TOCA DA LEOA
Sensualidade & Erotismo à Flor Da Poesia





quarta-feira, 29 de outubro de 2014

DEPOIS DO PRIMEIRO ORGASMO



A lua prateada entrava pela janela entreaberta do quarto, iluminando o corpo nu de Ana deitada na cama. Seus mamilos rosados estavam duros, apontando para o teto enquanto ela esperava. A porta se abriu e João entrou, já sem roupa, o pau grosso balançando entre as pernas.

Ele se aproximou da cama sem dizer uma palavra. Suas mãos grandes agarraram os tornozelos de Ana e puxaram suas pernas para cima, abrindo-as completamente. O rosto dele desceu entre suas coxas e sua língua encontrou o clitóris inchado dela, lambendo devagar primeiro, depois sugando com força. Ana gemeu alto, os quadris se movendo contra a boca dele.

João enfiou dois dedos dentro da boceta molhada dela, movendo-os para dentro e para fora enquanto continuava chupando o clitóris. O som molhado dos dedos entrando e saindo preenchia o quarto. Ana apertava os lençóis, os seios subindo e descendo com a respiração pesada.

Ele se levantou e posicionou o pau na entrada da boceta dela. Com um impulso firme, enterrou todo o pau dentro dela de uma vez. Ana gritou de prazer, as paredes internas apertando ao redor do pau grosso. João começou a foder ela com força, o pau entrando e saindo completamente a cada estocada.

Ele agarrou os seios dela, apertando os mamilos entre os dedos enquanto continuava metendo fundo. Ana enrolou as pernas ao redor da cintura dele, puxando-o mais para dentro. O pau batia contra o fundo da boceta dela a cada estocada.

João virou Ana de quatro, empurrando o pau de volta dentro dela por trás. Agarrou os quadris dela e fodeu com mais força, as bolas batendo contra o clitóris dela a cada estocada. Ana gozou primeiro, o corpo tremendo, a boceta apertando ao redor do pau dele. João continuou fodendo ela através do orgasmo, até que ele também gozou, enchendo ela com jatos quentes de porra.

Depois do primeiro orgasmo, João não parou. Ele puxou o pau ainda duro para fora da boceta encharcada de Ana e passou a cabeça grossa entre as dobras inchadas dela, espalhando a mistura de porra e gozo pela boceta sensível. Ana ofegava, o corpo mole na cama, mas João a virou de barriga para cima novamente e mergulhou a cara entre suas pernas mais uma vez. Sua língua lambeu a boceta inchada dela, sugando os lábios inchados e o clitóris latejante, bebendo a própria porra que tinha acabado de jorrar dentro dela.

Ana agarrou o cabelo dele, gemendo mais alto quando ele enfiou a língua dentro da boceta dela, fodendo-a com a língua enquanto os dedos dele apertavam seus mamilos. Ela gozou de novo, o corpo convulsionando, o gozo escorrendo pela boca dele.

João se levantou, o pau latejando, e empurrou Ana contra a cabeceira da cama. Ele segurou a cabeça dela com uma mão e enfiou o pau na boca dela com a outra. Ana engoliu o pau grosso dele até o fundo da garganta, engasgando mas não parando. João fodeu a boca dela com força, as bolas batendo contra o queixo dela enquanto ela engolia o pau até o fundo.

Ele a puxou para cima e a colocou de costas contra a parede. Levantou uma perna dela e enfiou o pau na boceta dela novamente, fodendo-a contra a parede com estocadas profundas e rápidas. Ana gritava a cada estocada, as unhas arranhando as costas dele enquanto ele a fodia sem piedade.

João a levou até a janela, abriu a cortina completamente e a dobrou sobre o parapeito. Ele enfiou o pau na boceta dela por trás, fodendo-a enquanto a lua iluminava seus corpos. Qualquer um que olhasse para cima poderia ver Ana sendo fodida sem piedade, o pau entrando e saindo dela sem parar.

Ele gozou mais uma vez dentro dela, enchendo a boceta dela até transbordar. Ana sentiu a porra quente escorrendo pelas coxas enquanto João continuava a foder ela através do segundo orgasmo dele. Ele a virou novamente e a colocou de joelhos, ordenando que ela limpasse o pau dele com a boca. Ana lambeu e chupou o pau dele, engolindo a mistura de porra e gozo dela, até que João a puxou para cima e a beijou profundamente, compartilhando o gosto com ela.

Eles caíram na cama juntos, o corpo dele ainda dentro dela, o pau amolecendo lentamente dentro da boceta inchada e cheia de porra dela. Ana sorriu, satisfeita e exausta, enquanto João beijava seu pescoço e sussurrava que ainda não tinha acabado com ela.




  Cléia Fialho

domingo, 26 de outubro de 2014

SELVAGEM EM PRAIA DESERTA



A praia deserta respirava silêncio, mas o vento carregava luxúria. 
A lua iluminava o mar como cúmplice, e cada onda que quebrava parecia marcar o ritmo da selvageria. 
Ele a puxou pela cintura, jogando-a contra a areia fria, o corpo dela se arqueando sob o peso da fúria. 
Sua boca mordia, sugava, rasgava, enquanto as mãos a prendiam contra o chão úmido.

Ela, faminta, se ergueu sobre ele, cavalgando sem clemência, unhas cravadas no peito, gemidos brutos que ecoavam como trovões no espaço aberto. 
O som do mar se misturava ao som dos corpos, e a praia inteira se tornava cúmplice da violência.

Ele a virou de repente, pressionando-a contra uma rocha lisa. 
O contraste entre o frio da pedra e o calor da carne era devastador. 
Cada estocada era brutal, cada gemido uma explosão que fazia o mar parecer rugir em resposta.

Ela, em transe, mordia o pescoço, arranhava os braços, exigia mais. 
O espaço aberto intensificava a selvageria: não havia paredes, não havia limites, só luxúria explícita. 
O cheiro de sal, suor e saliva impregnava o ar, transformando a praia em altar profano.

No fim, ambos desabaram sobre a areia, corpos marcados por arranhões, mordidas e gozo. 
O mar, silencioso, guardava o segredo sujo da noite: ali não houve ternura, só pecado repetido, só prazer devastador.




  Cléia Fialho

quinta-feira, 23 de outubro de 2014

SELVAGENS NA CABANA



A cabana isolada no meio da noite parecia respirar pecado. 
O cheiro de madeira úmida misturava-se ao suor que já escorria antes do primeiro toque. 
Ele a empurrou contra a mesa rústica, o som da madeira rangendo acompanhava cada gesto brutal. 
Sua boca percorreu cada curva, mordendo, sugando, rasgando, enquanto as mãos a prendiam contra o frio da superfície áspera.

Ela, faminta, se ergueu sobre ele, cavalgando sem clemência, unhas cravadas no peito, gemidos brutos que ecoavam como trovões dentro das paredes estreitas. 
O teto baixo vibrava com cada movimento, e a cabana inteira se tornava cúmplice da selvageria.

Ele a virou de repente, pressionando-a contra a janela empoeirada. 
O vidro mostrava apenas sombras da mata, mas dentro, cada estocada era brutal, cada gemido uma explosão que fazia o espaço tremer como se fosse parte da guerra.

Ela, em transe, mordia o pescoço, arranhava os braços, exigia mais. 
O espaço pequeno intensificava a violência: não havia fuga, não havia pausa, só luxúria explícita. 
O cheiro de suor e saliva impregnava o ar, transformando a cabana em altar profano.

No fim, ambos desabaram sobre o chão de madeira, corpos marcados por arranhões, mordidas e gozo. 
A cabana, silenciosa, guardava o segredo sujo da noite: ali não houve ternura, só pecado repetido, só prazer devastador.




  Cléia Fialho

segunda-feira, 20 de outubro de 2014

SELVAGENS NO CARRO



O carro parado no acostamento parecia um esconderijo proibido. 
O vidro já embaçava antes mesmo do primeiro toque. 
Ele a puxou para o banco de trás com brutalidade, o estofado rangendo sob o peso da luxúria. 
Sua boca percorreu cada curva, mordendo, sugando, rasgando, enquanto as mãos a prendiam contra o couro quente.

Ela, faminta, se ergueu sobre ele, cavalgando sem clemência, unhas cravadas no peito, gemidos brutos que ecoavam no espaço apertado. 
O teto vibrava com cada movimento, o carro inteiro se tornava cúmplice da selvageria.

Ele a virou de repente, pressionando-a contra o vidro lateral. 
O frio do cristal contrastava com o calor da carne em convulsão. 
Cada estocada era brutal, cada gemido uma explosão que fazia o carro tremer como se fosse parte da guerra.

Ela, em transe, mordia o pescoço, arranhava os braços, exigia mais. 
O espaço pequeno intensificava a violência: não havia fuga, não havia pausa, só luxúria explícita. 
O cheiro de suor e saliva impregnava o ar, transformando o carro em um templo profano.




  Cléia Fialho

sexta-feira, 17 de outubro de 2014

terça-feira, 14 de outubro de 2014

FOGO INFINITO



O desejo queima dentro de mim como um inferno que nunca se apaga, uma fome que corrói a alma e consome o corpo em chamas vivas. 
Dedos famintos deslizam, invadem, exploram cada curva da virilha com uma voracidade implacável, penetrando fundo, provocando tremores e ondas de prazer que reverberam por todo o meu ser. 

A boca, uma fera insaciável, suga, lambe, morde com uma precisão cruel e deliciosa, incendiando cada centímetro da minha pele. 
Gemidos se transformam em gritos abafados, quebrando o silêncio da noite numa sinfonia frenética e selvagem de entrega e paixão.

O suor escorre quente e pegajoso, misturando-se ao gozo intenso que explode sem aviso, como chamas que rasgam a carne, consumindo tudo ao redor. 
A língua desliza por trilhas secretas e proibidas, provocando arrepio e fazendo a carne vibrar, estremecer em cada toque, mordida e suspiro sufocado. 

Cada suspiro é um convite ao êxtase, uma promessa de prazer absoluto que não conhece limites nem freios. 
Dedos entram, mergulham fundo, dominam e comandam, enquanto a respiração se perde, acelerando, quase sufocante. O tempo se dilui, as horas se anulam diante da voracidade do prazer total, da entrega completa, do fogo que consome, regenera e renasce.

É mais que desejo, é uma tempestade selvagem de luxúria, um ritual sagrado onde corpos se procuram, se encontram, se devoram e se perdem na dança eterna do gozo. 
Cada toque é uma explosão, cada beijo um campo minado de sensações, cada movimento um grito de liberdade e submissão. 
A pele se arrepia, os músculos tremem, o coração dispara, tudo se mistura num turbilhão de sensações que transcendem o físico e atingem o mais profundo do ser.

O hálito quente na nuca, a pressão firme das mãos, o deslizar dos corpos suados e famintos, tudo se converte numa única vontade: explodir em um êxtase sem fim. 
O orgasmo não é mais um momento, é uma sucessão de ondas que me arrastam para longe da razão, para o abismo delicioso do prazer sem limites. 
Gozar na boca, sentir a intensidade do toque nas profundezas, é ser dominada, ser dona, é ser tudo e nada ao mesmo tempo.

No ápice da loucura, quando a pele queima, os corpos se fundem e o mundo desaparece, restam apenas os suspiros, os gemidos e o desejo que nunca se apaga. 
Somos fogo e cinzas, tempestade e calmaria, voracidade e ternura na mesma medida exata, entregues ao delírio, ao êxtase, à mais pura e selvagem luxúria que existe.

E nesse fogo infinito, renascemos, consumidos e vivos, prontos para recomeçar a dança do prazer que nunca termina.




  Cléia Fialho

sábado, 11 de outubro de 2014

O NÉCTAR DA TUA PELE



As mãos dele encontraram a parte interna das coxas dela e afastaram-nas com uma lentidão que era quase uma oração. A luz do poste de rua entrava pela janela e pintava de prata a umidade que já brilhava entre as pernas dela. 
Ele viu-a exposta — os grandes lábios entreabertos, a vulva reluzente de lubrificação, cada dobra da pele a brilhar como se o corpo dela já tivesse começado sem ele.

Ela prendeu a respiração. Os quadris empinaram-se num movimento involuntário, a coluna a arquear-se contra os lençóis amassados, oferecendo-se antes que qualquer palavra fosse dita.

Ele baixou a boca até à pele interna da coxa direita e soprou as palavras contra a carne quente e trémula.

— Bebo o teu néctar.

Os polegares dele deslizaram para dentro, abrindo-a devagar, expondo a vulva brilhante por inteiro. O hálito quente banhou o clitóris e ela estremeceu — um espasmo que lhe percorreu o corpo todo e lhe arrancou um som que ainda não era um gemido.

A boca dele pairou a centímetros da fenda, o hálito a misturar-se com a umidade que já escorria.

A língua dele subiu plana da entrada da vagina até ao clitóris, recolhendo tudo o que ela já tinha derramado. O gosto encheu-lhe a boca — salgado e denso e inteiramente dela.

Ela agarrou-lhe os cabelos com as duas mãos e empinou os quadris contra o rosto dele, a voz a falhar num gemido que era também uma súplica.

— Me delicio — murmurou ele com a boca cheia da carne inchada.

A língua traçou círculos firmes em volta do clitóris e ela gemeu alto, um som que lhe escapou do peito sem pedir licença. Os lábios dele sugaram o botão rijo enquanto dois dedos deslizavam para dentro, cobertos da lubrificação espessa que escorria.

O queixo dele ficou encharcado. O néctar desceu-lhe pela mandíbula e pingou nos lençóis já úmidos.

Ela arqueou as costas, os dedos a crisparem-se no tecido amarrotado, o corpo inteiro a tremer na beirada.

O grito dela rasgou o quarto escuro — um som que começou fundo no peito e explodiu contra as paredes. Os quadris travaram no ar, suspensos, e o corpo inteiro se arqueou como se uma corrente elétrica a atravessasse. Ele sentiu o primeiro espasmo antes de o ouvir — a vagina pulsou contra a língua e um jorro quente inundou-lhe a boca.

Ele empurrou a língua o mais fundo que conseguiu, estocando a entrada em movimentos rápidos e duros. Os dedos cravaram-se nas nádegas dela, puxando o sexo contra o rosto com força implacável. O nariz esfregava o clitóris a cada investida, e ela gemia — sons partidos, sem palavras, só o corpo a falar.

Os fluidos jorraram outra vez. Quentes, abundantes, enchendo-lhe a boca e escorrendo pelo queixo. As paredes da vagina apertaram-lhe a língua em pulsos rítmicos, e ele gemeu contra a carne inchada, um som grave e abafado. — Me lambuzo — a voz saiu trêmula, lambuzada, os lábios colados à vulva que ainda pulsava.

Ela veio em espasmos incontroláveis, os quadris a sacudir, as coxas a tremerem contra as orelhas dele. Outro jorro, mais abundante, e ele bebeu. Engoliu o néctar quente com gemidos de devoção, a garganta a trabalhar, o corpo dele próprio a tremer. O líquido escorria-lhe pelo pescoço, empapava os lençóis, mas ele não parava — a língua ainda estocava, ainda recolhia cada gota.

O último espasmo foi um soluço. Ela desabou nos lençóis amassados, o peito a arfar, e ele soltou um gemido grave contra a vulva, o corpo a tremer de um prazer que não era o seu — era só fome saciada. Engoliu o último gole e ergueu o rosto encharcado. Olhou nos olhos dela e lambeu os lábios cobertos de seus fluidos.

Os dedos dela agarraram os cabelos dele, puxando-o para cima com uma força que a exaustão não apagara. Ele subiu, o corpo magro a tremer, o rosto ainda a brilhar. Ela não esperou. Puxou-lhe a nuca e colou a boca à dele.

A língua dela passou pelo queixo encharcado, recolhendo os últimos resquícios de seus próprios fluidos. Gemeu contra os lábios dele ao provar-se — salgada, densa, quente. O beijo foi lento, as línguas a enrolarem-se, ela a lamber cada canto da boca dele como se quisesse decorar o sabor de si mesma misturado ao dele.

— Meu Deus — murmurou ela, a voz rouca, os lábios ainda colados aos dele. — Eu tô toda na tua boca.

Ele sorriu, exausto, e deixou a cabeça cair no peito dela. O coração batia aos pulos contra a orelha dele — tum-tum-tum — um tambor descontrolado que aos poucos abrandava. O suor dos dois misturava-se, os corpos colados, os lençóis úmidos embaixo deles. Ele sentiu os dedos dela a percorrerem-lhe as costas, leves, trêmulos ainda.

— Você me fez desmoronar — sussurrou ela contra o topo da cabeça dele. A voz falhou na última sílaba. — Completamente.

Ele não respondeu com palavras. Só virou o rosto e beijou o esterno dela, os lábios ainda pegajosos. Ela segurou-lhe o rosto lambuzado contra o peito, os dedos a afundarem-se nos cabelos molhados de suor, e suspirou. O ar saiu longo, trêmulo, um abandono final. Os corpos ficaram assim — grudados pelo suor e pelo néctar, o quarto escuro embalando-os no silêncio da madrugada.




  Cléia Fialho

quarta-feira, 8 de outubro de 2014

domingo, 5 de outubro de 2014

DE BRUÇOS AINDA A TREMER

 


O corpo ainda não lhe obedecia. Cada músculo vibrava numa frequência própria, descontrolada, como se o clímax tivesse desfeito todas as ligações entre a vontade e a carne. Estava de bruços, a cara meio afundada na almofada, e ouvia a própria respiração — um arquejo rouco, arrastado, que lhe saía da garganta sem pedir licença.

O gozo dele escorria.

Sentia-o quente, espesso, a deslizar pela fenda da vagina ainda inchada, a contornar a pele sensível da parte interna das coxas. O líquido descia devagar, denso, a marcar-lhe a carne com um fio que lhe chegava quase à dobra do joelho. Uma gota mais pesada desprendeu-se e pingou no lençol já molhado, e o som mínimo daquele contacto com o tecido fez-lhe contrair as costas num espasmo involuntário.

Tentou mexer as pernas. Os músculos responderam com um tremor — só isso. A fraqueza era absoluta, uma rendição que lhe pesava nos ossos e lhe mantinha as coxas abertas, imóveis, a deixar que o fluido continuasse o seu caminho lento pela pele abaixo. Outra gota pingou.

As mãos dele pousaram na cama. Uma de cada lado das costelas dela. O colchão afundou-se sob o peso, e ela percebeu, sem precisar de olhar, que estava bloqueada — entre os braços dele, entre o lençol e aquele corpo que ainda não saíra de dentro dela.

O peso dele desabou.

Não foi um movimento gradual, não foi um pedido de licença — foi uma rendição total da gravidade, o peito largo a colar-se às omoplatas dela, a barriga dura a encaixar-se na curva das costas, os ossos da bacia a pressionarem-lhe as nádegas. 

O colchão afundou mais dois centímetros. Ela sentiu os seios esmagados contra o lençol molhado, os mamilos duros a roçarem o tecido áspero, e o ar que lhe restava nos pulmões saiu-lhe pela boca num sopro curto, quente, que embaciou a almofada.

Ele não disse nada. Só respirou.

O peito dele subia e descia contra as costas dela, e cada inspiração empurrava-a mais para baixo, mais para dentro do colchão, como se ele quisesse fundi-la com a cama. Ela tentou ajustar a anca, ganhar um milímetro de espaço, mas o corpo dele seguiu o movimento e anulou-o — os quadris dele colados aos dela, a pélvis a encaixar-se na carne das nádegas, e o pénis ainda enterrado.

Ainda dentro.

Não estava completamente duro, mas também não estava mole — estava inchado, quente, uma presença espessa que pulsava contra as paredes da vagina ainda a latejar. Ela sentia cada batida do coração dele através daquela carne enterrada fundo, cada pulsação a empurrar o sémen mais para dentro, a esticar-lhe a entrada sensível. O fluido que já escorria pelas coxas acelerou — a pressão do pénis a fazer de êmbolo, a expulsar o gozo em fios mais grossos que lhe desciam pela parte interna das coxas e se juntavam às poças já frias no lençol.

O escorrer era constante agora. Quente na origem, a arrefecer à medida que descia.

Ele mexeu a cabeça. O nariz roçou-lhe a nuca, e ela sentiu o hálito quente a espalhar-se pela pele molhada de suor. Os lábios dele estavam frouxos — entreabertos, moles, sem tensão nenhuma — quando tocaram na curva do pescoço. Não foi um beijo. Foi um encosto húmido, uma boca cansada que se deixou pousar sobre a carne como quem pousa a cabeça na almofada.

A língua saiu. Plana, larga, quente. Encostou-se à base do pescoço e subiu. Lambeu em linha reta, devagar, a recolher o sal da pele, a arrastar o suor desde a cova entre os ombros até à linha do cabelo atrás da orelha. O som foi molhado — um raspar de língua em pele suada, uma lambida lenta que deixou um rasto de saliva a brilhar na penumbra do quarto.

Ela gemeu.

O som saiu-lhe abafado contra a almofada, um gemido rouco que não planeou, que não controlou, que lhe subiu pela garganta quando a língua dele passou sobre a veia que pulsava no pescoço. O corpo estremeceu — um espasmo que lhe percorreu a espinha desde a nuca até ao cóccix, que lhe fez contrair as paredes vaginais à volta do pénis dele.

Ele sentiu. Respondeu com outra pulsação.

Os lábios frouxos dele desceram do pescoço para o ombro. A boca abriu-se mais, mole, e sugou. Não foi uma chupada forte — foi uma sucção lenta, preguiçosa, a pele do ombro dela a ser puxada para dentro da boca dele, a língua a pressionar a carne aprisionada. Deixou a pele ir com um estalo húmido e voltou a sugar, mais abaixo, a deixar uma marca quente e molhada que o ar do quarto arrefeceu em segundos.

O peso dele não aliviava. O peito colado às costas, a barriga contra a curva da coluna, o pénis pulsante enterrado na vagina ainda a escorrer. Ela estava presa — entre o colchão e aquele corpo, entre a exaustão e a hipersensibilidade, entre o gemido que já soltara e o próximo que se formava na garganta.

Ele lambeu outra vez. Da base do pescoço até atrás da orelha, a língua a recolher mais suor, mais sal, mais dela. O escorrer entre as coxas não parava — cada pulsação do pénis empurrava mais fluido para fora, e ela sentia-o a descer, quente e espesso, a marcar-lhe a pele com um rasto que lhe chegava aos joelhos.

A boca frouxa dele fechou-se contra a pele do pescoço dela, a sugar em silêncio, sem intenção de sair.

O tremor foi diminuindo, devagar, até se tornar apenas uma vibração fina nos músculos das coxas. Ela aceitou o peso dele — a âncora que a prendia ao colchão, à realidade, ao corpo que ainda a preenchia. O gozo arrefecia entre as suas pernas, a escorrer em fios mais lentos, menos quentes, mas o pénis dele continuava lá dentro, a esticar-lhe a carne molhada mesmo enquanto amolecia. 

Não doía — era só presença, ocupação, posse prolongada. Ela fechou os olhos. O pescoço exposto à boca frouxa dele, que não sugava, não lambia — apenas pousava, húmida, contra a pele onde o suor já secava no sopro quente da respiração. A respiração dela abrandou. 

O peito expandia-se contra o colchão, cada inspiração mais funda, mais lenta, a empurrar as costas contra o peito dele. Ele não saía. Ela não se mexia. As bocas em frouxas descansam coladas, os corpos fundidos, o gozo a secar entre as coxas dela.




  Cléia Fialho

quinta-feira, 2 de outubro de 2014

UM FIO DE SALIVA E SÊMEN



Ajoelhou-se diante dele, os joelhos nus contra o soalho frio, e a luz da vela a arder desenhou-lhe sombras nos ombros. Os olhos fixos nos dele, as mãos subiram-lhe pelas coxas, devagar, sentindo cada músculo tenso sob o tecido. 

Os dedos encontraram o cinto e abriram-no sem pressa, o estalo do couro a ceder o único som além da respiração pesada de ambos. Puxou a fazenda para baixo, libertando-o, e o caralho duro ergueu-se quente contra a palma da sua mão.

Ele recostou-se, a cabeça tombando para trás, e os dedos largos enterraram-se no cabelo escuro dela. Não disse nada — o peito subia e descia, a respiração curta, os quadris contidos num esforço de não empurrar. Ela lambeu os lábios, sentindo a fome apertar, e aproximou a boca da base do caralho. 

Encostou os lábios à pele quente, beijou-a, demorou-se ali com a língua plana a lamber desde a raiz até aos tomates, a saliva a escorrer pelo caminho. A chama da vela crepitou, lançando um brilho dourado sobre a pele húmida.

Os quadris dele subiram, o caralho roçou-lhe o queixo, e ela abriu a boca. Engoliu a cabeça devagar, os lábios selados à volta, e chupou com um estalo húmido que encheu o quarto. A vela crepita quando ela desce a boca até à base, engolindo-o todo.

A boca desceu até à base, os lábios esticados à volta da grossura, e ela ficou ali um segundo, o nariz encostado ao osso púbico, a garganta cheia de caralho. Depois subiu, chupando com força, as bochechas encovadas, e desceu outra vez. O ritmo nasceu sujo e constante — para baixo até engasgar, para cima até a cabeça quase sair, a língua a chicotear o freio, e outra vez para baixo. A saliva grossa escorria-lhe pelo queixo, pingava nos tomates, e o som de cada investida era um estalo molhado que enchia o quarto escuro.

Ele gemeu, um som rouco que lhe saiu do peito, e as duas mãos agarraram-lhe o cabelo escuro. Os dedos fecharam-se com força, os nós dos dedos brancos, e os quadris empurraram para a frente. O caralho enfiou-se mais fundo, a cabeça a bater-lhe na garganta, e ela engasgou — um som abafado, o corpo a contrair-se, os olhos a fecharem-se. Mas não parou. Continuou a descer, os lábios apertados, a garganta a aceitar a invasão. Muco e saliva misturaram-se, um fio grosso a escorrer-lhe pelo queixo e a cair sobre os tomates cheios.

A chama da vela crepitou, lançando sombras trémulas na parede, e a luz dourada bateu na pele húmida dos dois. Ela abriu os olhos, encontrou os dele, e chupou com mais fome. A mão livre subiu, os dedos a envolverem os tomates, a apertarem-nos com a palma cheia. Sentiu-os enrijecerem, pesados e tensos contra o queixo, e soube que ele estava perto. 

Os quadris dele estremeceram, os gemidos tornaram-se mais altos, mais fundos, e o corpo arqueou-se. O caralho pulsou-lhe na boca, uma, duas vezes, e depois o primeiro jorro de sémen quente encheu-lhe a garganta. Ela engoliu, os lábios selados, e continuou a chupar enquanto os espasmos lhe sacudiam o corpo todo. O último jorro de sémen enche a boca dela enquanto o corpo dele tomba.

O caralho amoleceu-lhe na boca, ainda quente, ainda pulsando com os últimos espasmos. Ela manteve os lábios selados à volta do tronco, a língua imóvel contra a pele salgada, e deixou que o corpo dele terminasse de se esvaziar dentro dela. A garganta moveu-se — uma, duas vezes — e o sémen desceu, espesso e morno, até ao fundo. Não havia pressa. Os dedos ainda apertavam os tomates, agora mais soltos, a palma a sentir o peso diminuir.

Soltou-o devagar. Os lábios deslizaram ao longo do comprimento, a pele húmida a brilhar na luz da vela, e a cabeça saiu-lhe da boca com um estalo pequeno. Um fio de saliva e sémen ligou-a ao caralho por um instante, fino e transparente, antes de se partir contra o queixo. Ela passou a língua pelos lábios, lenta, a ponta a recolher a última gota que ficara no canto esquerdo. O sabor encheu-lhe a boca — salgado, amargo, dele.

Olhou para cima. Os olhos encontraram os dele, ainda turvos, ainda perdidos no rescaldo. Os lábios dela estavam inchados, vermelhos, húmidos. E então surgiu — o sorriso pequeno. Apenas um levantar quase impercetível dos cantos, uma curva que não pedia nada e ao mesmo tempo tomava tudo. Era o selo. A posse consumada.

Ele estendeu a mão, os dedos ainda trémulos, e tocou-lhe o rosto. A ponta do polegar roçou a maçã do rosto dela, desceu até ao queixo, limpou o fio que ali ficara. A respiração dele era irregular, o peito a subir e a descer com esforço. Não disse nada. O corpo falava por ele — os quadris ainda soltos, os ombros caídos, a pele coberta de suor.

Ela baixou a cabeça mais uma vez. A língua tocou a fenda do caralho mole, a ponta a percorrer a pele enrugada, a lamber o que restava — uma película fina de sémen e saliva, o último vestígio do prazer dele. Limpou-o com paciência, com a mesma devoção lenta com que o devorara. A chama da vela estremeceu, a cera a escorrer em rios brancos pelo castiçal, e a luz tornou-se mais fraca, mais dourada, mais próxima do fim.

Ela ergueu o rosto. Os lábios ainda brilhavam, húmidos, e o sorriso pequeno permanecia. A vela crepitou uma última vez, a chama a dançar antes de se render à cera líquida, e o quarto mergulhou na escuridão.




  Cléia Fialho