TOCA DA LEOA

Sensualidade & Erotismo à Flor Da Poesia

quarta-feira, 25 de março de 2026

TUA ESSÊNCIA PERDURA



Cada poeta (isa) tem seu imortal refúgio
Onde versos e prosas têm seu abrigo
Tua luz brilha eterna, sublime amigo
Nas páginas da história, és o que persigo.

Tua essência perdura, em cada escrita
Nas almas dos poetas, és a chama acesa
Imortalizado, em cada linha bonita
Na arte que exaltas, és pura beleza.

Teu nome ecoa com amor e gratidão
Um farol para a poesia, guia e inspiração
Neste recanto de sonhos, visão e paixão
Salve, cada poeta (isa) em louvação.

Àqueles que te ergueram, com dedicação
Ao legado que carregas, com devoção
Tu és a estrela que brilha, com emoção
Imortal, eterno, em nosso coração.




  Cléia Fialho

terça-feira, 24 de março de 2026

O DELÍRIO QUE NOS CONSOME



Sob a pele, brasas escondidas,
ardendo em silêncio,
esperando o instante certo
para incendiar o mundo.

São segredos em combustão,
faíscas que se escondem nos gestos,
e quando explodem,
não há quem resista ao clarão.

As chamas ocultas não pedem perdão,
elas devoram sem piedade,
transformam o corpo em altar,
onde o prazer é sacrifício e oferenda.

E quando o fogo se revela,
não há noite que baste,
não há carne que suporte,
apenas o delírio que nos consome.




  Cléia Fialho

segunda-feira, 23 de março de 2026

QUERO TEU DESEJO CONTRA O MEU



Vem —  
não com promessas,  
mas com a urgência acesa na boca.

Chega perto  
até o ar entre nós perder o nome,  
até meu perfume te alcançar  
como uma vertigem quente.

Percorre-me sem pressa,  
mas sem piedade:  
há caminhos em meu corpo  
que só se revelam  
a quem sabe escutar com as mãos.

Toca-me  
como quem desperta uma fera,  
como quem conhece o perigo  
e ainda assim sorri.

Quero teu desejo  
contra o meu,  
a respiração quebrada,  
o pulso selvagem  
batendo no mesmo incêndio.

Beija-me até a noite estremecer.  
Morde o silêncio.  
Deixa que a pele diga  
o que a boca não consegue.

E quando o mundo desaparecer  
atrás da porta,  
quando restarem apenas  
calor, vertigem e entrega,

vem inteiro.

Eu também virei tempestade —  
crua, faminta,  
acesa por dentro,  
pronta para te consumir  
sem apagar teu fogo.




  Cléia Fialho

domingo, 22 de março de 2026

MAPA ARDENTE DE PROMESSAS



Teu beijo, um fruto que rompe o véu da noite,
um suco denso, rubro, escorrendo em meus lábios.
Não há jardim, mas selva úmida onde o desejo
é raiz que se aprofunda, sem pudor, na terra escura.

Tua pele, mapa ardente de promessas mudas,
onde a fome tateia, cega, por cada dobra.
Somos tempestade e raio, maré alta e espuma,
um grito rouco que rasga o silêncio da carne.

Incêndio sob a pele, mel e suor entrelaçados,
até que o mundo exterior seja apenas fumaça.




  Cléia Fialho

sábado, 21 de março de 2026

sexta-feira, 20 de março de 2026

PAIXÃO SUTIL



Na penumbra,
um olhar se acende
Paixão sutil
intensa, se faz

Corações em segredo
se ascende
No silêncio
a paixão se resfaz.

Entre sombras,
o desejo se estende
Como brisa leve
que a alma refaz

E no encontro
que o destino compreende
Cada suspiro
um sonho traz.

No compasso
do tempo que surpreende
O sentimento
jamais se desfaz

Pois o amor,
quando verdadeiro, transcende
E em cada aurora
renasce em paz. 





  Cléia Fialho

quinta-feira, 19 de março de 2026

PROFECIA DA NOITE



No abraço do crepúsculo, 
as sombras se entrelaçam,   
sussurros aveludados de pele contra pele,   
lábios traçam a jornada do fogo e do desejo,   
uma sinfonia de batimentos cardíacos, 
selvagens e indomáveis.   

Sob o olhar atento da lua,  
cada toque incendeia a escuridão com anseio,   
corpos falando a linguagem do calor,   
primitiva, crua e intensamente viva.   

Nesse caos sagrado, nos entregamos,   
eclipsando a razão com uma entrega elétrica,   
nas profundezas da noite, 
florescemos como flores da meia-noite.




  Cléia Fialho

quarta-feira, 18 de março de 2026

ALMA LIVRE E CORAÇÃO AUDAZ



Nas terras gaúchas, onde a tradição se entrelaça
Há gaúchas sensuais, de beleza que embaraça
Com olhares intensos e sorrisos encantadores
Elas envolvem corações e despertam amores.
 
Com seus vestidos coloridos, as moças prendadas
Dançam mui graciosas nas festas de gauchadas
Hipnotizam os mirares, fazendo o tempo parar
E num vanerão largado, não cessam de bailar.
 
Com suas curvas sinuosas e jeito provocante
As gaúchas seduzem com seu charme elegante
Seus cabelos ao vento, como crinas de um cavalo
Refletem força e paixão desse pampa no embalo.
 
Gaúchas sensuais, de alma livre e coração audaz
Cativam com sua presença, de maneira pertinaz
Elas são a essência dessa terra de tradição e calor
Gaúchas formosas, são um tesouro perscrutador.




  Cléia Fialho