Quando a aurora se despedaçar em nossas peles,
cansados e repletos,
não indagues sobre o tempo perdido,
os meses de silêncios e ecos,
têm morada aqui,
entre nossos corpos entrelaçados,
no calor do desejo e na dança do prazer.
Entre o aroma da pele que se funde,
e o tremor dos lábios se encontrando,
a urgência do instante,
bate como um tambor,
incessante,
revele-se em cada toque,
neste refúgio de fervor e entrega.
E quando o crepúsculo se lançar em cores,
saberemos,
que os vestígios da ausência
se desmancharam,
como névoas ao amanhecer,
cada sussurro nosso,
cada gemido,
uma ode à intensidade que nos consome.
Nossas almas,
despidas de amarras,
percorrem a brasa ardente,
desvendar emoções,
abismos profundos,
um labirinto de sentidos
onde o amor se desenha cru,
vital e visceral.
Assim nos encontramos,
neste leito de anseios
onde cada palavra é um beijo,
onde cada silêncio,
um espaço
onde a razão se rende,
ao clamor do instinto.
E ao final,
quando o sol finalmente se ocultar,
seguiremos inteiros,
tecidos de paixão,
como dois corpos
que desenharam,
na penumbra,
um mundo à parte,
onde a linguagem é pura e sem limites.
Deixemos que a noite nos abrace,
como amante que não se cansa,
entre murmúrios e risos,
de ambições insaciáveis,
e ao amanhecer,
seremos a memória ardente
daquilo que fomos,
do que ainda somos.
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Melancólico poema. Te mando un beso.
ResponderExcluirUn bonito vuelo en libertad hecho poema.
ResponderExcluirSaludos.