TOCA DA LEOA

Sensualidade & Erotismo à Flor Da Poesia

quinta-feira, 23 de abril de 2015

BRASAS SOB A PELE - Capítulo II



O GOZO QUE CONFESSA

Ela vira o rosto na almofada incandescente. 
As sílabas trêmulas ainda estão lá, presas no tecido, queimando sem resposta. 
O corpo exausto treme com a ausência da palavra dele. 
O Amante respira pesado contra suas omoplatas, o coração martelando nas costas suadas. 
A mão calejada desce devagar pela coxa manchada de porra seca. 

Os dedos encontram a entrada ainda inchada, encharcada. 
Esfregam devagar, circulares, espalhando a umidade. 
A respiração dela prende. 
O pau semi-rígido endurece contra as nádegas. 
Os dedos dele afundam na carne, e o silêncio começa a pegar fogo.

O Amante a vira de costas num movimento só. 
As costas dela batem nos lençóis que ainda guardam o calor das brasas, e os olhos dele queimam na penumbra, duas brasas que não se apagam, cravadas no rosto dela. 
A mão calejada segura o queixo, firme, e ele inclina a cabeça. 
A boca encontra a boca. 
A língua invade, quente, grossa, enroscando na língua dela com uma fome que renasce das cinzas. 
A saliva escorre, quente, pelo canto dos lábios, descendo pelo queixo enquanto os dentes dele mordem o lábio inferior, puxam, soltam, e a boca volta a sugar. 
Ela geme dentro do beijo, um som rouco que vibra na garganta. 

As mãos dele apertam os seios. 
Os dedos encontram os mamilos endurecidos, torcem, puxam, e a ponta dos dedos calejados arranha a pele sensível. 
Ele desce a boca pela garganta dela. 
A voz rouca quebra o silêncio: "Vou te dar a resposta." Os lábios roçam a pele molhada de suor. 
"Cada 'te amo' que você deixou na almofada." A língua lambe a clavícula. 
"Eu vou responder com o corpo.
" O pau duro esfrega contra a vulva molhada, a glande deslizando na entrada encharcada, espalhando a umidade. 
Ela arqueia as costas. 
A glande encontra a entrada, e o fogo devora tudo.

Ele empurra de uma vez. 
O pau entra até o fundo, a glande esmagando o colo do útero, e o corpo dela arqueia como se um raio atravessasse a espinha. 
A buceta aperta, molhada, quente, os músculos contraindo ao redor da grossura. 
Ele não espera. 
As estocadas vêm violentas, o quadril batendo nas coxas dela com um som molhado, carne contra carne, o pau afundando e saindo e afundando de novo. 
A cabeceira bate na parede. 
Os lençóis embolam nas mãos dela. 
Ele mete com a fome de quem guardou palavras demais, cada investida é um "te amo" não dito, cada recuo é o silêncio que queimou a noite inteira. 

A respiração dele é um rosnado contra o pescoço dela. 
Os dentes cravam na pele molhada de suor, e a língua lambe o sal, desce pela garganta, volta a morder. 
Ela crava as unhas nas costas dele, arranha, deixa marcas vermelhas que escorrem suor. 
As pernas tremem, abertas, os pés cruzados nas costas dele, puxando para mais fundo. 
O pau bate no ponto exato, e o gemido dela rasga o quarto escuro, rouco, incontrolável, sílabas quebradas que não formam palavra nenhuma. 
Ele mete mais rápido. 
A cama range. 

O suor escorre da testa dele e pinga nos seios dela. 
A buceta aperta, os espasmos começam, e ela goza com um grito, o corpo inteiro contrai, as paredes da buceta pulsando ao redor do pau, sugando, ordenhando. 
Ele geme. 
A voz quebra. "Te amo." 
As palavras saem roucas, cravadas na boca dela, e o pau pulsa forte, as bolas esvaziando, a porra quente espirrando dentro da buceta em jatos grossos. 
Ele continua estocando, devagar agora, o pau ainda duro, a porra escorrendo pelo comprimento, descendo pelas coxas dela, manchando os lençóis que ardem como brasas. 
Ele diz o nome dela. 
"Te amo." 
A porra escorre, quente, e o silêncio finalmente morre.

O corpo dele desaba sobre o dela, pesado, quente, o peito suado colado nas costas. 
O pau ainda está dentro, amolecendo devagar, e a cada pulsação fraca uma gota de porra escapa e escorre pelo comprimento. 
Ela sente o líquido morno descendo, misturado ao mel dela, escorregando pela pele sensível da boceta até as coxas. 
Os lençóis embaixo estão úmidos, manchados, mas ninguém se mexe. 
A respiração dele é um sopro irregular na nuca dela, os lábios roçando a pele molhada de suor. 
O pau escorrega para fora devagar, e a boceta aperta no vazio, um espasmo tardio que arranca um gemido baixinho dela.
A porra continua saindo, um fio grosso que desce pela virilha e pinga no lençol.


Ele se ajeita atrás dela, o braço passando por baixo do pescoço, a outra mão descendo pela cintura, os dedos calejados desenhando círculos lentos na barriga. 
O corpo dele gruda no dela, peito nas costas, virilha nas nádegas, pernas entrelaçadas. 
O pau mole encosta na coxa, ainda molhado. 
Ele beija a nuca. 
O beijo é lento, a boca aberta, a língua recolhendo o sal da pele. 
"Te amo." 
A voz sai rouca, quase um sussurro, mas não há hesitação agora. 
As palavras estão soltas, cravadas na nuca suada. 
Ele repete, os lábios descendo para o ombro, para a curva do pescoço. 
"Te amo."

A respiração dos dois sincroniza. 
O peito dele sobe e desce contra as costas dela, e ela fecha os olhos, os cílios úmidos, o corpo inteiro mole e satisfeito. 
A exaustão é doce, os músculos pesados, a pele ardendo onde os corpos se tocam. 
Os lençóis chamuscados envolvem os dois na penumbra, o cheiro de sexo e suor pairando no ar parado. 
A almofada guarda agora duas vozes, as dela, que queimaram sozinhas por tanto tempo, e as dele, que finalmente responderam. 
As brasas aquecem os corpos colados, e os "te amo" queimam juntos na almofada.




  Cléia Fialho

quarta-feira, 22 de abril de 2015

BRASAS SOB A PELE - Capítulo I



O SILÊNCIO QUE QUEIMA

Ela se deita e os lençóis já não são lençóis — são brasas que se moldam ao corpo, o tecido ardendo sob as costas nuas, cada fibra um fio de calor que sobe pela espinha e se alastra.
O quarto é escuro, mas o brilho alaranjado das chamas imaginárias lambe as paredes, as sombras dançam, e a noite prende a respiração.

O Amante a cobre.
O peso dele desce como uma língua de fogo — o peito contra o peito, o ventre contra o ventre, as coxas abrindo caminho entre as coxas dela.
O calor não pede licença: invade, toma, queima.

Ela arqueia sob o corpo quente e sente a pele despertar em cada ponto de contato, um ardor que sobe do osso à superfície, que lateja, que exige.
As bocas se colam.
Não há hesitação — é fome.
As línguas molhadas se enroscam com urgência, uma invadindo a outra, deslizando, provando.
A saliva escorre pelo queixo dela, morna e farta, e ele lambe o canto da boca antes de afundar de novo no beijo, mais fundo, mais ávido.
O ritmo é profundo, as respirações se atropelam, os dentes roçam o lábio inferior.
Ela crava os dedos nas costas dele e sente os músculos se contraírem sob a pele quente.

Os lençóis crepitam sob os corpos suados.
A boca dele desce.
Quente, molhada, faminta — desce pelo queixo, pela curva da mandíbula, e se fecha sobre o pescoço dela com a precisão de quem sabe onde o fogo começa.
Ele suga.
A pele cede sob os lábios, os dentes roçam de leve antes da sucção forte, ritmada, que puxa o sangue para a superfície e deixa marcas vermelhas como brasas espalhadas.
A saliva fria contrasta com a pele ardente — cada lambida um choque, cada sugada uma queimadura que desce em ondas pelo corpo dela.

Ele não tem pressa.
Percorre o pescoço de um lado ao outro, a língua traçando caminhos lentos, torturantes, enquanto os dedos dele se cravam nos ombros dela e a mantêm imóvel.
Ela geme, a cabeça tombando para trás, os lençóis em brasas crepitando sob as costas arqueadas.
O calor sobe do tecido e se mistura ao calor da boca dele, e ela já não sabe onde termina a cama e onde começa o próprio corpo.

— Te amo — ela sussurra, a voz ofegante se perdendo na fronha.

A almofada incandescente recebe as palavras como quem recebe uma chama.
O tecido queima sob a bochecha dela, cada fibra impregnada de desejo e saliva e amor dito no escuro.
Ela vira o rosto, afunda os lábios na fronha quente e repete, mais baixo, mais rouco, como se as palavras precisassem sair ou a consumiriam por dentro.
Os dedos dela se crispam no tecido, as unhas arranhando o algodão que arde.
A mão dele desce.
Os dedos médio e anelar encontram o clitóris duro e começam um movimento circular, firme, implacável.

Ela arqueia com força, um gemido preso na garganta, enquanto os dedos deslizam mais fundo e abrem os lábios vaginais.
A seiva escorre, quente e farta, cobrindo os dedos dele, escorrendo pelos nós, pingando nos lençóis em brasas.
O ritmo é duro, circular, os dedos pressionando o ponto exato que a faz tremer.
Ela esfrega o corpo contra a mão dele, desesperada, as coxas abertas, o ventre contraindo.
O cheiro do sexo sobe no quarto escuro.
Ele se ajeita entre as pernas dela.
O pau duro esfrega contra a fenda molhada, a glande espalhando o líquido vaginal em movimentos de vai e vem, lentos, precisos, sem penetrar.

O contato é pele contra pele molhada, o atrito fazendo-a gemer mais alto, as mãos dela puxando os cabelos dele, as unhas cravando.
Ele range os dentes, a respiração pesada, o corpo tenso.
Esfrega de novo, a glande deslizando da entrada até o clitóris, cobrindo-se da seiva dela.
Os gemidos se misturam, roucos, urgentes.
Ele empurra o pau contra a entrada molhada dela.
O corpo ainda treme.
As ondas do gozo percorrem a espinha em espasmos lentos, os músculos internos pulsando no vazio, contraindo-se em torno do nada.

A respiração é um soluço, o peito sobe e desce contra o colchão.
As coxas estão abertas, moles, e a porra escorre pela pele interna, um fio grosso e morno que desce da entrada até o joelho, deixando um rastro brilhante na penumbra.
O Amante se cola por trás.
O peito suado encontra as costas dela, o coração dele martelando contra as omoplatas.
O suor dos dois se mistura, salgado, quente, e o peso do corpo dele a ancora nos lençóis em brasas que agora começam a esfriar.
Ele afasta os cabelos úmidos da nuca dela com os lábios e deposita um beijo lento na testa, sobre a almofada incandescente onde as palavras de amor ainda queimam.

Ela vira o rosto de lado.
A boca entreaberta, os olhos fechados.
A almofada guarda os "te amo" ditos no auge, as sílabas trêmulas que ficaram presas no tecido como brasas que se apagam devagar.
A respiração dos dois desacelera junta, um ritmo pesado que vai se tornando profundo, quase um só fôlego.
A noite esfrega as últimas brasas contra a pele deles.
O quarto escuro abafa os gemidos que já foram.
Os lençóis chamuscados envolvem os corpos exaustos na noite.




  Cléia Fialho

terça-feira, 21 de abril de 2015

INCÊNDIO DO DESEJO



Teus beijos despertam o fogo escondido,
acendem minha pele como aurora em chamas.
Cada aproximação dissolve o tempo,
cada respiração prolonga o instante.

Há um magnetismo impossível de conter,
um desejo que floresce sem pedir licença,
envolvendo meu corpo em ondas de calor
e minha alma em vertigens de paixão.

Teu olhar percorre meus silêncios,
minha pele responde como brisa incendiada.
Somos tempestade e calmaria,
duas vontades rendidas ao mesmo encanto.

O êxtase se anuncia em cada arrepio,
na delicadeza dos gestos,
na intensidade de um olhar que demora,
na embriaguez de um beijo sem despedida.

Nada existe além dessa chama viva,
desse encontro que nos transforma,
onde o amor se veste de desejo,
o desejo floresce em pura entrega,
e nossos corações queimam juntos,
como brasas eternas sob a mesma noite.




  Cléia Fialho

segunda-feira, 20 de abril de 2015

NOSSO ÊXTASE SE DERRAMA



O prazer desperta como um rio sem margens,
rompe silêncios, 
dissolve toda espera.
No encontro dos corpos nasce um fogo antigo,
capaz de incendiar a pele e aquecer a alma.

Há um néctar invisível correndo entre nós,
feito desejo maduro, 
doce e irresistível.
Cada suspiro prolonga a vertigem,
cada olhar acende um universo secreto.

Entrego-me inteira ao pulsar do tesão
onde o tempo perde a noção
e o coração aprende outro ritmo.
A atração cresce como maré inquieta,
envolvendo cada gesto com intensidade.

Somos chama e perfume,
sede e abrigo,
duas vontades que se encontram
na embriaguez do toque consentido.

E, nosso êxtase se derrama a
unir, transformar e incendiar o amor,
até que reste apenas o brilho ardente
de uma desmedida de ti — de mim.




  Cléia Fialho

domingo, 19 de abril de 2015

CARÍCIAS QUE RASGAM



São carícias que nossos corpos desenham 
em jogos de sedução crua e voraz,
tuas mãos cravadas na minha carne macia, 
 — marcando
— possuindo
 — dominando.

No ardor que o desejo enseja em chamas e suor escaldante,
eu me abro toda, 
 — ofegante, 
oferecendo a minha pele nua ao teu fogo voraz.

Nessa entrega absoluta e dilacerada, 
sinto a tua língua traçar versos obscenos na minha virilha molhada,
chupando meu clitóris intumescido 
até eu gritar rouca e descontrolada de prazer.

Penetras-me fundo com teu pau duro e pulsante, 
batendo até à base em estocadas violentas e profundas,
a minha gruta apertando em espasmos brutais 
que nos destroem juntos em gozo.
Fluidos quentes e viscosos escorrem pelas minhas coxas abertas, 
 — lençóis 
 — encharcados de nós,
 — ofegantes,
 — saciados,
 — destruídos, 
eternos na entrega total do prazer feroz.




  Cléia Fialho

sábado, 18 de abril de 2015

sexta-feira, 17 de abril de 2015

FRUTOS MADUROS



Dos prazeres que a vida nos dá a colher,
não quero os que pendem mansos dos ramos.
Quero os que se escondem no fundo do teu sexo,
os que só se entregam quando a minha boca
te morde o lábio e a tua mão me aperta a nuca
até o ar se tornar um fio fino entre nós.

Quero o fruto que não se colhe 
– arranca-se.
O que não se prova 
– devora-se.
O que não se guarda 
– escorre pelo rosto,
pinga na curva do meu peito,
desce até onde o teu juízo se perde
no calor úmido da minha entreperna.

Como frutos maduros que se aventuram
para fora da casca, 
assim o teu corpo se arremessa contra o meu, 
 — sem rede,
 — sem aviso, 
 — sem pudor. 

És pêssego aberto,
 — manga a escorrer, 
 — figo maduro.

E cada mordida é um grito que não se cala,
cada arranhão é um verso que não se escreve,
cada gemido é a prova de que a fruta não mente.

Em cada toque, 
o amanhecer não vem com luz
 — vem com suor, 
 — com tremor, 
 — com língua acesa.

Vem com a tua respiração descompassada 
contra a minha coxa ainda molhada.

Em cada amanhecer, 
eu acordo dentro de ti,
e tu dentro de mim, 
e o dia começa
onde a noite nos deixou: 
 — colados, 
 — ofegantes,
com o gosto a fruta na saliva e o desejo a crescer de novo,
 — mais maduro, 
 — mais fundo, 
 — mais inteiro.




  Cléia Fialho

quinta-feira, 16 de abril de 2015

AREIA ENTRE OS DEDOS



Ela saiu da água com o corpo ainda quente de sol, os cabelos escorrendo sal nos ombros. 
Beto apareceu na frente dela, o sorriso torto bloqueando o caminho de volta para os amigos.

— Vem cá.

A mão dele fechou no pulso dela e puxou. 
As costas bateram na rocha fria, a areia úmida grudando nos pés. 
O rosto dele colou no dela — tão perto que ela sentiu o hálito quente, o cheiro de mar e cerveja.
Os amigos riam longe, vozes abafadas pelo vento. 
Beto prendeu-a contra a rocha com o peso do quadril.

A boca de Beto veio sem aviso — quente, salgada, a língua empurrando entre os lábios dela e invadindo fundo. 
Ela gemeu contra os dentes dele, os dedos subindo pelo pescoço até o cabelo molhado, puxando com força. 
Beto soltou um som rouco, as mãos descendo dos ombros dela até os seios — apertou os dois ao mesmo tempo, os polegares esmagando os mamilos duros contra as palmas ásperas. 
Ela abriu as pernas, as costas raspando na rocha, e a coxa dele empurrou contra a vulva por cima do tecido molhado do biquíni. 
Beto puxou as alças, desamarrou o nó atrás do pescoço, depois o das costas. 
O biquíni caiu na areia úmida e Beto empurrou dois dedos dentro dela.

Beto arrancou os dedos de dentro dela e segurou-a pelas coxas. 
Levantou-a contra a rocha como se ela não pesasse nada. 
Ela enrolou as pernas na cintura dele, os calcanhares cruzados nas costas duras. 
A mão dele desceu até o calção, puxou o tecido para o lado, e o pau saiu — duro, grosso, a ponta já molhada. 
Beto encaixou a glande na entrada e empurrou. 
Uma estocada só. 
O pau entrou até o fundo, a lubrificação escorrendo até a base, quente e grossa. 
Ela soltou um gemido alto, o corpo arqueando contra a rocha. 
Beto tapou a boca dela com a mão livre e começou a meter.
Rápido. 
Forte. 

O quadril batendo com força, o pau entrando até o fundo a cada estocada, o saco batendo na pele molhada. 
Ela mordeu o ombro dele para abafar os gritos, os dentes cravando na carne salgada. 
O corpo estremecia inteiro. 
As unhas rasgaram as costas dele, e Beto gemeu rouco, metendo mais fundo. 
A ponta do pau raspava no ponto G a cada estocada, e ela choramingava contra o ombro dele, as pernas tremendo. 
Líquido escorria da buceta pelo pau e gotejava na areia úmida. 
A parede vaginal contraiu, apertou o pau em espasmos, e ela gozou — um grito abafado na carne dele, o corpo sacudindo. Beto estocou uma, duas, três vezes sem sair e gozou dentro, o esperma quente enchendo e vazando pelos lados. 
Ele ficou parado, o pau pulsando lá dentro, a respiração pesada no pescoço dela. 
Quando saiu, o esperma escorreu da buceta e pingou na areia úmida.

Ele se afastou sem dizer nada, puxando a sunga. 
Ela ajeitou o biquíni com dedos trêmulos, o esperma já escorrendo pela parte interna da coxa, quente e grosso. 
Secou o que pôde com a ponta dos dedos, sentindo o cheiro dos dois misturado ao sal. 
Caminharam de volta em silêncio, a areia úmida grudando nos pés. 
Quando alcançaram o grupo, Beto sorriu como sempre — o mesmo sorriso torto de antes. 
Ela sentou-se junto à fogueira, as pernas ainda meladas. 
Olhou para ele através das chamas. Beto sustentou o olhar com um sorriso torto.




  Cléia Fialho