TOCA DA LEOA

Sensualidade & Erotismo à Flor Da Poesia

segunda-feira, 20 de dezembro de 2021

NOSSOS GEMIDOS ECOAM



Nossos gemidos ecoam 
pela escuridão,
Como uma canção proibida 
que só nós conhecemos.
Somos artistas de nossa própria 
história sensual,
Criando um clima deleitoso 
que desafia a moral.

Cada verso é uma promessa 
de prazer indescritível,
Cada estrofe é uma explosão 
de emoção e êxtase.
Somos folhas em branco 
esperando serem preenchidas,
Com a tinta quente de nossos 
desejos mais profundos.




  Cléia Fialho

sexta-feira, 17 de dezembro de 2021

O AMOR É PELE


 

A noite não pede licença, apenas entra,
deslizando como seda sobre o calor.
Meus dedos traçam viagens na sua pele,
buscando o norte do seu desejo.

Sinta como a carne recorda o toque,
cada célula gritando por contato.
A respiração se entrelaça, pesada,
doce veneno que nos consome.

Não há palavras, só o suspiro,
o ar quente que nos envolve e prende.
O mundo lá fora deixa de existir,
ficamos apenas nós, carne e alma.

Africo-me em ti, lento e profundo,
descobrindo sabores de mel e sal.
Cada curva é um segredo revelado,
cada beijo, um novo ritual.

Deixa que o fogo consuma a razão,
que a pele seja o único idioma.
Neste instante, tudo é permitido,
tudo é profano e sagrado ao mesmo tempo.

Sua mão desce, lenta, devota,
acendendo faíscas na escuridão.
Eu me rendo à força bruta do prazer,
ao desejo que nasce e não tem fim.

Somos marés que se chocam e unem,
ondas que quebram na areia quente.
Não há amanhã, só este agora,
onde o amor é pele e é essência.




  Cléia Fialho

terça-feira, 14 de dezembro de 2021

sábado, 11 de dezembro de 2021

SUSSURROS ESCORREM PELA PELE



O ar pesa, denso, carregado de eletricidade,
onde cada olhar é um toque invisível,
e o silêncio grita o que a boca cala.

Sussurros escorrem pela pele,
como mel quente sobre a noite fria,
desenhando mapas de desejo
nos contornos do corpo que se entrega.

Gemidos incontidos rompem a barreira,
fragmentos de uma alma despida,
ecoando no quarto escuro,
tornando o tempo, lento e pesado.

Não há palavras que bastem,
apenas o ritmo da respiração,
o suor que beija a outra pele,
e o medo doce de perder a razão.

Pedidos obscenos fluem das entrelinhas,
súplicas baixas, quase imperceptíveis,
que transformam o proibido em sagrado,
o profano em altar de carne e luz.

Os dedos traçam fronteiras esquecidas,
explorando zonas de perigo e prazer,
enquanto o mundo lá fora desaparece,
dissolvido na névoa do instante.

Há uma dança antiga, primitiva,
onde a vergonha se rende ao calor,
e cada suspiro é uma promessa
de que esta noite não tem fim.

O silêncio volta, mas agora é diferente,
cheio de ecos, de marcas, de verdade,
enquanto os corpos, exaustos e plenos,
descansam na concha do mesmo abraço.




  Cléia Fialho

quinta-feira, 9 de dezembro de 2021

AINDA TE SINTO PULSAR



Deixo-te ficar dentro, não te vás embora,  
Ainda te sinto pulsar contra as minhas paredes,  
Adormece assim, com o meu corpo por hora,  
Que a fome não passou, meu amor, tu sabes.

Na penumbra do quarto, onde a paixão nos chama,  
Os nossos corpos se encontram num abraço quente,  
E cada suspiro é uma promessa que aclama,  
O desejo ardente que nunca está ausente.

Os lençóis testemunham nosso doce tormento,  
Onde o tempo pára e se dissolve o momento,  
Nas carícias trocadas, em murmúrios sussurrados,  
Nosso amor é a chama que jamais será apagado.

Permanece aqui, enquanto a lua nos vigia,  
Nesta dança silenciosa de prazer e harmonia,  
Deixa que a noite nos envolva em seu véu,  
Nosso refúgio secreto, nosso pedaço de céu.

E assim, entrelaçados, o mundo lá fora se esvai,  
Apenas nós dois existimos, num precioso clamor,  
Que a eternidade nos guarde na memória do amor,  
Pois nos teus braços, meu amado, encontrei meu lar.




  Cléia Fialho

terça-feira, 7 de dezembro de 2021

CADA SUSPIRO É UM CONVITE



A noite desce, pesada e doce,
sobre a pele que espera o toque.
Não há palavras, não há voz,
apenas o silêncio que arde.

Desperta os instintos,
esse desejo adormecido no peito,
que ronca baixo, faminta,
pronta para o que é proibido.

Instiga fantasias,
quebra as grades da razão,
deixa a mente vagar nua,
onde o desejo é a única lei.

Sinto o calor subir,
trilha de fogo na espinha,
cada suspiro é um convite,
cada olhar, uma sentença.

O corpo fala antes da boca,
tremores que revelam segredos,
a pele pede o encontro,
o suor anuncia o segredo.

Deixa o controle se perder,
afunda nesse mar de carne,
onde o tempo não existe,
apenas o agora, intenso e cru.

Que a sombra nos cubra,
que a luz nos consuma,
desperta, meu amor,
que a noite é nossa.




  Cléia Fialho

sábado, 4 de dezembro de 2021

BEIJA A MINHA BOCA



Sobre a extensão branca do teu corpo,
o sol desenha mapas de desejo,
e o suor escorre como mel dourado,
trilha úmida que eu quero seguir.

Cada gota é um convite à perdição,
escorrendo pelos vales do peito,
desenhando curvas que a mente vê,
mas a pele grita o que o olhar não diz.

A salinidade beija a minha boca,
sabor de vida, de fogo e de instinto,
quando nossos corpos se encontram,
o suor é o líquido sagrado.

Ele brilha sob a luz tênue,
mapa de uma noite sem fim,
onde o atrito gera chama,
e a pele, mapa do nosso pecado.

Não há roupa, nem distância,
apenas o toque, o calor, a sede,
o suor que une duas almas,
numa dança lenta e desesperada.

Deixa que a umidade nos envolva,
que a pele grude na minha pele,
e nesse jogo de transpiração,
perdamos a noção do tempo.

Cada gota cai como promessa,
de um amor feito de carne e alma,
onde o suor é a linguagem muda,
do prazer que nos consome e nos salva.




  Cléia Fialho

quarta-feira, 1 de dezembro de 2021

DESEJO QUE MORDE E SUGA



Não há palavras, apenas o peso
da respiração que se entrelaça,
o fio invisível que nos puxa
para o abismo da carne viva.

Teu olhar é um líquido quente
que escorre pelas bordas da alma,
molhando o seco, acendendo
o fogo que a razão não apaga.

Sinto o teu cheiro antes do toque,
o aroma adocicado da espera,
cada segundo é um atraso cruel
que dilói a nossa fome inteira.

Meus dedos traçam mapas secretos
na pele que treme e se entrega,
descendo lento, devagar,
até onde a dor se faz prazer.

És o mistério que eu decifro
com a língua, com a dentição,
o desejo que morde e suga
numa dança de pura confusão.

Não queremos luz, nem verdade,
apenas o suor, o gemido,
a fusão de dois corpos nus
no silêncio do nosso ouvido.

Que o tempo se rompa em pedaços
enquanto nós nos consumimos,
doce veneno, fogo amigo,
nosso próprio inferno divino.




  Cléia Fialho