TOCA DA LEOA

Sensualidade & Erotismo à Flor Da Poesia




quarta-feira, 27 de maio de 2015

ÊXTASE SEM IGUAL



Na minha boca,
Teu falo agasalhado encontra abrigo,
Cresce o teu desejo, 
pulsando poderoso,
Inundando de prazer, 
sem nenhum perigo.

Cada movimento é uma dança sensual,
Que nos leva a um êxtase sem igual,
E na entrega total,
 somos um só ser,
Em um encontro de amor que faz tremer.

O teu falo agasalhado na minha boca,
É o símbolo do amor que nos envolve,
E atração que nos move é tão louca.

Que a razão adormece e o corpo resolve.
Provo-te devagar, sem pressa nem regra,
Sinto-te crescer, teimoso e sedento,
E quando teu prazer transborda e se entrega,
Bebo-te inteiro, no exato momento.
.
Que a razão adormece e o corpo resolve,
Que os meus lábios te tomam com fome absoluta,
E o teu gemido rouco a noite recolhe,
Enquanto minha língua a tua sede escuta.




  Cléia Fialho

terça-feira, 26 de maio de 2015

NOITE ABERTA



O desejo desperta no silêncio do quarto  
Como uma chama que busca o seu lugar,  
Sinto a brisa que vem do teu olhar  
E o meu peito se torna um campo aberto.

A escuridão nos veste de mistério,  
Tua voz é um rio que atravessa a noite,  
A pele arde em antecipação,  
Cada poro suspira pelo teu toque.

Tuas mãos são pétalas que descem devagar,  
Mapeando curvas, caminhos sem fim,  
O ar entre nós vibra como um acorde  
Que nenhuma partitura jamais definiu.

Nossos suspiros se misturam ao escuro,  
A boca encontra a boca em território proibido,  
O tempo para, o mundo some,  
E o quarto se torna um universo particular.

A lua espreita pela janela,  
Inveja da dança que inventamos agora,  
Corpos entrelaçados em fogo e em ritmo,  
E o desejo — que não pede licença — nos devora.




  Cléia Fialho

segunda-feira, 25 de maio de 2015

QUERENDO TE AMAR



Q  uando no silêncio, só penso em te encontrar.
U  nindo sonhos e desejos a se entrelaçar,
E  rgo meus sentimentos, sem medo de errar.
R  umo ao horizonte onde o amor vai reinar,
E  no teu abraço, meu coração quer se ancorar.
N  as estrelas, escrevo nosso nome a brilhar,
D  esejos intensos, no peito, a incendiar,
O  querer mais profundo, sem hesitar,

T  udo que almejo é contigo, a me guiar,
E  a cada passo, o amor só faz aumentar,

A  mar-te é o destino que não canso de buscar,
M  ergulhar contigo no mar do amor, me entregar,
A  mar-te é meu desejo, sem nada mais desejar.
R  eclamo tua presença, alma inquieta a vibrar,





  Cléia Fialho

sábado, 23 de maio de 2015

O QUE AS SOMBRAS SABEM



As sombras dançam, sussurram segredos
no tecido do tempo, o instante se esvai —
teu retrato gravado em desejos quedos
e a ausência é presença, nunca um "não vai".

Mas eu quero o vai,
quero o vai-e-vem,
quero a tua língua escrevendo o meu nome
em córregos pelo pescoço abaixo.

As sombras não sussurram mais,
gritam.
Grudam-se na pele como suor,
como os dedos que se perdem
por baixo da cintura,
forçando o corpo a ceder.

O tempo não se esvai —
ele transborda,
pinga lento entre as coxas,
uma escuridão úmida
que só a tua boca ilumina.

Teu retrato não está mais na parede,
está sobre mim,
quadril contra quadril,
a arquear do meu corpo
encontrando a tua ferocidade em ternura.

Ausência?
Que palavra é essa?
Aqui só cabe o cheiro,
o sal do encontro,
o não-dizer que se desfaz
em gemido.

Aqui o nunca
vira agora,
e o agora
nunca acaba.




  Cléia Fialho

sexta-feira, 22 de maio de 2015

RITUAL DE LUXÚRIA



Entro no quarto ainda molhada da chuva.
O casaco cobre meu corpo, mas teus olhos já despem.
Queres ver o que escondo, mas me detenho.
O brilho em teu olhar denuncia o desejo.
Por que não me desarmas?
Assim poderás tocar, sentir, possuir.

O cinto se afrouxa, os botões cedem.
O decote revela a promessa dos meus seios.
A diversão começa no instante em que me desnudo.
Mais um gesto e meus mamilos se erguem,
enquanto tua excitação cresce sob o tecido.

Cada abertura revela mais.
Deixo o casaco cair ao chão.
Nua, como ao nascer, caminho até ti.
Meus quadris desenham o ritmo.
Viro-me, ergo minha carne diante do teu rosto.

Te inclinas, tua língua explora.
Espalhas minhas nádegas, lambes meu segredo.
Abres meus lábios, mergulhas em minha gruta.
Se tudo fluir, tua dureza substituirá tua boca.

O prazer me domina, teu cunilíngua me enlouquece.
Molhada, sento em teu rosto,
enquanto minhas mãos libertam tua ereção.
Minha boca te envolve, encaixe perfeito.
Estamos em sessenta e nove,
tua língua em minha boceta, minha boca em teu falo.

O ritmo acelera, gemidos se cruzam.
Explosões de gozo nos atravessam.
Meu néctar escorre, tua porra pulsa.
Degustamos o excesso, bebemos o pecado.

Agora me tomas no sofá.
Teu pau invade minha fenda,
minha bunda repousa em teus quadris.
O calor nos envolve, o êxtase nos consome.
Ondulo, cavalgo, mudo posições.
Sou cachorrinha, sou motorista, sou selvagem.

Meus seios balançam livres,
tuas estocadas me fazem vibrar.
Viramos, nos dobramos, nos erguemos.
Cara a cara, tua rola saboreia minha boceta.
O ritmo cresce, a pressão explode.
Gozamos juntos, em transe, em delírio.

Teu corpo se rende, teu pau amolece.
Minha lascívia se aquieta.
Mas o fogo permanece aceso,
pronto para nos consumir outra vez.




  Cléia Fialho

quinta-feira, 21 de maio de 2015

O GEMIDO ROUCO



Paixão que arde, forte e intensa,
Que nos embriaga em doce tormenta,
Nos lábios, um beijo, a alma imensa,
Paixão que arde, nossa eterna essência.

Em cada toque, um fogo que queima,
No olhar profundo, a vida se enleia,
São promessas, murmúrios, a mesma cena,
Paixão que arde, sempre a nos rodear.

Meus seios reclamam a tua boca cheia,
Tuas mãos afundam-se em minha maré,
Onde a renda cede e a pele semeia
O gemido rouco que só o desejo é.

E quando o gozo desaba, tempestade contida,
Ficamos assim, tremendo em silêncio pleno —
Paixão que arde, chama tantas vezes acendida,
Que só se apaga para reacender no meu seio.

1 — sensual e lírica:

Deitas-me devagar sobre o lençol amarrotado,
Onde o mundo se cala e o tempo se despede,
Entras em mim como quem chega ao teu fado,
E o meu corpo sussurra: fica, mata a minha sede.

2 — mais ousada e possessiva:

Deitas-me devagar sobre o lençol amarrotado,
Onde o mundo se cala e o tempo se rende,
Entras em mim como quem chega ao teu fado,
E o meu corpo sussurra: sou tua, o que em mim arde acende.

3 — entrega total:

Deitas-me devagar sobre o lençol amarrotado,
Onde o mundo se cala e o tempo se demora,
Entras em mim como quem chega ao teu fado,
E o meu corpo sussurra: fica, sou tua agora.





  Cléia Fialho