TOCA DA LEOA

Sensualidade & Erotismo à Flor Da Poesia

quinta-feira, 25 de fevereiro de 2016

quarta-feira, 24 de fevereiro de 2016

CHAMA DA MADRUGADA



Entre beijos, lambidas e beliscões,
o desejo escreve seu mapa na pele.

A paixão não pede licença,
ela se revela no compasso dos poros,
transformando cada toque
uma aquarela de sensações
que a gente pinta, sem pressa,
no corpo um do outro.

Lábios se buscam,
fome que se sacia no ardor,
línguas travando uma dança secreta,
ritmo sedutor de quem se descobre.

Nos entregamos inteiros,
exploradores famintos
de cada curva, de cada canto,
onde o fervor faz morada.

E quando a chama da madrugada
nos aquece mais que a própria noite,
os suspiros se perdem,
vagam errantes sob a luz cúmplice do luar.

Nesse mergulho sem margens,
onde o peito vira porto e abrigo,
nossas almas se reconhecem,
firmes no eco do que somos,
quando o amor transborda o próprio existir.




  Cléia Fialho

terça-feira, 23 de fevereiro de 2016

UM POEMA SEM FIM



Nossos corpos são versos, em ritmo que explode, na dança sem fronteiras, no espaço onde tudo é poesia.

Ecos do prazer se espalham, 
notas suspensas no ar, 
um canto sem dono, 
um amor que pulsa, 
vibra, 
se escreve no instante.

Nada nos limita, somos autores e atores, inventando cenas, rasgando o silêncio, tocando o infinito.

Na pele, o toque é palavra, na fusão dos sentidos, o mundo se desfaz, cada gesto é luz, cada olhar, paz.

Somos chama e silêncio, compasso raro, abraço que se estende até o horizonte.

E a vida, suspensa, desenha nosso traço, um poema sem fim, livre, inteiro, feito de nós.





  Cléia Fialho

segunda-feira, 22 de fevereiro de 2016

SOMOS INSTANTE ETERNO



Cada contato é poesia,
um verso sem amarras,
escrito na pele,
na linguagem secreta das almas abertas.

A tinta invisível das emoções
se espalha como dança,
corpos em busca de sensações,
um movimento que não precisa nome.

Somos autores e obra,
cada beijo é frase,
cada toque, uma trova,
um livro que se escreve no instante.

O tempo se curva,
aprende nossa canção,
como se o universo inteiro
se rendesse ao compasso do encontro.

No silêncio profundo,
somos instante eterno,
suspensos no ar,
fazendo do mundo pausa e respiração.

E no que não se diz,
tudo ganha voz,
porque o amor se escreve inteiro,
sem margens, sem fim,
dentro de nós.




  Cléia Fialho

domingo, 21 de fevereiro de 2016

O AMOR SE ESCREVE ALÉM DA RAZÃO


Desejo que arde, em cada pensamento, um abraço que nos envolve, apertado, sem fronteiras.

Sensações intensas, um instante que se abre, entregues ao prazer, ao chamado do corpo.

Exploramos caminhos sedutores, ousadia em cada toque, paixão que se escreve em versos ardentes, num ritmo louco que nos embala.

A chama não descansa, teu beijo me tatuando por dentro, vertigem que não busca explicação, apenas o pulso vivo da sensação.

No auge do encontro, sem direção, sem limites, o amor se escreve além da razão, livre, inteiro, feito de nós.





  Cléia Fialho

sábado, 20 de fevereiro de 2016

EM VERTIGEM SUAVE


Somos poesia livre, ardente, sedutora, na penumbra que guarda segredos, nossa história se insinua.

Corpos nus revelam silêncios, 
contam segredos sem palavras, 
um poema sensual onde as almas se lavam em entrega.

Que as noites sejam eternas, ardentes, plenas, na dança do amor que inventa cenas, poema de pele, desejo e calor, duas almas unidas em verso saboroso.

O tempo silencia sua pressa, seu peso se dissolve, nosso encontro se escreve além do juízo, feito mar que transborda em segredo, onde cada suspiro é verso sem compromisso.

No infinito da pele, o instante se eterniza, o mundo se dissolve em vertigem suave, restando apenas nós, em pura poesia viva, tecendo no agora a mais doce origem.





  Cléia Fialho

sexta-feira, 19 de fevereiro de 2016

AH, DOCE TENTAÇÃO


Ah, doce tentação,
manto de volúpia sobre a pele,
teia viva onde nos enredamos
sem querer fugir.

Somos cúmplices
de um segredo proibido,
e nele nos entregamos
como quem atravessa a própria noite
sem medo do abismo.

Cada instante entre nós
transborda em êxtase,
em gemido desenfreado,
em coragem de sentir
o que o mundo não nomeia.

Passamos pelas fronteiras do imaginável,
e na loucura dessa entrega
nos tornamos vulneráveis,
inteiros, abertos, ardentes.

Cada toque é verso,
poesia em ebulição,
e nosso amor proibido
arde como uma contradição
que insiste em ser chama.





  Cléia Fialho

quinta-feira, 18 de fevereiro de 2016