Teu peito, meu abismo
Sou quem chega em silêncio,
com as mãos trêmulas de desejo e entrega.
A profanação é prece,
meu corpo é oferenda,
e teu peito — altar e abismo.
Sou quem chega em silêncio,
com as mãos trêmulas de desejo e entrega.
A profanação é prece,
meu corpo é oferenda,
e teu peito — altar e abismo.
Há um caos sagrado nos teus músculos,
um labirinto onde me perco
ao roçar a pele que guarda
o segredo do incêndio.
Sobe e desce o mundo
no ritmo do teu suspiro.
No emaranhado dos teus pelos,
navego cega, virgem de ti a cada instante.
Amo essa cama —
cova e céu onde renasço.
Tua boca, terremoto.
Tua carne, salvação.
E quando teu peito encontra o meu,
não é guerra.
É dança crua,
é invasão sem armas,
é o milagre do toque
que me desfaz.
❦
Cléia Fialho


.png)
Nenhum comentário:
Postar um comentário
🐾 OBRIGADA PELA SUA PRESENÇA
🐾 É SEMPRE MUITO BOM TER VOCÊ AQUI
🐾 FIQUE À VONTADE PARA COMENTAR OU FAZER UMA INTERAÇÃO NAS POESIAS
🐾 SERÁ UM IMENSO PRAZER COLOCÁ-LA JUNTO À MINHA
🐾 VOLTE SEMPRE!
AFAGOS POÉTICOS EM SEU 💗
🐾