TOCA DA LEOA

Sensualidade & Erotismo à Flor Da Poesia





quinta-feira, 13 de novembro de 2025

ONDE O TEMPO NÃO APAGA


Queria apagar o rastro do teu olhar,
mas ele brilha
onde o tempo não alcança.
Fica nas coisas simples —
no sopro do vento,
na luz torta da manhã
que toca o vazio da sala.

Te amei no silêncio que vinha do mar,
um silêncio antigo,
profundo,
como quem dança
mesmo quando sangra.

Teu nome era doce na minha boca,
um poema que eu lia sem saber.
Agora é lembrança,
mas não se cala.
É toque ausente
que ainda percorre minha pele
sem pedir licença.

O tempo levou tua voz na alvorada,
mas ainda escuto —
aqui,
no coração que não se cansa —
a música sutil do que um dia foi meu.

Saudade é flor sem poda,
cresce sem rumo,
semeia-se nas frestas
de um jardim desfeito.

E a dor,
essa dor mansa e inteira,
não morreu.
Apenas aprendeu
a respirar comigo.





  Cléia Fialho

quarta-feira, 12 de novembro de 2025

ENTRE O DESEJO E A PELE


Não há começo.
Só o instante em que tua respiração
encosta na minha nuca
e o mundo se cala.

Tua mão não pergunta —
ela sabe.
Sabe onde meu arrepio mora,
onde o calor pulsa,
onde o querer não mente.

Somos pele, suor e silêncio.
Somos fome que dança devagar,
como se cada segundo
fosse um templo a ser cultuado
com a língua, com o toque,
com a entrega inteira.

Minha boca encontra a tua
não para beijar —
mas para incendiar.
E a língua, essa serpente lúcida,
explora cada recanto do teu sim.

Tua carne treme como poema sem rima,
tua alma se curva em prazer.
Eu te decifro com os olhos fechados,
porque no escuro,
te enxergo melhor.

Somos dois —
e ainda assim, um só.
Um desejo que respira,
uma urgência que geme,
um gozo que reza,
sem culpa.

E quando tudo explode —
não é fim.
É reinício.
Porque o desejo,
meu bem,
tem fome de eternidade.





  Cléia Fialho

segunda-feira, 10 de novembro de 2025

UM ENCONTRO DE AMOR




Na penumbra, os corpos
se entrelaçam sem pudor
Pele a pele, em um
ballet de desejos ardentes

domingo, 9 de novembro de 2025

AINDA MAIS PRAZEROSO



Manhã de chuva, início do ano. 
Um amigo para compartilhar desejos e segredos. 
Como negar uma amizade tão envolvente?
Impossível.

As conversas carregavam um toque de malícia, insinuações sutis que acendiam a chama do desejo. 
A tensão entre nós era palpável, um convite inegável para algo mais.

E naquela manhã, o encontro finalmente aconteceu. 
O coração acelerado, a pele quente. 
Minhas pernas tremiam levemente enquanto ele se aproximava. 
Moreno, com olhos intensos e um sorriso safado que fazia meu corpo inteiro vibrar. 
Que delícia de homem!

Entramos no apartamento, e antes que eu pudesse falar qualquer coisa, ele me encostou contra a parede. 
Seus lábios deslizaram pelo meu pescoço, enquanto suas mãos exploravam cada curva do meu corpo. 
Senti minha calcinha já úmida, umedecendo-se ainda mais quando ele sussurrou no meu ouvido:

— Quer que eu te deixe louca aqui mesmo?

Sem esperar resposta, ele ajoelhou-se, ergueu meu vestido e afastou a renda delicada da calcinha, tomando para si o mel que escorria de mim.
Sua língua, quente e faminta, me fez gemer alto. 
Um arrepio percorreu meu corpo enquanto ela se deliciava com cada gota do meu prazer.

Fomos para o quarto.
Ele me deitou na cama, me despindo com calma e desejo. 
Seus lábios passaram pela minha pele, dos seios ao ventre, até encontrar meu centro pulsante. 
Eu me arqueei, entregando-me por completo, enquanto ele lambia, sugava, mordiscava. 
Minha pele fervia, cada centímetro do meu corpo pedia mais.

E quando eu menos esperava, ele subiu em mim. 
Seu peito roçava os meu, sua boca encontrou a minha em um beijo intenso, enquanto nossas pernas se entrelaçavam. 
A fricção, o calor, o desespero. 
Era impossível resistir àquela conexão intensa e viciante.

Depois, deitamos juntos, respirando ofegantes. 
Ele acariciava meu rosto, desenhando linhas invisíveis com os dedos enquanto eu sorria, ainda sentindo o sabor dele nos meus lábios.

Almoçamos juntos, rindo e conversando como velhos amigos. 
Mas agora, o gosto daquela manhã ainda pairava no ar, e eu sabia que aquilo não terminaria ali. 
Não poderia terminar ali. 
Porque foi a primeira vez que alguém me fez gozar tantas vezes sem perder o controle — e isso tornava tudo ainda mais prazeroso.




  Cléia Fialho

sábado, 8 de novembro de 2025

NOS BRAÇOS DO AMOR


Em teu olhar vejo o ninho
Onde a paz quer repousar,
Teu sorriso é meu caminho,
Feito estrada a me guiar.

Nas estrelas do arrebol,
Vejo o brilho do farol
Que me ensina a te amar.

Teu beijo é doce cantiga,
Melodia a me envolver,
Tua presença abriga
Cada verso do querer.
E no toque da tua mão,
Brotam flores da paixão
No jardim do meu viver.

Se a saudade faz morada,
Teu nome vem me acalmar,
Como brisa perfumada
Que insiste em me abraçar.
Não tempo, nem lugar
Que consiga separar
Do meu peito o teu lugar.

Nosso amor é céu aberto,
É luar a reluzir,
É destino tão concreto
Que não sabe mais fugir.
Contigo sigo em paz,
Onde fores, sigo atrás,
Feito rio a prosseguir.

E nos braços desse enredo,
Me perco pra achar
Teu carinho, doce enredo
Feito para me embalar.
O mundo inteiro se esconde,
Quando teu amor responde
Ao meu jeito de te amar.

Nos braços do amor, me deixo levar,
É nele que encontro meu doce lugar.





  Cléia Fialho

sexta-feira, 7 de novembro de 2025

QUANDO O AMOR ERA CHAMA



Queria apagar o rastro do teu olhar,
mas ele brilha onde o tempo não alcança.
Te amei em silêncio,
como quem escuta o mar e se deixa embalar,
como quem dança e, dançando, encontra ternura.

Teu nome vinha doce na minha boca,
como um poema que se declama sem saber.
Agora é lembrança que insiste,
um toque ausente que ainda arde nos dias.

O tempo levou tua voz na alvorada,
mas há um eco dentro do peito —
uma música branda que foi minha.

Saudade é flor que ninguém podou,
cresce desordenada num jardim em ruínas.
E a dor do amor que partiu...
ainda respira.





  Cléia Fialho

quinta-feira, 6 de novembro de 2025

LUZ QUE NOS HABITA




Nas entrelinhas da alma,
onde o silêncio fala mais,
vive a centelha do afeto
em gestos tão naturais.

quarta-feira, 5 de novembro de 2025

segunda-feira, 3 de novembro de 2025

sábado, 1 de novembro de 2025

ENTRELINHAS DO DESEJO



Versos se desenrolam, como lençóis num leito,
Ondulando, como corpos que se encontram no peito,
Rimas cadenciam como suspiros em noite quente,
Metaforizo o desejo, tornando-o poesia envolvente.

Cada ponto final é um suspiro de prazer,
Cada vírgula, uma pausa para sentir e entender,
Poema sensual, é como a dança dos amantes,
Encontro de almas, jogo de olhares provocantes.

Assim, nas entrelinhas, meu 'EU' se revela,
Sinfonia de sensações, onde a paixão é a tela,
Pintada com as cores da luxúria e do amor 
Onde palavras são toques ardendo em calor.




  Cléia Fialho

sexta-feira, 31 de outubro de 2025

SÓ PULSAÇÕES



Nas entrelinhas,
os versos ardem em silêncio,
tocam-se como bocas famintas,
palavras que se desnudam
ao menor sussurro de desejo.

Dançam no papel como corpos febris,
a tinta escorre —
não como escrita,
mas como toque,
como língua que percorre pele em segredo.

Não há métrica,
só pulsações —
cadência dos corpos que se entendem no escuro,
rimas? Apenas gemidos disfarçados
em sons que a alma solta sem culpa.

As frases deslizam,
macias, lentas, molhadas de intenção.
Cada imagem, um arrepio.
Cada pausa, um olhar profundo
antes do mergulho.

A poesia se despe
em pleno ato de ser,
e o poema se entrega inteiro,
com os lábios abertos
e a respiração entrecortada,
pronto para gozar o sentido.





  Cléia Fialho

Linda interação do Amigo Poeta DULCE

Eu te desvisto
lentamente com versos
que tatuo em sua pele,
palavra por palavra,
derretidos entre beijos.
Você queima ao toque das minhas metáforas,
diante do fogo dos meus conceitos
e transborda com a minha assinatura
de tinta branca.


 GRATIDÃO 

quinta-feira, 30 de outubro de 2025

MAR EM FÚRIA



Teus lábios — pétalas famintas —
tocam minha pele como brisa em flor aberta.
Arrepios percorrem o corpo,
em dança selvagem,
como se o vento soubesse o caminho
dos nossos instintos.

As almas se encontram —
não com palavras,
mas no silêncio que grita,
no instante em que tudo se desfaz
e somos só emoção
em estado bruto.

Cada suspiro paira
como verso inacabado,
flutuando entre nossos olhares.
No lençol, a poesia escorre
sem métrica, sem freio,
em traços de desejo
que acendem a pele.

Corpos entrelaçados
escrevem sua própria linguagem.
Toques que falam,
gemidos que traduzem
aquilo que nenhuma palavra alcança.

Na cadência do prazer,
somos apenas
livres.
E vivos.
Como o mar que, em sua fúria,
beija a areia sem pedir licença.





  Cléia Fialho

Linda interação do Amigo Poeta DULCE

Você se abre
como
uma flor na primavera
diante do roçar da minha língua
sobre sua carne desabrochando.
Meus dedos habilidosos deslizam
sobre sua pele
e minha boca a devora,
reivindicando a chuva
do seu orgasmo.


GRATIDÃO