quarta-feira, 8 de outubro de 2014
CAVALGADA
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domingo, 5 de outubro de 2014
DE BRUÇOS AINDA A TREMER
O corpo ainda não lhe obedecia. Cada músculo vibrava numa frequência própria, descontrolada, como se o clímax tivesse desfeito todas as ligações entre a vontade e a carne. Estava de bruços, a cara meio afundada na almofada, e ouvia a própria respiração — um arquejo rouco, arrastado, que lhe saía da garganta sem pedir licença.
O gozo dele escorria.
Sentia-o quente, espesso, a deslizar pela fenda da vagina ainda inchada, a contornar a pele sensível da parte interna das coxas. O líquido descia devagar, denso, a marcar-lhe a carne com um fio que lhe chegava quase à dobra do joelho. Uma gota mais pesada desprendeu-se e pingou no lençol já molhado, e o som mínimo daquele contacto com o tecido fez-lhe contrair as costas num espasmo involuntário.
Tentou mexer as pernas. Os músculos responderam com um tremor — só isso. A fraqueza era absoluta, uma rendição que lhe pesava nos ossos e lhe mantinha as coxas abertas, imóveis, a deixar que o fluido continuasse o seu caminho lento pela pele abaixo. Outra gota pingou.
As mãos dele pousaram na cama. Uma de cada lado das costelas dela. O colchão afundou-se sob o peso, e ela percebeu, sem precisar de olhar, que estava bloqueada — entre os braços dele, entre o lençol e aquele corpo que ainda não saíra de dentro dela.
O peso dele desabou.
Não foi um movimento gradual, não foi um pedido de licença — foi uma rendição total da gravidade, o peito largo a colar-se às omoplatas dela, a barriga dura a encaixar-se na curva das costas, os ossos da bacia a pressionarem-lhe as nádegas.
O colchão afundou mais dois centímetros. Ela sentiu os seios esmagados contra o lençol molhado, os mamilos duros a roçarem o tecido áspero, e o ar que lhe restava nos pulmões saiu-lhe pela boca num sopro curto, quente, que embaciou a almofada.
Ele não disse nada. Só respirou.
O peito dele subia e descia contra as costas dela, e cada inspiração empurrava-a mais para baixo, mais para dentro do colchão, como se ele quisesse fundi-la com a cama. Ela tentou ajustar a anca, ganhar um milímetro de espaço, mas o corpo dele seguiu o movimento e anulou-o — os quadris dele colados aos dela, a pélvis a encaixar-se na carne das nádegas, e o pénis ainda enterrado.
Ainda dentro.
Não estava completamente duro, mas também não estava mole — estava inchado, quente, uma presença espessa que pulsava contra as paredes da vagina ainda a latejar. Ela sentia cada batida do coração dele através daquela carne enterrada fundo, cada pulsação a empurrar o sémen mais para dentro, a esticar-lhe a entrada sensível. O fluido que já escorria pelas coxas acelerou — a pressão do pénis a fazer de êmbolo, a expulsar o gozo em fios mais grossos que lhe desciam pela parte interna das coxas e se juntavam às poças já frias no lençol.
O escorrer era constante agora. Quente na origem, a arrefecer à medida que descia.
Ele mexeu a cabeça. O nariz roçou-lhe a nuca, e ela sentiu o hálito quente a espalhar-se pela pele molhada de suor. Os lábios dele estavam frouxos — entreabertos, moles, sem tensão nenhuma — quando tocaram na curva do pescoço. Não foi um beijo. Foi um encosto húmido, uma boca cansada que se deixou pousar sobre a carne como quem pousa a cabeça na almofada.
A língua saiu. Plana, larga, quente. Encostou-se à base do pescoço e subiu. Lambeu em linha reta, devagar, a recolher o sal da pele, a arrastar o suor desde a cova entre os ombros até à linha do cabelo atrás da orelha. O som foi molhado — um raspar de língua em pele suada, uma lambida lenta que deixou um rasto de saliva a brilhar na penumbra do quarto.
Ela gemeu.
O som saiu-lhe abafado contra a almofada, um gemido rouco que não planeou, que não controlou, que lhe subiu pela garganta quando a língua dele passou sobre a veia que pulsava no pescoço. O corpo estremeceu — um espasmo que lhe percorreu a espinha desde a nuca até ao cóccix, que lhe fez contrair as paredes vaginais à volta do pénis dele.
Ele sentiu. Respondeu com outra pulsação.
Os lábios frouxos dele desceram do pescoço para o ombro. A boca abriu-se mais, mole, e sugou. Não foi uma chupada forte — foi uma sucção lenta, preguiçosa, a pele do ombro dela a ser puxada para dentro da boca dele, a língua a pressionar a carne aprisionada. Deixou a pele ir com um estalo húmido e voltou a sugar, mais abaixo, a deixar uma marca quente e molhada que o ar do quarto arrefeceu em segundos.
O peso dele não aliviava. O peito colado às costas, a barriga contra a curva da coluna, o pénis pulsante enterrado na vagina ainda a escorrer. Ela estava presa — entre o colchão e aquele corpo, entre a exaustão e a hipersensibilidade, entre o gemido que já soltara e o próximo que se formava na garganta.
Ele lambeu outra vez. Da base do pescoço até atrás da orelha, a língua a recolher mais suor, mais sal, mais dela. O escorrer entre as coxas não parava — cada pulsação do pénis empurrava mais fluido para fora, e ela sentia-o a descer, quente e espesso, a marcar-lhe a pele com um rasto que lhe chegava aos joelhos.
A boca frouxa dele fechou-se contra a pele do pescoço dela, a sugar em silêncio, sem intenção de sair.
O tremor foi diminuindo, devagar, até se tornar apenas uma vibração fina nos músculos das coxas. Ela aceitou o peso dele — a âncora que a prendia ao colchão, à realidade, ao corpo que ainda a preenchia. O gozo arrefecia entre as suas pernas, a escorrer em fios mais lentos, menos quentes, mas o pénis dele continuava lá dentro, a esticar-lhe a carne molhada mesmo enquanto amolecia.
Não doía — era só presença, ocupação, posse prolongada. Ela fechou os olhos. O pescoço exposto à boca frouxa dele, que não sugava, não lambia — apenas pousava, húmida, contra a pele onde o suor já secava no sopro quente da respiração. A respiração dela abrandou.
O peito expandia-se contra o colchão, cada inspiração mais funda, mais lenta, a empurrar as costas contra o peito dele. Ele não saía. Ela não se mexia. As bocas em frouxas descansam coladas, os corpos fundidos, o gozo a secar entre as coxas dela.
quinta-feira, 2 de outubro de 2014
UM FIO DE SALIVA E SÊMEN
Ajoelhou-se diante dele, os joelhos nus contra o soalho frio, e a luz da vela a arder desenhou-lhe sombras nos ombros. Os olhos fixos nos dele, as mãos subiram-lhe pelas coxas, devagar, sentindo cada músculo tenso sob o tecido.
Os dedos encontraram o cinto e abriram-no sem pressa, o estalo do couro a ceder o único som além da respiração pesada de ambos. Puxou a fazenda para baixo, libertando-o, e o caralho duro ergueu-se quente contra a palma da sua mão.
Ele recostou-se, a cabeça tombando para trás, e os dedos largos enterraram-se no cabelo escuro dela. Não disse nada — o peito subia e descia, a respiração curta, os quadris contidos num esforço de não empurrar. Ela lambeu os lábios, sentindo a fome apertar, e aproximou a boca da base do caralho.
Encostou os lábios à pele quente, beijou-a, demorou-se ali com a língua plana a lamber desde a raiz até aos tomates, a saliva a escorrer pelo caminho. A chama da vela crepitou, lançando um brilho dourado sobre a pele húmida.
Os quadris dele subiram, o caralho roçou-lhe o queixo, e ela abriu a boca. Engoliu a cabeça devagar, os lábios selados à volta, e chupou com um estalo húmido que encheu o quarto. A vela crepita quando ela desce a boca até à base, engolindo-o todo.
A boca desceu até à base, os lábios esticados à volta da grossura, e ela ficou ali um segundo, o nariz encostado ao osso púbico, a garganta cheia de caralho. Depois subiu, chupando com força, as bochechas encovadas, e desceu outra vez. O ritmo nasceu sujo e constante — para baixo até engasgar, para cima até a cabeça quase sair, a língua a chicotear o freio, e outra vez para baixo. A saliva grossa escorria-lhe pelo queixo, pingava nos tomates, e o som de cada investida era um estalo molhado que enchia o quarto escuro.
Ele gemeu, um som rouco que lhe saiu do peito, e as duas mãos agarraram-lhe o cabelo escuro. Os dedos fecharam-se com força, os nós dos dedos brancos, e os quadris empurraram para a frente. O caralho enfiou-se mais fundo, a cabeça a bater-lhe na garganta, e ela engasgou — um som abafado, o corpo a contrair-se, os olhos a fecharem-se. Mas não parou. Continuou a descer, os lábios apertados, a garganta a aceitar a invasão. Muco e saliva misturaram-se, um fio grosso a escorrer-lhe pelo queixo e a cair sobre os tomates cheios.
A chama da vela crepitou, lançando sombras trémulas na parede, e a luz dourada bateu na pele húmida dos dois. Ela abriu os olhos, encontrou os dele, e chupou com mais fome. A mão livre subiu, os dedos a envolverem os tomates, a apertarem-nos com a palma cheia. Sentiu-os enrijecerem, pesados e tensos contra o queixo, e soube que ele estava perto.
Os quadris dele estremeceram, os gemidos tornaram-se mais altos, mais fundos, e o corpo arqueou-se. O caralho pulsou-lhe na boca, uma, duas vezes, e depois o primeiro jorro de sémen quente encheu-lhe a garganta. Ela engoliu, os lábios selados, e continuou a chupar enquanto os espasmos lhe sacudiam o corpo todo. O último jorro de sémen enche a boca dela enquanto o corpo dele tomba.
O caralho amoleceu-lhe na boca, ainda quente, ainda pulsando com os últimos espasmos. Ela manteve os lábios selados à volta do tronco, a língua imóvel contra a pele salgada, e deixou que o corpo dele terminasse de se esvaziar dentro dela. A garganta moveu-se — uma, duas vezes — e o sémen desceu, espesso e morno, até ao fundo. Não havia pressa. Os dedos ainda apertavam os tomates, agora mais soltos, a palma a sentir o peso diminuir.
Soltou-o devagar. Os lábios deslizaram ao longo do comprimento, a pele húmida a brilhar na luz da vela, e a cabeça saiu-lhe da boca com um estalo pequeno. Um fio de saliva e sémen ligou-a ao caralho por um instante, fino e transparente, antes de se partir contra o queixo. Ela passou a língua pelos lábios, lenta, a ponta a recolher a última gota que ficara no canto esquerdo. O sabor encheu-lhe a boca — salgado, amargo, dele.
Olhou para cima. Os olhos encontraram os dele, ainda turvos, ainda perdidos no rescaldo. Os lábios dela estavam inchados, vermelhos, húmidos. E então surgiu — o sorriso pequeno. Apenas um levantar quase impercetível dos cantos, uma curva que não pedia nada e ao mesmo tempo tomava tudo. Era o selo. A posse consumada.
Ele estendeu a mão, os dedos ainda trémulos, e tocou-lhe o rosto. A ponta do polegar roçou a maçã do rosto dela, desceu até ao queixo, limpou o fio que ali ficara. A respiração dele era irregular, o peito a subir e a descer com esforço. Não disse nada. O corpo falava por ele — os quadris ainda soltos, os ombros caídos, a pele coberta de suor.
Ela baixou a cabeça mais uma vez. A língua tocou a fenda do caralho mole, a ponta a percorrer a pele enrugada, a lamber o que restava — uma película fina de sémen e saliva, o último vestígio do prazer dele. Limpou-o com paciência, com a mesma devoção lenta com que o devorara. A chama da vela estremeceu, a cera a escorrer em rios brancos pelo castiçal, e a luz tornou-se mais fraca, mais dourada, mais próxima do fim.
Ela ergueu o rosto. Os lábios ainda brilhavam, húmidos, e o sorriso pequeno permanecia. A vela crepitou uma última vez, a chama a dançar antes de se render à cera líquida, e o quarto mergulhou na escuridão.
segunda-feira, 29 de setembro de 2014
A FOME DO MEL
As mãos dele encontraram a nuca dela antes de qualquer palavra. Agarraram o cabelo escuro e revolto, os dedos enroscando-se nas raízes, e puxaram. A boca dele colidiu com a dela num impacto duro, sem hesitação, como se a pausa dos segundos anteriores tivesse sido uma traição à fome que o consumia.
Os lábios dele abriram-se sobre os dela e a língua invadiu-lhe a boca de imediato, quente e molhada, empurrando-se para dentro com uma urgência que não pedia licença.
Ela gemeu contra ele, o som abafado a vibrar-lhe na garganta enquanto os lábios inchados se entregavam. A língua dela deslizou sobre a dele, lenta e espessa, e o gosto que lhe encheu a boca era doce — denso, quente, um mel que parecia escorrer da própria saliva dela e que lhe acordou uma sede mais funda do que qualquer água podia matar.
Ele chupou-lhe a língua com força, sugando-a para dentro da sua boca, e o gemido dela subiu de volume, alto e desprotegido contra os lábios dele.
Os seios nus dela prensaram-se contra o peito magro dele, os mamilos duros a roçar-lhe a pele tensa, e o corpo dela arqueou-se por instinto, os quadris a procurá-lo. A saliva quente escorreu entre os lábios de ambos, misturando o mel doce com o sal da fome.
Ele sugou mais fundo, a língua a puxar a dela num ritmo faminto e implacável, os dentes a roçar-lhe o lábio inferior inchado. Depois a boca dele deslizou, largando o beijo, e desceu pelo queixo dela.
A boca dele desceu pelo queixo dela e continuou a descer, os lábios a arrastarem-se pela garganta, pela clavícula, pelo esterno. A língua quente traçou um caminho húmido entre os seios dela, lambendo o sal da pele, e ela arqueou as costas, os mamilos duros a apontarem para o teto escuro.
Ele mordeu-lhe a curva de uma costela, os dentes a marcarem a pele antes de a língua passar por cima da marca, e continuou a descer.
O ventre dela contraiu-se quando a boca dele lhe tocou o umbigo. A língua mergulhou na cova rasa, molhada e quente, e depois deslizou mais para baixo, seguindo a linha fina de pelos escuros que apontava para a raiz da pinda.
Ele lambeu o ventre macio com lentidão predatória, a saliva a brilhar na pele sob a luz fraca do candeeiro, e ela gemeu, um som agudo e trémulo que encheu o quarto. As mãos dele agarraram-lhe as ancas, os dedos a cravaram-se na carne, e ele mordeu o osso da bacia, os dentes a roçarem a pele esticada.
Ela empinou os quadris. A pinda dura roçou-lhe o queixo, a glande quente a deslizar pela mandíbula dele, e um fio de líquido pré-seminal brilhou na ponta, espesso e transparente.
Ele sentiu o gosto doce do mel na memória da língua, a fome a apertar-lhe o estômago, e o gemido dela subiu de volume, agudo e desprotegido, um pedido sem palavras.
Ele envolveu a base da pinda com a mão. Os dedos apertaram-se à volta do eixo quente e puxaram para cima, o punho a bombear com um ritmo firme e médio, e ela soltou um soluço, os quadris a espasmarem contra a mão dele.
Ele baixou a cabeça e passou a língua plana sobre a glande, lambendo o líquido pré-seminal que escorria, o gosto salgado e espesso a encher-lhe a boca. A saliva misturou-se com o pré-seminal enquanto a língua desenhava círculos lentos à volta da ponta inchada, e ela gritou, as coxas a tremerem.
A outra mão dele subiu pela coxa interna dela. Os dedos apertaram a carne macia, a pele quente e húmida de suor, e ele largou a glande da boca, a respiração ofegante contra a virilha dela. Baixou a cabeça e cravou os dentes na coxa interna.
Mordeu com força cruel, os maxilares a fecharem-se até a pele ceder, e o gosto metálico do sangue subiu-lhe à língua. Ela gritou, um som estrangulado que se partiu num gemido, o corpo inteiro a estremecer enquanto a pinda pulsava no punho dele. Mais líquido pré-seminal escorreu sobre os dedos dele, quente e viscoso, e a respiração dela saiu em soluços.
A marca de dente vermelha e profunda na coxa dela pulsava ao ritmo da respiração ofegante de ambos.
Ele deixou cair a cabeça sobre a coxa dela, o rosto virado para a marca de dente que latejava na pele morena. A respiração ainda saía pesada, o peito a subir e descer contra o colchão. Os olhos escuros, semicerrados, não se desviavam daquela mancha vermelha e inchada que pulsava ao ritmo do coração dela. A luz alaranjada do candeeiro de rua atravessava a janela e desenhava sombras nas pregas dos lençóis revoltos. O suor arrefecia na pele de ambos.
Ela passou os dedos lentamente sobre a marca. A ponta do indicador roçou a pele ferida, o contorno dos dentes ainda visível, e um arrepio subiu-lhe pela espinha. A dor latejante misturava-se com o prazer residual que ainda lhe contraía os músculos da barriga.
Os dedos deslizaram outra vez, mais devagar, como se lesse braille na própria carne, e ela fechou os olhos. O quarto mergulhou num silêncio denso, quebrado apenas pela respiração de ambos a acalmar. Ele não se mexeu. O peso da cabeça dele na coxa dela era uma âncora.
Os dedos dela pararam sobre a marca. A respiração suspendeu-se por um instante. Depois, num sussurro rouco que atravessou o silêncio como uma brasa, ela disse:
— A fome ainda não acabou.
sexta-feira, 26 de setembro de 2014
OS QUADRIS DO POETA
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terça-feira, 23 de setembro de 2014
PREENCHIDA ATÉ O LIMITE
As costas dela afundaram nos lençóis amarrotados quando o peso dele a cobriu. As mãos firmes do homem fecharam-se nos pulsos dela e prensaram-nos contra o colchão, os dedos calejados a cravar-se na pele clara. Imobilizada, sentiu o joelho dele forçar-lhe as coxas até se abrirem, o tecido áspero da calça dele a roçar-lhe a pele nua. A respiração dela falhou.
Ele deslizou o polegar pelo ventre macio dela, uma pressão lenta e deliberada. O olhar escuro e pesado percorreu-lhe o corpo como se lesse uma página em branco.
— Vou escrever em ti — murmurou, a voz grave e imperiosa. O polegar traçou uma linha do umbigo ao osso púbico, e o pulso maior do coração dele bateu contra a coxa dela. — Cada palavra vai ficar dentro de ti.
O Homem posicionou o corpo sobre ela, olhando-a de cima.
Ele a penetrou de uma vez, o pau duro a rasgar-lhe a buceta numa estocada funda que arrancou um gemido involuntário dos lábios dela. A Mulher sentiu-se preenchida até ao limite, as paredes internas a cederem ao comprimento dele. O Homem não esperou — começou a foder com estocadas violentas, o pulso maior a martelar-lhe o ventre por dentro, cada batida um compasso de posse.
Ela arqueou as costas, os lençóis amarrotados a enrolarem-se nos punhos que ele ainda prendia. Os sons úmidos e obscenos preenchiam o quarto — o vaivém molhado do pau a entrar e sair, as bolas dele a baterem na carne macia das nádegas dela com um estalo repetido. A buceta da Mulher engolia-o até à raiz e pingava melada no lençol, uma mancha escura a espalhar-se no tecido.
O Homem agarrou-lhe os quadris com força bruta e puxou-a contra si, os dedos calejados a cravar marcas na pele clara. Depois, virou-a de bruços e levantou-a pela cintura.
De bruços, a Mulher sentiu o colchão ceder sob os joelhos. O Homem agarrou-a pela cintura e puxou-a contra si, o pau duro a procurar a entrada molhada. Encontrou-a sem hesitar e enterrou-se até à raiz numa só estocada. A buceta dela apertou-o, as paredes internas a contraírem-se em volta do comprimento dele.
Ele não deu trégua — começou a foder por trás com estocadas brutais, o quadril a bater nas nádegas dela com estalos secos que se misturavam com o som úmido do vaivém. A cama rangeu, os lençóis amarrotados a desfazerem-se sob o peso dos dois corpos. O pulso maior do coração dele martelava contra as costas dela a cada investida, um tambor surdo que lhe ritmava a respiração ofegante.
O Homem enterrou os dedos na cintura da Mulher com força bruta, as pontas calejadas a cravar marcas vermelhas na pele clara. Puxou-a contra o pau com o pulso maior, obrigando-a a receber cada centímetro. Ela gemeu, o rosto afundado no travesseiro, a boca aberta num grito mudo. As estocadas eram fundas e obscenas, o pau a rasgar-lhe a buceta num ângulo que lhe tocava o fundo do ventre. A melada escorria pelas coxas dela, grossa e quente, a pingar nos lençóis já manchados.
O orgasmo chegou sem aviso — a buceta da Mulher espremeu o pau em espasmos violentos, as paredes internas a pulsarem em volta dele. Ela gritou, um som rouco e partido, o corpo a desmoronar sob o peso do Homem. Os músculos cederam, a respiração falhou, e ela mordeu o lábio até sentir o gosto do sangue. Ele não parou — continuou a bombear dentro dela, as estocadas agora mais curtas e rápidas, o pulso maior a acelerar.
O Homem urrou. Um som grave e imperioso que encheu o quarto. O pau inchou dentro da buceta da Mulher e ele gozou, despejando jatos quentes e espessos de tinta branca no fundo do ventre dela. Cada pulsação selava-a, enchia-a, marcava-a. Ela sentiu o líquido a espalhar-se lá dentro, quente e viscoso, a escorrer pelas paredes internas. O Homem ficou uns segundos imóvel, o pau ainda enterrado, as mãos a apertarem-lhe a cintura com força desmedida.
Depois, retirou o pau devagar. O sêmen escorreu atrás, espesso e branco, a pingar da buceta aberta para o ventre macio dela. O Homem esfregou o pau semi-duro, sujo de porra e melada, pela pele clara do ventre da Mulher. Selou-a com o líquido branco, espalhando-o em círculos lentos. Depois, retirou o pau e observou a tinta espessa e branca a escorrer pelo ventre dela.
O Homem recuou até ao pé da cama. Ficou ali, de pé, o peito a arfar, o olhar escuro e pesado a percorrer o corpo da Mulher como quem lê uma página acabada de escrever. Ela não se moveu. Permanecia deitada de costas, as pernas abertas, os lençóis amarrotados a emoldurar-lhe o corpo. O sêmen escorria lentamente do ventre para as coxas, um fio grosso e branco a serpentear pela pele clara até se perder no tecido.
Ele inclinou-se e passou o polegar pelo ventre dela, espalhando a tinta branca em círculos lentos. A pele cedeu sob a pressão, macia e quente. Ela ficou imóvel, fixada no lençol como uma obra, os olhos abertos mas vazios, a respiração ainda em fragmentos. O Homem endireitou-se e recuou mais um passo, os olhos presos à figura que deixara na cama. A porra começava a secar, a puxar-lhe a pele do ventre num repuxar leve e constante. Ela fechou os olhos.
sábado, 20 de setembro de 2014
RITUAL DE PAIXÃO E DESEJO
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quarta-feira, 17 de setembro de 2014
A ÚLTIMA VEZ QUE ELA DISSE NÃO
O quarto era escuro, mas não vazio. A luz do poste lá fora entrava pelas frestas da persiana, desenhando listras de sombra e claridade no corpo nu que se movia sobre o colchão. Ela estava de bruços, os braços estendidos, os dedos a arranharem o lençol como se tentasse agarrar-se a algo que já não existia.
Ele estava atrás dela. Não sabia o nome dele. Não queria saber. Os nomes eram desnecessários naquele jogo. O que importava era o peso do corpo dele sobre o dela, a respiração quente na sua nuca, a mão que apertava o seu pescoço com a força exata — suficiente para a imobilizar, insuficiente para a sufocar.
— Cala-te — disse ele, a voz rouca e baixa — não quero ouvir a tua voz.
Ela obedeceu. A boca permaneceu fechada, mas os olhos estavam abertos, fixos na parede à sua frente, onde as sombras dançavam como espectros. A mão livre dele desceu pela sua coluna, as unhas a riscarem-lhe a pele, desenhando caminhos vermelhos que ardem como fósforos acesos. Ela contraiu os músculos, mas não fez som. Não fez movimento.
A mão chegou ao seu centro, escorregou pela humidade que já escorria, e os dedos entraram sem aviso, sem lubrificação além do próprio desejo. Dois dedos, fundos, curvados para cima, a pressionarem a parede interna com uma precisão que a fez prender a respiração.
— Sentes? — perguntou ele, a boca colada ao ouvido dela.
Ela não respondeu. Não podia. A mão dele ainda apertava o seu pescoço, e qualquer palavra seria um gemido disfarçado.
Ele retirou os dedos devagar, e ela sentiu o vazio frio invadir-lhe o corpo. Mas não durou muito. Segundos depois, a ponta do membro roçou a sua entrada, e ele entrou com uma estocada seca, única, funda. O som que escapou dela não foi um gemido, foi um soluço rouco.
Ele começou a mover-se sem ritmo, sem cadência, como um animal que não conhece a música — apenas a fome. Cada estocada era um golpe. Cada movimento era uma tomada de posse. Ela sentia o colchão a tremer, a cabeceira a bater na parede, os próprios ossos a vibrarem com a força daquela penetração.
A mão que apertava o pescoço dela desceu até à sua boca e tapou-lha com violência. Os dedos entraram-lhe entre os lábios, forçando-a a senti-los, a lambê-los, a saber-lhes o sal.
— Chupa — ordenou ele — chupa os meus dedos enquanto te fodo.
Ela obedeceu. A língua enrolou-se à volta dos dedos, os lábios apertaram-nos, os olhos semicerrados. Ele sentiu a sucção e acelerou o ritmo, as estocadas mais curtas e brutais, o corpo dele a colidir com o dela como uma maré contra os rochedos.
Ela sentiu o gozo a subir, mas não o queria. Não naqueles termos. Não como uma rendição. Queria dominar aquela onda, fazer com que ele pedisse antes de a libertar. Por isso, contraiu os músculos internos, apertando-o, prendendo-o, controlando a profundidade de cada estocada.
Ele sentiu a pressão e parou.
— O que fizeste? — perguntou ele, a voz cortante.
Ela não respondeu. Apenas se virou debaixo dele, com um movimento rápido, e ficou de frente para ele. As pernas abraçaram-lhe a cintura e puxaram-no para dentro novamente, num movimento que o fez perder o equilíbrio.
Agora era ela quem estava por cima.
— Não sabes — sussurrou ela, a voz finalmente livre — que uma fera nunca se deixa montar sem morder?
Ela começou a mexer-se, o ritmo lento, profundo, os olhos fixos nos dele. Ele tentou segurar-lhe os quadris, mas ela afastou-lhe as mãos e prendeu os pulsos contra o colchão.
— A minha vez — disse ela.
Ela movia-se sobre ele como quem dança sobre um abismo. Cada subida era uma promessa, cada descida uma entrega. Ele gemia debaixo dela, os olhos revirados, a respiração descontrolada. Não era mais o predador — era a presa.
Ela inclinou-se para a frente e mordeu-lhe o lábio inferior com força suficiente para ele sentir o sangue. O sabor metálico misturou-se com a saliva, com o suor, com os gemidos que ambos já não conseguiam conter.
— Goza — ordenou ela, com a voz firme e gelada — goza, que eu quero ver-te desfazer.
Ele tentou resistir, mas não conseguiu. O corpo contraiu-se, os dedos cravados nas coxas dela, o líquido quente a jorrar dentro dela enquanto os músculos dele se desfaziam em ondas descontroladas. Ela não parou. Continuou a mexer-se, prolongando cada espasmo, cada tremor, até ele ficar imóvel e vazio.
Ela levantou-se devagar, o corpo ainda húmido, a respiração regular. Olhou para ele, deitado, ofegante, os olhos abertos para o tecto.
— Nunca mais me toques sem pedir — disse ela, e a voz não tinha raiva — tinha apenas verdade.
Vestiu a camisa, pegou na bolsa e caminhou até à porta. Antes de sair, virou-se e olhou-o pela última vez.
— E avisa os teus amigos. A próxima vez, trago um chicote.
A porta fechou-se atrás dela. O silêncio no quarto era absoluto. E ele ficou ali, nu, ofegante, vazio, a pensar como é que uma mulher tão pequena podia ter um domínio tão grande.
domingo, 14 de setembro de 2014
A VOLTA DOS LOBOS
A DONA DA CAÇA
Ela levantou-se da cama devagar.
Os três homens ainda ofegavam, espalhados pelo colchão como animais saciados mas ainda desconfiados. O esperma escorria-lhe pela barriga, pelos seios, pelas coxas. O suor brilhava na sua pele como uma armadura líquida. Mas os olhos dela não estavam cansados. Estavam vivos. E famintos.
— Acham que acabou? — perguntou ela, a voz rouca mas firme.
Os homens entreolharam-se. O primeiro, o de barba, levantou-se apoiado nos cotovelos. O segundo, o magro, franziu o sobrolho. O terceiro, o mais jovem, sentou-se na cama e inclinou a cabeça.
— O que queres dizer com isso? — perguntou ele.
Ela sorriu. E foi esse sorriso que os fez calar — um sorriso que não pedia, que não implorava, que apenas anunciava.
— Levantem-se — ordenou ela. A voz não era alta, mas tinha uma densidade que não admitia hesitação.
Os três homens levantaram-se, lentamente, nus, expostos. Ela caminhou à volta deles, os dedos a tocarem-lhes as costas, os ombros, os peitos, como uma escultora que avalia a matéria-prima antes de começar a esculpir.
— Querem saber o que acontece a três machos que pensam que podem comer uma fêmea e depois deitam-se para dormir? — perguntou ela, sem esperar resposta.
Aproximou-se do primeiro homem, o de barba, e segurou-o pelo queixo.
— Ajoelha-te.
Ele hesitou um segundo. Apenas um segundo. Depois ajoelhou-se, os olhos fixos nos dela, o membro ainda semi-erecto entre as pernas.
— Tu — disse ela, apontando para o segundo — vem cá e deita-te de costas.
Ele obedeceu, estendendo-se no chão, o corpo nu exposto como uma tela em branco.
— E tu — disse ela ao terceiro, o mais jovem — fica de pé e não te mexas.
O silêncio no quarto era absoluto. Ela aproximou-se do primeiro homem, ainda de joelhos, e segurou-lhe o cabelo com força. Puxou-lhe a cabeça para trás, expondo o pescoço, e inclinou-se para lhe morder o ombro. A marca ficou vermelha, inchada, viva.
— Quero sentir-vos a tremer — disse ela — quero que cada um de vós me prove que merece estar aqui.
Montou o segundo homem, o que estava deitado no chão, e sentou-se sobre o seu membro com um movimento seco que o fez ofegar. A mão dela apertou-lhe o peito, as unhas a cravarem-se na pele, enquanto os quadris se moviam num ritmo lento e controlado.
O primeiro homem, de joelhos, foi puxado pelo cabelo até à boca dela. Ela guiou o seu sexo até aos lábios e começou a chupá-lo, os olhos fixos no terceiro homem, o que estava de pé, que assistia a tudo sem se mexer.
— Não te mexas — repetiu ela, a boca cheia — não te mexas, seu puto.
O ritmo dela sobre o segundo homem acelerou, os quadris a baterem contra os dele, os gemidos a escaparem-lhe pela garganta enquanto a boca continuava a sugar o primeiro. O segundo homem começou a tremer, os dedos a apertarem as coxas dela, o corpo a contrair-se.
— Já? — perguntou ela, com um sorriso cruel — ainda nem comecei.
Parou. Levantou-se do segundo homem, deixando-o ofegante e vazio, e foi até ao terceiro. O mais jovem, o mais tenso, o que ainda não fora tocado.
— Queres a tua vez? — perguntou ela, as mãos a deslizarem pelo peito dele.
Ele não respondeu, apenas engoliu em seco. Ela desceu devagar, ajoelhando-se diante dele, os dedos a percorrerem as suas pernas até ao sexo erecto. Os lábios tocaram-lhe a ponta, e ele ofegou.
— Olha para mim — ordenou ela — olha enquanto te chupo.
Ele obedeceu. Os olhos dele encontraram os dela, e ela mergulhou a boca nele com uma fome que era ao mesmo tempo devoração e oferenda. A língua enrolou-se, os lábios apertaram, a garganta abriu-se para o receber por inteiro, enquanto ele gemia e os dedos se enterravam no cabelo dela.
Então, de repente, ela parou. Levantou-se, ofegante, e olhou os três homens.
— Deitados — disse ela — todos deitados. De barriga para cima. Mãos atrás da cabeça.
Eles obedecem, como soldados a cumprir uma ordem. Ela caminhou lentamente entre eles, os dedos a tocarem cada membro erecto, cada barriga tensa.
— Agora — disse ela, sentando-se na borda da cama — vão gozar. Todos ao mesmo tempo.
Os homens começaram a tocar-se. As mãos deslizaram sobre os próprios corpos, os ritmos descoordenados, os olhos fixos nela. Ela assistiu, imóvel, como uma rainha que observa um espectáculo feito para seu prazer.
— Não pares — sussurrou ela — quero ver-vos desfazer-vos.
Os gemidos começaram a sobrepor-se. O primeiro homem, o de barba, arqueou as costas e jorrou sobre a própria barriga, o líquido quente a escorrer-lhe pelos dedos. O segundo homem seguiu-o, com um gemido rouco e prolongado. O terceiro, o mais jovem, foi o último, os olhos fechados, o corpo a tremer inteiro.
Ela levantou-se, caminhou até ao primeiro homem, e mergulhou os dedos no esperma que escorria da barriga dele. Levou os dedos à boca e lambeu-os lentamente, os olhos fixos nele.
— Não está mau — disse ela — mas vocês têm muito que aprender.
Voltou para a cama, deitou-se de costas e abriu os braços.
— Venham — disse ela — vamos recomeçar do zero. Mas desta vez, obedecem a cada palavra minha.
Os três homens entreolharam-se. O medo e o desejo misturavam-se nos seus olhos. Mas, lentamente, aproximaram-se da cama, prontos para a próxima ronda.
quinta-feira, 11 de setembro de 2014
A PRESA E OS LOBOS
Ela sabia que eles viriam. Não fora combinado, não fora marcado — era um entendimento silencioso, um acordo de pele e saliva que se renovava sempre que a lua se escondia atrás das nuvens. O corpo dela já estava molhado antes de ouvir os passos no corredor.
Três homens. Cada um com uma energia diferente, cada um com uma fome distinta.
O primeiro entrou com a calma de um predador que sabe que a presa não vai fugir. Era alto, ombros largos, barba cerrada. Não fechou a porta atrás de si. Queria que os outros vissem.
O segundo era mais magro, olhos escuros e mãos rápidas. Entrou sem fazer barulho, como uma sombra que se cola à parede.
O terceiro era o mais jovem, mas os olhos dele tinham a idade do desejo mais antigo. Fechou a porta devagar e trancou-a.
Ela estava deitada na cama, nua, as pernas ligeiramente abertas, os braços estendidos como quem se oferece a um altar. Não havia vergonha no seu corpo. Havia apenas entrega.
— Sabes por que estamos aqui? — perguntou o primeiro, a voz grave e lenta.
— Sei — respondeu ela, a língua a molhar os lábios secos.
O segundo aproximou-se da cama e sentou-se na borda. Os dedos dele percorreram a perna dela, desde o tornozelo até à virilha, com uma lentidão que fazia a pele arder. Ela fechou os olhos e sentiu o toque como uma promessa.
O terceiro ficou de pé, ao lado da cama, a olhar para ela como quem estuda um mapa antes de uma viagem.
— Abre a boca — disse ele, e a voz era baixa, mas firme.
Ela obedeceu. A língua apareceu, húmida e exposta. Ele libertou o sexo da calça, erecto e inchado, e guiou-o até à boca dela. Ela não hesitou. Os lábios envolveram a glande, a língua enrolou-se à volta da haste, e ela começou a chupá-lo com uma cadência lenta e profunda, enquanto os olhos se mantinham fixos nos dele.
Enquanto a boca dela se ocupava, o primeiro homem aproximou-se por trás. As mãos dele seguraram os quadris dela e puxaram-na para a borda da cama. Ela arqueou as costas, oferecendo-se, enquanto a boca continuava a deslizar sobre o membro do terceiro homem.
O segundo homem ajoelhou-se entre as pernas dela. Os dedos dele encontraram o centro molhado e quente, e ele não esperou. Mergulhou os lábios ali, a língua a percorrer a fenda, o clitóris a ser sugado com uma precisão que fez o corpo dela tremer.
Três homens. Três toques. Três fomes diferentes a devorá-la ao mesmo tempo.
O primeiro homem alinhou-se atrás dela, a ponta do sexo a roçar a entrada húmida. Ela sentiu a pressão, sentiu o calor, e prendeu a respiração. Ele entrou lentamente, centímetro a centímetro, enquanto os dedos apertavam-lhe os quadris com violência.
A boca dela continuava a sugar o terceiro homem, a língua a deslizar pela haste, os lábios a apertarem a pele. A respiração dele acelerava, os dedos enrolados no cabelo dela, guiando o ritmo.
O segundo homem não parava de lamber o seu centro, a língua a mergulhar fundo, os dedos a pressionarem o clitóris, o ritmo implacável.
Ela sentiu o primeiro homem começar a mover-se por trás. As estocadas eram profundas e curtas, o ritmo acelerado, o som da pele a bater na pele a misturar-se com os gemidos abafados pela boca cheia.
— Mais — sussurrou ela, a voz partida — mais fundo.
O primeiro homem obedeceu. As mãos apertaram os cabelos dela, puxando-a para trás, expondo o pescoço. Mordeu-lhe a nuca, enquanto o ritmo se tornava mais violento.
O segundo homem levantou-se, os lábios brilhantes, e posicionou-se à frente dela. A mão dele segurou o queixo dela e guiou o seu rosto para cima.
— Olha — ordenou — olha o que estás a fazer.
Ela olhou. Viu os três homens à volta dela, cada um com o desejo estampado no rosto. E sentiu o poder de os ter ali.
O terceiro homem saiu-lhe da boca, e ela sentiu o vazio momentâneo. Mas rapidamente o primeiro a substituiu, sentando-se na cama e puxando-a pelo cabelo até que a boca dela encontrasse o seu membro húmido.
O segundo homem ajoelhou-se novamente entre as pernas dela, mas desta vez enfiou dois dedos dentro dela, curvando-os, pressionando a parede interna. O polegar continuava a tocar o clitóris, e o ritmo era tão acelerado que ela sentia o gozo a subir como uma maré.
— Não pares — implorou ela, a boca ainda cheia do primeiro homem — não pares, não pares...
Mas eles pararam.
Todos eles pararam.
O silêncio encheu o quarto. Ela ficou ofegante, o corpo a tremer, os olhos úmidos.
— Pediste para parar? — perguntou o terceiro, com um sorriso lento.
Ela balançou a cabeça, desesperada.
— Então diz — o primeiro homem aproximou-se, a voz rouca — diz que és nossa. Que este corpo é para nos servir.
— Sou vossa — gemeu ela, a voz partida — sou vossa, sou vossa, sou...
O segundo homem não a deixou terminar. Os dedos voltaram a entrar, e o gozo explodiu antes que ela pudesse preparar-se. O corpo contraiu-se violentamente, os dedos apertaram os lençóis, o grito escapou-lhe rouco e longo.
Os três homens não pararam. O primeiro entrou novamente nela por trás, enquanto o segundo a beijava com fome e o terceiro guiava a mão dela para o seu membro, forçando-a a acariciá-lo enquanto o gozo ainda ecoava.
O ritmo tornou-se brutal. Cada um se movia sem sincronia, a devorar o corpo dela de todos os lados, os gemidos a misturarem-se, o suor a escorrer, os lençóis a desfazerem-se.
Ela sentiu o segundo homem gozar na sua boca, o líquido quente a escorrer-lhe pela garganta. O primeiro homem gozou dentro dela, o corpo a tremer, os dedos cravados na sua anca. O terceiro homem gozou por cima do peito dela, o esperma a escorrer pelos seios até à barriga.
Três gozos. Três corpos. Uma só mulher.
Quando tudo terminou, ficou deitada no centro da cama, coberta de líquido, de suor, de marcas. Os três homens estavam deitados à volta dela, a respiração a acalmar-se, o silêncio a pesar sobre os corpos.
O primeiro homem virou-se para ela, a mão a descansar sobre a sua barriga ainda trémula.
— Ainda tens fome?
Ela abriu os olhos lentamente, com um sorriso lento que era também uma promessa.
— Sempre.
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