TOCA DA LEOA

Sensualidade & Erotismo à Flor Da Poesia





quinta-feira, 7 de abril de 2016

NOS PAMPAS DO DESEJO


Nos pampas largos do sul,
onde o vento assovia segredos
e o céu se deita inteiro no campo,
te vi, entre os cavalos e a bruma,
com o lenço rubro solto no peito
e o olhar mais quente que a tarde de verão.

Tinhas a alma de relâmpago,
as mãos talhadas pra domar
não só potros bravos —
mas também meus silêncios.

Chegaste sem pressa,
com passos de quem conhece a terra e o corpo,
e entre um mate e outro,
teus olhos me despiam devagar,
como quem sabe que desejo também se cultiva.

O cheiro do suor se misturava
ao cheiro de couro e de cio,
e a bombacha justa te moldava
feito a própria intenção do pecado.

Na calmaria do galpão,
onde o luar se intromete entre as ripas,
teu toque firme me achou inteira
como se decifrasse os mapas do meu pampa.

E quando o silêncio nos cobriu,
com cheiro de mato molhado,
fizemos amor com gosto de tradição
e gemidos que ecoaram
mais longe que o grito de um tropeiro.





  Cléia Fialho

quarta-feira, 6 de abril de 2016

QUERO SEMPRE ESTAR



Nos teus olhos, vejo o céu se abrir,
Cada gesto teu, me faz sorrir.
Teu toque suave, como a brisa ao vento,
Me leva a lugares de doce encantamento.

Com ternura, teus braços me envolvem,
E no silêncio, nossos corações se resolvem.
O mundo ao redor parece se aquietar,
E em teus braços, quero sempre estar.

Cada beijo teu, é um doce abrigo,
Onde me encontro, e sinto o que é comigo.
Nos teus braços, encontro paz e alegria,
E em teu amor, vivo a minha poesia.




  Cléia Fialho

terça-feira, 5 de abril de 2016

ELA CARREGA NA PELE



No pampa aberto, ela é fogo solto,
pele que arde, desejo sem medo,
corpo que fala em línguas sem palavras,
e dança a noite inteira, sem regra, sem freio.

Mulher gaúcha, bicho livre, selvagem,
que leva no olhar a promessa da entrega,
na boca o convite que queima e molha,
nas mãos o toque que desata, enlouquece.

A tradição? Ela carrega na pele,
mas também carrega a sede do instante,
onde tudo é suor, gemido e abraço,
onde o tempo some e só fica o fogo.

Ela é punho forte, é sombra quente,
é flor aberta na madrugada,
é rosa que queima e ao mesmo tempo seduz,
é tudo isso junto — e muito mais.

No campo vasto, o vento leva seu cheiro,
sussurros, suspiros, loucura fina.
Ela é poema que não se prende,
é festa, é fogo, é pura liberdade.




  Cléia Fialho

segunda-feira, 4 de abril de 2016

O AMOR É O ABRIGO



Em teus braços, encontro o meu lugar,
Sinto teus toques a me despertar.
Teus movimentos, suaves a invadir,
Cuidam de mim, me fazem sorrir.

Meu corpo se entrega em doce pedido,
Nos teus olhos, o amor é o abrigo.
Teus gestos me envolvem em doce emoção,
Em cada suspiro, há pura devoção.

Com delicadeza, movemos em sintonia,
Nosso amor se tece com magia.
A cada beijo, sinto a chama acender,
Nos teus braços, só sei te entender.

É um abraço que aquece, que ampara,
Em teu carinho, me perco e me preparo.
Teu amor me guia, em plena entrega,
Em cada toque, o coração se entrega.

Nosso amor, fluindo como a brisa serena,
É um laço profundo, uma chama amena.
E assim, em silêncio, nos encontramos,
Na dança do amor, sempre nos amamos.




  Cléia Fialho

quinta-feira, 31 de março de 2016

NO SUSSURO DO VENTO



Nas campinas vastas do pampa ardente,
ela surge, fogo vivo, pele quente.
Traços de história moldam seu corpo,
onde tradição e desejo são um só sopro.

Mulher gaúcha, força que incendeia,
alma selvagem, olhar que clareia.
Guardiã das raízes, porém tão faceira,
com lábios que convidam à entrega inteira.

No sussurro do vento, seu segredo dança,
entrelaça paixão, coragem e esperança.
A pele que conta histórias de bravura,
também revela o toque da mais doce loucura.

Que ressoe o canto das prendas ardentes,
fortalecendo desejos, encantos latentes.
No abraço do pampa, onde o amor é rosa,
ela é fogo, é flor — pura chama formosa.




  Cléia Fialho

segunda-feira, 28 de março de 2016

SONHO VIBRANTE



Na febre ardente dessa noite quente,
Teu corpo é chama, desejo latente.
O vento sussurra teu nome em segredo,
E a lua, cúmplice, ameniza meu medo.

Teus cabelos, brasas a se espalhar,
Nos lençóis que insistem em incendiar.
Teu cheiro, um vinho que embriaga e seduz,
Teus olhos, faróis, me guiam na luz.

A sede me toma, me faz delirar,
Teu gosto na boca, um doce luar.
E quando te beijo, me perco no instante,
No fogo que queima, num sonho vibrante.

Se és miragem ou chama eterna,
Que importa, se a alma hiberna?
Nos teus abraços, tudo é verdade,
E o tempo se curva à nossa vontade.




  Cléia Fialho