TOCA DA LEOA

Sensualidade & Erotismo à Flor Da Poesia

sexta-feira, 23 de janeiro de 2015

DELÍCIA PROIBIDA



Ajoelhei-me, rendida ao teu poder.
Teu zíper descia, revelando o tesouro proibido.
Com a boca, acolhi-te, absorvendo tua essência.
Cada movimento uma explosão de prazer um convite ao pecado.

Senti-te crescer, pulsar, meu desejo aumentando.
Minhas mãos, alheias, percorriam tua pele, 
encontrando lugares secretos.
Cada toque era um passo mais perto do abismo, 
onde só o prazer nos guiava.
Tua respiração acelerou, sinal do que estava por, 
um clímax que prometia ser avassalador.

Os olhos fechados, 
mergulhei ainda mais nessa dança de pecados.
Tua mão em meu cabelo, 
guiando o ritmo, o controle perfeito.
O sabor intenso, a textura excitante, 
cada detalhe me levava mais fundo.
Senti-te tremer, sinal do que estava por, 
um momento pura entrega.

Quando enfim chegaste ao clímax, 
foi como um explosão, ondas de prazer que nos encharcaram.
Ajoelhei-me, dominada, mas satisfeita, 
tendo vivido um momento de pura intimidade.
Cada segundo, cada toque, cada respiração.




  Cléia Fialho

quinta-feira, 22 de janeiro de 2015

quarta-feira, 21 de janeiro de 2015

TEMPESTADE DE PRAZER



Entro no quarto ainda molhada da noite.
O casaco cobre minha pele, mas teus olhos já me despem.
Queres descobrir o que escondo, mas me detenho.
O desejo em teu olhar me provoca.

O tecido se abre, o cinto se solta.
Meus seios surgem como promessa.
Meus mamilos endurecem sob tua fome.
E tua excitação cresce, evidente, latejante.

Deixo cair a capa ao chão.
Nua, caminho até ti.
Meus quadris desenham o ritmo.
Viro-me, ofereço minha carne diante do teu rosto.
Tua língua explora, tua boca devora.
Espalhas minhas nádegas, lambes meu segredo.
Abres meus lábios, mergulhas em minha gruta.
E eu me abro mais, pronta para tua invasão.

Sento em teu rosto, minha boceta escorre.
Minhas mãos libertam tua ereção.
Minha boca te envolve, encaixe perfeito.
Estamos em sessenta e nove,
tua língua em mim, minha boca em ti.
O ritmo acelera, gemidos se cruzam.
Explosões de gozo nos atravessam.

Agora me tomas no sofá.
Teu pau invade minha fenda,
minha bunda repousa em teus quadris.
Ondulo, cavalgo, mudo posições.
Sou cachorrinha, sou selvagem, sou tua.
Meus seios balançam livres,
tuas estocadas me fazem vibrar.

Viramos, nos dobramos, nos erguemos.
Cara a cara, tua rola saboreia minha boceta.
O ritmo cresce, a pressão explode.
Gozamos juntos, em delírio, em transe.

Teu corpo se rende, tua dureza se desfaz.
Minha lascívia se aquieta.
Mas o fogo permanece aceso,
pronto para nos consumir outra vez.




  Cléia Fialho

terça-feira, 20 de janeiro de 2015

OBSESSÃO DO CORPO



Leva-me ao abismo do desejo, 
onde cada toque é um fogo que consome. 
Quero sentir tua pele queimar a minha, 
cada respiração entrelaçada, 
cada suspiro que nos aproxima.

Tuas mãos, como chamas, incendeiam minha alma, 
deixando-me perd no teu olhar. 
Quero que a noite seja um sonho sem fim, 
onde o prazer é a única realidade.

Deixa-me mergulhar no teu braço, 
onde o tempo para e o mundo desaparece. 
Quero sentir cada centímetro do teu corpo contra o meu, 
cada movimento que nos leva mais fundo.

Vou me entregar aoírio, deixar que a paixão me domine. 
Esta noite, somos um, perdidos no labirinto do desejo, 
onde o prazer é a única saída.




  Cléia Fialho

segunda-feira, 19 de janeiro de 2015

CORPO A ARDER



Tuas mãos, como asas de seda, deslizam sobre mim, 
despertando cada centímetro da minha pele. 
O toque que ofereces é uma dança lenta e envolvente, 
um convite ao pecado que não consigo recusar.

Sinto o calor do teu pressionando contra o meu, 
e cada movimento que fazes é um convite a explorar mais, 
a perdermos o controle juntos. 
Teu olhar, cheio de intenção, 
promete prazeres que mal posso descrever.

Quero sentir tua pele contra a minha, 
os nós dos dedos traçando caminhos
 proibidos que exigem mais e mais. 
Cada carícia é um fogo que consome, 
cada beijo um passo mais próximo
do paraíso que desejamos.

Deixa-me mergulhar no teu abraço, 
onde o mundo exterior não existe. 
Quero que a noite seja nossa, 
que não haja limites nós, 
apenas a dança do desejo que nos une.




  Cléia Fialho

domingo, 18 de janeiro de 2015

O CALOR QUE NOS DEVORA



O calor se espalha
como mel escaldante
sobre a pele nua,
queimando razão,
dissolvendo vergonhas,
despertando feras.

A vontade pulsa selvagem,
um tambor primitivo
nas veias inflamadas,
implacável, faminta,
voraz, insaciável,
implorando mais.

Olhos devoram sem pudor,
mãos exploram sem piedade,
línguas traçam mapas
secretos e proibidos
de prazer no âmago.

Cada respiração é gemido
disfarçado, cada toque é fogo
que se multiplica,
corpos entregues
numa dança antiga
de submissão absoluta.

Na eternidade liquefeita
do desejo, a pele fala
mais que palavras,
suor brilha como ouro
derretido sobre arcos
e curvas ofegantes.

Dois seres se dissolvem
num só ser pulsante
e ardente, numa chama
que não pede permissão
para arder, numa entrega
total, infinita, delirante,
completa.




  Cléia Fialho

sábado, 17 de janeiro de 2015

CORPO DE TRANSGRESSÃO



Todo seu corpo chega a ser um pecado de carne viva
Um convite suado à paixão que lateja e exige
Ao desejo ardente que queima a roupa e a razão
Em seus lábios eu sinto o gosto lambuzado de mel e sexo
Que me transporta para um mundo onde o verbo é tocar
E o resto do mundo apaga e deixa de existir.

Desço pela curva do teu pescoço tenso
Mordendo cada centímetro que pulsa e chama
Minhas mãos traçam fronteiras que se perdem na tua pele
Enquanto o lençol enrola e sufoca nossos gritos roucos
Não há mais pecado que não seja sagrado aqui dentro
Não há gosto que não seja liturgia de boca aberta

Tua cintura arqueia-se como um arco pronto para soltar
E eu solto o verbo em gemidos que não traduzem nada
Senão o fogo que sobe e consome o ar que ainda sobra
Seu corpo é igreja e profanação simultânea
Onde eu me ajoelho e te devoro como oração final
Lambuzo-me em ti e volto a começar do princípio do delírio

Cada mordida um mapa, cada toque um grito abafado
Não há mundo diferente senão esse quarto escuro e úmido
Onde o tempo desacelera e o suor escreve o destino
Nossas línguas dançam e tateiam o limite da lucidez
Perdendo a forma, encontrando a fome
A noite é longa e o pecado é feito para ser repetido
Até que a carne não saiba mais 
onde ela termina e onde eu começo.




  Cléia Fialho

sexta-feira, 16 de janeiro de 2015

QUARTO DE ESPELHOS



As costas dela bateram contra o vidro frio antes que pudesse reagir. O impacto roubou-lhe o ar e o reflexo devolveu-lhe os olhos arregalados, os lábios entreabertos. Ele pressionou o peito largo contra as costas dela, esmagando-lhe os seios contra a superfície gelada do espelho. O choque térmico arrancou-lhe um gemido baixo. Tentou virar o rosto, fugir da própria imagem, mas os dedos dele agarraram-lhe o queixo e mantiveram-na imóvel.

— Olha — a voz grave roçou-lhe o ouvido. — Precisas de te ver.

Os pulsos dela foram içados acima da cabeça, presos contra o vidro por uma só mão. Ele rodou os quadris devagar, o volume duro sob o tecido da calça esfregando-se nas nádegas dela. O corpo dela estremeceu, o abdômen contraiu-se num espasmo involuntário. No reflexo, viu a boca dele curvar-se perto do seu pescoço.

Os dedos dele desceram até à blusa e puxaram o tecido com um gesto brusco. Os botões saltaram, tilintando no chão. O espelho devolveu-lhe os seios nus.

A mão dele desceu pelo ventre dela, os dedos calejados arranhando a pele macia. Agarrou a cintura da calça e puxou para baixo num só movimento, o tecido enrolando-se nos tornozelos. A calcinha seguiu o mesmo caminho, o algodão húmido sendo arrastado pelas coxas. Ela tentou fechar as pernas, instintiva, mas o joelho dele forçou-se entre as dela, abrindo-as.

— Assim não — ele murmurou, virando-a de frente para o espelho.

O reflexo devolveu-lhe o corpo nu, os seios empinados, os mamilos escuros e duros. Ele ajoelhou-se atrás dela, as mãos subindo pelas coxas, os polegares afastando a carne macia. Os dedos encontraram a fenda molhada, deslizando entre os grandes lábios, recolhendo o líquido que já escorria. Ela mordeu o lábio inferior com força, prendendo o gemido.

Ele puxou o tecido da calcinha para o lado, expondo a vulva ao espelho. Dois dedos empurraram a entrada, afundando devagar na vagina apertada. Depois curvou-os para cima, num ritmo lento e implacável. O gemido escapou-lhe, involuntário, as paredes vaginais contraindo-se em espasmos ao redor dos dedos dele.

— Prova.

Os dedos molhados pressionaram os lábios dela, o próprio gosto salgado invadindo-lhe a boca.

Ele dobrou-a pela cintura. O tronco dela bateu na superfície fria da bancada, os seios esmagados contra o vidro. O reflexo devolveu-lhe o rosto a centímetros de si mesma — os olhos castanhos arregalados, os lábios entreabertos, o rubor que descia pelo pescoço. Sentiu a glande quente pressionar a entrada da vagina. Ele não pediu. 

Empurrou o membro inteiro para dentro numa só estocada profunda, o pênis abrindo caminho pela carne apertada. Ela gritou. As paredes vaginais contraíram-se ao redor dele, um espasmo involuntário que a fez arquear as costas. Ele não esperou. Os quadris começaram a bater contra as nádegas dela num ritmo rápido e agressivo, a carne balançando a cada impacto, o som das peles a ecoar no quarto. Ela tentou fechar os olhos. 

— Abre — ele rosnou, a voz grave e sem negociação. — Olha. Os dedos dele cravaram-se nos seus cabelos, puxando a cabeça para trás. A coluna dela arqueou, o pescoço curvou-se, e o pênis afundou até o fundo da vagina. Ela obedeceu. O reflexo mostrou-lhe o pau entrando e saindo, a base reluzente do líquido que escorria pelas coxas dela e lubrificava cada estocada. 

Os gemidos saíram-lhe incontroláveis, altos, ecoando nas paredes. Ele agarrou-lhe os quadris com força, os dedos cravados na pele até roxear. Fixou-lhe o corpo para receber as estocadas mais fundas. O suor escorria pelas costas dela, o ânus pulsando no ritmo das investidas. Ele soltou um rosnado grave. 

O pênis pulsou dentro dela, e jatos de sêmen quente explodiram no interior da vagina, enchendo-a. Ela gritou, a vagina e o ânus contraindo-se em espasmos violentos. O sêmen dele escorreu pela fenda molhada, descendo pelas coxas abaixo. O sêmen de Ele escorre pelas coxas dela, enquanto ela ofega, os olhos ainda fixos no reflexo.

O ar ainda estava denso, carregado do cheiro do sexo e do suor que grudava na pele dela. Continuava curvada sobre a bancada fria, os antebraços colados ao mármore, as pernas abertas e trêmulas. O sêmen dele escorria devagar de dentro da vagina, um fio morno e espesso que descia pela parte interna da coxa até gotejar no chão com um som abafado. Os músculos das coxas dela ainda tremiam em espasmos leves, involuntários, como se o corpo se recusasse a largar o prazer que acabara de atravessá-la.

A respiração foi-se estabilizando aos poucos. O peito subia e descia contra a superfície fria, e cada expiração saía mais longa que a anterior. Ele continuava atrás dela, as mãos grandes pousadas nos quadris dela sem apertar, apenas segurando. O calor das palmas contrastava com o arrepio que corria a pele dela.

Ela levantou a cabeça devagar e encarou o reflexo. O espelho devolveu-lhe a imagem sem piedade: os cabelos escuros colados nas têmporas pelo suor, os olhos castanhos ainda vidrados, a boca entreaberta e inchada. As marcas dos dedos dele começavam a roxear nos quadris. 

O líquido leitoso continuava a escorrer pelas coxas, brilhando sob a luz âmbar. Desta vez, não desviou o olhar. Sustentou a própria imagem, os olhos fixos nos olhos refletidos, e algo dentro dela cedeu por completo — não de fraqueza, mas de aceitação.

Ele inclinou-se e beijou-lhe o ombro, os lábios quentes contra a pele salgada. A voz saiu grave, um murmúrio que vibrou contra a nuca dela.

— Agora és essa imagem. Pertences a ela.

Ela não respondeu. Continuou a fitar o reflexo, os olhos castanhos encontrando os próprios olhos, e pela primeira vez não desviou.




  Cléia Fialho