A noite não pede licença, apenas entra,
deslizando como seda sobre o calor.
Meus dedos traçam viagens na sua pele,
buscando o norte do seu desejo.
Sinta como a carne recorda o toque,
cada célula gritando por contato.
A respiração se entrelaça, pesada,
doce veneno que nos consome.
Não há palavras, só o suspiro,
o ar quente que nos envolve e prende.
O mundo lá fora deixa de existir,
ficamos apenas nós, carne e alma.
Africo-me em ti, lento e profundo,
descobrindo sabores de mel e sal.
Cada curva é um segredo revelado,
cada beijo, um novo ritual.
Deixa que o fogo consuma a razão,
que a pele seja o único idioma.
Neste instante, tudo é permitido,
tudo é profano e sagrado ao mesmo tempo.
Sua mão desce, lenta, devota,
acendendo faíscas na escuridão.
Eu me rendo à força bruta do prazer,
ao desejo que nasce e não tem fim.
Somos marés que se chocam e unem,
ondas que quebram na areia quente.
Não há amanhã, só este agora,
onde o amor é pele e é essência.
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