TOCA DA LEOA

Sensualidade & Erotismo à Flor Da Poesia

quinta-feira, 7 de outubro de 2021

POESIA DOCE COMO MEL DE ABELHA



Na brisa suave, a poesia se revela
Versos dançam ao som da inspiração
Em poesia de emoção e encantação
Em cada estrofe, a alma se nivela.

No ritmo dos versos, a paixão se acende
Poesia que flui como doce canção.

Com palavras tecidas em pura beleza
A poesia colore o mundo com magia
Nos versos, a imaginação à mesa
Na melodia eterna que nos guia.
A poesia doce e açucarada
É como um doce que se saboreia
Com palavras que se entrelaçam
E a alma do leitor enleia.

 A poesia doce como mel de abelha
Flui suave, encanta e aquece o coração
Palavras doces, como uma centelha
Que trazem paz e emoção.
 
A poesia floresce em versos perfumados
Com cores vibrantes e sabores exaltados
São como jardins de palavras encantadas
Enchem a alma de alegria, apaixonadas.
 
A poesia com sabor de melodia
É como um doce que se derrete na boca
Palavras que fluem, voejam e eclodia
Nos levam a sonhar, sem nenhuma troca.




  Cléia Fialho

quarta-feira, 6 de outubro de 2021

SÓ O CHEIRO DE SEXO



A noite se despe, devagar, sem pressa. 
A lua se curva sobre mim, nua, 
e eu me entrego ao seu olhar prateado. 

O sol já não existe, só restam mãos 
— as tuas — que me tocam 
como se quisessem rasgar a pele e chegar até o osso. 
Eu me abro. 

O vento entra por entre as coxas, quente, 
e eu sinto o ar como língua. 
A terra geme. 
Meu corpo é o poema que ninguém mais lê: 
boca aberta, seios pesados, 
clitóris latejando contra o frio da noite. 

Cada estrela é um dedo que me fode devagar. 
Eu ergo os quadris, peço mais. 
Quero ser comida, sugada, fodida até o osso. 
Quero que a escuridão me penetre até o fundo, 
até o útero, até o grito. 

O mundo dorme, mas eu ardo. 
Eu transbordo. 
Eu me desfaz. 
E quando o dia voltar, nada restará de mim 
— só o cheiro de sexo e lua no lençol molhado.




  Cléia Fialho

terça-feira, 5 de outubro de 2021

NÃO FAZ SENTIDO




Encontros que deveriam ser casuais, 
algum traz apego demais, 
não era bem como pensei.
Envolvidos pelo clima bom, 
um beijo roubado tira meu batom 
e foi então que me entreguei.

Sem entender o que aconteceu comigo,  
algo que nem faz sentido, 
pois nunca  me apaixonei assim
Invadida pela chama do amor,  
ouvi do meu corpo um clamor:  
"Quero este homem para mim".

Como lutar contra esta paixão 
que tão de repente invade 
e consome o coração da gente?
Como uma bela poesia, 
da noite para o dia, 
nasce um sentimento por alguém.

Como esquecer um momento gostoso, 
nos braços de um homem maravilhoso, 
e acordar na cama sem ninguém?
Virando um inferno o que era céu, 
labaredas de um fogaréu, 
nem sei seu nome ou endereço...

E por que eu fui me dar assim?
Deixando fluir dentro em mim, 
prazer por quem eu desconheço?!




  Cléia Fialho

segunda-feira, 4 de outubro de 2021

TEU LAÇOS



Só o amor dos teus braços
No calor dos teus abraços
Me cativa em teus laços.

Teu perfume em minha pele
faz a noite florescer,
como um sonho delicado
que não quero esquecer.

No aconchego do teu peito
meu silêncio faz morada,
e minh’alma vai sorrindo
mansamente enamorada.

Teu carinho é chama doce
que o tempo não desfaz,
pois teu amor me encontra
e me devolve a paz.





  Cléia Fialho

domingo, 3 de outubro de 2021

A POESIA VOA



No silêncio da noite, a poesia desperta
Palavras soltas flutuam pelo ar
Como estrelas que brilham no céu escuro
A poesia livre se põe a versar.
 
Ela dança entre as sombras e a luz
Explorando as profundezas do ser
Expressa anseios e sonhos profundos
Numa sinfonia de palavras a florescer.
 
Nas asas da imaginação, a poesia voa
Sem amarras, sem limites, sem direção
Explora mundos, além das fronteiras
E mergulha na essência da criação.
 
Em cada verso, um pedaço de alma revelado
Em cada estrofe, um universo se desvenda
A poesia livre é como um oceano infinito
Onde mergulho, me perco, e sigo a senda.




  Cléia Fialho

sábado, 2 de outubro de 2021

A CHAMA DANÇA ENTRE AS PERNAS



Teu corpo brasa, a pele pede fogo,
E o meu se casa na labareda que arde.
Não há muro, não há muro que me proteja,
Só o calor que nos consome, nos perde.

Um incêndio basta para consumar o jogo,
A chama dança entre as pernas, entre os lábios.
Sangue quente, suor frio, o mundo foge,
Restam só nós dois, no centro dos gravetos.

Queima-me devagar, que eu não me apague,
Deixa que a cinza seja o nosso leito.
O ar se torna denso, o ar se afoga,
E o tempo, nesse instante, não existe, não temos peito.

Só o ruído da pele raspando na carne,
O grito mudo que a boca não diz.
A fogueira é alta, a noite é uma barreira,
Que o desejo, louco, insiste em cruzar.

Consuma-me inteiro, não me deixes resto,
Que na asfixia do prazer, eu me encontro.
Este jogo é sagrado, este jogo é funesto,
E a gente se entrega, sem medo, sem conta.




  Cléia Fialho

sexta-feira, 1 de outubro de 2021

NO ESCURO PRENSADA CONTRA O MURO [ Miniconto ]



E eu fui pega de surpresa naquele momento em que você no escuro me prensou contra o muro na rua mesmo...
 Estava deserta, é nós parecíamos dois mamíferos felídeos e carnívoros, indomáveis e selvagens...
 Apertando minha coxas de maneira feroz, sua língua invadiu a minha boca...
 
Senti o desejo vindo do seu corpo, quando seu membro se salientava e esfregava minha pélvis...
 Sua mão tocava minha vulva, coberta pela micro calcinha de renda já molhada com meu tesão...
 Em uma manobra rápida, você afastou minhas pernas e me encaixou em seu colo, olhando em meus olhos, sussurou meio rouco:
 - Vou te comer assim, aqui e agora!
 - Me coma como quiser...! - eu supliquei ao seu ouvido.

 Você puxava meus cabelos e mordia meu pescoço, senti sua penetração forte, entrando dentro de mim...
 Minhas entranhas estavam pulsando, ardendo como tochas em brasas...
 Pedi para que você fosse mais devagar, pois eu já estava ardida e dolorida com suas estocadas profundas e abruptas...
 Era um misto gostoso e louco de prazer e dor, que me faziam gritar em devaneios...
 Mas você intensificou mais os movimentos, me arregaçando até o limite da possessão...
 Senti você crescer e latejar, se consumindo entre urros e bramidos...
 Te apertei mais para conceber todo seu gozo, junto com o meu inundando meu interior...
 E assim aquela noite ficou marcada, me senti violentada por um felino que estava mais para leão bravio, do que um gato doméstico!




  Cléia Fialho

quinta-feira, 30 de setembro de 2021

SUTIS E ARDENTES



No pensamento 
a safadeza que rola
Composições escritas 
sutis e ardentes.

Versos picantes
minha mente estrapola
Duetos poéticos
prazeres crescentes.

Rimas provocantes
deslizam sem pudor
Misturando ternura
com brasas de amor.

Na cadência dos versos
o desejo se revela
Como chama dançando
na luz de uma vela.

Palavras que acariciam
feito mãos pelo corpo
Despertando arrepios
num instante absorto.

E entre linhas e suspiros
na paixão que se desenha
Nosso poema se entrega
à fantasia que incendeia.





  Cléia Fialho