TOCA DA LEOA

Sensualidade & Erotismo à Flor Da Poesia

domingo, 10 de maio de 2015

EXPLORANDO O DESEJO



Tuas pernas se entrelaçam,  
abrigo de promessas,  
deslizando, suave como a brisa,  
teus toques despertam a essência da pele.  

Coxas nuas, revelando segredos,  
a verdade se encontra em cada suspiro,  
o calor do corpo se fundindo,  
em danças de desejo,  
onde a paixão não tem limites.  

Teus dedos, artistas de um quadro vivo,  
pintando traços de luxúria,  
cada movimento, 
um verso,  
uma sinfonia de gemidos,  
perdendo-se no êxtase do momento.  

Nosso mundo gira,  
em um universo só nosso,  
onde o tempo se dissolve,  
e a entrega é total,  
mergulhando 
nas profundezas do prazer.  





  Cléia Fialho

sábado, 9 de maio de 2015

OS LENÇÕES EM BRASA -Capítulo II



A ALMOFADA ÚMIDA

Fico imóvel. 
O corpo não me obedece, está desfeito, os músculos ainda a pulsarem em ecos do espasmo que passou. 
Sinto o líquido morno a escorrer-me pela face interna das coxas, espesso e branco, a pingar gota a gota no lençol em brasas que me queima a pele. 

A almofada úmida está colada à minha face, o tecido frio de saliva e lágrimas contra a bochecha, e eu respiro por entre os lábios entreabertos, o ar quente a embaciar o algodão molhado. 
A tua respiração pesada bate-me na nuca, um sopro quente e ritmado que me arrepia os pelinhos do pescoço. 
Não dizes nada. 
Não precisas. 

Os teus dedos largam-me os quadris e sobem-me pelas costas suadas, as pontas a deslizarem sobre a minha pele molhada com uma lentidão que me faz arquear a espinha. 
Afagas-me como quem acaricia uma brasa ainda viva, os dedos a espalharem o suor e a deixarem rastos de fogo. 
O silêncio enche-se de calor, do cheiro a sexo e a suor que impregna o ar, e eu sinto os teus dedos a descerem-me pela coluna, vértebra a vértebra, até deslizarem pela minha fenda encharcada.

Os teus dedos largam-me as costas e tu agarras-me os quadris com as duas mãos, os polegares a cavarem-me a carne suada. Empurras-me contra o colchão, o meu ventre a achatar-se no lençol em brasas, e eu sinto o peso do teu corpo a cobrir-me por inteiro. 
A cabeça do teu pénis roça-me a entrada, quente e rija, e tu não esperas, cravas-te em mim num empurrão lento e fundo que me arranca um gemido rouco. 
A almofada húmida abafa o som, os meus dentes cravados no tecido molhado de saliva. 
O meu corpo estremece sob o teu peso, as costas arqueadas, as coxas ainda pegajosas do sémen que escorreu. 
As tuas ancas suadas batem contra as minhas nádegas com um som molhado e pesado, e tu fodes-me com estocadas profundas que fazem o lençol ranger.

A tua mão sobe-me pelas costas suadas e agarra-me os cabelos pela raiz, os dedos a enrolarem-se nas mechas molhadas. Puxas-me a cabeça para trás com um esticão seco, o meu pescoço a arquear-se, a garganta exposta ao ar quente do quarto. Um gemido escapa-se-me dos lábios entreabertos, agudo e partido, enquanto as tuas ancas não param, o teu pénis entra-me até aos testículos com cada estocada, a pele dos teus quadris a bater contra as minhas nádegas com um estalo molhado e repetido. O som enche o quarto, carne contra carne encharcada de suor e fluidos.

Largas-me o cabelo e as duas mãos cravam-se nos meus quadris, os dedos a afundarem-se na carne como garras. 
Fodes-me com uma fúria que me faz perder o ar, cada investida mais funda, mais rápida, o teu pénis a bombar dentro de mim e a empurrar para fora o sémen anterior, sinto-o a escorrer-me pelas coxas em fios quentes e grossos, a misturar-se com o novo prazer que me sobe pelo ventre. 
Espalmo o rosto na almofada húmida e grito, um som rouco e despedaçado que o tecido molhado abafa, os dentes cravados no algodão encharcado de saliva e suor.

O meu corpo começa a convulsionar-se sob o teu peso, as costas arqueadas, as coxas a tremerem descontroladas. 
O clímax devora-me em espasmos violentos, a minha vagina a contrair-se em apertos ritmados à volta do teu pénis, a puxá-lo mais fundo, a sugar cada centímetro. 
Geme um som gutural contra a minha nuca, as tuas ancas a baterem com força uma, duas, três vezes, e o teu sémen quente jorra-me dentro e escorre para fora, a misturar-se com o resto, a poça no colchão a crescer debaixo de nós. 
O meu corpo desaba em convulsões sobre o lençol em brasas.

Desabas sobre mim com todo o teu peso, o peito colado às minhas costas, o coração a martelar contra as minhas omoplatas num ritmo que ainda não abrandou. 
O teu pénis continua enterrado dentro de mim, amolecido mas ainda quente, pulsando de leve a cada batida do teu sangue. 
Não sais. 
Ficas. 
O teu corpo pesado esmaga-me contra o colchão encharcado e eu não quero fugir, quero ser esmagada, quero que cada centímetro da tua pele sue sobre a minha, que os teus ossos se imprimam nos meus.

A respiração vai-se acalmando aos poucos. 
O teu hálito quente na minha nuca torna-se mais lento, mais fundo, e eu sinto cada expiração como uma pequena onda de calor que me percorre a espinha. 
Os teus lábios não se descolam da minha pele, estão pousados ali, imóveis, como se o simples contacto fosse a única âncora que te mantém consciente.

Entre as minhas coxas, o sémen escorre. 
Sinto-o descer pela virilha em fios lentos e mornos, a traçar caminhos preguiçosos sobre a pele arrepiada. 
Passa pela fenda, contorna a curva da nádega, goteja no lençol que já não absorve mais nada. 
A poça debaixo de nós é morna e espessa, uma mistura de ti e de mim que o tecido encharcado já não consegue engolir. 
O cheiro sobe, salgado, ácido, nosso, e impregna-se no ar parado do quarto.

Os lençóis em brasas queimam-me a pele. 
Cada prega do tecido molhado é uma pequena labareda contra as minhas coxas, contra o ventre, contra os seios esmagados no colchão. 
A almofada úmida ainda guarda a marca dos meus dentes, o algodão frio de saliva onde afoguei os gritos. 
Viro o rosto de lado e o tecido molhado cola-se-me à bochecha, fresco por um instante antes de aquecer de novo com o calor da minha pele.

O teu peso não alivia. 
Continuas em cima de mim, o pénis a escorregar devagar para fora com a gravidade e o relaxamento dos músculos, e o sémen que estava retido sai atrás dele numa golfada morna que me escorre pela coxa até ao joelho. 
Não tens pressa. 
Eu também não. 
O fogo arde em brasas lentas sob os corpos exaustos.




  Cléia Fialho

quinta-feira, 7 de maio de 2015

VERSOS OBSCENOS



Tua língua traça versos obscenos 
em minha pele arqueada e ofegante,
descendo devagar pelo ventre sensível, 
provocando o centro de tudo,
até eu gritar em convulsão descontrolada 
e profunda que rasga o silêncio.

Penetras-me em estocada única e brutal, 
fundo e sem trégua...
meu corpo apertando em espasmos violentos 
que arrancam o ar dos meus pulmões.

Gozamos juntos em explosão final e única, 
fluidos quentes nos unindo em correnteza,
corpos trêmulos e colapsados, 
grudados de suor intenso
 e desejo insaciável.

A noite inteira nos devora 
em ritmo ininterrupto 
e faminto sem limites,
saciados, 
destruídos, 
aconchegados no lençol quente 
e suadado de nós.




  Cléia Fialho

quarta-feira, 6 de maio de 2015

DEVORADOS PELO FOGO



Tuas mãos descem ferozes pelo meu ventre, 
acendendo rastros de chama 
em cada poro da minha pele sensível e exposta. 

Eu me abro, 
entrego, 
arqueio sob o teu corpo e sinto teu desejo 
entrar fundo e devagar, 
rasgando o silêncio em gemidos roucos e profundos. 

Gozamos juntos em explosão final, 
corpos trêmulos e colapsados, 
saciados e eternos no lençol quente e encharcado. 

Mas a fome não dorme. 
A tua boca desce voraz até meu sexo ainda pulsante, 
a língua provoca o centro de tudo, 
e eu grito outra vez, 
sem controle. 

Tuas mãos apertam meus quadris, 
me posicionam para receber-te de novo. 
Entras com força, 
o ritmo é brutal, 
ininterrupto, 
e eu aperto as unhas nas tuas costas 
enquanto o novo orgasmo rasga minha garganta. 

Colapsamos juntos, 
ofegantes, 
cansados, 
grudados pelo suor da noite inteira. 

Teu hálito quente contra meu pescoço 
acende novo fogo lento, 
o suor esfriando entre nossos ventres colados. 

A madrugada nos encontra entrelaçados, 
dedos traçando mapas furtivos 
na pele ainda trêmula. 
Sinto o teu desejo despertar novamente 
contra minha coxa, 
e sorrio no escuro,
 pronta para ser devorada mais uma vez.




  Cléia Fialho

terça-feira, 5 de maio de 2015

BEIJOS QUE QUEIMAM



Dos beijos que incendeiam 
a minha pele nua e sensível, 
deixando rastros de fogo líquido 
em cada curva e dobra,
na busca voraz e devorante 
do êxtase que se ajusta e rasga 
ao teu toque possessivo, 
profundo e brutal.

Tua boca desce escaldante 
pelo meu pescoço, 
mordendo o ombro, 
lambendo o suor salgado 
que brota em gotas quentes.

Eu me arqueio inteira, 
ofegante, 
entregue ao fogo 
que consome minha carne 
sem trégua nem piedade.

Entre lençóis de seda suados 
e noites escaldantes, 
teu corpo sobre o meu, 
penetras-me em estocadas 
lentas e profundas,
a minha grutta molhada 
apertando em espasmos violentos 
enquanto o mundo se dissolve e
m gemidos roucos e obscenos.

Gozamos juntos em explosão final, 
fluidos quentes nos unindo, 
colapsados em saciedade absoluta, 
eterna e destruidora.




  Cléia Fialho

segunda-feira, 4 de maio de 2015

RECEPTIVA E FAMINTA



A umidade entre minhas pernas já é incontrolável,
um escorregadio lembrete obsceno e quente 
de que meu corpo está pronto,
aberto, 
exposto, 
faminto, 
vibrando em expectativa crua.

Sinto o colo uterino pulsar 
em chamado receptivo e profundo,
esperando ser preenchido, 
rasgado, 
completado por teu desejo de pedra.

Cada batida de sangue na minha pele sensível 
grita por tua entrada violenta,
a fenda molhada escorre 
em súplica voraz que mancha os lençóis.

O sexo incha, 
os lábios latejam,
 a boceta aperta em convulsão antecipatória,
e eu me arqueio sozinha, 
ofegante, 
oferecendo o vazio úmido que teu pau duro pode sarar.

Penetras-me em estocada profunda até a base,
o útero te recebe em espasmo apertado e faminto,
e gozo em gritos que rasgam a noite escura,
fluidos quentes escorrendo em prova de que estava pronta,
destruída, preenchida, 
eternamente tua no lençol encharcado.




  Cléia Fialho

domingo, 3 de maio de 2015

CHEIROS DE NÉCTAR



Cheiros de néctar, o aroma da paixão,
Envolve nossos corpos num doce abraço,
E nesse encontro, somos um furacão,
Sacia-se a sede em cada beijo escasso.

Um gosto agridoce, essa tentação,
Nossos lábios se encontram num compasso,
Em volúpias sensuais, sem ilusão,
Saboreamos o prazer em cada traço.

Na dança do desejo, o tempo voa,
Nossos corpos, entrelaçados em luxúria,
Na entrega plena, a alma se esvoa.

E nesse poema sensual que cria,
Cheiros de néctar, o amor se entrelaça,
O doce agridoce, em nós, se propicia.




  Cléia Fialho