Sedenta, a sensação saborosa
invade a boca, lambe a pele seca, sem suor.
Seca, sem suor, o corpo seco-sequiada,
fome de umidade que pulsa nos sorvedouros.
Sugando sorvedouros surpreendentes,
lábios famintos mergulham no centro úmido,
língua voraz explora dobras quentes,
devorando o mel que escorre, proibido.
Segue-seguindo o ritmo do quadril que ondula,
dedos afundam, chupam, provocam o clímax,
sem saciar-se sedenta, a boca implora mais,
eterna sede no fogo da carne que não cessa.
Corpos colados, suor agora jorra,
mas a secura interna clama por mais gozo,
sedenta, sempre sedenta, no êxtase voraz.

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