TOCA DA LEOA

Sensualidade & Erotismo à Flor Da Poesia

quinta-feira, 1 de janeiro de 2015

quarta-feira, 31 de dezembro de 2014

FETICHE PROIBIDO



Meu fascínio sempre foi por homens maduros, casados, aqueles que carregam no olhar segredos e culpas. Há algo neles que me atiça, talvez porque cada transa tenha sido gratificante, intensa, marcada por uma fome que não se encontra em corpos jovens.  

Naquela noite, escolhi meu alvo. Ele estava sozinho, sentado no carro à beira da praia, olhando o mar como quem buscava respostas. Eu me aproximei com passos lentos, o vestido curto colado à pele, e sorri com malícia. Bastou um olhar para que o jogo começasse.  

Entrei no carro sem pedir licença. O cheiro de sal misturava-se ao perfume masculino, e a tensão era palpável. Toquei sua coxa, senti o músculo firme, e percebi o arrepio imediato. Ele tentou resistir, mas sua respiração denunciava o desejo.  

Minha boca encontrou a dele, quente, urgente, e nossas línguas se devoraram como se o mundo fosse acabar ali. Minhas mãos deslizaram para dentro de sua camisa, sentindo o calor da pele, enquanto ele me puxava para o colo, já duro, já entregue.  

O banco reclinou, e eu me abri sobre ele. Sua mão firme segurava minha cintura, guiando meus movimentos, enquanto minha boca mordia seu pescoço, arrancando gemidos abafados. O carro balançava, o vidro embaçava, e cada investida era um choque elétrico que nos consumia.  

Eu o cavalgava com fúria, sentindo cada centímetro me preencher, e ele me agarrava como se quisesse me possuir inteira. O som das ondas lá fora era engolido pelos nossos gemidos, pelo ranger do couro, pelo ritmo selvagem que nos dominava.  

Ele sussurrava meu nome, perdido, culpado, mas faminto. Eu ria, provocava, apertava mais forte, exigia que me desse tudo. E ele deu. Seu corpo explodiu em espasmos, o meu se abriu em vertigem, e juntos nos afogamos em suor, saliva e gozo.  

E não paramos ali. Ainda colados, respirações ofegantes, eu continuei a me mover sobre ele, lenta, cruel, exigente. O prazer não cessava, era onda atrás de onda, gemido atrás de gemido. O carro virou caverna de pecado, nossas marcas gravadas no couro, nossos fluidos espalhados pela noite. Não havia eternidade — havia excesso, havia luxúria sem fim, havia dois corpos famintos que se devoravam até não restar nada além da carne exausta e do gosto proibido. 




  Cléia Fialho

sábado, 27 de dezembro de 2014

PECADO NO MOTEL



Ele entrou no quarto carregando o peso da culpa. Casado, maduro, olhar faminto. Eu já sabia: era meu fetiche, minha perdição. O cheiro barato do quarto misturava-se ao perfume masculino, e a tensão era palpável.

Fechei a porta e o empurrei contra a cama. Minha boca encontrou a dele, urgente, faminta, nossas línguas se devoraram sem piedade. Minhas mãos desceram rápido, encontraram sua rigidez, e o gemido que escapou foi música suja.

Ele me virou, me prensou contra o colchão, rasgou meu vestido sem cuidado. Sua boca mordia meus seios, seus dedos me abriam sem delicadeza, e eu arqueava, pedindo mais. O som da cabeceira batendo contra a parede era o compasso da nossa fúria.

Eu o puxei para dentro de mim, sem véu, sem pausa. Cada estocada era brutal, cada investida me rasgava em prazer cru. O colchão rangia, o quarto inteiro vibrava, e eu gritava sem pudor, sem medo. Ele me agarrava pelos quadris, me dominava, e eu me oferecia inteira, devassa, faminta.

Mudamos de posição sem descanso. Eu o cavalgava com força, minhas unhas cravadas em seu peito, minha boca mordendo seu pescoço. Ele gemia meu nome, perdido, culpado, mas entregue. O motel se tornava caverna de pecado, nossas marcas gravadas nos lençóis, nossos fluidos espalhados pela noite.

E quando explodimos, não foi suave: foi grito, foi carne em convulsão, foi suor escorrendo, foi gemido rasgando o ar. O gozo foi violento e devastador.

Ainda molhados, ainda famintos, continuei a cavalgá-lo sem piedade, exigindo mais, arrancando gemidos brutos. Ele me segurava com força, me penetrava sem trégua, e o quarto se enchia de cheiro de sexo, de pele batendo contra pele, de gemidos animalescos.

O motel virou arena de pecado: lençóis encharcados, marcas de unhas, mordidas espalhadas pelo corpo. 
Cada estocada era selvagem, cada gozo era repetido, cada respiração era cortada pela fúria do prazer.

Não paramos até o corpo não aguentar mais, até o suor escorrer em rios, até o silêncio ser quebrado apenas pelo som da nossa exaustão. 
Não restou nada além da carne usada, do pecado gravado, da luxúria devastadora que nos consumiu até o limite.




  Cléia Fialho

terça-feira, 23 de dezembro de 2014

domingo, 14 de dezembro de 2014

O APERTO DO ELEVADOR



O tranco foi seco — um estalo metálico seguido de silêncio. Ela se apoiou na parede do elevador, os olhos fixos no painel. Apertou o botão do térreo uma, duas, cinco vezes. Nada. A luz de emergência banhava o cubículo de um amarelo doentio.

— Não vai funcionar.

A voz dele veio de trás, grave e sem pressa. Ela ignorou e continuou pressionando os botões, os dedos rígidos, o gesto inútil se repetindo. O painel não respondia — as pequenas luzes verdes apagadas, os números mortos.

Ele se moveu. Sem aviso, o antebraço dele roçou o ombro dela ao passar, um contato mínimo que a fez prender a respiração. Ficou parada, o ar preso no peito, enquanto ele se inclinava para o interfone ao lado do painel.

— Interfone também não responde.

Estava perto demais. O calor do corpo dele preenchia o espaço entre eles, e ela desviou o olhar para o chão, os braços cruzados com força. Ele não recuou. Em vez disso, apoiou a mão aberta na parede ao lado da cabeça dela, bloqueando qualquer saída.

O antebraço dele desceu até a porta espelhada, encurralando-a contra o vidro frio. Ela tentou empurrar o peito dele, mas os dedos agarraram a camisa em vez de afastá-lo. Ele a beijou com força, a boca quente pressionando a dela até que seus lábios cederam. A língua dele invadiu, grossa e insistente, e a saliva se misturou enquanto ela abria a boca sob a dele. 

As mãos dela subiram para a nuca dele, as unhas cravando na pele. Ele agarrou as coxas dela por cima da saia, puxando o tecido para cima, e enfiou o joelho entre as pernas dela — o algodão da calcinha arrastando na carne. Ela gemeu contra a boca dele e empurrou a mão dele para dentro da calcinha.

Ele arrancou a calcinha dela com um puxão seco — o algodão rasgou na lateral e o pedaço de tecido caiu no chão do elevador. As mãos grandes agarraram as coxas dela, os dedos cravando na carne macia, e ele a levantou como se não pesasse nada. As costas dela bateram no espelho frio, o vidro gelado contra a pele quente, e ela soltou um gemido curto.

O pau nu encostou na buceta molhada. A glande quente pressionou a entrada, deslizando na umidade que já escorria, e ela ofegou alto — um som que ecoou nas paredes metálicas. Ele não esperou. Empurrou de uma vez, o pau grosso abrindo caminho, engolido até a base num único movimento molhado. Ela gritou. Um grito agudo que saiu involuntário, as costas arqueando contra o espelho, as unhas cravando nos ombros dele.

O quadril dele começou a bombear. Ritmo duro e rápido, o pau entrando e saindo da buceta com força, o saco batendo na carne molhada a cada estocada. O som de líquido preenchia o elevador — chape, chape, chape — misturado com os gemidos dela e a respiração pesada dele. 

As mãos dela agarraram os ombros dele, as unhas cravando fundo, arranhões vermelhos surgindo na pele morena. Ele mordeu o pescoço dela, os dentes pressionando a carne sensível, e a saliva escorreu pela clavícula até o decote da blusa.

Ela retribuiu com o quadril, empurrando contra cada estocada, a buceta apertando o pau dele em espasmos cada vez mais intensos. Gozou com um gemido longo e trêmulo, o corpo tremendo contra o espelho, o líquido quente escorrendo pelo pau dele. Ele continuou bombeando, os dedos ainda cravados nas coxas dela, até que o pau pulsou forte dentro da buceta. Gozou em jatos quentes, a porra enchendo e vazando pela fenda, escorrendo pelas coxas dela em fios grossos.

Ficaram pregados, o pau ainda enterrado, porra e gozo misturados pingando no chão do elevador. A luz de emergência tremelicou. O painel do elevador piscou, os botões ainda inúteis. A perna dela escorregou da cintura dele enquanto o pau ainda pulsava dentro dela.

Os corpos escorregaram juntos pelo espelho até o chão frio do elevador. As pernas dela tremiam, os músculos das coxas ainda em espasmo, e a porra quente continuava escorrendo pela pele, misturada ao próprio gozo. Ele a segurou pela cintura durante a descida, o pau ainda meio duro saindo devagar de dentro dela, e o líquido quente escorreu mais rápido quando o vácuo se desfez. 

Ela caiu de joelhos primeiro, as mãos apoiadas no chão de metal, a respiração ofegante. Ele se ajoelhou ao lado, o peito suado subindo e descendo, e ficaram assim por um momento — nus da cintura para baixo, a roupa amassada, o cheiro de sexo impregnando o ar parado.

Ele levantou a mão devagar e passou o polegar na marca da mordida no pescoço dela. A pele estava inchada, vermelha, os dentes dele ainda impressos na carne sensível. Ela estremeceu com o toque, mas não se afastou. A ponta do polegar percorreu o contorno da marca, pressionando de leve, e a ardência subiu pela nuca. Ela levou a própria mão ao pescoço e tocou a marca também, os dedos encontrando os dele sobre a pele quente. O ardor latejava sob a ponta dos dedos, uma lembrança física do que tinham feito.

Ela olhou para o painel do elevador. Os botões ainda estavam apagados, inúteis como antes, fileiras de números mortos sob a luz amarela de emergência. Uma risada trêmula escapou da garganta dela — curta, sem humor, quase um soluço. Os botões que ela apertara sem parar minutos atrás pareciam agora uma piada sem graça. A ilusão de controle tinha se desfeito completamente, e o que restava era o chão sujo, as coxas molhadas e o homem ao lado.

O elevador deu um tranco. A luz principal acendeu com um zumbido elétrico, branca e forte, varrendo a penumbra amarela. O motor roncou acima deles e a cabine começou a descer. 

Ela se levantou às pressas, as pernas ainda bambas, e puxou a saia para baixo com as mãos trêmulas. Ele se levantou também, mais devagar, e enfiou a calcinha dela no bolso da calça antes de fechar o zíper. O elevador parou no térreo com um sinal sonoro. A porta se abriu. Ela saiu sem olhar para trás, a marca vermelha no pescoço à mostra, a calcinha ainda no bolso dele.



  Cléia Fialho

quarta-feira, 10 de dezembro de 2014

sábado, 6 de dezembro de 2014

O ÚLTIMO BEIJO NA TELA



A sala estava vazia. Só os dois na fileira do fundo, perdidos na penumbra. Ela tentava focar na tela, mas o calor do corpo dele atravessava o encosto de veludo vermelho e subia pela sua espinha. Impossível ignorar.

Ele repousou a mão no apoio de braço entre as poltronas. Os dedos longos, imóveis, a centímetros do ombro dela. O gesto era casual, mas a imobilidade tinha peso — a pausa de quem espera.

Ela cruzou as pernas, o tecido da calça roçando na coxa. A luz da tela explodiu em branco e revelou o rosto dele virado na sua direção. Ele a observava. Ela mordeu o lábio inferior e prendeu a respiração.

Os dedos dele tocaram a parte de trás da sua mão no apoio.

Os dedos dele deslizaram do apoio até o queixo dela. Firmes. Sem pressa. Virou o rosto dela para o seu, a luz da tela pintando metade do rosto dele de azul, a outra metade afundada em sombra.

O beijo veio sem aviso. A boca dele pressionou a dela com fome contida, a língua invadindo, quente e molhada. Ela engoliu a saliva misturada, o gosto dele preenchendo sua boca. Gemeu baixo, o som abafado pelo contato.

A mão dela subiu pelo peito dele. Sentiu o coração acelerado sob a palma, o músculo duro batendo contra as costelas. Ele estava tão tenso quanto ela.

Os dedos dele desceram para a blusa dela. Botão por botão, o tecido se abriu. Ele empurrou o sutiã para baixo com um gesto seco, o elástico cedendo. O ar frio do ar-condicionado atingiu os mamilos dela, que endureceram instantaneamente.

A luz da tela explodiu em branco e inundou os seios nus dela. Expostos. Perfeitos. Ele olhou. Ela não cobriu.

A mão direita dele agarrou o seio esquerdo, o polegar esfregando o mamilo em círculos lentos. Ela arquejou. A mão esquerda dela desceu e apertou o pau duro dele por cima da calça, sentindo o volume pulsar contra a palma.

Ele sussurrou, a voz grave roçando o ouvido dela:

— Levanta.

E puxou a saia para cima.

Ela se levantou, as pernas trêmulas, a saia amassada na cintura. Ele a girou com firmeza, os dedos cravados nos ombros dela, e a colocou de frente para a tela. A luz explodiu em vermelho, banhando as poltronas vazias. Ela ouviu o som do zíper dele baixando, o farfalhar do jeans caindo até os joelhos. As mãos grandes dele agarraram os quadris dela e a puxaram para trás. 

A cabeça do pau roçou a entrada molhada, quente, latejando. Ele empurrou. Uma estocada funda, única, que arrancou um grito abafado da garganta dela. A buceta apertou o pau, as paredes internas se contraindo ao redor da invasão. Ele gemeu grave, os dedos afundando na carne dos quadris dela. Começou a se mover. Estocadas rápidas, secas, o quadril batendo contra a bunda dela com estalos molhados. 

O lubrificante vaginal escorreu, quente, descendo pelo saco dele e pingando no veludo da poltrona. Ela agarrou o encosto à frente, os dedos cravados no tecido vermelho. Os seios nus balançavam a cada impacto, os mamilos duros roçando o veludo áspero. A cada vaivém, um gemido escapava, mais alto, mais descontrolado. O som ecoou pela sala vazia, misturado ao barulho molhado do sexo. 

A luz da tela mudou para azul e iluminou os corpos suados, os músculos das costas dele contraídos, as coxas dela tremendo. Ele enfiou a mão direita entre as pernas dela. Os dedos encontraram o clitóris inchado e começaram a esfregar em círculos rápidos, encharcados do gozo que escorria. Ela gritou. 

O corpo inteiro estremeceu, a buceta apertando o pau em espasmos violentos. O líquido jorrou, quente, escorrendo pelas coxas e manchando o veludo. Ele estocou três vezes, sem ritmo, um grunhido animal escapando dos lábios. Puxou o pau para fora. A porra branca e espessa jorrou sobre a poltrona de veludo vermelho.

A respiração dela ainda vinha em arrancos quando recostou a cabeça no ombro dele. O suor esfriava devagar sobre a pele nua, um arrepio subindo pela espinha a cada lufada do ar-condicionado. Ele não disse nada. A mão grande pousou na nuca dela, os dedos enroscados nos fios escuros grudados de suor. O peito dele subia e descia num ritmo que aos poucos encontrava o dela.

A tela ainda projetava qualquer coisa — cores, sombras, vozes abafadas que nenhum dos dois ouvia. A luz azulada banhou os corpos largados na poltrona de veludo vermelho, agora manchada, úmida, marcada.

Ele se mexeu primeiro. Puxou a blusa dela sobre os seios, o tecido enrugado cobrindo os mamilos ainda duros. Não fechou os botões. Os dedos deslizaram pela gola aberta, ajeitando a lapela com uma calma que contrastava com o que tinham feito minutos antes.

Ela olhou para a poltrona. A mancha branca e espessa brilhava sob a luz da tela, absorvida aos poucos pelo veludo vermelho. Os lábios se curvaram num sorriso preguiçoso, íntimo, que ele não viu — mas sentiu no jeito como o corpo dela amoleceu contra o dele.

A mão dela repousou aberta na coxa dele, os dedos preguiçosos sobre a calça ainda úmida. Ele cobriu a mão dela com a sua. Palma sobre dorso, os dedos se entrelaçando sem pressa.

A tela cortou para os créditos. Letras brancas subindo sobre o fundo preto. A luz da sala acendeu, crua, revelando os dois enlaçados na fileira do fundo.




  Cléia Fialho

terça-feira, 2 de dezembro de 2014

SEM LICENCA



A porta estalou. 
Rafael encostou-se e o olhar desceu 
— lento, faminto, devorando cada curva antes do toque. 
Ela recuou. 
As costas bateram na parede fria. 
A luz da rua cortou seu rosto, o resto na penumbra. 
Ele avançou. 
Braços a cercaram, mãos espalmadas contra a parede, aprisionando-a no calor dele. 
Almíscar e chuva. 

O nariz roçou seu pescoço. 
A respiração falhou, curta, quente. Os quadris pressionaram seu ventre 
— a ereção dura roçando sua coxa, anunciando sem misericórdia. 
Ela enterrou os dedos nos ombros dele e puxou. 
Os lábios roçaram sua orelha.

— Desta vez você não vai fugir.

A boca de Rafael cobriu a sua sem pedir. 
A língua invadiu urgente, molhada, dominando. 
Ela gemeu. 
Os dedos dele cravaram na sua nuca e a cabeça foi puxada para trás, abrindo mais a boca. 
A parede fria contrastava com o calor ardente do corpo dele colado ao seu. 
A mão desceu pela coxa, subindo até o algodão úmido. 
Um puxão seco e o tecido cedeu rasgado 
— o elástico estalou e caiu no chão, inútil. 
Ela arquejou.

As mãos dela foram para a camisa dele, puxando com urgência frenética. 
Dedos trêmulos desabotoando, libertando o torso quente. 
Ele se afastou só o suficiente para que ela puxasse a camisa e a jogasse longe. 
Os olhos escuros a devoraram, inchados de desejo. 
A boca desceu. 
Beijos molhados no pescoço, mordidas que deixariam marcas, enquanto os dedos puxavam a blusa. 
O tecido subiu, roçou os mamilos duros, e caiu. 
Ele gemeu ao ver os seios nus. 
As mãos os agarraram 
— apertando, puxando os mamilos com polegares em círculos cruéis. 
Ela mordeu o lábio, as costas arqueando, o prazer intenso demais.

Os dedos dela encontraram o cós das calças. 
Desabotoou. 
O zíper desceu com som de metal. 
A mão enfiou na cueca e envolveu o pau 
— duro, quente, grosso, a ponta úmida escorrendo na palma. 
Rafael soltou um som gutural, animal.

As mãos dele desceram para as coxas. Agarraram firme, marcando a pele. 
Ele a ergueu do chão, o desejo a tornando leve, só dele. 
As pernas se enrolaram na cintura por instinto. 
A luz da rua cortou os dois corpos nus e colados enquanto ele a carregava para a cama, cada passo uma promessa de destruição.

O colchão afundou. 
Rafael já estava em cima 
— os joelhos forçando as coxas a se abrirem, escancarando a buceta molhada para a luz. 
Ele desceu. 
A boca quente cobriu a buceta de uma vez, a língua plana lambendo do clitóris até a entrada num movimento lento e possessivo. 
Ela gemeu alto, as costas arqueando. 
Ele sugou os lábios internos, puxando com os dentes de leve, e ela agarrou os cabelos dele com as duas mãos, empurrando a cara contra a buceta. 
Os quadris balançavam sem controle, esfregando na boca dele, a saliva e o mel escorrendo pelo queixo enquanto ele a devorava.

— Me fode 
— ela implorou, a voz estrangulada, rouca. 
— Me fode agora.
Rafael se levantou. 

A cabeça do pau roçou a entrada, quente, inchada. 
Estocou até o fundo com uma só estocada violenta, forçando um gemido estrangulado dela. 
As estocadas vieram rápidas e duras, brutais, os quadris batendo nas nádegas com som de carne molhada, o pau entrando e saindo completamente a cada golpe. 
Ela cravou as unhas nas costas dele, arranhando, levantando os quadris para encontrar cada estocada, os seios balançando. 
Rafael cuspiu nos dedos e esfregou o clitóris em círculos rápidos e cruéis, o pau afundando sem trégua.

O orgasmo a rasgou. 
Ela gritou o nome dele, a boceta contraindo em espasmos violentos, jatos de mel escorrendo e ensopando o lençol. 
Rafael estocou três vezes com força extrema, enterrando fundo, e gozou dentro dela 
— jatos de porra quente enchendo, escorrendo pelos lados quando ele se sacudiu. 
Colapsou sobre ela, o pau ainda pulsando, os dois ofegantes, colados pelo suor.

Rafael rolou para o lado e a puxou contra o peito, os braços envolvendo suas costas com ternura que contrastava com a brutalidade. 
A luz da rua cortava o escuro e pintava listras na pele suada. 
Ela sentia a porra morna escorrendo da buceta inchada, sujando as coxas, mas não se moveu. 
Esfregou a bochecha no peito dele. 
Rafael beijou o topo da cabeça dela e murmurou, a voz rouca:

— Finalmente parou de lutar.

Ela sorriu contra a pele dele, rendida, aliviada, derrotada e vitoriosa. 
Entrelaçou os dedos nos dele sobre o peito e soltou um suspiro profundo, sem vontade de se mover, de fugir, de ser qualquer coisa que não fosse dele.




  Cléia Fialho