TOCA DA LEOA

Sensualidade & Erotismo à Flor Da Poesia

quinta-feira, 2 de abril de 2015

NOITE DE FOGO



Corpos se chocam em vertigem,  
suados, famintos, delirantes,  
rasgando segredos na pele,  
gemendo sinfonias de prazer.  

Dedos percorrem geografias proibidas,  
línguas se enroscam em loucura,  
fantasias se tornam realidade,  
sons lascivos alimentam minha febre.  

Mãos atrevidas, desobedientes,  
bocas que devoram sem descanso,  
meu homem amante, insaciável,  
me fez inteira, mulher em chamas.  

Dia de paixão ardendo,  
corpos eloquentes se entrelaçam,  
dentes, unhas, saliva,  
dialogando com o sexo em poesia.  

Desbravo teu interior selvagem,  
padeço em êxtase inebriante,  
gemidos desesperados, incontidos,  
teu gozo me arranca da razão.  

Dedos ávidos, boca faminta,  
seios que imploram tua entrega,  
sou amazona ardente, faceira,  
fazendodo teu corpo minha poesia. 




  Cléia Fialho

quarta-feira, 1 de abril de 2015

DIAMANTE EM CHAMAS



Entrega teu corpo às minhas mãos.
Entrega tua alma ao meu domínio.
E eu te lapido como quem molda um diamante bruto.
Cada faceta brilha mais quando se torna minha.

Conheço teus medos.
Provo teus anseios.
Desfaço teus credos.
Desnudo teus desejos.
Arranco de ti as amarguras do cotidiano.
E te deixo livre, como águia em voo aberto.
Mas cativa, presa aos meus caprichos.

Dá-me tua vida como livro sem páginas.
Deixa-me escrever tua história.
Solta os pudores.
Rompe os tabus.
Aqui não há pecado.
Aqui todas as palavras proibidas são permitidas.

Sob meu olhar, tu te tornas serva.
Ajoelha-te e respira meu perfume.
Aquece-te no calor da minha pele.
Bebe do sumo que brota do meu ventre.

Liberta tuas fantasias nas minhas cordas.
Grita palavras profanas com a mordaça nos lábios.
Sente o êxtase das minhas mãos percorrendo tua carne.
E minha língua… demorando-se nas entranhas que adoras.




  Cléia Fialho

terça-feira, 31 de março de 2015

O GOSTO QUENTE DO DESEJO - Capítulo III



A PENETRAÇÃO QUE RASGA

Meus dedos ainda estão úmidos, suspensos no ar frio, quando ele desce a mão até o pau. 
A pele queima contra minha palma, rígida, pulsante, viva. 
Ele envolve meus dedos com os dele e aperta, forçando a pressão na base, e o gemido que escapa da garganta dele é rouco, curto, engolido pelo silêncio do quarto. 

Sinto cada batida do sangue sob a pele esticada, o calor 
ecoando o que ainda queima na minha boca, na minha língua, na memória do gosto que ele engoliu. 
Meus dedos deslizam pela extensão, lentos, reconhecendo a textura, a veia saliente, a umidade que já brota na ponta. 
Ele empurra minha mão para o lado com firmeza, os olhos pesados cravados nos meus, e se posiciona entre minhas coxas.

Ele me posiciona com as coxas abertas, os joelhos dobrados, e a cabeça do pau desliza pela minha fenda encharcada, uma vez, duas, espalhando a umidade que já escorre de mim. 
O toque é quente e duro contra os lábios inchados, e meu corpo inteiro estremece na antecipação. 
Então ele entra de uma vez.

O ar some dos meus pulmões. 
A penetração me rasga por dentro, funda, completa, preenchendo cada centímetro vazio que o orgasmo anterior deixou. 
Minhas costas arqueiam para fora do colchão, a coluna curvando num espasmo involuntário, e o gemido que sai de mim é rouco, quebrado, engolido pelo som molhado da minha boceta recebendo ele até a base.

Ele agarra meus quadris com as duas mãos, os dedos cravando na carne, e bombeia sem pausa. 
O ritmo é brutal desde a primeira estocada, profundo, rápido, os quadris dele batendo contra os meus com um estalo seco que se mistura ao som obsceno da minha boceta sugando o pau. 
Cada investida arranca um ruído molhado, um chupão reverso que ecoa no silêncio do quarto.

Meus seios balançam com o impacto, a pele ainda brilhante de saliva, os mamilos duros esfregando contra o peito dele a cada vaivém. 
O movimento é hipnótico, carne contra carne, o peso deles subindo e descendo no mesmo ritmo das estocadas que me partem ao meio. 
Meus gemidos saem involuntários, curtos, no mesmo compasso da penetração, e eu não consigo parar de olhar para baixo, para o ponto onde nossos corpos se encontram.

O pau entra e sai brilhando, coberto de mim, e o gozo escorre pela base, ensopando os lençóis já encharcados. 
O som é molhado, sujo, e a cada investida minha boceta aperta mais forte, sugando ele para dentro como se quisesse engolir o corpo inteiro. 
Meu corpo se contrai no limiar do orgasmo, a boceta apertando ele como uma garra.

A boceta aperta num espasmo violento e eu gozo gritando, o líquido quente jorrando contra a base do pau dele enquanto meu corpo inteiro convulsiona. 
Ele estoca fundo uma última vez e geme grave, o pau pulsando dentro de mim enquanto o esperma quente me enche até transbordar. 
Quando ele se recosta, devagar, o esperma escorre pela minha fenda, descendo pelo pau mole, pingando no lençol já encharcado. 
Nossos corpos desabam juntos, grudados pelo suor e pelos fluidos, a respiração ofegante preenchendo o silêncio. 
Meus dedos traçam um círculo lento no ombro dele, e ele fecha os olhos, os dois engolindo o silêncio saciado.




  Cléia Fialho

segunda-feira, 30 de março de 2015

O GOSTO QUENTE DO DESEJO - Capítulo II



A BOCA QUE RECOLHE

Ainda flutuo naquele torpor quente que o corpo dele deixou em mim, os lençóis amassados grudando na pele úmida das costas. 
A luz fraca da janela desenha contornos preguiçosos no quarto, mas é o peso da mão dele se aproximando do meu seio exposto que me ancora de volta ao presente.

A ponta do dedo indicador toca a borda da auréola e o mundo encolhe até caber naquele ponto exato. 
Ele não tem pressa — desenha círculos lentos, constantes, orbitando o bico sem nunca alcançá-lo. 
O movimento circular me desmancha por dentro, cada volta mais próxima, cada volta mais impossível de suportar.

Prendo a respiração quando sinto o mamilo endurecer sozinho, projetando-se contra o ar como se implorasse pelo toque que ele ainda não me dá. 
Minhas costas arqueiam involuntárias, empurrando o seio contra a mão firme que me contorna sem ceder.
O dedo dele para no bico duro, e eu sei que a boca vem a seguir.

O dedo dele ainda está parado sobre o mamilo duro quando ele abaixa a cabeça. 
O calor da respiração chega primeiro — um bafo quente que me faz tremer inteira antes mesmo do contato. 
Então os lábios selam ao redor do bico ereto e o mundo estoura em luz atrás das minhas pálpebras.

A boca suga com pressão firme, ritmada, e a língua lambe a ponta em movimentos lentos que contradizem a força da sucção. 
Solto um gemido curto, embargado, e minhas costas descolam do colchão. 
A saliva quente se espalha pela auréola enquanto a língua gira em espiral — o mesmo movimento circular do dedo, agora úmido e devastador.

Agarro os cabelos dele com as duas mãos e cravo as unhas no couro cabeludo. Puxo com força, e o gemido grave que ele solta contra meu seio vibra direto na minha espinha. 
A boca não desacelera — suga mais fundo, lambe mais rápido, e a espiral da língua me desmancha em ondas que descem pelo ventre.

O orgasmo me atinge sem aviso. Um gemido alto e incontrolável escapa da minha garganta enquanto a umidade jorra da minha boceta, encharcando os lençóis entre as coxas. 
Meu corpo estremece em espasmos violentos, e é nesse instante que os dentes dele roçam o mamilo — a pontada de dor atravessa o prazer e arranca de mim um segundo gemido, rouco e partido.

O líquido vaginal escorre pela fenda, molhando o tecido debaixo do meu quadril, e eu convulsiono contra a boca que não me solta. 
A língua dele ainda lambe, ainda suga, ainda gira em círculos sobre o bico hipersensível enquanto o orgasmo me devora por dentro. 
A boca permanece selada no meu seio, engolindo o último estremecimento do meu corpo.

Meus músculos afrouxam de uma vez. 
O corpo desaba contra os lençóis encharcados, o peito ainda subindo e descendo em arrancos. 
A boca dele se solta devagar — sinto cada milímetro da despedida — e quando ele levanta a cabeça, um fio de saliva quente conecta seus lábios ao meu mamilo ainda duro. 
O fio estica, brilha na luz fraca, e se rompe. 

Ele respira fundo, os olhos fixos no meu rosto. Eu toco o próprio seio. 
Os dedos encontram a pele molhada, o calor residual da boca dele impregnado na auréola. Pressiono de leve e a umidade espalha. 
Meu quadril relaxa e as coxas se abrem, deixando o ar tocar a umidade vaginal que gruda na pele, fresca contra o calor que ainda pulsa. 
O dedo traça um círculo lento ao redor do bico do seio, espelhando o toque dele.

A mão dele envolve meu pulso antes que eu complete o segundo círculo. 
Os dedos são firmes, quentes, e interrompem o movimento com uma precisão que me faz prender a respiração. 
Ele não diz nada, apenas puxa minha mão para cima, afastando os dedos do mamilo ainda molhado. 
A umidade brilha na ponta dos meus dedos, o resíduo da boca dele misturado ao calor da minha pele. 
Meu braço segue o comando sem resistência, entregue, e eu observo o trajeto da minha própria mão sendo guiada até o rosto dele.

Os lábios dele estão entreabertos, ainda úmidos, e a língua sai devagar, a ponta rosada toca meu dedo indicador primeiro. 
O contato é quente, macio, e a língua desliza pela polpa do dedo recolhendo a umidade da auréola. 
O gosto sou eu. 
O gosto é o leite que não saiu mas que impregnou a pele, o sal do suor, o resquício da saliva dele mesmo. 
A língua contorna a unha e desce pela lateral do dedo, lambendo cada milímetro com uma lentidão que parece oração.
Então os lábios se fecham ao redor dos meus dois dedos.

A boca dele suga com uma pressão lenta e profunda, o vácuo puxando a pele molhada para dentro. 
Sinto o calor da cavidade, a textura da língua se enrolando entre meus dedos, girando, saboreando. 
O gemido que ele solta vibra contra as pontas dos meus dedos e percorre minha mão até o pulso, um zumbido abafado que sobe pelo braço e se aninha na base da minha garganta. 
A saliva dele escorre pela base dos meus dedos, morna e viscosa, descendo até as juntas enquanto ele suga mais fundo.

Meus dedos deslizam para dentro e para fora da boca dele no ritmo que ele impõe, e a língua não para, gira, lambe, pressiona a pele entre os dentes com uma delicadeza que contrasta com a força da sucção. 
O som é molhado, obsceno, um chupar contínuo que preenche o silêncio do quarto. 
Ele fecha os olhos por um instante, as pálpebras pesadas, e o gemido sobe de tom quando a língua encontra o espaço entre meus dedos, recolhendo o último vestígio do gosto quente.

A garganta dele se move num clique seco quando engole. 
O som é audível, íntimo, e eu sinto o gosto descendo quente pela garganta dele enquanto meus dedos ainda estão dentro da boca. 
Ele engole o que era meu, o que estava em mim, e o ato é tão deliberado que meu quadril se contrai contra os lençóis encharcados.

Os lábios dele deslizam para fora dos meus dedos com um selar molhado. 
O ar frio do quarto toca a pele agora brilhante de saliva, e o contraste entre o calor da boca e a frieza súbita me arrepia até o couro cabeludo. 
Meus dedos permanecem suspensos no ar, úmidos e inúteis, enquanto ele me encara. 
Ele engole de novo, a garganta subindo e descendo, e os olhos não desgrudam dos meus, a língua passando devagar pelo lábio inferior.




  Cléia Fialho

domingo, 29 de março de 2015

O GOSTO QUENTE DO DESEJO - Capítulo I



A ESPIRAL QUE DESMANCHA

Ainda flutuo naquele torpor quente que o corpo dele deixou em mim, os lençóis amassados grudando na pele úmida das costas. 
A luz fraca da janela desenha contornos preguiçosos no quarto, mas é o peso da mão dele se aproximando do meu seio exposto que me ancora de volta ao presente.

A ponta do dedo indicador toca a borda da auréola e o mundo encolhe até caber naquele ponto exato. 
Ele não tem pressa — desenha círculos lentos, constantes, orbitando o bico sem nunca alcançá-lo. 
O movimento circular me desmancha por dentro, cada volta mais próxima, cada volta mais impossível de suportar.

Prendo a respiração quando sinto o mamilo endurecer sozinho, projetando-se contra o ar como se implorasse pelo toque que ele ainda não me dá. 
Minhas costas arqueiam involuntárias, empurrando o seio contra a mão firme que me contorna sem ceder.
O dedo dele para no bico duro, e eu sei que a boca vem a seguir.

O dedo dele ainda está parado sobre o mamilo duro quando ele abaixa a cabeça. 
O calor da respiração chega primeiro — um bafo quente que me faz tremer inteira antes mesmo do contato. 
Então os lábios selam ao redor do bico ereto e o mundo estoura em luz atrás das minhas pálpebras.

A boca suga com pressão firme, ritmada, e a língua lambe a ponta em movimentos lentos que contradizem a força da sucção. 
Solto um gemido curto, embargado, e minhas costas descolam do colchão. 
A saliva quente se espalha pela auréola enquanto a língua gira em espiral — o mesmo movimento circular do dedo, agora úmido e devastador.

Agarro os cabelos dele com as duas mãos e cravo as unhas no couro cabeludo. 
Puxo com força, e o gemido grave que ele solta contra meu seio vibra direto na minha espinha. 
A boca não desacelera — suga mais fundo, lambe mais rápido, e a espiral da língua me desmancha em ondas que descem pelo ventre.

O orgasmo me atinge sem aviso. 
Um gemido alto e incontrolável escapa da minha garganta enquanto a umidade jorra da minha boceta, encharcando os lençóis entre as coxas. 
Meu corpo estremece em espasmos violentos, e é nesse instante que os dentes dele roçam o mamilo — a pontada de dor atravessa o prazer e arranca de mim um segundo gemido, rouco e partido.

O líquido vaginal escorre pela fenda, molhando o tecido debaixo do meu quadril, e eu convulsiono contra a boca que não me solta. 
A língua dele ainda lambe, ainda suga, ainda gira em círculos sobre o bico hipersensível enquanto o orgasmo me devora por dentro. 
A boca permanece selada no meu seio, engolindo o último estremecimento do meu corpo.

Meus músculos afrouxam de uma vez. 
O corpo desaba contra os lençóis encharcados, o peito ainda subindo e descendo em arrancos. 
A boca dele se solta devagar — sinto cada milímetro da despedida — e quando ele levanta a cabeça, um fio de saliva quente conecta seus lábios ao meu mamilo ainda duro. 
O fio estica, brilha na luz fraca, e se rompe. 
Ele respira fundo, os olhos fixos no meu rosto. 

Eu toco o próprio seio. 
Os dedos encontram a pele molhada, o calor residual da boca dele impregnado na auréola. 
Pressiono de leve e a umidade espalha. 
Meu quadril relaxa e as coxas se abrem, deixando o ar tocar a umidade vaginal que gruda na pele, fresca contra o calor que ainda pulsa. 
O dedo traça um círculo lento ao redor do bico do seio, espelhando o toque dele.




  Cléia Fialho

sábado, 28 de março de 2015

FESTA DOS CORPOS


Nas delícias da carne não há limites,
minha boca percorre teu falo inteiro,
da ponta até o peso das tuas entranhas,
enquanto tua língua mergulha em minha gruta,
explorando cada segredo, cada fresta.

Chupar e ser chupada, um banquete sem igual. Desfazemos o enlace do sessenta e nove, partimos para a dança selvagem da penetração.

No gingado da foda, eu me perco, gemidos escapam, gritos rasgam o ar. Na intimidade, tudo é permitido, teu corpo me invade, me consome.

Hora por baixo, hora por cima, trepar é arte, e eu sou tela viva. Cada posição é encaixe perfeito, cada ritmo é explosão de prazer.

O suor escorre, o frenesi nos envolve, teus braços me prendem com firmeza, meu corpo se abre em delírio. E juntos, em êxtase, gozamos como se fosse a última vez.





  Cléia Fialho

sexta-feira, 27 de março de 2015

DONO DO MEU ÊXTASE


Tu entras sorrateiro, me vês pelo vidro, espuma em minhas coxas, minha bunda firme, minhas curvas de amazona.
De repente, tua mão tapa minha boca, me encostas contra a parede molhada.

Teu joelho abre minhas pernas, teus dedos mergulham em minha fenda, levas meu sabor à minha boca, me beijas com meu próprio néctar.
Sou fêmea em cio, molinha, entregue, fingindo fugir, mas tu me dominas, me levas ao colo, me deitas na bancada, minhas pernas abertas em teus ombros.

Tua língua devora minha gruta, meus gemidos são descompassados, meu corpo se contorce, gozo múltiplas vezes em tua boca faminta.

Imploro tua penetração, mas tu negas.
Me ergues, me pões de joelhos, teu falo rígido diante de mim.
Seguro-o como troféu, beijo, mordisco, lambo cada detalhe.
Chupo como picolé, tu me seguras forte, me engasgas com tua dureza.
Urros, gemidos, tua porra explode em minha garganta, engulo, limpo, continuo sugando.

Deitamos em sessenta e nove, minha língua percorre teu corpo, do saco ao bumbum, tua boca em minha vulva.
Depois, tu te sentas, mandas-me cavalgar, sou tua escrava, cavalo selvagem, dedo em meu bumbum, loucura sem fim.

Mas tu queres mais: me encostas na parede, creme escorrendo, teu pau lubrificado.
Minha bunda treme, dói, choro, mas tu me mordes o pescoço, apertas meus seios.
A cabeça entra, a dor cessa, o prazer cresce, tu me dominas.

Palavrões, gemidos, delírio.
Tu gozas quente dentro de mim, me seguras forte, me declaras tua vadia, tua posse.

Agora tenho um dono.
Sou tua, sempre que quiseres, cheirosa, pronta, marcada.
Deitada, arrombada, feliz, sou tua escrava do prazer.




  Cléia Fialho