Vem…
meu coração ainda te chama
com a urgência dos desejos
que ficaram suspensos no tempo,
esperando teus beijos
como quem espera o amanhecer.
Vem,
que meus braços guardam
o espaço exato do teu corpo,
e minha alma deseja perder-se
na intensidade do teu abraço
e na essência do teu ser.
Deixa-me tocar teus silêncios,
desnudar teus pensamentos,
confundir teus sentidos
com a febre doce dos meus arrepios.
Percorre minha pele
como vento em noite de verão,
mistura-te aos meus sóis e luas,
às estrelas derramadas
entre teu corpo e o meu.
Meus lábios te procuram
mesmo na ausência,
gritam teu nome em segredo
a cada segundo distante,
a cada vontade contida.
Marca em mim
a lembrança das tuas mãos,
como selo de pertencimento,
como promessa silenciosa
de entrega e desejo.
Do teu olhar ao meu,
do teu querer ao meu consentir,
que não existam barreiras,
nem medos, nem pudores.
Vem para mim…
porque meu coração te chama
em chamas,
e o amor não sabe esperar.
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