TOCA DA LEOA

Sensualidade & Erotismo à Flor Da Poesia

sábado, 20 de novembro de 2021

SOMOS TODOS IGUAIS

Igualdade - Solidariedade - Respeito



Em versos que entoam a verdade pura
No tablado do mundo, a vida é palco
Clamamos por justiça, sem amargura
Aonde o racismo não seja tal calco.
 
Somos todos iguais nesta jornada
Na pele que vestimos, cor é traço
A alma que nos guia, estrada
O mesmo sol nos abraça no regaço.
 
Que se dissolva a sombra do preconceito
Que o coração humano acorde do tormento
Ás injustiças  da vida, o negro está sujeito.
 
No palimpsesto da história, novo intento
Que o amor prevaleça, sempre perfeito
Racismo, que seja passado, não sustento.




  Cléia Fialho

 Você sabe a diferença?
Racismo: Conduta discriminatória dirigida a determinado grupo.
Considerado mais grave pelo legislador, é imprescritível e inafiançável.
Injúria racial: Consiste em ofender a honra de alguém
com a utilização de elementos referentes à raça, cor, etnia, religião ou origem.


💗 Ouça 💗

Olhos Coloridos
Sandra Sá


sexta-feira, 19 de novembro de 2021

LABAREDA INFINITA



O fogo não conhece fronteiras,
ele se espalha pela pele como rio de brasas,
devora cada suspiro,
transforma o corpo em labareda sem fim.

Cada toque é faísca,
cada beijo, explosão,
e no incêndio da luxúria,
não há noite que baste,
não há carne que suporte.

Labareda infinita é vertigem,
é febre que não se apaga,
é o grito que se multiplica,
selvagem, cru, arrebatador.




  Cléia Fialho

quinta-feira, 18 de novembro de 2021

EM SONHOS DE ASAS



Em sonhos de 
asas cintilantes
Dançam os peixes 
no céu noturno
Relógios derretem 
em rios incessantes
E o pensamento vagueia
vago e saturno.

Entre constelações líquidas e ilusões errantes,
A lua boia em silêncios de prata e cetim,
As estrelas piscam segredos delirantes,
Enquanto o tempo se desfaz dentro de mim.

As horas escorrem sem forma ou contorno,
Feitas de ecos, vertigens e luz difusa,
E o sonho, suave e quase morno,
Me envolve na névoa que tudo usa.

Assim, sigo leve, sem chão nem certeza,
Nessa vigília onde o real é bruma e véu,
Pois sonhar é tocar, com etérea leveza,
O infinito invertido que habita o céu.




  Cléia Fialho

terça-feira, 16 de novembro de 2021

DELÍRIO ABISSAL



O delírio é abismo profundo,
um mergulho sem retorno,
onde o prazer se torna vertigem
e o corpo, oferenda ao infinito.

Cada gesto é queda,
cada gemido, naufrágio,
e no fundo do abismo,
há apenas o gozo que nos consome.

Delírio abissal é febre sem cura,
é loucura que nos arrasta,
é a carne entregue ao caos,
onde não há razão,
apenas eternidade em combustão.




  Cléia Fialho

segunda-feira, 15 de novembro de 2021

NO ÁPICE DO PRAZER



No ápice do prazer,
O mundo para de girar,
E tudo o que existe é o nosso ser,
Entrelaçado em um intenso amar.
 
Os corpos se movem em sincronia,
Em uma dança de paixão e entrega,
E os gemidos de pura euforia,
Ecoam na noite sem nenhuma nega.
 
O suor escorre pela pele,
E as mãos se agarram em desejo,
Enquanto nos olhos o brilho tão singelo,
De quem se entrega por inteiro ao beijo.
 
E o tempo parece não existir,
Nesse momento tão sublime,
Onde o amor e a paixão se fundem sem resistir,
E nos levam ao mais intenso clímax do crime.
 
No ápice desse prazer,
O universo se curva para a nossa paixão,
E nada é mais importante que nosso querer,
Que nos une em uma só emoção.




  Cléia Fialho

sábado, 13 de novembro de 2021

ÊXTASE PRIMORDIAL



O êxtase é origem e fim,
um grito que antecede o mundo,
uma explosão que cria universos
na vertigem da carne.

Somos cosmos em febre,
somos astros em combustão,
somos eternidade que se abre
em cada toque, em cada beijo.

Êxtase primordial é renascimento,
é vertigem que devora a razão,
é prazer que se torna divindade,
selvagem, visceral, arrebatador.




  Cléia Fialho

quarta-feira, 10 de novembro de 2021

JOGO DE SEDUÇÃO



Jogo de sedução
sobreguisa fervente,
Corpos se acanastram
num fervor
E a lascívia conflagr
um ar caliente
Num cenário sensual
de aluado ardor.

Entre lençóis
de febril poesia,
os corpos dançam sem pudor,
na cadência lenta
da fantasia,
tecendo suspiros de amor.

E a noite derrama
seu véu prateado
sobre a chama da sedução,
enquanto o desejo,
livre e embriagado,
faz do toque uma oração.

No brilho morno
desse encanto ardente,
cada beijo acende um luar,
e a paixão se espalha,
intensa e crescente,
feito mar querendo transbordar.





  Cléia Fialho

terça-feira, 9 de novembro de 2021

CATEDRAL DO DESEJO



O desejo é templo secreto,
paredes erguidas em delírios,
vitrais que se acendem em gemidos,
altares onde a carne se oferece.

Cada toque é oração,
cada suspiro, cântico proibido,
e o corpo se torna catedral,
onde o prazer é divindade.

Na catedral do desejo,
não há pecado, não há perdão,
apenas o êxtase que consagra,
selvagem, cru, arrebatador.

E quando o rito se cumpre,
somos fiéis em combustão,
somos eternidade em vertigem,
somos oferenda ao infinito.




  Cléia Fialho