TOCA DA LEOA

Sensualidade & Erotismo à Flor Da Poesia




sexta-feira, 10 de julho de 2015

MAPA DE DESEJOS CONTIDOS



Pele em brasa sob a lua mansa
Um sussurro teu que me acende a alma
O toque leve um arrepio que sobe
Olhares fundos onde se perdem os medos.

O corpo ancioso buscando um encontro
O ritmo lento da respiração a pulsar
Palavras não ditas que se fazem em carícia
A pele um mapa de desejos contidos.

O silêncio ecoa uma promessa guardada
No abraço a certeza de um sentir profundo
A noite se estende em volúpcias suaves.




  Cléia Fialho

terça-feira, 7 de julho de 2015

AS CORES QUE NÃO SE VEEM




Em noites que o luar se despe em prantos,  
Os sussurros das almas se entrelaçam,  
Como roselas no clarear do dia,  
E o coração pulsa ao ritmo da brisa,  
Sorriso tímido que se revela,  
Na fragilidade do ser que é amar.  

Cada toque é um poema escrito,  
Por mãos que acariciam o inesperado,  
Um aroma que flutua, adorando,  
Tesouros guardados no peito inquieto,  
Desejos brotando como flores,  
No calor da ternura a se espalhar.  

Desejos que ardem na pele suave,  
São lufadas de vento na primavera,  
Respiram sonhos em cada instante,  
E os sentimentos dançam em silhuetas,  
Cores que não se veem, mas se sentem,  
A vida inteira num simples olhar.  




  Cléia Fialho

segunda-feira, 6 de julho de 2015

BRILHO TÃO SINGULAR



Mas que dor carrega o amor sincero,  
Quando a saudade, 
qual sombra, 
 — insiste,  

Na ausência da luz que antes iluminava,  
E as memórias se fazem tortuosas,  
Vão e voltam, 
 — entre as folhas caídas,  
Num ciclo eterno de um reverenciar.  

Desejos a flor da pele tão vivos,  
Como as ondas em busca da areia,  
Por mais que o tempo contraia e expanda,  
Nada apaga o brilho tão singular,  
Um eco profundo que eternamente,  
Fica a ressoar nas veias do amar.  

E assim, em cada dia que amanhece,  
Eu guardo os desejos a flor da pele,  
Pois em cada batedeira do peito,  
Renasce a essência de quem eu sou,  
E mesmo entre risos e as dores,  
Serei sempre luz a navegar.




  Cléia Fialho

sábado, 4 de julho de 2015

TUA PRESENÇA É PERFUME



No sussurro do vento,  
as memórias dançam,  
 — teus olhos, 
 — dois oceanos,  
onde a luz serve de guia.  

Tua presença é perfume  
flutuando entre as sombras,  
um toque na pele  
que fala em silêncio.  

Os gestos são versos,  
um poema falado,  
 — e a brisa, 
 — cúmplice,  
carrega um segredo.  

As palavras se entrelaçam,  
como dedos entrelaçados,  
corações que pulsam  
num ritmo compassado.  

E no crepúsculo,  
com a luz a se apagar,  
canto a essência do calor  
que se revela em cada olhar.




  Cléia Fialho

sexta-feira, 3 de julho de 2015

O AROMA DO QUERER



Nos desejos a flor da pele,  
 — surge um tremor, 
um sonho e um mistério,  
 — o que a alma, 
em segredo, cede,  
é o amor que embala fora do sério.  

Caminhos de luz, 
 — de sombra e de esperança,  
navegam entre risos e lágrimas,  
 — cada olhar, 
uma dança,  
tece laços que a vida consagra.  

No fresco amanhecer, 
 — o aroma do querer,  
tão doce e tão leve,  
se espalha no ar,  
 — invade a razão, 
tão breve,  
deixa marcas que não sei apagar.  

E nesta jornada de afetos e anseios,  
cada passo é um verso escondido.  
O tempo, 
 — com calma, entrelaça,  
os ecos de um amor vivido.  

Desejos, 
 — frutos de um coração ansioso,  
despertam em cada toque, 
 — em cada gesto,  
são as chamas que queimam, 
 — tão fogoso,  
mesmo quando o destino é incesto.  

E assim seguimos, 
 — polidos de anseios,  
a flor da pele, 
um poema sincero,  
na busca incessante de nós mesmos  
encontramos o amor, 
 — o eterno e o claro.




  Cléia Fialho

quarta-feira, 1 de julho de 2015

CORPO INTEIRO




Conhecer teu corpo inteiro  
é atravessar um território sem fim,  
desbravar essa vastidão quente  
onde cada curva guarda um segredo.  

Quero ler tua pele com fome e calma,  
seguir o mapa vivo dos teus desejos,  
sentir teu arrepio nascer sob meus dedos  
como chama acesa na madrugada. 

Há em ti uma imensidão que me chama,  
um abismo doce, 
 — sedutor, 
 — inevitável,  
e eu me perco com vontade nessa entrega,  
como quem encontra no excesso  
a forma mais intensa de existir.

Teu corpo é noite aberta e convite,  
é mar de febre, 
silêncio e vertigem,  
e eu me lanço inteiro nesse descobrimento,  
ardendo no prazer de te saber assim,  
 — profundo, 
 — absoluto, 
 — infinito.




  Cléia Fialho

terça-feira, 30 de junho de 2015

PECADO DESMEDIDO



Deixo-me levar pela tua vontade,
no ímpeto que rasga meu prazer.
Nos meus caminhos estreitos,
teu centro se encaixa,
meu corpo se contorce, se retorce,
escultura moldada em tuas mãos.

Tua sedução me arrasta,
tua mão sobre minha carne
me faz bandida, gulosa, atrevida.
Sou tua fêmea,
mulher libertina,
meu corpo implora teu dedilhar,
minha boca exige teu sabor.

Interrompo teus sonhos,
sou labareda acesa na tua realidade.
Sou tudo que desejas,
sou devassa e pudica,
sou mistério e entrega,
sou prazer e perdição.

Quero ouvir teus segredos,
permitir tua loucura,
sentir tua febre.
Tu desabrochas o leão,
faminto, febril, insaciável,
e dele me alimento sem pudor.

Quero teu pecado sem medida,
molhar teu eixo em gozo,
provocar tuas vontades,
atiçar tua fúria,
oferecer-me inteira.

Quero te ver pecar,
sou tua, crua, sem disfarces.
Toca meus seios,
sou tua verdade,
sou o instante de luxúria,
sou a entrega que não se nega.




  Cléia Fialho