TOCA DA LEOA

Sensualidade & Erotismo à Flor Da Poesia





terça-feira, 5 de maio de 2026

ALÉM DA ANGÚSTIA




O poema é o grito dos aflitos
a dor mais anônima
Que reinventa nossa existência
acima e além da angústia

O fluxo do tempo invade nossa vida
nas suas pétalas de horas
Entre sentimentos desgastados
e fantasias subjugadas.

E quando a noite derrama
seu manto de estrelas no chão
A lua acende caminhos
dentro do meu coração.

Os vaga-lumes desenham
constelações entre os galhos
Como pequenos sonhos vivos
brilhando em delicados atalhos.

Escuto o chamado do vento
nas copas em doce oração
E compreendo que a natureza
também conhece a paixão.

Há um segredo no escuro,
um encanto difícil dizer
Como se o universo inteiro
respirasse dentro do ser.

Então fecho os olhos devagar,
entre perfumes de musgo e flor
E deixo a floresta escrever
poemas de silêncio e amor.





  Cléia Fialho

segunda-feira, 4 de maio de 2026

SUSPIRO NO CÉU



Sou névoa que dança
nos braços da manhã,
soprada por mãos invisíveis
que conhecem o rumo do sonho.

Minha essência não pesa —
paira.
Sussurra entre ramos úmidos,
envolve troncos com ternura úmida,
desfaz contornos com carinho.

Ecoa um trovão distante.
E não temo.
Pois sei que até a tormenta
carrega no ventre
um ventre de calma.

Nas poças, vejo rostos
de tempos que fui,
e na transparência do instante,
descubro que a bruma
é apenas o abraço
entre o que passa
e o que permanece.

Sou vapor que acolhe,
sou o silêncio
que antecede a poesia da chuva.
Sou, no fim,
o suspiro do céu
quando ele encosta no chão.




  Cléia Fialho

domingo, 3 de maio de 2026

O DESTINO SORRI



Seus olhos me mostram o céu mais bonito,
Órbita doce do amor infinito.
Cada toque teu, meu corpo arrepia,
O teu abraço é minha poesia.

Meus sonhos ganham teu nome, 
tua cor,
Vivemos no laço mais puro do amor.
O destino sorri quando estamos assim,
Corações unidos num mesmo jardim.
Ê um milagre de luz: 
ter você em mim.




  Cléia Fialho

sábado, 2 de maio de 2026

TE AMAREI SEMPRE



No campo vasto, onde a lua brilha forte,
Minha alma vagueia, procurando o norte.
Mas é no teu olhar que encontro a direção,
Teu sorriso acende minha pura paixão.

Nos campos verdes, onde o vento canta,
Meu coração, com o teu, se espanta.
Teus olhos, estrelas que no céu brilham,
E em teu abraço, os meus medos se alinham.

O som da violinha ecoa na noite fria,
Com cada nota, nasce a melodia.
Canto pra ti, na beira do riacho,
Te amo mais que o céu e o vasto espaço.

Na lida, ao lado dos bois e da terra,
A saudade de ti, meu amor, me aterra.
Por mais que a vida me arraste a caminhar,
No teu coração é onde quero estar.

Nos pampas, onde a solidão se estende,
Teu nome na brisa sempre me surpreende.
Minha amada, é de ti que sou prisioneiro,
Te amarei sempre, no campo e o celeiro.




  Cléia Fialho

sexta-feira, 1 de maio de 2026

VENTO QUE PASSA...



Nasce no ventre do tempo,
sopra leve em contratempo,
canta o riso, geme a dor,
sussurra o cheiro da flor.

É poema sem arrasa,
feito em silêncio e fumaça.
Corre, se vai sem ameaça,
a vida é vento que passa.

No olhar de quem nos ama,
no sol que aquece e derrama,
na infância que ri contente,
há um sentido permanente.

Mas num instante ela esvoaça,
se esconde, muda de praça.
E ainda assim nos abraça:
é chama breve que enlaça.




  Cléia Fialho

sábado, 25 de abril de 2026

POEMA SUSSURRADO



No compasso da noite, segredos revelados,
Nossos gemidos ecoam como sinfonia,
Cada suspiro é um poema sussurrado.

Desvendamos desejos em gestos e carícias,
Como versos ousados em páginas de pele,
Nossos corpos são letras, formando delícias.

E nessa cumplicidade de prazer que se celebra,
Encontramos o êxtase, a paixão que nos liberta,
Tecendo em versos eróticos nossa história bela.




  Cléia Fialho

Linda interação do Amigo Poeta DUICE

Versos eróticos
que você sussurra para mim
como gemidos ardentes,
liberados com a urgência
da gratificação.
E assim você me confessa
todos os seus desejos,
escondidos onde o ardor
se transforma em doce saudade.


 GRATIDÃO 

Seu blog

sexta-feira, 24 de abril de 2026

SOU EU, NO FIM



Sou eu,
quem veste esta carne estranha,
que vibra, que arde, que sonha,
sem pedir permissão à razão.

Sou eu,
mesmo quando a mente divaga,
e a lógica, por vezes, se apaga
nas sombras do coração.

Este enigma que me habita,
me inquieta e me limita,
tem o gosto do eterno porquê...
Mas é meu. E sigo com ele,
mesmo sem entender o que é.

Não sou máquina nem decreto,
nem esboço de um projeto
de um deus feito em manual.

Sou caos, sou verbo imperfeito,
sou pergunta, sou defeito,
mas sou vivo, afinal.

E se não há consenso entre os dois —
o corpo que pulsa sem freio
e a mente que pede sossego —
eu danço neste meio
sem regra, sem apego,
tentando fazer meu próprio sinal.

Porque mesmo entre abismos e contradições,
entre choques, vontades, prisões…
sou eu — com todas as minhas versões —
quem responde por mim.
Sou eu, no fim.




  Cléia Fialho

Linda interação do Amigo Poeta DUICE

És tu
quem clama entre os versos,
quem geme poemas de desejo
quando sentes com paixão ardente
e gritas com fervor.
És tu
quem vibra no caos do fogo,
quem sente minha carne
rasgando e profanando a tua
sem descanso.


 GRATIDÃO 

Seu blog

quinta-feira, 23 de abril de 2026

SOMOS FOGO E PAIXÃO



No silêncio da noite a sós,
Corpos se encontram ardentes,
Na penumbra, os olhares cúmplices,
Segredos trocados, desejos crescentes.

Tua pele macia, sedutora e quente,
Minhas mãos a exploram com ternura,
Nossos lábios se unem num beijo lento,
E o tempo parece perder a sua medida.

Dança de nossos corpos, o desejo aflora,
Somos fogo e paixão, entrega sem fim,
Verso a verso, no amor que se explora,
Centelha de prazer, cada suspiro assim.




  Cléia Fialho