Cada impacto vira fôlego,
cada movimento risca o ar com fome.
Meu corpo escreve em teu corpo
uma linguagem bruta, sem freio, sem descanso.
Teu gemido rouco me atravessa
como se a noite se partisse em dois.
Eu avanço na maré do instante,
selvagem, inteiro, tomado pela vertigem.
Há força, suor e um incêndio antigo
subindo pela pele sem pedir licença.
E tudo o que sou se desmancha
na urgência do toque,
na febre do encontro,
na violência bela do desejo.
Ficas em mim como marca viva,
como eco quente, como chama acesa,
um poema sem márgenes, sem medida,
feito de pulsação, entrega e presença.
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