Sou quem chega em silêncio,
com as mãos trêmulas de desejo e entrega.
A profanação é prece,
meu corpo é oferenda,
e teu peito — altar e abismo.
A atração nos conduz sem receio,
sem máscaras, sem reservas — apenas entrega.
Uma chama se ergue silenciosa e nos atravessa,
e nela nos desfazemos das amarras do mundo,
duas essências livres, pulsando em instinto e céu.
Meu corpo responde ao teu como maré inquieta,
e em ti há um eco que me devolve inteira.
É como se dois abismos se tocassem em luz ardente.
O tempo se recolhe, suspenso, quase inexistente,
e então me deixo repousar em teu abraço,
ouvindo de perto o compasso vivo do teu coração.
Um grito de prazer sai dessa boca,
O corpo, em êxtase, se entrega ao instante,
Num bailado de amor e de euforia,
cada curva revela uma nova certeza;
e o coração, tomado pela harmonia,
bate com força, rendido à natureza.
E nesse instante, o fervor permanece,
como chama que não aceita se apagar;
entre lençóis de estrelas, a lua estremece,
vendo o amor em seu modo de incendiar.
No êxtase da entrega, não há adeus,
só a vertigem doce do que se deu;
é a celebração de um amor só teu,
no grito de prazer que a noite recebeu.
Entrega-te à paixão, sem medo ou resistência,
pois o destino entrelaça nossas almas
com a delicadeza de um sonho inevitável.
A ternura do teu olhar
Em teus braços encontro abrigo,
meu refúgio mais doce, meu lugar no mundo,
onde a felicidade repousa tranquila
feito luz dourada ao fim da tarde.
Quero amar-te além do tempo,
percorrer contigo os caminhos da eternidade,
e escrever, em cada instante vivido,
a mais bela história que o amor já sonhou.
A paixão arde, um fogo que não se contém, incêndio que me consome, que me faz inteiro em chamas.
Teu olhar é labareda, que invade minha alma,
Teus lábios — brasas vivas, tocam os meus, em beijos que revelam o segredo da paixão.
Corpos se encontram, se entregam sem limites, numa dança frenética, onde o amor se desnuda.
E tudo é chama, tudo é desejo, até que o instante se torne eterno em fogo e prazer.