TOCA DA LEOA

Sensualidade & Erotismo à Flor Da Poesia





sexta-feira, 3 de julho de 2015

O AROMA DO QUERER



Nos desejos a flor da pele,  
 — surge um tremor, 
um sonho e um mistério,  
 — o que a alma, 
em segredo, cede,  
é o amor que embala fora do sério.  

Caminhos de luz, 
 — de sombra e de esperança,  
navegam entre risos e lágrimas,  
 — cada olhar, 
uma dança,  
tece laços que a vida consagra.  

No fresco amanhecer, 
 — o aroma do querer,  
tão doce e tão leve,  
se espalha no ar,  
 — invade a razão, 
tão breve,  
deixa marcas que não sei apagar.  

E nesta jornada de afetos e anseios,  
cada passo é um verso escondido.  
O tempo, 
 — com calma, entrelaça,  
os ecos de um amor vivido.  

Desejos, 
 — frutos de um coração ansioso,  
despertam em cada toque, 
 — em cada gesto,  
são as chamas que queimam, 
 — tão fogoso,  
mesmo quando o destino é incesto.  

E assim seguimos, 
 — polidos de anseios,  
a flor da pele, 
um poema sincero,  
na busca incessante de nós mesmos  
encontramos o amor, 
 — o eterno e o claro.




  Cléia Fialho

quarta-feira, 1 de julho de 2015

CORPO INTEIRO




Conhecer teu corpo inteiro  
é atravessar um território sem fim,  
desbravar essa vastidão quente  
onde cada curva guarda um segredo.  

Quero ler tua pele com fome e calma,  
seguir o mapa vivo dos teus desejos,  
sentir teu arrepio nascer sob meus dedos  
como chama acesa na madrugada. 

Há em ti uma imensidão que me chama,  
um abismo doce, 
 — sedutor, 
 — inevitável,  
e eu me perco com vontade nessa entrega,  
como quem encontra no excesso  
a forma mais intensa de existir.

Teu corpo é noite aberta e convite,  
é mar de febre, 
silêncio e vertigem,  
e eu me lanço inteiro nesse descobrimento,  
ardendo no prazer de te saber assim,  
 — profundo, 
 — absoluto, 
 — infinito.




  Cléia Fialho

terça-feira, 30 de junho de 2015

PECADO DESMEDIDO



Deixo-me levar pela tua vontade,
no ímpeto que rasga meu prazer.
Nos meus caminhos estreitos,
teu centro se encaixa,
meu corpo se contorce, se retorce,
escultura moldada em tuas mãos.

Tua sedução me arrasta,
tua mão sobre minha carne
me faz bandida, gulosa, atrevida.
Sou tua fêmea,
mulher libertina,
meu corpo implora teu dedilhar,
minha boca exige teu sabor.

Interrompo teus sonhos,
sou labareda acesa na tua realidade.
Sou tudo que desejas,
sou devassa e pudica,
sou mistério e entrega,
sou prazer e perdição.

Quero ouvir teus segredos,
permitir tua loucura,
sentir tua febre.
Tu desabrochas o leão,
faminto, febril, insaciável,
e dele me alimento sem pudor.

Quero teu pecado sem medida,
molhar teu eixo em gozo,
provocar tuas vontades,
atiçar tua fúria,
oferecer-me inteira.

Quero te ver pecar,
sou tua, crua, sem disfarces.
Toca meus seios,
sou tua verdade,
sou o instante de luxúria,
sou a entrega que não se nega.




  Cléia Fialho

segunda-feira, 29 de junho de 2015

VERTIGEM DE DESEJO



O quarto é um templo profano.  
As paredes respiram, o ar é febre.  
Não há ternura, só urgência.  
As roupas caem como pele arrancada.  
A boca invade, morde, suga, devora.  

Ela se abre como oferenda.  
O corpo vibra em espasmos, em vertigem.  
Cada toque é relâmpago.  
Cada penetração é terremoto.  
O prazer é cru, é brutal, é animal.  

Ele a domina com fúria.  
Os dentes marcam, a língua percorre abismos.  
O gozo é tempestade, é maré violenta.  
Ela grita, uiva, implora mais.  
O corpo se rasga, se perde, se entrega.  

Não há suavidade.  
Há selvageria, há excesso, há vertigem.  
O prazer consome, destrói, recria.  
Ela explode em orgasmos que rasgam o silêncio.  
Ele se derrama nela como lava incandescente.  

No fim, só restam corpos exaustos.  
Respirações ofegantes, suor escorrendo, pele marcada.  
Um campo de batalha erótico.  
Um delírio sem retorno.  
Um grito de carne inteira, transformado em poesia.  




  Cléia Fialho

domingo, 28 de junho de 2015

DELÍRIO CRU



O quarto é palco de urgência.  
Não há tempo para ternura.  
As roupas são arrancadas, não retiradas.  
A boca invade, morde, suga.  
O gosto é suor, saliva, carne quente.  

Ela se abre inteira, sem resistência.  
O corpo vibra em espasmos, em vertigem.  
Cada toque é choque.  
Cada penetração é impacto.  
O prazer é cru, é brutal, é animal.  

Ele a domina com força.  
Os dentes marcam, a língua percorre territórios proibidos.  
O gozo é tempestade, é terremoto.  
Ela grita, uiva, implora mais.  
O corpo se perde, se rasga, se entrega.  

Não há suavidade.  
Há selvageria, há excesso, há vertigem.  
O prazer consome, destrói, recria.  
Ela explode em orgasmos que rasgam o silêncio.  
Ele se derrama nela como fúria incontida.  

No fim, só restam corpos exaustos.  
Respirações ofegantes, suor escorrendo, pele marcada.  
Um campo de batalha erótico.  
Um delírio sem retorno.  
Um grito de carne inteira.  




  Cléia Fialho

sábado, 27 de junho de 2015