TOCA DA LEOA

Sensualidade & Erotismo à Flor Da Poesia





sexta-feira, 13 de março de 2026

APODERO-ME DE TI



Cravo garras no teu corpo dobrado,
faço meus os teus suspiros ofegantes,
transformo cada gemido teu em bandeira branca
hasteada sobre os lençóis do nosso motim.

Nos golpes ritmados de dois ventres em súplica,
que agonizam por rebentar em jorros,
avanço fundo, retorno molhada, retomo o compasso,
sinto-te tremer no compasso maldito da minha fome.

Fazes-me delirar. Fazes-me obscena. Fazes-me tua.

Escorro por ti como maré espessa,
num apoderar-se salgado, faminto, urgente,
consentido pelas nossas peles esfoladas,
condenado pelos manuais do decoro,
mas obscenamente, deliciosamente nosso.

Deslizo por ti em cio absoluto,
abro-te o rasgo por onde te habito,
enrosco-me em cada nervo do teu corpo
até me tornar febre por dentro dos teus ossos.

Absorve-me sem contenção nenhuma,
bebe-me até à última gota,
guarda-me na tua carne para sempre —
tatuagem viva, cicatriz que pulsa,
poema visceral gravado a dente e unha
na pele mais funda da tua alma.




  Cléia Fialho

quinta-feira, 12 de março de 2026

CREPÚSCULO DE VOLÚPIAS



Nossos beijos sensuais e ardentes
esquentam o frio da madrugada
nossos corpos em cio jacentes

Fremem em nossa doce pousada
crepúsculo de volúpias quentes
aurora luxuosa e prateada

E as estrelas incandescentes
iluminam a nossa alvorada.




  Cléia Fialho

quarta-feira, 11 de março de 2026

NO ABRAÇO DE TUA CARNE




Cada impulso que atravessa minha pele,
É uma promessa feita em língua quente,
Teus gemidos rasgam o ar, revelam-se,
Misturam-se ao suor, ao toque ardente.

Me embriago no abraço de tua carne,
Na corrente líquida que escorre fundo,
Sinto tuas mãos que apertam, que ardem,
Quase no limite do mundo.

O tato é fogo que incendeia e consome,
O calor é mar que invade e envolve,
Cada encontro é chama que não some.

Somos pele, suor, desejo que dissolve,
Na entrega feroz, no toque voraz,
Somos o instante que jamais se desfaz.




  Cléia Fialho

terça-feira, 10 de março de 2026

AMOR QUANDO DESCE PRO CORPO



O amor quando encosta
Não pede explicação
Borbulha fervente na pele
Que causa inundação.

Inundação de desejo
Que o corpo faz tremer
Querência louca de te ter
Ah que delícia
É te querer.

Te querer é tão gostoso
Tem gosto de pecado e mel
Faz da boca travessia
Teu corpo é pedacinho de céu.

Céu fechado no quarto
Noite de pele suada
Que nessa vida
Sempre tenhas
Minha boca na tua madrugada.




  Cléia Fialho

segunda-feira, 9 de março de 2026

FAZ PARTE DA IMORTALIDADE



No peito do poeta, o coração pulsa
Um compasso que ecoa emoção e dor
É um coração que busca, que se deslumbra
Na essência da vida, na busca do amor.

O coração poético é um eterno romântico
Que se entrega às palavras com fervor
Pulsa versos e rimas em cada batida
Desvendando segredos, revelando o interior.

Ele é sensível, compassivo e profundo
Um farol que guia a alma do poeta
Emerge emoções em cada verso fecundo
Transbordando sentimentos em forma de letra.

O coração poético é o pulsar da arte
Que transforma a vida em poesia sem par
É o bater intenso que nos faz parte
Da imortalidade da palavra a flutuar.




  Cléia Fialho

Linda interação do Amigo Poeta A.S

Só dentro do Poema o poeta
é verdadeiramente livre!
Navega nas palavras,
Ela se despe e respira.
faz amor sobre as ondas,
naufraga em oceanos de prazer.
E se o poema se acende de desejos
o poeta morde seus próprios beijos!

 GRATIDÃO 

domingo, 8 de março de 2026

sábado, 7 de março de 2026

SEM PEDIR LICENÇA AO DESEJO



Tua boca encontra meu pescoço  
e o mundo perde o nome.  
Só resta o pulso acelerado,  
a pele arrepiada,  
a urgência de permanecer  
onde o prazer se torna linguagem.

Meu corpo se abre em arrepios,  
cada toque acendendo  
uma vertigem nova —  
calor contra calor,  
respiração contra respiração.

Tuas mãos chegam  
como tempestade sobre a minha pele,  
sem pressa,  
mas sem pedir licença ao desejo.

Entre lençóis desfeitos,  
somos instinto e faísca,  
fome e entrega,  
dois corpos atravessados  
por uma noite sem freios.

E quando o silêncio retorna,  
ainda há fogo em nossas mãos,  
ainda há desejo nos olhos,  
ainda há minha pele  
lembrando exatamente  
onde a tua esteve.




  Cléia Fialho

sexta-feira, 6 de março de 2026

quinta-feira, 5 de março de 2026

RÍTMO FRENÉTICO DOS NOSSOS CORPOS



Nos teus olhos, chamas que dançam,  
Um convite a um mundo incandescente,  
Exploro teu corpo, uma aliança,  
Num desejo selvagem e envolvente.

Teus lábios, faíscas que me consomem,  
Num sussurro, o mundo se desfaz,  
E entre carícias que se somem,  
Nos perdemos num êxtase voraz.

Pele com pele, um jogo de instinto,  
Numa dança de corpos, sem barreiras,  
Cada toque é um grito sucinto,  
Ecoando em almas verdadeiras.

No ritmo frenético dos nossos corpos,  
Criamos uma sinfonia de prazer,  
E nos abraços que são nossos portos,  
Nos encontramos, sem nada a perder.

O calor nos envolve, nos invade,  
Selvagem, visceral, sem previsão,  
Nesta entrega que jamais se evade,  
Somos um só, em pura combustão.




  Cléia Fialho

quarta-feira, 4 de março de 2026

terça-feira, 3 de março de 2026

DOCE E AMOROSA



Tens livre acesso à mim
 colhas as rosas do meu jardim
 delicie-se no sumo delas sem fim...
 Sim amor, sou venenosa
 flor que se abre para ti...

 Me torno doce e amorosa
 se sentir você aqui...
 quero banhar-me
 em tuas fontes
 abrir os olhos...

 Ver os horizontes
 encaixe-me nos seus lados
 ponha-me como quiser
 pratique seus pecados
 em meu corpo de mulher...




  Cléia Fialho

segunda-feira, 2 de março de 2026

MINHA MARCA E RASTRO



Quero sorver o seu mastro
 deixar minha marca e rastro
 para que saibas
 que de você vou cuidar...

 Em seu colo me sentar
 suavemente e muito louca
 beijando sua boca
 eu quero desfalecer
 entre gritos de prazer
 amar... amar... amar...
 ...gozar...
 e todo meu prazer te dar...

 Então vem meu amor
 rima pra mim
 eu quero ler você
 use sua transparencia
 esqueça toda a decência
 vem me fala...
 que eu subo
 o grau da sua escala!




  Cléia Fialho

domingo, 1 de março de 2026

TEU CORPO É IMÃ




O teu corpo é ímã que arrasta os meus ossos,
Fértil em devaneios, gestos e voracidades,
É a tua carne
Despida, muda, incandescente,
Onde os sentidos se perdem em névoa
E os apetites se saciam em delírio
Que eu caço.

Somos os dois labareda, pó e tormenta,
E impossíveis de matar esta sede,
Habitar-nos-emos no infinito
Atados pelo pescoço.

Tu abres as coxas e eu mergulho sem bússola,
A boca úmida a encontrar o teu centro escuro,
Onde o sabor é mel, é fogo, é revelação,
E eu bebo como fera que não viu água em séculos.

Minhas mãos afundam na tua carne a molhar,
Dedos que escavam, que marcam, que possuem,
Deixo sinais roxos no teu colo, no teu ventre,
Bandeiras de conquista em pele que ainda treme.

Empurro-te contra a parede, o frio a morder tuas costas,
E entro em ti com a força de quem já não sabe esperar,
O som é seco, o impacto é trovão,
Tuas unhas arrancam mapas das minhas omoplatas,
E nós dois, incendados, enterrados, transbordando,
Rugimos o nome um do outro como último grito.

O suor escorre pelos nossos vincos,
O lençol rasga-se sob os nossos calcanhares,
E quando finalmente caímos no colchão devastado,
Ainda estou em ti, pulsando, vencendo,
Tu ainda me apertas, ainda pedes,
E a madrugada assiste em silêncio
Ao nosso pacto de carne eterna,
Ligados pelo pescoço,
Pelos quadris,
Pelo fogo.



  Cléia Fialho



sábado, 28 de fevereiro de 2026

UM DESEJO



No luar
um desejo a brilhar
No peito
um fogo a arder.

Coração
pulsa a sonhar
Na alma
o amor a crescer.

No luar
teu olhar a chamar
Na brisa
meu corpo a tremer.

Teu carinho
me faz delirar
No abraço
me deixo envolver.

Na varanda
o tempo a parar
No silêncio
o destino a tecer.

Teus beijos
me fazem voar
Na ternura
meu ser florescer.

E a noite
vem nos embalar
Em sonhos
difíceis de esquecer.

Pois o amor
quando vem despertar
Faz a vida
mais linda viver.





  Cléia Fialho

sexta-feira, 27 de fevereiro de 2026