terça-feira, 19 de abril de 2016
CALOR DO INSTANTE
segunda-feira, 18 de abril de 2016
O TEMPO SE RENDE
E fico assim, suspensa no instante,
como quem perde o rumo e ainda avança,
um passo em falso que vira horizonte
e um coração que já não se cansa.
Teu nome ecoa em minhas entrelinhas,
feito maré que insiste em retornar,
e tudo em mim se desfaz em linhas
que só o teu toque sabe organizar.
Há um fogo calmo que me percorre,
sem pressa, sem medo, sem direção,
como se o mundo inteiro morresse
para nascer dentro da tua mão.
E se me perco, que seja em teu riso,
nesse abrigo que inventa o infinito,
onde o desejo deixa de ser preciso
e vira apenas o que sinto e repito.
domingo, 17 de abril de 2016
O ECO DA SAUDADE
E a noite, tão lenta e profunda,
vai costurando o silêncio em mim,
como quem borda lembranças na penumbra
sem saber bem onde começa o fim.
Te procuro no espaço entre os segundos,
nesse intervalo que o peito inventa,
onde os sonhos se fazem mais fundos
e a ausência, de ti, se alimenta.
Se o vento passa, me fala teu nome,
num sopro leve que insiste em ficar,
e a distância, ainda que me consome,
não sabe o jeito de te apagar.
Então sigo — verso aberto, incerto —
feito rio buscando o mar,
com o coração sempre desperto
na esperança de te encontrar.
sábado, 16 de abril de 2016
CORAÇÕES SELVAGENS
E a noite, cúmplice, se curva em silêncio,
como quem guarda segredos na palma do escuro,
o instante suspenso entre o antes e o depois
arde suave, sem pressa, sem muro.
Teu nome se espalha no ar como brisa acesa,
tocando o invisível entre pele e emoção,
e cada segundo se veste de surpresa
no compasso indeciso do coração.
Há um mundo que nasce onde o gesto se encosta,
onde o olhar se demora mais do que deveria,
e a realidade, por um momento, se aposta
na invenção delicada da nossa sintonia.
Seguimos assim — sem mapa, sem norte, sem fim,
apenas dois rios buscando o mesmo mar,
e o que em nós se revela, tão dentro de mim,
é esse eterno aprender de amar.
sexta-feira, 15 de abril de 2016
ESPERA E VERTIGEM
quinta-feira, 14 de abril de 2016
ENTRE O PENSAMENTO E A PELE
Teus lábios são meu refúgio e abrigo,
A cada beijo, renasce a sedução,
No toque suave, encontro o que preciso.
Nosso amor é chama que nunca se apaga,
Brilhando nas noites que nos envolvem,
Sinto em cada gesto o desejo que traga,
E me entrego ao amor que nos dissolve.
No silêncio que entrelaça nossos nomes,
o mundo se desfaz em pura vertigem,
e o tempo, rendido aos nossos contornos,
se curva diante dessa doce origem.
Te encontro no espaço entre pensamento e pele,
onde a alma respira sem pressa de partir,
e cada segundo que em ti se revela
é um universo inteiro a florir.
Há um fogo sereno que nos guia por dentro,
como mar que acaricia a margem do ser,
e tudo o que somos, nesse mesmo momento,
aprende de novo o verbo “viver”.
E quando a noite se derrama em mistério,
teu nome acende estrelas em mim,
e eu me perco nesse amor tão etéreo,
que nunca começa… e nunca tem fim.
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