TOCA DA LEOA

Sensualidade & Erotismo à Flor Da Poesia





domingo, 29 de março de 2026

GAÚCHA FARROPILHA



Nos campos da querência
Onde o sol se põe no horizonte
Tem gaúcha sensual em evidência
Um encanto que não aceita afronte.
 
Nas trilhas de chão batido
Caminha com firmeza e graça
Despertando suspiros e sorrisos
Deixa sua audácia, por onde passa.
 
Olhos que reluzem como estrelas
Reflete a alma valente e cativante
Ela é feita de coragem e beleza
Fusão de bravura no semblante.
 
Veste bombacha e pilcha de prenda
E dança o vanerão com elegância
Sua ginga é um poema em renda
Uma lindeza sutil em abundância.
 
É poesia solta e livre, porém séria
Alma de uma mulher guerreira
Ela é gaucha forte e gaudéria
Coração quente como chimarreira.
 
Nos fandangos e lidas campeiras
A gaúcha sensual se destaca
Sorriso largo e alma verdadeira
Ao som do fandango, ela se abraça.
 
Entre o mate e o chimarrão
Seu jeito doce e decidido, encanta
É a força da gaúcha e sua tradição
Orgulho do pampa que acalanta.
 
Monta à cavalo com desenvoltura
Galopa pelos campos sem temor
Revela a essência de uma cultura
Que perpetua no tempo, com fervor.
 
Gaúcha farroupilha é seu coração
Orgulho de uma terra sem igual
Teus versos, tua história, tua tradição
Enchem corações de um amor inigual.




  Cléia Fialho

sábado, 28 de março de 2026

NA MINHA BOCA



Na minha boca  
a ânsia irrompe,  
um turbilhão de instintos,  
onde sonhos proibidos  
se entrelaçam com a carne,  
num balé de toques e segredos.  

Na minha boca  
ecoam gemidos fervorosos,  
sussurros que dançam  
entre o espaço do nosso desejo,  
silêncios carregados  
de promessas ocultas.  

Na minha boca  
teu gosto se revela,  
uma língua destemida  
que desvia dos limites,  
funde-se aos meus sentidos,  
olhares que se perdem em profundezas.  

Na minha boca  
cada centímetro da tua pele  
é um tesouro redescoberto,  
banhado em luxúria crua,  
por onde o desejo flui  
como um rio selvagem.  

Na minha boca  
o calor do teu ser transborda,  
um falo pulsante, intenso,  
que se agita num compasso  
apimentado de prazeres infindos,  
fogo que incendeia a alma.  

Na minha boca  
os mundos colidem e se fundem,  
perpetuando uma dança ancestral,  
onde cada toque é um convite,  
cada respiração, uma explosão,  
um convite irresistível à entrega.  

Na minha boca  
a selvageria toma conta,  
tentáculos de paixão  
se alongam, se entrelaçam,  
por entre os ecos da noite,  
revelando os mistérios de um amor voraz.  

Na minha boca  
teu desejo se transforma,  
se expande, se evolui,  
num ciclo de prazeres divinos,  
saciando ânsias profundas  
nesta dança intensa e visceral.  

Na minha boca  
tudo se dissolve,  
deixando apenas a essência,  
fragrâncias de um amor ardente,  
uma sinfonia de gemidos  
que ecoa pela eternidade.




  Cléia Fialho

sexta-feira, 27 de março de 2026

É DIFÍCIL ATERRIZAR



Vastidão de pensamentos, um labirinto sem fim
A loucura dança, como um sussurro no jardim
Cores vivas e sombras profundas se entrelaçam
Na dança da loucura, as fronteiras se deslaçam.
 
Palavras que rimam em versos desconexos
A mente se perde em labirintos complexos
Sinfonia caótica, um turbilhão de emoções
Na loucura, encontramos estranhas revelações.
 
Como as estrelas que dançam no céu noturno
A loucura cintila, um fogo queimando soturno
Misto de sonhos e pesadelos, vórtice a girar
As certezas se desfazem, é difícil aterrissar.




  Cléia Fialho

O Experimental Tridoze Poético é uma criação
Da Poetisa Norma Aparecida Silveira Moraes 

quinta-feira, 26 de março de 2026

ACEITO! DEITO E ROLO...



Entrando no quarto
Corpo em devaneio farto
Uma doce e sensual penumbra
 O prazer no ar vislumbra...

Sob a claridade do luar
Coração quente a palpitar
Colocou-me em sua cama
 Calor que invade e inflama...

Sentou-se ao meu lado
No lençol de cetim azulado
Despiu-me com o olhar somente
 Delicado e envolvente...

Quase desmaio ao sentir
Um queimor vem a me afligir
Uma mordidinha leve na orelha
 No chão ele vai e se ajoelha...

Sobe, beijando o meu colo
Aceito! Deito e rolo...
Um convite para o amor
 Pra degustar o seu sabor...




  Cléia Fialho

quarta-feira, 25 de março de 2026

TUA ESSÊNCIA PERDURA



Cada poeta (isa) tem seu imortal refúgio
Onde versos e prosas têm seu abrigo
Tua luz brilha eterna, sublime amigo
Nas páginas da história, és o que persigo.

Tua essência perdura, em cada escrita
Nas almas dos poetas, és a chama acesa
Imortalizado, em cada linha bonita
Na arte que exaltas, és pura beleza.

Teu nome ecoa com amor e gratidão
Um farol para a poesia, guia e inspiração
Neste recanto de sonhos, visão e paixão
Salve, cada poeta (isa) em louvação.

Àqueles que te ergueram, com dedicação
Ao legado que carregas, com devoção
Tu és a estrela que brilha, com emoção
Imortal, eterno, em nosso coração.




  Cléia Fialho

terça-feira, 24 de março de 2026

O DELÍRIO QUE NOS CONSOME



Sob a pele, brasas escondidas,
ardendo em silêncio,
esperando o instante certo
para incendiar o mundo.

São segredos em combustão,
faíscas que se escondem nos gestos,
e quando explodem,
não há quem resista ao clarão.

As chamas ocultas não pedem perdão,
elas devoram sem piedade,
transformam o corpo em altar,
onde o prazer é sacrifício e oferenda.

E quando o fogo se revela,
não há noite que baste,
não há carne que suporte,
apenas o delírio que nos consome.




  Cléia Fialho

segunda-feira, 23 de março de 2026

QUERO TEU DESEJO CONTRA O MEU



Vem —  
não com promessas,  
mas com a urgência acesa na boca.

Chega perto  
até o ar entre nós perder o nome,  
até meu perfume te alcançar  
como uma vertigem quente.

Percorre-me sem pressa,  
mas sem piedade:  
há caminhos em meu corpo  
que só se revelam  
a quem sabe escutar com as mãos.

Toca-me  
como quem desperta uma fera,  
como quem conhece o perigo  
e ainda assim sorri.

Quero teu desejo  
contra o meu,  
a respiração quebrada,  
o pulso selvagem  
batendo no mesmo incêndio.

Beija-me até a noite estremecer.  
Morde o silêncio.  
Deixa que a pele diga  
o que a boca não consegue.

E quando o mundo desaparecer  
atrás da porta,  
quando restarem apenas  
calor, vertigem e entrega,

vem inteiro.

Eu também virei tempestade —  
crua, faminta,  
acesa por dentro,  
pronta para te consumir  
sem apagar teu fogo.




  Cléia Fialho

domingo, 22 de março de 2026

MAPA ARDENTE DE PROMESSAS



Teu beijo, um fruto que rompe o véu da noite,
um suco denso, rubro, escorrendo em meus lábios.
Não há jardim, mas selva úmida onde o desejo
é raiz que se aprofunda, sem pudor, na terra escura.

Tua pele, mapa ardente de promessas mudas,
onde a fome tateia, cega, por cada dobra.
Somos tempestade e raio, maré alta e espuma,
um grito rouco que rasga o silêncio da carne.

Incêndio sob a pele, mel e suor entrelaçados,
até que o mundo exterior seja apenas fumaça.




  Cléia Fialho

sábado, 21 de março de 2026

sexta-feira, 20 de março de 2026

PAIXÃO SUTIL



Na penumbra,
um olhar se acende
Paixão sutil
intensa, se faz

Corações em segredo
se ascende
No silêncio
a paixão se resfaz.

Entre sombras,
o desejo se estende
Como brisa leve
que a alma refaz

E no encontro
que o destino compreende
Cada suspiro
um sonho traz.

No compasso
do tempo que surpreende
O sentimento
jamais se desfaz

Pois o amor,
quando verdadeiro, transcende
E em cada aurora
renasce em paz. 





  Cléia Fialho

quinta-feira, 19 de março de 2026

PROFECIA DA NOITE



No abraço do crepúsculo, 
as sombras se entrelaçam,   
sussurros aveludados de pele contra pele,   
lábios traçam a jornada do fogo e do desejo,   
uma sinfonia de batimentos cardíacos, 
selvagens e indomáveis.   

Sob o olhar atento da lua,  
cada toque incendeia a escuridão com anseio,   
corpos falando a linguagem do calor,   
primitiva, crua e intensamente viva.   

Nesse caos sagrado, nos entregamos,   
eclipsando a razão com uma entrega elétrica,   
nas profundezas da noite, 
florescemos como flores da meia-noite.




  Cléia Fialho

quarta-feira, 18 de março de 2026

ALMA LIVRE E CORAÇÃO AUDAZ



Nas terras gaúchas, onde a tradição se entrelaça
Há gaúchas sensuais, de beleza que embaraça
Com olhares intensos e sorrisos encantadores
Elas envolvem corações e despertam amores.
 
Com seus vestidos coloridos, as moças prendadas
Dançam mui graciosas nas festas de gauchadas
Hipnotizam os mirares, fazendo o tempo parar
E num vanerão largado, não cessam de bailar.
 
Com suas curvas sinuosas e jeito provocante
As gaúchas seduzem com seu charme elegante
Seus cabelos ao vento, como crinas de um cavalo
Refletem força e paixão desse pampa no embalo.
 
Gaúchas sensuais, de alma livre e coração audaz
Cativam com sua presença, de maneira pertinaz
Elas são a essência dessa terra de tradição e calor
Gaúchas formosas, são um tesouro perscrutador.




  Cléia Fialho

terça-feira, 17 de março de 2026

POESIA DO COSMOS



Cada folha que cai revela a vida em movimento
Enquanto as estrelas dançam no infinito tempo
Somos parte do universo, em laços tecidos
Onde pensamentos e suspiros são ritmos unidos.

A verdade é caminho, não só um lugar
Em cada experiência, há algo a encontrar
Na poesia, encontro a alma a fluir
Ecoando além do que posso sentir.

Nos versos, atravesso o tempo e o espaço
Abraço o divino num terno laço
Nas palavras, ouço o som do universo inteiro
Onde a poesia revela o que é verdadeiro.





  Cléia Fialho

segunda-feira, 16 de março de 2026

ALEGRIAS PLENAS




Vem amor ... senta comigo
Tenho o desejo de estar contigo.
Aqui... debaixo desta sombra
 Desmantelar o receio que assombra...

De um dia não poder mais ver
Tanto que nem posso conter
O brilho do seu doce olhar
 As lágrimas em minha face rolar.

Quero dizer-te suave em seu ouvido
Meu amado... meu querido
Juras incontáveis e eternas de amor
 Estar com você seja onde for...

Considerando nós dois apenas
Momentos de alegrias plenas
E o futuro que nos espera
 Onde somente a paixão impera.




  Cléia Fialho

domingo, 15 de março de 2026

sábado, 14 de março de 2026

FUTURO IMPRECISO



O meu coração te sente
 e meu corpo te procura
 semeando em minha mente
 hiatos de loucuras...

 Como dói este sentimento
 de ter você tão ausente
 estilhaçando cada momento
 que te imagino aqui presente...

 Por companheira a solidão
 e a reminiscência do seu sorriso
 tomada por grande emoção
 de um futuro impreciso.




  Cléia Fialho