TOCA DA LEOA

Sensualidade & Erotismo à Flor Da Poesia





sábado, 8 de novembro de 2025

NOS BRAÇOS DO AMOR


Em teu olhar vejo o ninho
Onde a paz quer repousar,
Teu sorriso é meu caminho,
Feito estrada a me guiar.

Nas estrelas do arrebol,
Vejo o brilho do farol
Que me ensina a te amar.

Teu beijo é doce cantiga,
Melodia a me envolver,
Tua presença abriga
Cada verso do querer.
E no toque da tua mão,
Brotam flores da paixão
No jardim do meu viver.

Se a saudade faz morada,
Teu nome vem me acalmar,
Como brisa perfumada
Que insiste em me abraçar.
Não tempo, nem lugar
Que consiga separar
Do meu peito o teu lugar.

Nosso amor é céu aberto,
É luar a reluzir,
É destino tão concreto
Que não sabe mais fugir.
Contigo sigo em paz,
Onde fores, sigo atrás,
Feito rio a prosseguir.

E nos braços desse enredo,
Me perco pra achar
Teu carinho, doce enredo
Feito para me embalar.
O mundo inteiro se esconde,
Quando teu amor responde
Ao meu jeito de te amar.

Nos braços do amor, me deixo levar,
É nele que encontro meu doce lugar.





  Cléia Fialho

sexta-feira, 7 de novembro de 2025

QUANDO O AMOR ERA CHAMA



Queria apagar o rastro do teu olhar,
mas ele brilha onde o tempo não alcança.
Te amei em silêncio,
como quem escuta o mar e se deixa embalar,
como quem dança e, dançando, encontra ternura.

Teu nome vinha doce na minha boca,
como um poema que se declama sem saber.
Agora é lembrança que insiste,
um toque ausente que ainda arde nos dias.

O tempo levou tua voz na alvorada,
mas há um eco dentro do peito —
uma música branda que foi minha.

Saudade é flor que ninguém podou,
cresce desordenada num jardim em ruínas.
E a dor do amor que partiu...
ainda respira.





  Cléia Fialho

quinta-feira, 6 de novembro de 2025

LUZ QUE NOS HABITA




Nas entrelinhas da alma,
onde o silêncio fala mais,
vive a centelha do afeto
em gestos tão naturais.

quarta-feira, 5 de novembro de 2025

terça-feira, 4 de novembro de 2025

SOU DESEJO... LIBERDADE


Antes que eu fale contigo,
antes do vento soprar,
sinta o meu peito, eu te digo,
tudo começa a pulsar.

Meu silêncio te procura,
teu nome é minha ternura,
meu corpo quer te chamar.

Tu já sabes do que sinto,
mas a chama só aumenta,
cada gesto é um recinto
que teu encanto alimenta.
Tanto a ver, tanto a tocar,
teus segredos desvendar
é missão que me sustenta.

Mostra os cantos mais profundos
onde a alma quer se abrir,
onde os sentidos fecundos
nascem só pra traduzir
meu olhar, minha emoção,
o pulsar do coração
que só sabe te seguir.

Lê meus gestos, meus suspiros,
ouve os silêncios meus,
cada toque que respiro
vem dos desejos dos céus.
Na linguagem do arrepio,
teu carinho é meu desvio
pra caminhos tão seus.

Te convido, sem demora,
a explorar minha pele,
cada verso que se aflora
feito chama que revele
meus segredos escondidos,
meus anseios contidos
que tua presença sele.

Tua boca é meu roteiro,
tua mão é direção,
navegamos por inteiro
nesse mar de sensação.
O mistério nos embala,
e a paixão nunca se cala
no compasso da emoção.

Vem fazer do tempo um ninho
nesse amor que não tem fim,
vem trilhar o meu caminho,
vem morar dentro de mim.
No teu toque sou verdade,
sou desejo, liberdade...
Sou teu mundo, enfim.





  Cléia Fialho

segunda-feira, 3 de novembro de 2025

sábado, 1 de novembro de 2025

ENTRELINHAS DO DESEJO



Versos se desenrolam, como lençóis num leito,
Ondulando, como corpos que se encontram no peito,
Rimas cadenciam como suspiros em noite quente,
Metaforizo o desejo, tornando-o poesia envolvente.

Cada ponto final é um suspiro de prazer,
Cada vírgula, uma pausa para sentir e entender,
Poema sensual, é como a dança dos amantes,
Encontro de almas, jogo de olhares provocantes.

Assim, nas entrelinhas, meu 'EU' se revela,
Sinfonia de sensações, onde a paixão é a tela,
Pintada com as cores da luxúria e do amor 
Onde palavras são toques ardendo em calor.




  Cléia Fialho

sexta-feira, 31 de outubro de 2025

SÓ PULSAÇÕES



Nas entrelinhas,
os versos ardem em silêncio,
tocam-se como bocas famintas,
palavras que se desnudam
ao menor sussurro de desejo.

Dançam no papel como corpos febris,
a tinta escorre —
não como escrita,
mas como toque,
como língua que percorre pele em segredo.

Não há métrica,
só pulsações —
cadência dos corpos que se entendem no escuro,
rimas? Apenas gemidos disfarçados
em sons que a alma solta sem culpa.

As frases deslizam,
macias, lentas, molhadas de intenção.
Cada imagem, um arrepio.
Cada pausa, um olhar profundo
antes do mergulho.

A poesia se despe
em pleno ato de ser,
e o poema se entrega inteiro,
com os lábios abertos
e a respiração entrecortada,
pronto para gozar o sentido.





  Cléia Fialho

Linda interação do Amigo Poeta DULCE

Eu te desvisto
lentamente com versos
que tatuo em sua pele,
palavra por palavra,
derretidos entre beijos.
Você queima ao toque das minhas metáforas,
diante do fogo dos meus conceitos
e transborda com a minha assinatura
de tinta branca.


 GRATIDÃO 

quinta-feira, 30 de outubro de 2025

MAR EM FÚRIA



Teus lábios — pétalas famintas —
tocam minha pele como brisa em flor aberta.
Arrepios percorrem o corpo,
em dança selvagem,
como se o vento soubesse o caminho
dos nossos instintos.

As almas se encontram —
não com palavras,
mas no silêncio que grita,
no instante em que tudo se desfaz
e somos só emoção
em estado bruto.

Cada suspiro paira
como verso inacabado,
flutuando entre nossos olhares.
No lençol, a poesia escorre
sem métrica, sem freio,
em traços de desejo
que acendem a pele.

Corpos entrelaçados
escrevem sua própria linguagem.
Toques que falam,
gemidos que traduzem
aquilo que nenhuma palavra alcança.

Na cadência do prazer,
somos apenas
livres.
E vivos.
Como o mar que, em sua fúria,
beija a areia sem pedir licença.





  Cléia Fialho

Linda interação do Amigo Poeta DULCE

Você se abre
como
uma flor na primavera
diante do roçar da minha língua
sobre sua carne desabrochando.
Meus dedos habilidosos deslizam
sobre sua pele
e minha boca a devora,
reivindicando a chuva
do seu orgasmo.


GRATIDÃO

quarta-feira, 29 de outubro de 2025

LÍNGUAS EM UM DUETO



Toques sutis despertam a pele,
suaves incêndios que nascem no silêncio.
Gemidos, murmúrios íntimos,
como versos sussurrados à flor da carne.

Cada carícia é nota de uma melodia nova,
um compasso que vibra na dança dos corpos,
onde a paixão se acende
e o tempo se dissolve em desejo.

Lábios se encontram com urgência,
línguas em um dueto que não precisa de palavras.
Movimentos intensos
no compasso secreto do prazer compartilhado.

Tecidos deslizam, revelando segredos,
e o calor cresce como chama que não cessa.
Dois enredos entrelaçados em um só desejo,
uma sinfonia onde a fome se sacia no amor.





  Cléia Fialho

terça-feira, 28 de outubro de 2025

RITUAL DE ENCANTOS



Entre os lençóis do campo em flor, 
me perdi no teu calor,
Movimentos suaves, de instinto e esplendor,
Em teus braços de sombra e brisa me aninhei,
Na colina do teu peito, repousando, me encontrei.

Em cada toque teu, um novo mundo despertei,
Por veredas do teu corpo, como rio naveguei,
Tremores da terra nos uniram no desejo,
Num ritual de encantos, 
sem palavras, só lampejo.

Nos teus olhos vi o brilho do céu do entardecer,
Mergulhei em sonhos doces, deixei-me acontecer.
Entrelaçados como ramos no calor da primavera,
Fomos um só alvorecer, uma dança tão sincera.

Momentos que o tempo jamais apagará,
Na clareira onde a paixão fez morada e ficou lá.
Sintonia de almas sob a bênção da natureza,
Onde te encontrei — 
em amor, calor e pureza.




  Cléia Fialho

segunda-feira, 27 de outubro de 2025

ESCREVE COM SALIVA



Na mata, onde o silêncio respira entre folhas,
dois corpos se encontram — suor, calor, vertigem.
A noite, cúmplice, observa o enlace
de uma dança sem ensaio, sem culpa,
apenas impulso e pele.

Não há rima,
mas há ritmo.
Um compasso marcado por beijos urgentes,
por mãos que traçam caminhos
no mapa do prazer.

Tudo é ousadia
quando o amor escapa da norma
e vira brasa acesa,
queimando versos que não cabem nos livros.
Eles se pertencem ali,
sem explicações,
sem promessas,
apenas sentindo.

O desejo,
esse poeta sem censura,
escreve com saliva,
com arrepios,
com gemidos que não pedem licença.
E a poesia —
ah, a poesia —
é o próprio corpo em combustão.





  Cléia Fialho

domingo, 26 de outubro de 2025

FRONTEIRA ENTRE O REAL E O DELÍRIO


Entre lençóis de seda,
corpos se encontram sem pressa,
nus, entregues ao instante
onde o tempo se dissolve.

Beijos acendem paixões,
desatam nós,
incendeiam a noite.

É poesia o calor
que se escreve na pele.

Cada carícia —
um rito, um sussurro,
um gemido que dança
na fronteira entre o real e o delírio.

Os corpos seguem um compasso próprio,
uma dança sem ensaio,
frenética e intensa,
tecendo o instante onde a alma explode.

Lábios se procuram como se fosse a última vez,
e cada toque é fogo,
brasas sobre a pele viva.

Somos versos em combustão,
audazes, indomáveis,
sem rimas, sem amarras,
inteiros no desejo.

Neste duelo doce
entre amor e luxúria,
a paixão se revela em sua nudez mais pura.

Na poesia do toque,
no silêncio entre os suspiros,
descobrimos juntos
o êxtase do amor.





  Cléia Fialho

sábado, 25 de outubro de 2025

NADA ALÉM



Na dança sutil da noite,
as sombras nos vestem de mistério.
Corpos se acham sem nome,
na febre muda do desejo.

Pele e suspiro se confundem,
como música que arde sem som.
As mãos percorrem mapas secretos,
traçando delírios onde o tempo se desfaz.

Os olhos, brasas em tempestade,
declaram tudo sem dizer.
Os lábios se acham como sede,
beijando as fronteiras do limite.

Ali, onde a penumbra nos protege,
somos audácia e confissão.
O ar vibra com ecos profundos,
e a noite se curva — rendida.

Nada há além desse instante:
verso sem rima, verbo sem freio.
Dois corpos, uma alma:
prazer que desabrocha em silêncio.





  Cléia Fialho