TOCA DA LEOA

Sensualidade & Erotismo à Flor Da Poesia




terça-feira, 3 de março de 2015

UM MURMÚRIO TEU




Um murmúrio teu — baixo, molhado —
escapa da tua boca
antes que a minha pele o mereça,
e já me faz arquear as costas

segunda-feira, 2 de março de 2015

domingo, 1 de março de 2015

sexta-feira, 27 de fevereiro de 2015

quinta-feira, 26 de fevereiro de 2015

REFLEXO DO FOGO




Seus olhos são o reflexo do fogo
que queima dentro de mim, incandescente.
Mas o fogo não fica só no olhar,
desce, espalha-se, concentra-se

quarta-feira, 25 de fevereiro de 2015

DESÇES E NÃO PARAS



Desces pela curva
do meu pescoço tenso
mordendo cada centímetro
que pulsa e chama
não com a boca de quem beija,
com a boca de quem devora
e deixa marcas
para lembrar depois.

Tuas mãos traçam fronteiras
que se perdem na minha pele,
não são fronteiras,
são aberturas,
são dedos que deslizam
pelo meu peito abaixo
e encontram o centro
onde a minha respiração falha
e teu membro se ergue
implorando ser tocado.

Enquanto o lençol enrola
e sufoca nossos gritos roucos,
eu sufoco de outro jeito,
sentando devagar,
sentando depressa,
fazendo o colchão gemer
mais alto que a minha boca.

O meu pescoço arqueia,
tuas unhas cravam,
o lençol se torce
e nós dois,
enrolados na escuridão,
só existimos na fricção,
na entrada,
no bater de pele
que não quer ser brando,
que quer ser ferimento
de prazer,
que quer ser o instante
em que tu me enches
e eu me esvazio
e me encho de novo.

A tua língua que desceu do meu pescoço
agora lambe o suor
entre os meus seios,
agora circunda
o meu umbigo,
agora não para,
agora me toma pela cintura
e me puxa mais para dentro,
até que não haja mais onde ir,
só o ir repetido,
só o fogo.




  Cléia Fialho