terça-feira, 26 de abril de 2016
SINTO O PULSO DO TEU CIO
segunda-feira, 25 de abril de 2016
AS MOÇAS DO PAMPA
o vento corre pelas coxilhas.
É um sopro antigo.
Toca a pele.
Toca a memória.
As moças do pampa caminham calmas.
O olhar delas guarda fogo.
Um brilho que quebra o silêncio.
Entre o mate e o laço na cintura,
O corpo acompanha o sol.
E o tempo vai devagar.
Os vestidos se movem com a brisa.
Na sombra das figueiras,
sorrisos nascem sem aviso.
Cabelos soltos.
O ar traz cheiro de terra molhada.
E perfume de pele viva.
A tarde desenha silhuetas na luz.
São filhas do campo.
Mas também são mistério.
Há paixão tranquila em seus gestos.
E quando dançam,
o chão muda de ritmo.
O vanerão vira encanto.
E o mundo apenas observa.
domingo, 24 de abril de 2016
TEU NOME SOPRA NO VENTO
A noite vem, mansa e lenta,
cobrindo o campo de véu,
e a saudade se apresenta
feito estrela no céu.
Teu nome sopra no vento,
me procura sem ter fim,
vira doce sentimento
que se aninha dentro em mim.
E o destino, em leve dança,
vai traçando o nosso ser,
entre a dor e a esperança
de um amor a florescer.
sexta-feira, 22 de abril de 2016
NO COMPASSO DO CORAÇÃO
O vento assovia baixinho
pelas curvas do rincão,
e me guia devagarinho
no compasso do coração.
O mate passa de mão em mão,
no ritual de se querer,
e floresce a devoção
no simples jeito de ser.
No horizonte a luz se espraia,
tinge o céu de inspiração,
e o amor, que nunca se esvaia,
vira eterna canção.
quinta-feira, 21 de abril de 2016
A NOITE GEME EM TEU CIO
O silêncio se inclina,
como quem sabe escutar,
e a vontade cristalina
se deita no teu olhar.
Entre o sonho e a alvorada,
há um suspiro a pulsar,
uma chama delicada
que insiste em nos chamar.
E o tempo, lento e profundo,
se desfaz sem perceber,
quando dois se fazem mundo
no desejo de se ter.
quarta-feira, 20 de abril de 2016
RITO DE GOZO
terça-feira, 19 de abril de 2016
CALOR DO INSTANTE
segunda-feira, 18 de abril de 2016
O TEMPO SE RENDE
E fico assim, suspensa no instante,
como quem perde o rumo e ainda avança,
um passo em falso que vira horizonte
e um coração que já não se cansa.
Teu nome ecoa em minhas entrelinhas,
feito maré que insiste em retornar,
e tudo em mim se desfaz em linhas
que só o teu toque sabe organizar.
Há um fogo calmo que me percorre,
sem pressa, sem medo, sem direção,
como se o mundo inteiro morresse
para nascer dentro da tua mão.
E se me perco, que seja em teu riso,
nesse abrigo que inventa o infinito,
onde o desejo deixa de ser preciso
e vira apenas o que sinto e repito.
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