sem piedade.

O orgasmo a rasgou. 
Ela gritou o nome dele, a buceta contraindo e espremendo o pau em espasmos, jatos de mel escorrendo pela base e ensopando o lençol. 
Rafael estocou três vezes com força, enterrando o pau fundo, e gozou dentro dela — jatos de porra quente enchendo a buceta, escorrendo pelos lados quando ele se sacudiu. 
Ele colapsou sobre ela, o pau ainda pulsando dentro, os dois ofegantes e colados pelo suor.

Rafael rolou para o lado e a puxou contra o peito, os braços envolvendo as costas dela, as pernas entrelaçadas. 
A luz da rua cortava o escuro e pintava listras na pele suada dos dois. 
Ela sentia a porra morna escorrendo da buceta inchada, sujando as coxas, mas não se moveu. 
Esfregou a bochecha no peito dele. 
Rafael beijou o topo da cabeça dela e murmurou, a voz grave e rouca:

— Finalmente parou de lutar.

Ela sorriu contra a pele dele, rendida e aliviada. 
Entrelaçou os dedos nos de Rafael sobre o peito dele e soltou um suspiro profundo, sem nenhuma vontade de se mover.




  Cléia Fialho

quarta-feira, 29 de abril de 2015

SEM LICENÇA - Capítulo I



A PRESSÃO

A porta estalou ao fechar. 
Rafael encostou-se nela e deixou o olhar descer pelo corpo dela — lento, sem pressa, como se já soubesse cada curva que encontraria. 
Ela recuou um passo. 
As costas tocaram a parede fria e a luz da rua cortou seu rosto, deixando o resto na penumbra.

Ele avançou. Os braços a cercaram, as mãos espalmadas contra a parede dos dois lados. 
O cheiro dele a envolveu antes do toque — almíscar e chuva. 
O nariz dele roçou a lateral do seu pescoço, e a respiração dela falhou, curta, quente. 
Os quadris dele pressionaram seu ventre — a ereção dura sob a calça roçando sua coxa. 
Ela enterrou os dedos nos ombros dele e puxou. Os lábios dele roçaram sua orelha.

— Desta vez você não vai fugir.

Ela não respondeu. 
Não teve tempo.

A boca de Rafael cobriu a sua — sem pedir licença, sem ensaiar. 
A língua invadiu com ritmo urgente, quente, molhada, e ela gemeu dentro do beijo antes de conseguir se controlar. 
Os dedos dele cravaram na sua nuca e a cabeça dela foi puxada para trás, abrindo mais a boca, deixando-o mais fundo. 
A parede fria nas costas contrastava com o calor do corpo dele colado ao seu.

A mão direita dele desceu. 
Palma aberta, lenta na coxa, subindo pela pele nua até encontrar o algodão da calcinha. 
Ele não hesitou. Um puxão seco e o tecido cedeu — o elástico estalou contra a pele e a peça caiu no chão, inútil. 
Ela arquejou contra a boca dele.

As mãos dela foram para a camisa de Rafael, puxando o tecido para fora das calças com urgência. 
Dedos trêmulos desabotoando, abrindo, libertando o torso quente. 
Ele se afastou só o suficiente para que ela puxasse a camisa pelos ombros e a jogasse longe. 
Os olhos escuros dele a devoraram.

A boca de Rafael desceu. 
Beijos molhados no pescoço, nos ombros, enquanto os dedos dele encontravam a barra da blusa dela e a puxavam para cima. 
O tecido subiu, roçou os mamilos já duros, e caiu no chão junto com o resto. 
Ele gemeu baixo na garganta ao ver os seios nus. 
As duas mãos os agarraram — apertando, puxando os mamilos com os polegares em movimentos circulares. 
Ela mordeu o lábio inferior com força, as costas arqueando contra a parede.

Os dedos dela encontraram o cós das calças dele. 
Desabotoou. 
O zíper desceu. 
A mão enfiou por dentro da cueca e envolveu o pau — duro, quente, a ponta úmida de pré-sêmen na palma. 
Rafael soltou um som gutural contra o pescoço dela.

Então as mãos dele desceram para as coxas dela. 
Agarraram firme. 
Ele a ergueu do chão como se não pesasse nada, as pernas dela se enrolando na cintura dele por instinto. 
A luz da rua cortou os dois corpos colados enquanto ele a carregava para a cama.

Ele a depositou no colchão. 
Antes que ela pudesse respirar, já estava de joelhos sobre ela — os olhos escuros a devorando na penumbra, a promesa de tudo o que viria ainda por cumprir-se.




  Cléia Fialho

terça-feira, 28 de abril de 2015

CONVITE DE CARNE



Tua pele é o convite que minha língua aceita voraz,
sedosa, 
salgada, 
cheirando a suor noite adentro e a sexo quente.

Embalada em notas de desejos cruentos e selvagens,
a boca desce pela curva do ventre molhado,
os dedos cravando a carne, 
os quadris erguendo-se
em oferenda explícita à fome que nos consome.

No ritual do lençol sujo, 
a paixão é o aporte brutal,
língua lambendo, 
penetrando, 
arrancando gemidos roucos.

Os sentidos dançam em versos vermelhos,
mordidas profundas que marcam a pele,
arranhões que queimam como fogo vivo,
pele contra pele em um rondel de luxúria e suor.

A vagina aperta em espasmos, 
o pau enterra-se fundo,
o gozo é um grito rouco estrangulado, 
uma explosão molhada,
fluidos quentes escorrendo entre as coxas abertas,
corpos colapsando, 
ofegantes, 
grudados,
saciados no fogo que não se apaga.




  Cléia Fialho

segunda-feira, 27 de abril de 2015

FOGO E MORDIDA



Desejos que não dormem, 
roem a carne viva,
um ardor sem trégua, 
língua de fogo lambendo a virilha do pensamento.

O corpo vibra em cada fibra, 
em cada poro suado,
a mente derretendo como cera contra peito nu.

No ritual da cama, 
nossas almas se travam em nós,
não há mapa para esse fogo, 
não há rota,
só o cheiro do suor misturado ao sexo nos inebria.

É pele contra pele, é grito engolido, 
é mordida que deixa marca roxa de amor possessivo.

Entregamos-nos sem medo, 
abertos, dilacerados,
o prazer é uma faca que corta fundo e doce,
que rasga e sacia.

A alma despe-se de si mesma, 
nua, 
pingando,
no fim não sabemos onde um acaba, 
outro começa,
só sentimos o calor úmido escorrer e nos unir em brasas.




  Cléia Fialho

domingo, 26 de abril de 2015

CORPOS ENTRELAÇADOS I



Certas sensações desabrocham na pele
o arrepio se espalha, 
me obriga a roçar,
envolvendo corpos num jogo de fome e mordida,
onde cada toque é ameaça e promessa.

Nossos desejos dançam em segredo, 
trancados,
sussurrando promessas de puro ardor,
linguas que traçam mapas proibidos,
mãos que apertam, 
arranham, 
tomam.

Uma chama que queima
é o nosso farol na escuridão,
a noite se rende ao prazer, 
ao calor,
deita e abre as pernas para nós.

Lentamente exploramos o desejo intenso,
cavar, 
sugar, 
devagar, 
até o fim,
até que o mundo fique pequeno demais
e só exista o grito entre nós.




  Cléia Fialho