terça-feira, 26 de janeiro de 2016
O INFINITO CABE EM UM SÓ MOMENTO
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segunda-feira, 25 de janeiro de 2016
SUSPIROS GUIADOS PELO DESEJO
Na doçura dos teus lábios, mergulho, em teus olhos encontro refúgio, um abrigo que não precisa nome, um silêncio que me acolhe inteira.
Não há palavras que descrevam o desejo de viver contigo, pois nossa história é poema aberto, um amor que não conhece fim.
Somos canção que se inventa, melodia que supera a razão, um compasso que se escreve no corpo, na pele que arde em linguagem sem fala.
Quando a noite se deita em silêncio, teu corpo me chama, cada toque percorre lento, como fogo manso embalando a pele.
Nosso encontro vibra em vertigem doce, suspiros guiados pelo desejo, um compasso secreto que nos revela, sombra e chama sob a mesma luz.
domingo, 24 de janeiro de 2016
O RÍTMO DOS TEUS SUSPIROS
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sábado, 23 de janeiro de 2016
sexta-feira, 22 de janeiro de 2016
UMA CHAMA QUE NOS CONSOME
O teu sorriso é o mapa que eu sigo,
onde meus olhos se perdem
para encontrar, no brilho da tua íris,
o lugar onde o divino se faz carne.
Nos teus braços, o mundo se desfaz;
entro no teu corpo como
quem descobre um lar
que nunca soube que possuía.
A pele cria seu próprio alfabeto,
uma linguagem de arrepios e urgências
que só o toque conhece e o silêncio traduz.
Teu peito pressiona o meu
em um choque de universos que se fundem.
Sinto o calor deslizar — uma brisa lenta,
uma pulsação que invade
o que há de mais fundo,
transformando a serenidade
em uma chama que nos consome.
Não há relógio, não há margens,
apenas esta entrega que se expande
até não restar onde
começa você e onde termino eu.
Nesse instante de fogo breve,
eu me eternizo no teu querer,
ancorada no centro do teu prazer.
quinta-feira, 21 de janeiro de 2016
ESCRITA DE DESEJO SOBRE O LENÇOL
A ponta dos dedos mapeia cada centímetro,
um traçado que busca pulsação.
Sinto o calor que emana da tua pele
e o mundo, lá fora,
perde a importância e o prumo.
Teu corpo é um texto
que desvendo à luz da penumbra,
escrita de desejo sobre o lençol desarrumado.
Não há pressa na leitura desta geografia,
apenas a entrega da minha sede à tua fonte,
o deslizar lento que transforma silêncio em ritmo.
O ar entre nós torna-se denso, quase sólido,
enquanto teus gestos me puxam para essa vertigem
onde o tempo esquece de girar.
Cada toque é uma palavra que não se diz,
mas que se sente, clara, na curva do quadril,
na marca que fica, na chama que nos habita.
Sou o leitor atento da tua nudez,
deixando-me naufragar nesta arte que criamos,
onde amar-te é o único idioma que me resta,
e a tua entrega, a resposta que me completa.
quarta-feira, 20 de janeiro de 2016
ME DEIXO LEVAR
O cheiro da tua pele me envolve,
Cada beijo, cada suspiro resolve,
Teu corpo e o meu, uma dança que dissolve.
No teu abraço, encontro meu refúgio,
Acaricias meu ser, em suave, doce júbilo.
A cada suspiro teu,
— Me deixo levar —
Pela corrente mansa desse encanto sutil,
onde o tempo se rende num toque febril.
E me perco em ti sem querer me encontrar,
feito onda que insiste em sempre voltar,
no vai e vem desse doce mistério,
teu corpo é abrigo, é desejo etéreo.
Teu cheiro me guia, me chama, me prende,
num laço invisível que tudo transcende,
e nesse instante que a vida silencia,
sou tua poesia… em pura sintonia.
terça-feira, 19 de janeiro de 2016
ENTRE OLHARES PROFUNDOS
No calor
do toque, corpos se entrelaçam,
Em sussurros
ardentes, desejos se abraçam.
Pele a pele,
a paixão se incendeia,
Nossos sentidos
em êxtase, a noite clareia.
Curvas
reveladas à luz da lua nua,
Em cada
suspiro, a entrega se continua.
No ritmo
das mãos, o desejo se anuncia,
Entre olhares
profundos, nasce a fantasia.
Teus lábios
guardam segredos de calor,
Enquanto a noite
nos envolve em doce ardor.
Na penumbra
dos sonhos e da emoção,
Cada carícia
desperta o coração.
E no silêncio
que depois vem repousar,
Fica em nós
a chama viva de amar.
segunda-feira, 18 de janeiro de 2016
domingo, 17 de janeiro de 2016
TUA BOCA TRAÇA MAPAS
O desejo desce denso, ocupando os espaços,
anunciado pelo calor brutal do teu olhar.
Quando finalmente nossos corpos se chocam,
o tempo perde a pressa e se dissolve
na tensão do ar que respiramos.
A umidade da tua boca traça mapas impossíveis
sobre a minha pele que não para de tremer.
O quarto é preenchido pela linguagem do instinto,
um alfabeto de gemidos curtos e respiração pesada,
enquanto os lençóis se amassam
sob o peso do nosso caos.
Neste emaranhado de pernas, mãos e suor,
o atrito dita o ritmo da nossa gravidade.
Orbitamos o limite da lucidez,
cegos para tudo que existe além desta cama,
suspensos no próprio êxtase.
Que essa urgência não encontre fim tão cedo.
Nessa embriaguez úmida e sem defesas,
eu abandono qualquer amarra
que me prenda ao chão,
ofereço a minha carne
e apenas deixo que me devores por inteira.
sábado, 16 de janeiro de 2016
DELICIOSA FRUTA
Deliciosa fruta, é convite.
Tua carne cede ao toque,
um rubi que se oferece,
exalando o perfume de uma vontade antiga.
Vejo em ti a geometria da transgressão,
a curva perfeita que implora
pela impaciência dos meus dentes.
Há um brilho no teu âmago,
um segredo suculento que escorre e mancha,
que não pede permissão para ser devorado.
Cada mordida é um mergulho,
uma exploração que ignora as fronteiras da pele
e mergulha direto no centro do que somos.
Não há nada aqui que seja apenas alimento;
é tudo sede, é tudo entrega,
um néctar que se espalha e me embriaga.
Fica a marca do teu rastro em mim,
como a lembrança de
um encontro que não se apaga,
deixando-me faminto,
ainda mais sedento,
deste gosto que se eterniza na memória
e insiste em pedir bis.
sexta-feira, 15 de janeiro de 2016
UMA ELETRECIDADE QUE ARREPIA
O corpo se curva,
um arco que busca a própria flecha,
uma rendição que não é derrota,
mas o ponto mais alto
de uma entrega sem reservas.
Nessa coreografia que inventamos pelo tato,
a pele não apenas sente: ela traduz.
Não somos mais indivíduos,
somos o movimento, o atrito,
o desenrolar das serpentes
que se entrelaçam no escuro,
ignorando qualquer lei que não seja a nossa.
Cada fibra vibra em uma frequência
que só nós compreendemos,
uma eletricidade que arrepia
e reconstrói o que somos.
O tempo, esse cronômetro
que insiste em medir o mundo,
aqui se perde, se emaranha,
torna-se inútil diante
do absoluto que nos habita.
E no fim deste enlace,
quando o fôlego é um sussurro
que preenche o quarto,
fica a marca de algo que
não se dissolve com a luz:
o instante em que o amor
deixou de ser palavra
para se tornar a nossa única,
inegável e eterna morada.
quinta-feira, 14 de janeiro de 2016
ENTRE A MINHA BOCA E A TUA
A saliva é a primeira ponte,
um fio transparente de desejo que não se rompe,
traçando o mapa entre a minha boca e a tua
numa cartografia de urgência e sede.
Cada gota é um convite,
uma trilha que a língua desenha sem pressa,
unindo nossas rotas num só caminho
onde a pele deixa de ser limite para ser destino.
Não há distância que resista a esse percurso,
são carícias que se encadeiam
como se o mundo dependesse apenas desse toque,
desse encontro úmido que nos ancora
em um porto que construímos no calor do agora.
Nesta troca constante, sou fonte, sou rio, sou sede,
saboreando o mistério que habita o teu lábio
e que me devolves, em um ciclo que não se esgota.
Não é apenas beijo; é o ardor que nos guia,
o combustível que mantém a chama acesa,
consumindo o tempo,
madrugada adentro,
enquanto nos devoramos.
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