TOCA DA LEOA

Sensualidade & Erotismo à Flor Da Poesia

quarta-feira, 20 de maio de 2026

DOCE E SERENO



Teu rio, doce e sereno,
é onde encontro a paz e o alento,
nos teus beijos me afogo, me enredo,
e nas águas do teu amor, me reinvento.

Cada onda que beira a minha alma,
carrega suspiros e promessas a ecoar,
e, no abraço do teu rio, a calma,
um porto onde me vou me encontrar.

Nos momentos de tempestade e fúria,
teu porto é abrigo, meu lugar de luz,
e entre os beijos, a ternura,
sou refugiada no calor que em ti reluz.

Ah, como é bom mergulhar em ti,
nas águas suaves, onde sou a flor,
florescendo na boca do teu rio,
afogando-me no doce do teu amor.




  Cléia Fialho

terça-feira, 19 de maio de 2026

UM RUGIDO NA NOITE



A pele, terra fértil, quente,
implora a semente.
Um gemido rouco, um sopro urgente,
no asfalto da tua boca, a minha mente.

Corpos que se encontram, sem pudor,
desejo antig, um furacão de dor
e prazer, misturados em fervor,
um rugido na noite, sem clamor.

É instinto puro, selvagem e nu,
o toque que arde, o beijo que é teu.
Um grito contido, um céu em tom cru,
na labareda lançando teu corpo ao meu.

Em cada fibra, a dança visceral,
a entrega sem freio, o amor carnal.
Um calor que explode, surreal,
nesta noite de fogo, fundamental.




  Cléia Fialho

segunda-feira, 18 de maio de 2026

ENLAÇE CARNAL



No calor do olhar,
ela convida o instante,
e ele, em silêncio amante,
se rende ao seu respirar.

O tempo perde sentido,
quando a pele quer dizer,
que o prazer, já prometido,
vem com sede de viver.

As mãos são mapas do gozo,
descobrindo o proibido,
e cada toque é gostoso,
como o beijo mais sentido.

Ela geme em poesia,
ele vibra em melodia,
e no enlace tão carnal,
fazem do ato, ritual.

São dois corpos em dança,
a luxúria é esperança,
e o prazer — seu natural —
tem sabor de eternidade
no amor mais visceral.




  Cléia Fialho

sábado, 16 de maio de 2026

O CANTO DA ESSÊNCIA



Desfez-se o véu do “não feito” pecado,
Bálsamo da alma, suave e sereno.
Graciosamente, a mulher se ergue,
Nua, pura, vestida de seu próprio veneno.

A cor branca, em sua pele macia,
Reflete a beleza sem pressa de se esconder,
Na nudez do corpo e da alma, renasce,
Cura-se, para o futuro viver.

Expectativas bailarinas em seu peito,
Sorri, e a introspecção a faz chorar,
Mas ao lançar a sorte ao vento,
Liberta-se, sem medo de errar.

Com ênfase, seu grito ecoa no ar,
Mulher formosa, sem medo de ser,
Sem máscaras, sem amarras,
Marca o tempo, sua voz é poder.

Hoje, no agora, sente-se leve,
Solta, sagaz, livre no ser,
Equilibra a tentação e a sensatez,
E diante do espelho, sorri, sem temer.

Nua de desejos, mas plena de si,
Não chora mais, nem se perde no olhar,
Em sua própria nudez, encontra a força,
E ao espelho, se vê para se amar.




  Cléia Fialho

sexta-feira, 15 de maio de 2026

A PAIXÃO É UM RITO



Nos pampas onde o vento sopra quente,
Me perco em seus olhos, no brilho ardente,
A noite é nossa, sob o manto da lua,
Seu corpo é a estrela que à minha me insinua.

O cheiro do campo, da terra molhada,
É suave e quente, como a sua chegada,
Com cada passo, me toma o desejo,
E o toque da sua mão me leva ao ensejo.

A dança do fogo, o calor nos envolvendo,
Os corpos se unindo, o tempo se estendendo,
Nos suspiros, palavras sem freio,
A paixão é um rito, onde sou o seu anseio.

No silêncio da noite, a brisa a nos acariciar,
Você é o segredo que me faz delirar,
E ao som do vento, entrego meu querer,
Com você, meu amor, desejo me perder.




  Cléia Fialho

quinta-feira, 14 de maio de 2026

SONHOS E HARMONIA


No silêncio da alvorada,
Desperta a voz da poesia,
Feita de luz delicada,
Versa sonhos e harmonia,
Em cada estrofe encantada,
Liberta a alma vazia.

Versos surgem de repente,
Como quem sonha e não diz,
Cantam o amor docemente,
Num tom calmo e tão feliz,
E o coração, de repente,
Baila ao som do que se quis.

A palavra se derrama
Como chuva em madrugada,
E no papel faz sua cama
A emoção apaixonada,
Rima doce que inflama
A inspiração encantada.

No compasso do desejo,
A poesia se desenha,
Vai bordando um novo ensejo,
Com ternura que não temha,
Beija o verso num lampejo
E no silêncio se empenha.

E assim, na noite tão calma,
A poesia ganha cor,
Vai costurando na alma
Um tecido feito de amor,
Transforma o escuro em palma
E faz do sonho esplendor.





  Cléia Fialho

Linda interação do Amigo Poeta Eros de Passagem

No silêncio que responde 
Ao clamor da tua voz,
A palavra não se esconde, 
Une o mundo que há em nós, 
Busca a fonte de onde esconde
O segredo mais veloz.

 GRATIDÃO 

quarta-feira, 13 de maio de 2026

BANQUETE PROIBIDO



Teu corpo é banquete proibido,
e minha boca, animal faminto,
que não conhece saciedade,
que devora até o último suspiro.

Cada gesto é ferida aberta,
cada beijo, um golpe de fogo,
e eu me perco na tua essência,
como quem se afoga em desejo.

Não há descanso, não há fim,
apenas a fome que insiste,
selvagem, crua, arrebatadora,
até que o mundo se desfaça em nós.





  Cléia Fialho