TOCA DA LEOA

Sensualidade & Erotismo à Flor Da Poesia

quarta-feira, 8 de abril de 2015

terça-feira, 7 de abril de 2015

SEDUÇÃO SELVAGEM



Teu ar de inocência me enlouquece,
mas é tua luxúria que me rasga.
Raios de desejo queimam minha pele nua,
cada detalhe me despedaça, me despe,
teu corpo é lâmina cintilante,
mar de luxúria que me engole,
encantamento feroz que me devora inteiro.

O esplendor da paixão me dilacera,  
toques e afagos que queimam,  
beijos em vertigem rasgam minha boca,  
sonhos secretos viram delírio carnal,  
dança de corpos em fúria,  
emoção selvagem que devora.

Amar-te é arte brutal,  
sedução que me consome,  
desejo que me enlouquece,  
prazer em melodias lascivas,  
poesia ardente tatuada em minha pele.  

Amante do meu corpo,  
faz morada em meu prazer,  
banha-me com teu gozo,  
magia crua, emoção sem freio.  

A linguagem lasciva desnorteia,  
sem rumo, sem direção,  
tua boca desliza em mim,  
arroubos, arrepios, tesão em fúria.  

Eu devoro teu corpo,  
cada gesto me enlouquece,  
tu conheces minha fúria,  
meu ritmo indomável,  
sou mulher selvagem, visceral,  
sou incêndio que consome,  
sou tempestade que não se apaga. 




  Cléia Fialho

segunda-feira, 6 de abril de 2015

RASTRO DE FÚRIA



Eu sou ternura,  
e sou fera em cio,  
sou vertigem que rasga,  
sou carne que implora e devora.  

Te agarro sem piedade,  
minhas unhas são lâminas,  
meus dentes cravam tua pele,  
minha boca é incêndio,  
meu gemido é ordem.  

Tu me invades bruto,  
eu te recebo inteira,  
sou campo de batalha,  
sou mulher em guerra,  
sou prazer que sangra.  

Saliva, suor, arranhões,  
cada toque é relâmpago,  
cada penetração é terremoto,  
cada gozo é explosão selvagem.  

Eu grito, eu uivo, eu imploro mais,  
sou bandida em teus lençóis,  
sou delírio que não volta atrás,  
sou fúria tatuada em tua carne.  

No fim, só restam corpos exaustos,  
pele marcada, respiração em chamas,  
um êxtase brutal e selvagem,  
gravado em suor, gravado em gritos,  
gravado em nós.  




  Cléia Fialho

domingo, 5 de abril de 2015

SOB A MESA



O quarto estava escuro, cortado apenas pela luz alaranjada da rua que atravessava a persiana. 
Ela estava deitada de costas, imóvel, os olhos abertos no teto. 
Sentia o calor do corpo dele a centímetros, a cama estreita tornando impossível qualquer distância. 
A respiração dele era lenta, mas ela sabia que ele não dormia.

Ele rolou o corpo na cama. 
O peito nu encostou nas costas dela, o calor da pele pressionando ombro contra ombro. 
Ela prendeu a respiração. 
Os dedos apertaram o lençol, os ombros tensos sob o hálito dele que batia no seu ombro nu.
Na parede, a sombra dos dois corpos se fundia numa silhueta distorcida — uma verdade que as palavras ainda negavam.
Ela fechou os olhos.

— Não.
A palavra saiu num sussurro trêmulo, quase uma pergunta. A mão del
 pairou sobre o quadril dela, sem tocar. Ela não se afastou.
A mão dele desceu. 
Quente, pesada, os dedos afundando na carne macia do quadril dela por cima do tecido fino da calcinha. 
Ela arqueou as costas — um movimento involuntário, a coluna cedendo antes que a mente pudesse protestar. 
Os dedos dele cravaram, marcando a pele, e ela soltou o ar que estava prendendo.

A boca dele encontrou sua nuca. 
Lábios quentes, abertos, a ponta da língua traçando um caminho úmido até a base do crânio. 
O gemido escapou abafado contra o travesseiro, um som que ela nem reconheceu como seu.
Ela virou a cabeça.
A boca dele capturou a dela. 
A língua empurrou entre seus lábios com urgência molhada, invadindo, tomando. 
Ela cedeu. As mãos subiram pelo peito dele, os dedos encontrando a barra da camisa e puxando para cima. 
Desistindo de lutar.

Ele a livrou do tecido. 
Depois os dedos desceram, os nós arrastando pela pele interna da coxa enquanto puxava a calcinha para baixo. 
Ela estremeceu. 
A mão dela desceu e empurrou a calça dele, os dedos envolvendo o pau duro e quente, sentindo-o pulsar no punho. 
Ela o empurrou de costas na cama e subiu sobre as coxas dele, nua.

Ela desceu. 
O quadril afundou devagar, a boceta molhada abrindo ao redor da glande quente, os lábios se separando com uma facilidade obscena que a envergonhou e excitou ao mesmo tempo. 
O gemido saiu alto, a garganta vibrando enquanto o pau grosso a preenchia centímetro por centímetro. 
Ela não parou até sentir a base, os pelos dele roçando seu clitóris inchado, os fluidos dela escorrendo e sujando a virilha dele. 
As mãos dela cravaram no peito largo, as unhas arranhando a pele.

Ele agarrou seus quadris. 
As duas mãos, os dedos afundando na carne macia com força suficiente para deixar marcas roxas. Ele não esperou. 
Impulsionou o quadril para cima com uma estocada violenta que arrancou um grito dela. 
O pau entrou fundo, a ponta batendo no colo do útero, e ela sentiu as pernas tremerem. 
Ele ditou o ritmo — rápido, sem piedade, cada investida empurrando o ar dos pulmões dela. 
Os seios balançavam soltos, os mamilos duros roçando o peito dele quando ela se inclinava para frente.

Ela arqueou as costas. 
A mão dele deslizou entre os corpos molhados de suor, os dedos encontrando seu clitóris. 
Ela esfregou-se neles, o quadril girando em círculos desesperados enquanto o pau entrava e saía com um som molhado e obsceno, a boceta batendo na virilha dele em estalos rápidos. 
O orgasmo veio como um soco. 
A boceta apertou, os músculos internos espasmando ao redor do pau, e ela gritou — um som alto, incontrolável, o nome dele rasgado na garganta. 
O gozo escorreu pela fenda, quente e abundante, molhando os sacos dele.

Ele rosnou. 
As coxas travaram, os dedos cravando mais fundo nos quadris dela enquanto empurrava o pau até o fundo e gozava. 
Os jatos quentes de sêmen encheram a boceta, pulsando dentro dela, e ela gemeu ao sentir o líquido escorrendo pela borda onde os corpos se encontravam. 
Os corpos tremeram juntos, o pau ainda pulsando, o sêmen e o gozo dela misturados escorrendo pelas coxas e manchando o lençol. 
Na parede, a sombra distorcida dos dois corpos finalmente imóveis, fundidos numa silhueta que não escondia mais nada. 
O pau dele ainda pulsa dentro dela e o sêmen vaza pela boceta, pingando no lençol.

Ela deixou o corpo ceder, a cabeça encontrando o peito largo dele. 
O coração batia sob sua orelha — ainda acelerado, mas desacelerando aos poucos, cada batida mais espaçada que a anterior. 
O suor dos dois se misturava na pele quente, os corpos colados, os músculos dele ainda tensos sob seu peso. 
Ela sentiu o pau mole escorregar para fora da boceta inchada, o movimento lento e molhado arrancando um gemido baixo. 
O sêmen quente vazou pela fenda, escorrendo em fios grossos pela coxa dele, e ela não se moveu para limpar. 

Apertou o rosto contra o peito dele, os lábios roçando a pele salgada.
 "Não vou mais fugir", sussurrou, a voz trêmula e quase inaudível. 
Ele não respondeu — apenas os dedos se fecharam sobre a nuca dela, firmes e quietos. 
Na parede, a sombra dos dois corpos permanecia imóvel, uma silhueta única e distorcida que a luz da rua projetava sem pressa. 
Ela entrelaçou os dedos nos dele e fechou os olhos, rendida.





  Cléia Fialho

sábado, 4 de abril de 2015

SELVA DE GOZO



Te agarro.  
Te mordo.  
Te rasgo.  
Sou fera em cio.  

Teu corpo é território invadido,  
minhas unhas são armas,  
minha boca é incêndio,  
meu gemido é ordem.  

Não há ternura.  
Há fúria.  
Há suor.  
Há saliva.  

Eu te quero bruto,  
eu te quero selvagem,  
eu te quero inteiro,  
dentro da minha vertigem.  

Nosso gozo é guerra,  
nosso prazer é ferida aberta,  
nosso delírio é selvagem,  
gravado em carne,  
gravado em gritos.  




  Cléia Fialho

sexta-feira, 3 de abril de 2015

INCÊNDIO DE DESEJO



Meus lençóis não me escondem,  
eles caem ao chão como cúmplices,  
meu corpo se oferece em vertigem,  
suado, faminto, entregue ao teu domínio.  

O silêncio não existe,  
meus gemidos rasgam a noite,  
teus dentes cravam em minha pele,  
eu me abro inteira, eu te deixo entrar inteiro.  

Brancos de algodão se tornam vermelhos,  
molhados, envergonhados, marcados,  
testemunhas da febre dos nossos corpos,  
do gozo que escorre e denuncia nossa fúria.  

Minhas mãos desobedientes percorrem tua carne,  
minha boca se perde em tua língua,  
meu peito arde em tua posse,  
sou mulher em chamas, sou tua vertigem.  

Nos lençóis teu cheiro permanece,  
as manchas são poesia explícita,  
cada detalhe é memória gravada,  
nosso amor estampado em suor e prazer.  




  Cléia Fialho

quinta-feira, 2 de abril de 2015

NOITE DE FOGO



Corpos se chocam em vertigem,  
suados, famintos, delirantes,  
rasgando segredos na pele,  
gemendo sinfonias de prazer.  

Dedos percorrem geografias proibidas,  
línguas se enroscam em loucura,  
fantasias se tornam realidade,  
sons lascivos alimentam minha febre.  

Mãos atrevidas, desobedientes,  
bocas que devoram sem descanso,  
meu homem amante, insaciável,  
me fez inteira, mulher em chamas.  

Dia de paixão ardendo,  
corpos eloquentes se entrelaçam,  
dentes, unhas, saliva,  
dialogando com o sexo em poesia.  

Desbravo teu interior selvagem,  
padeço em êxtase inebriante,  
gemidos desesperados, incontidos,  
teu gozo me arranca da razão.  

Dedos ávidos, boca faminta,  
seios que imploram tua entrega,  
sou amazona ardente, faceira,  
fazendodo teu corpo minha poesia. 




  Cléia Fialho

quarta-feira, 1 de abril de 2015

DIAMANTE EM CHAMAS



Entrega teu corpo às minhas mãos.
Entrega tua alma ao meu domínio.
E eu te lapido como quem molda um diamante bruto.
Cada faceta brilha mais quando se torna minha.

Conheço teus medos.
Provo teus anseios.
Desfaço teus credos.
Desnudo teus desejos.
Arranco de ti as amarguras do cotidiano.
E te deixo livre, como águia em voo aberto.
Mas cativa, presa aos meus caprichos.

Dá-me tua vida como livro sem páginas.
Deixa-me escrever tua história.
Solta os pudores.
Rompe os tabus.
Aqui não há pecado.
Aqui todas as palavras proibidas são permitidas.

Sob meu olhar, tu te tornas serva.
Ajoelha-te e respira meu perfume.
Aquece-te no calor da minha pele.
Bebe do sumo que brota do meu ventre.

Liberta tuas fantasias nas minhas cordas.
Grita palavras profanas com a mordaça nos lábios.
Sente o êxtase das minhas mãos percorrendo tua carne.
E minha língua… demorando-se nas entranhas que adoras.




  Cléia Fialho