TOCA DA LEOA

Sensualidade & Erotismo à Flor Da Poesia





quinta-feira, 14 de maio de 2026

SONHOS E HARMONIA


No silêncio da alvorada,
Desperta a voz da poesia,
Feita de luz delicada,
Versa sonhos e harmonia,
Em cada estrofe encantada,
Liberta a alma vazia.

Versos surgem de repente,
Como quem sonha e não diz,
Cantam o amor docemente,
Num tom calmo e tão feliz,
E o coração, de repente,
Baila ao som do que se quis.

A palavra se derrama
Como chuva em madrugada,
E no papel faz sua cama
A emoção apaixonada,
Rima doce que inflama
A inspiração encantada.

No compasso do desejo,
A poesia se desenha,
Vai bordando um novo ensejo,
Com ternura que não temha,
Beija o verso num lampejo
E no silêncio se empenha.

E assim, na noite tão calma,
A poesia ganha cor,
Vai costurando na alma
Um tecido feito de amor,
Transforma o escuro em palma
E faz do sonho esplendor.





  Cléia Fialho

Linda interação do Amigo Poeta Eros de Passagem

No silêncio que responde 
Ao clamor da tua voz,
A palavra não se esconde, 
Une o mundo que há em nós, 
Busca a fonte de onde esconde
O segredo mais veloz.

 GRATIDÃO 

quarta-feira, 13 de maio de 2026

BANQUETE PROIBIDO



Teu corpo é banquete proibido,
e minha boca, animal faminto,
que não conhece saciedade,
que devora até o último suspiro.

Cada gesto é ferida aberta,
cada beijo, um golpe de fogo,
e eu me perco na tua essência,
como quem se afoga em desejo.

Não há descanso, não há fim,
apenas a fome que insiste,
selvagem, crua, arrebatadora,
até que o mundo se desfaça em nós.





  Cléia Fialho

terça-feira, 12 de maio de 2026

ALÉM DA VIDA


Além da vida existe um lugar,
Onde a alma busca a verdade.
Um mundo de luz e de amar,
Cheio de paz e claridade.

A poesia abre esse caminho,
Nos leva ao céu, ao infinito.
Verso por verso, feito carinho,
Mostra um mundo mais bonito.

A alma sobe e se alinha,
Numa dança cheia de cor.
A poesia se faz a linha,
Que liga a gente ao amor.

Deixamos o mundo de matéria,
E entramos num brilho profundo.
Versos guiam a alma etérea,
Por entre os segredos do mundo.

Além da vida há liberdade,
Onde mora a eternidade.
A poesia é essa entrada,
Para a luz e a verdade.





  Cléia Fialho

segunda-feira, 11 de maio de 2026

COM MEUS DEDOS



Vou desenhar seu corpo com meus dedos
Explorando cada curva, sem medos
Nossas mãos entrelaçadas em segredos.

Onde passarei com a minha boca
Deixarei um rastro de paixão louca
Em teu corpo, sou exploradora à toa.

E no sussurro quente da tua pele
Me perco na olência que expele
Desejo é chama que nunca repele.




  Cléia Fialho

O Experimental Decanato Poético é uma criação
da Poetisa Norma Aparecida Silveira Moraes 

domingo, 10 de maio de 2026

DANÇA DO DESEJO



Em corpos nus, a pele é o véu do toque,
Cada suspiro é um convite, sem disfarce,
Na dança lenta, paixão e desejo se entrelaçam.

Corpos se entrelaçam na dança da paixão,
Em cada toque, um gemido de entrega,
Desejo incendeia, não conhece restrição.

Corpos entrelaçados na dança do desejo,
Toques que incendeiam, paixão em cada beijo,
No calor da entrega, somos um só ensejo.




  Cléia Fialho

sábado, 9 de maio de 2026

NOS DEGRAUS DO TEMPO



Desci contigo os degraus do infinito,
onde o tempo se curva ao amor que resiste.
O eco dos passos, agora tão aflito,
sussurra teu nome em sombra e triste.

Mas sei que na brisa que dança nos muros,
há rastros de riso, há gestos tão nossos.
Nos olhos que foram estrelas em curvos
caminhos de sonho, em versos tão foscos.

Se a vida persiste e sigo sem rumo,
não temo o abismo, nem temo a ausência.
Pois sei que no vento ainda há teu perfume,
e em cada degrau… tua pura existência.




  Cléia Fialho

sexta-feira, 8 de maio de 2026

SOMOS SERES PERFEITOS



No toque suave da pele morena,
O calor se espalha, chama serena,
Teus lábios nos meus, paixão enleva,
No encontro secreto da noite se eleva.

No sussurro ardente dos nossos desejos,
Somos um só corpo, em êxtase, sem receios,
As mãos se entrelaçam, caminhos estreitos,
Na dança dos corpos, somos seres perfeitos.

O aroma da pele, perfume sedutor,
Nossos corpos se entregam, sem temor,
A brisa que acaricia, amor a florescer,
No calor do encontro, prazer a acontecer.




  Cléia Fialho

quinta-feira, 7 de maio de 2026

CHEIRO BRUTO DE NÓS DOIS



Teus dedos não pedem licença,
invadem a pele, rasgam a calma,
apertam minhas mamas com a força de quem quer possuir,
esmagando o desejo até que ele transborde,
num espasmo que me faz arquear a coluna.

Não há magia, há carne.
Há o suor que escorre, salgado e quente,
o cheiro bruto de nós dois fundidos,
enquanto tua boca devora meu pescoço,
deixando a marca da tua fome, a prova do teu rastro.

Desce a mão, sem pressa, mas com urgência,
mergulha no centro do meu incêndio,
onde pulsa úmida, clamando pelo teu choque.
Quero o peso do teu corpo me prendendo à cama,
o atrito bruto, a fricção que queima,
o som visceral de pele batendo contra pele.

Sente o aperto, o calor que nos consome,
enquanto teu pau me rasga, me preenche, me domina,
num ritmo selvagem, sem freio, sem piedade.
É um embate de fluidos, um caos de gemidos,
onde a razão morre e só resta o instinto.

Suga minha alma através do gozo,
enquanto eu me prendo a ti, arranhando as costas,
querendo que você entre mais fundo,
até que não saibamos onde termina o teu corpo
e onde começa o meu delírio.




  Cléia Fialho

quarta-feira, 6 de maio de 2026

MARES SEM CONTORNOS



Nos recantos sombrios da mente inquieta
A loucura se desenha como uma paleta
Cores vibrantes, pensamentos em devaneio
Na dança da loucura, encontro um enleio.

Passos incertos por caminhos desconhecidos
A sanidade se dissolve em momentos perdidos
A razão se mistura com sombras e luz
A realidade se desfaz em confusão e fluxo.

Como estrelas cadentes em um céu distante
A lucidez se esvai, como um suspiro errante
A mente é um caleidoscópio de ideias e sonhos
Na loucura, navegamos por mares sem contornos.




  Cléia Fialho

segunda-feira, 4 de maio de 2026

SUSPIRO NO CÉU



Sou névoa que dança
nos braços da manhã,
soprada por mãos invisíveis
que conhecem o rumo do sonho.

Minha essência não pesa —
paira.
Sussurra entre ramos úmidos,
envolve troncos com ternura úmida,
desfaz contornos com carinho.

Ecoa um trovão distante.
E não temo.
Pois sei que até a tormenta
carrega no ventre
um ventre de calma.

Nas poças, vejo rostos
de tempos que fui,
e na transparência do instante,
descubro que a bruma
é apenas o abraço
entre o que passa
e o que permanece.

Sou vapor que acolhe,
sou o silêncio
que antecede a poesia da chuva.
Sou, no fim,
o suspiro do céu
quando ele encosta no chão.




  Cléia Fialho

domingo, 3 de maio de 2026

O DESTINO SORRI



Seus olhos me mostram o céu mais bonito,
Órbita doce do amor infinito.
Cada toque teu, meu corpo arrepia,
O teu abraço é minha poesia.

Meus sonhos ganham teu nome, 
tua cor,
Vivemos no laço mais puro do amor.
O destino sorri quando estamos assim,
Corações unidos num mesmo jardim.
Ê um milagre de luz: 
ter você em mim.




  Cléia Fialho

sábado, 2 de maio de 2026

TE AMAREI SEMPRE



No campo vasto, onde a lua brilha forte,
Minha alma vagueia, procurando o norte.
Mas é no teu olhar que encontro a direção,
Teu sorriso acende minha pura paixão.

Nos campos verdes, onde o vento canta,
Meu coração, com o teu, se espanta.
Teus olhos, estrelas que no céu brilham,
E em teu abraço, os meus medos se alinham.

O som da violinha ecoa na noite fria,
Com cada nota, nasce a melodia.
Canto pra ti, na beira do riacho,
Te amo mais que o céu e o vasto espaço.

Na lida, ao lado dos bois e da terra,
A saudade de ti, meu amor, me aterra.
Por mais que a vida me arraste a caminhar,
No teu coração é onde quero estar.

Nos pampas, onde a solidão se estende,
Teu nome na brisa sempre me surpreende.
Minha amada, é de ti que sou prisioneiro,
Te amarei sempre, no campo e o celeiro.




  Cléia Fialho

sexta-feira, 1 de maio de 2026

VENTO QUE PASSA...



Nasce no ventre do tempo,
sopra leve em contratempo,
canta o riso, geme a dor,
sussurra o cheiro da flor.

É poema sem arrasa,
feito em silêncio e fumaça.
Corre, se vai sem ameaça,
a vida é vento que passa.

No olhar de quem nos ama,
no sol que aquece e derrama,
na infância que ri contente,
há um sentido permanente.

Mas num instante ela esvoaça,
se esconde, muda de praça.
E ainda assim nos abraça:
é chama breve que enlaça.




  Cléia Fialho

quinta-feira, 30 de abril de 2026

VEM ME PROVAR



Anda, me toca,
Sem pressa,
Como quem pede licença e já vai entrando.

Sente minha vontade,
Diz que veio,
Diz que ficou.

Prova meu gosto,
Me deixa molhada só de saber
Que é em mim que você pensa.

Vem,
Me prepara,
Me abre.

Sente como meu corpo te chama,
Como te quer por inteiro,
Sem sobrar nada pra fora.

Ele sabe,
Que eu te quero todo.

E quando encosta,
Sou eu que te prendo,
Sou eu que não te deixo ir embora.

Me beija onde minha voz falha,
Onde meu corpo te chama sem palavra.

Desce devagar,
Me lendo com a boca,
Me escrevendo com a pele.

Me deixa arrepiada,
Sem defesa,
Toda entregue ao teu ritmo.

Me aperta forte,
Como quem não quer perder,
Como quem já é dono.

Sussurra que eu sou tua,
Que eu nasci pra isso,
Pra te enlouquecer assim, nua de vergonha.

E fica,
Fica até eu tremer,
Até eu te pedir de novo.





  Cléia Fialho

quarta-feira, 29 de abril de 2026

UM PRAZER ETERNO



Sob o toque que incendia a pele nua,
Um desejo arde em fogo sereno,
Nos olhos brilha a luz que continua.

O sussurro envolve, suave e morno,
A chama dança em silêncio pleno,
Cada gesto, um prazer eterno,
Dois corpos seguem o mesmo contorno.




  Cléia Fialho

terça-feira, 28 de abril de 2026

QUERO TUDO DE VOCÊ



É pouco o que me dás,
Eu quero tudo.

É um grito preso na garganta
Que pede mais.

Encosta em mim,
Me prepara.

Estou pronta.

Não escondo a vontade,
Me entrego inteira,
Meu corpo te esperando.

É inexplicável o que sinto
Quando você chega perto,
Quando me toma devagar.

Um arrepio que é dor e prazer ao mesmo tempo,
Uma vontade que molha,
Que puxa,
Que pede mais e mais.

Eu relaxo,
Me abro,
Te recebo de corpo e alma escancarada.

E me segura,

Não me deixa fugir de você.

Me prende com a boca no meu pescoço,
Com a mão me guiando,
Com a voz me dizendo fica.

Eu fico.
Toda sua.
Tremendo, suada, pedindo baixo
Não para.

Me deixa sem ar,
Sem nome,
Sem juízo.

Só teu cheiro na minha pele,
Só tua marca em mim.

Me ama assim,
Fundo,
Devagar e depois sem dó.

Até eu esquecer quem eu era
Antes de você me tocar.




  Cléia Fialho

segunda-feira, 27 de abril de 2026

EM BUSCA DA RESPOSTA



Na floresta densa, silente e antiga,
Onde árvores sussurram com mistério,
Eu encontro a alma em busca da verdade,
Onde o divino se revela, sem critério.

Sob o céu estrelado, tão infinito,
Eu me perco na imensidão do universo,
As estrelas, como olhos, me convidam
A transcender o mundo, cada verso.

O vento canta segredos ancestrais,
Os rios fluem com a sabedoria da terra,
E nas montanhas, sinto o pulsar da vida,
Onde o sagrado se entrelaça com a guerra.

Em cada folha, em cada raio de luz,
Há a promessa de uma conexão mais profunda,
Com o cosmos, com o eterno, com o divino,
A transcender o eu, em busca da resposta.

Na meditação, na quietude da mente,
Eu encontro a paz, o êxtase do ser,
Transcendental, o momento se desvela,
Na harmonia do todo, no simples viver.




  Cléia Fialho