TOCA DA LEOA

Sensualidade & Erotismo à Flor Da Poesia






sexta-feira, 31 de março de 2017

NÃO VEM MINHA PACIÊNCIA FODER!!





Não tenho papas na linguajar
escrevo o que penso e sinto
não sou leviana em expressar
que gosto mesmo de um pinto!

Falso moralismo é piada
amor e sexo nada é melhor
não profano coisa sagrada
sem essa que sou a pior!

Minha maneira inerente de escrever
você não é obrigado a gostar
nem perca seu tempo em me ler
formalistas não quero agradar!
NÃO VEM MINHA PACIÊNCIA FODER
queres respeito?
Saiba então respeitar!

Cada um cuida da sua vida
sem se meter com ninguém
não estou querendo intriga
faça o mesmo você também!

Vai ler o que te interessa
passa longe de mim
acaba aqui nossa conversa
na hipocrisia já coloquei fim!





  Cléia Fialho

quarta-feira, 29 de março de 2017

IMPETUOSA SAFADEZA



Somos desejos obscenos
 fúria da imaginação
 inoculamos o veneno
 com impulso e tesão.

 Homem que manipula
 o meu corpo como quer
 a minha essência estimula
 sou sua escrava e mulher.

 Severamente eu te castigo
 com tamanha delicadeza
 seu prazer então se instiga
 com impetuosa safadeza.

 Somos dois inconsequentes
 com lucidez deste clamor
 nos entregamos insipientes
 submissos à este amor.




  Cléia Fialho

Linda interação do Amigo Poeta DULCE

Escrava de cada palavra
que ordena sua rendição,
obscena diante de mim,
ardendo para satisfazer
aquele instinto primitivo
de ser usada até desmaiar.
Submissa à minha paixão,
prostituta indecente da minha manipulação,
você, aberta para me receber dentro de si.

 GRATIDÃO

Seu blog

sábado, 25 de março de 2017

ENCHE-ME DE AMOR



Minha paixão insaciável
 meu amante selvagem
 sequioso de mim
 possui-me louco assim
 impetuosamente sem pudor
 abre-me... preenche-me...
 e enche-me de amor.

Teu desejo acende
meu corpo em brasas
e o tempo se perde
na força do ardor

Teus lábios percorrem
caminhos secretos
fazendo em minh’alma
morada e calor

Na dança dos lençóis
a noite suspira
e a lua contempla
silente esplendor

Te abraço sem medo
em febre e ternura
bebendo em teu peito
delírio e amor.





  Cléia Fialho

segunda-feira, 20 de março de 2017

domingo, 19 de março de 2017

MEU CORPO APRENDE TEU TOM




Pássaros a cantar
Sonatas suaves e doces
Harmonia avivar.

Na brisa morna da manhã,
teu perfume desperta em mim
um desejo lento, ondulante,
que percorre a pele sem fim.

Entre notas, suspiros e pele,
meu corpo aprende teu tom,
é o toque que não se anuncia
e acende em silêncio a paixão.





  Cléia Fialho

quarta-feira, 15 de março de 2017

PRAZER PORVIR



Quando toma-me em seus braços
e lambe-me ardentemente
minha luxúria eu satisfaço
tomada de volúpia ingente.
 
Meu corpo queima em desejos
e meu seio titilando
no sabor cálido dos seus beijos
a minha respiração arfando.
 
E o meu sexo já úmido
prenunciam o prazer porvir
sentindo-te já túmido
em meu gozo a fulgir!




  Cléia Fialho

domingo, 12 de março de 2017

TEU NOME EM MIM



A noite desce lenta, véu aveludado,
e em meu pensar, teu vulto se desenha.
Um fantasma doce, ardente, desejado,
que a alma em fogo brando me empenha.
Continuo a vagar pelos recantos
do que poderíamos ser, sem receio.

Um jardim secreto, sem espantos,
onde a nudez floresce em pleno anseio.
A vontade que me inunda, torrente
de tudo que guardei, de ti esperei.
Quero desatar, ardente, impaciente,
o que em meu ser guardei e hoje almejei.

Libertar este clamor, esta fome,
esta sede que me queima, sem pudor.
Dar-te a provar, ah, doce meu nome,
o néctar que emana do meu corpo, amor.
Um vinho ancestral, fermento antigo,
que em cada gota encerra um universo.

Beber-te, sim, meu anjo, meu abrigo,
consumir teu ser num beijo adverso.
Te desfazer em mim, pedaço a pedaço,
mistura de peles, aroma e calor.
Em teu abraço, encontrar o meu espaço,
perdido na vastidão do nosso ardor.

Que as horas se desfaçam, em torrente,
e o tempo se dobre à nossa paixão.
Que o mundo lá fora, indiferente,
nos ignore em nossa doce união.
Teu corpo em meu corpo, um só compasso,
um ritmo que a terra nunca escutou.

E em cada toque, em cada abraço,
a vida em nós, inteira, se revelou.
Um desejo primitivo, primordial,
que nos incendeia, que nos faz vibrar.
Um êxtase profundo, celestial,
e em ti, meu ser, desejo me encontrar.




  Cléia Fialho