TOCA DA LEOA

Sensualidade & Erotismo à Flor Da Poesia




quinta-feira, 4 de maio de 2017

PALADAR PRAZEROSO






Passos preciosos
deslizam pela sala escura,
dedos traçam a curva do teu quadril,
um convite lento para o abismo.

quarta-feira, 3 de maio de 2017

CUMPLICIDADE




Cada centímetro coberto por lábios famintos,
cada canto do corpo rendido ao toque voraz,
carícias compatíveis deslizam como seda molhada,
constroem cumplicidade em gemidos abafados.

Cocegos leves viram calafrios que arrepiam a espinha,
cuidadosamente compartilhados em sussurros roucos,
dedos traçam mapas de desejo na pele úmida,
um ritual de entrega que pulsa e não para.

Cada centímetro coberto de suor e saliva,
cada canto secreto agora exposto e devorado,
carícias compatíveis penetram o núcleo quente,
constroem cumplicidade em ondas de prazer cru.

Cocegos se transformam em calafrios explosivos,
cuidadosamente compartilhados no clímax feroz,
cores convergem em flashes de êxtase cego,
corações comovidos batem no ritmo do gozo.




  Cléia Fialho

terça-feira, 2 de maio de 2017

BELEZA EM ANDAMENTO




Cores vibrantes no ar
Borboletas voam
Beleza em andamento.

Na leveza do toque que provoca,
meu corpo responde em silêncio,
há desejo escondido no gesto
e promessa quente no vento.

As cores deslizam na pele,
como suspiros em lenta dança,
sou curva, sou arrepio,
sou encanto que te alcança.

E entre voos e tremores suaves,
o prazer nasce sem pressa nenhuma,
feito borboleta pousando lenta
no jardim íntimo da tua lua.





  Cléia Fialho

segunda-feira, 1 de maio de 2017

CAMINHOS



Caminhos curvilíneos
deslizam pela pele,
conquistam corpos carentes
em sussurros de fome antiga.

Corações conectados
pulsam no ritmo da noite,
constroem certezas
entre lençóis encharcados de suor.

Carícias como combustível
incendeiam a carne,
cenas calientes
onde o ar se dissolve em gemidos.

Nossos contornos se entrelaçam,
labirintos de prazer sem fim,
onde cada toque é promessa
e o êxtase, eternidade nua.





  Cléia Fialho

domingo, 30 de abril de 2017

SINTO A TUA RESPIRAÇÃO



Não há nome para o que arde na pele,
apenas o suor frio que escorre
como promessa não cumprida.
O ar fica denso, espesso,
um véu de veludo que sufoca
e convida ao desespero doce.

Sinto a tua respiração perto,
um abismo aberto entre nós dois,
onde o tempo perde o sentido.
Os dedos buscam, erram, encontram,
traçam mapas de fogo na carne,
descobrem paisagens antigas.

Cada toque é uma pergunta
sem resposta possível,
cada beijo, um silêncio gritado.
A mente se dissolve em névoa,
ficando apenas o instinto puro,
a vontade de fundir-se, de sumir.

O mundo lá fora desmorona-se,
não há sol, nem noite, só isto:
o calor que nos consome e nos cria,
a fome que não se sacia,
o desejo que nos atravessa
como raio, como maré, como vida.




  Cléia Fialho

terça-feira, 25 de abril de 2017

SABOR DE DESEJO



Tanta sede…

Sede de mergulhar na tua pele,  
Sede de me perder nas tuas curvas,  
Sede de me aquecer na brasa do teu toque,  
Sede de me consumir nas chamas do teu olhar.  

Sede de encontrar a batida do meu coração em ti,  
Sede de falar em silêncios e gemidos,  
Sede de te desenhar com cada suspiro,  
Sede de descobrir o labirinto da tua essência.  

A cravejar a boca, um gosto doce e salgado,  
Um néctar que embriaga os sentidos,  
Sede que devora as inibições,  
Sede que alimenta a chama deste amor.

Um dia, ao cair da noite,  
Ainda sonho em me tornar refém do teu encanto,  
De dançar na espiral da luxúria julgada,  
Em cada toque, em cada vestígio do desejo.  

A carne se entrelaça em lamentos e riso,  
Um sussurro que transforma a realidade,  
Sede que se revela como a maré que vem,  
Arrastando-me para um oceano de sensações.  

Sede que transforma o beijo em entrega,  
Desmistificando a leveza do ar,  
Sede que transforma o instante em eternidade,  
Onde a vida pulsa no eco dos nossos corpos.  

E se o tempo parar, que seja para nós,  
Para que a sede se torne um rito,  
Um ritual selvagem, visceral,  
Onde nos encontramos, nuvens e tempestades.  

De tanta sede, quero reclamar este espaço,  
O calor que queima, a paixão que arde,  
Quero ser o eco do teu corpo,  
E você, a melodia que embala a minha alma.  

Mergulhar de cabeça na fúria do desejo,  
Ser líquido em ti, ser fogo em nós,  
E ainda que o mundo pareça distante,  
As nossas sedes serão sempre um só.




  Cléia Fialho

sexta-feira, 21 de abril de 2017