TOCA DA LEOA

Sensualidade & Erotismo à Flor Da Poesia

quinta-feira, 7 de maio de 2015

VERSOS OBSCENOS



Tua língua traça versos obscenos 
em minha pele arqueada e ofegante,
descendo devagar pelo ventre sensível, 
provocando o centro de tudo,
até eu gritar em convulsão descontrolada 
e profunda que rasga o silêncio.

Penetras-me em estocada única e brutal, 
fundo e sem trégua...
meu corpo apertando em espasmos violentos 
que arrancam o ar dos meus pulmões.

Gozamos juntos em explosão final e única, 
fluidos quentes nos unindo em correnteza,
corpos trêmulos e colapsados, 
grudados de suor intenso
 e desejo insaciável.

A noite inteira nos devora 
em ritmo ininterrupto 
e faminto sem limites,
saciados, 
destruídos, 
aconchegados no lençol quente 
e suadado de nós.




  Cléia Fialho

quarta-feira, 6 de maio de 2015

DEVORADOS PELO FOGO



Tuas mãos descem ferozes pelo meu ventre, 
acendendo rastros de chama 
em cada poro da minha pele sensível e exposta. 

Eu me abro, 
entrego, 
arqueio sob o teu corpo e sinto teu desejo 
entrar fundo e devagar, 
rasgando o silêncio em gemidos roucos e profundos. 

Gozamos juntos em explosão final, 
corpos trêmulos e colapsados, 
saciados e eternos no lençol quente e encharcado. 

Mas a fome não dorme. 
A tua boca desce voraz até meu sexo ainda pulsante, 
a língua provoca o centro de tudo, 
e eu grito outra vez, 
sem controle. 

Tuas mãos apertam meus quadris, 
me posicionam para receber-te de novo. 
Entras com força, 
o ritmo é brutal, 
ininterrupto, 
e eu aperto as unhas nas tuas costas 
enquanto o novo orgasmo rasga minha garganta. 

Colapsamos juntos, 
ofegantes, 
cansados, 
grudados pelo suor da noite inteira. 

Teu hálito quente contra meu pescoço 
acende novo fogo lento, 
o suor esfriando entre nossos ventres colados. 

A madrugada nos encontra entrelaçados, 
dedos traçando mapas furtivos 
na pele ainda trêmula. 
Sinto o teu desejo despertar novamente 
contra minha coxa, 
e sorrio no escuro,
 pronta para ser devorada mais uma vez.




  Cléia Fialho

terça-feira, 5 de maio de 2015

BEIJOS QUE QUEIMAM



Dos beijos que incendeiam 
a minha pele nua e sensível, 
deixando rastros de fogo líquido 
em cada curva e dobra,
na busca voraz e devorante 
do êxtase que se ajusta e rasga 
ao teu toque possessivo, 
profundo e brutal.

Tua boca desce escaldante 
pelo meu pescoço, 
mordendo o ombro, 
lambendo o suor salgado 
que brota em gotas quentes.

Eu me arqueio inteira, 
ofegante, 
entregue ao fogo 
que consome minha carne 
sem trégua nem piedade.

Entre lençóis de seda suados 
e noites escaldantes, 
teu corpo sobre o meu, 
penetras-me em estocadas 
lentas e profundas,
a minha grutta molhada 
apertando em espasmos violentos 
enquanto o mundo se dissolve e
m gemidos roucos e obscenos.

Gozamos juntos em explosão final, 
fluidos quentes nos unindo, 
colapsados em saciedade absoluta, 
eterna e destruidora.




  Cléia Fialho

segunda-feira, 4 de maio de 2015

RECEPTIVA E FAMINTA



A umidade entre minhas pernas já é incontrolável,
um escorregadio lembrete obsceno e quente 
de que meu corpo está pronto,
aberto, 
exposto, 
faminto, 
vibrando em expectativa crua.

Sinto o colo uterino pulsar 
em chamado receptivo e profundo,
esperando ser preenchido, 
rasgado, 
completado por teu desejo de pedra.

Cada batida de sangue na minha pele sensível 
grita por tua entrada violenta,
a fenda molhada escorre 
em súplica voraz que mancha os lençóis.

O sexo incha, 
os lábios latejam,
 a boceta aperta em convulsão antecipatória,
e eu me arqueio sozinha, 
ofegante, 
oferecendo o vazio úmido que teu pau duro pode sarar.

Penetras-me em estocada profunda até a base,
o útero te recebe em espasmo apertado e faminto,
e gozo em gritos que rasgam a noite escura,
fluidos quentes escorrendo em prova de que estava pronta,
destruída, preenchida, 
eternamente tua no lençol encharcado.




  Cléia Fialho

domingo, 3 de maio de 2015

CHEIROS DE NÉCTAR



Cheiros de néctar, o aroma da paixão,
Envolve nossos corpos num doce abraço,
E nesse encontro, somos um furacão,
Sacia-se a sede em cada beijo escasso.

Um gosto agridoce, essa tentação,
Nossos lábios se encontram num compasso,
Em volúpias sensuais, sem ilusão,
Saboreamos o prazer em cada traço.

Na dança do desejo, o tempo voa,
Nossos corpos, entrelaçados em luxúria,
Na entrega plena, a alma se esvoa.

E nesse poema sensual que cria,
Cheiros de néctar, o amor se entrelaça,
O doce agridoce, em nós, se propicia.




  Cléia Fialho

sábado, 2 de maio de 2015

DESEJO SEM TRÉGUA



Apenas quero esse êxtase que se renova, 
voraz e incessante,
uma chama que nos lambe a alma e a pele exposta, 
sensível.
As chamas da paixão incendiam nossos corpos nus, 
suados, 
ofegantes,
e nós queimamos juntos, abertos, 
molhados, 
gemendo no escuro profundo.

Nessa entrega plena, 
onde o amor se prova com a boca,
com os dentes mordendo, 
com os dedos cravados na carne macia,
a cada toque desvendamos novos sonhos 
obscenos e profundos,
um gemido rouco, 
um arrepio violento, 
um gozo que rasga o silêncio.

Não é só desejo 
— é fome devorante que roeu a noite inteira,
é corpo fundindo corpo, 
suor escorrendo entre as coxas abertas,
é a língua traçando versos na pele nua, 
ofegante, salgada,
e o prazer pulsando, 
sem fuga, 
sem fim, 
sem limites.




  Cléia Fialho

sexta-feira, 1 de maio de 2015

AROMA DE SEXO



O aroma que em ti reside é poesia obscena e carnal,
que me embriaga como licor forte, 
me envolve em névoa de suor salgado,
me consome em chamas sem piedade nem trégua.

É o cheiro da virilha molhada, 
do sexo aberto e pulsante,
da pele quente que clama voraz por minha boca faminta.

Na sinfonia dos corpos em harmonia brutal,
onde o gemido rouco é nota aguda
 e o estalo úmido da carne é compasso,
penetro-te em versos profundos, 
molhados, 
arrancados do ventre.

A língua traça rima no clitóris intumescido,
os dedos marcam ritmo na carne que se arqueia em espasmos.

Até que o orgasmo exploda em crescendo feroz,
fluidos quentes escorrendo pelas coxas, 
corpos colapsando em uníssono,
ofegantes,destruídos, 
eternos nessa poesia escrita com sexo e fogo.




  Cléia Fialho

quinta-feira, 30 de abril de 2015

SEM LICENÇA - Capítulo II



O DESFECHO

O colchão afundou sob o peso dele. 
Rafael já estava em cima — os joelhos dele forçando as coxas dela a se abrirem, escancarando a buceta molhada para a luz da rua que cortava o quarto. 
Ele desceu. 
A boca quente cobriu a buceta de uma vez, a língua plana lambendo do clitóris até a entrada num movimento lento e possessivo. 

Ela gemeu alto, as costas arqueando para fora do colchão. 
Ele sugou os lábios internos, puxando com os dentes de leve, e ela agarrou os cabelos escuros dele com as duas mãos, empurrando a cara dele com mais força contra a buceta. 
Os quadris dela balançavam sem controle, esfregando a buceta na boca dele, a saliva e o mel escorrendo pelo queixo de Rafael enquanto ele a devorava.

— Me fode — ela implorou, a voz estrangulada. 
— Me fode agora.

Rafael se levantou. 
A cabeça do pau roçou a entrada da buceta, quente e inchada. 
Ele estocou até o fundo com uma só estocada, forçando um gemido estrangulado da garganta dela. 
As estocadas vieram rápidas e duras, os quadris batendo nas nádegas dela com som de carne molhada, o pau entrando e saindo completamente a cada golpe. 
Ela cravou as unhas nas costas dele, arranhando a pele suada enquanto levantava os quadris para encontrar cada estocada, os seios balançando com o ritmo brutal. 
Rafael cuspiu nos dedos e esfregou o clitóris dela em círculos rápidos, o pau afundando na buceta apertada sem piedade.

O orgasmo a rasgou. 
Ela gritou o nome dele, a buceta contraindo e espremendo o pau em espasmos, jatos de mel escorrendo pela base e ensopando o lençol. 
Rafael estocou três vezes com força, enterrando o pau fundo, e gozou dentro dela — jatos de porra quente enchendo a buceta, escorrendo pelos lados quando ele se sacudiu. 
Ele colapsou sobre ela, o pau ainda pulsando dentro, os dois ofegantes e colados pelo suor.

Rafael rolou para o lado e a puxou contra o peito, os braços envolvendo as costas dela, as pernas entrelaçadas. 
A luz da rua cortava o escuro e pintava listras na pele suada dos dois. 
Ela sentia a porra morna escorrendo da buceta inchada, sujando as coxas, mas não se moveu. 
Esfregou a bochecha no peito dele. 
Rafael beijou o topo da cabeça dela e murmurou, a voz grave e rouca:

— Finalmente parou de lutar.

Ela sorriu contra a pele dele, rendida e aliviada. 
Entrelaçou os dedos nos de Rafael sobre o peito dele e soltou um suspiro profundo, sem nenhuma vontade de se mover.




  Cléia Fialho