TOCA DA LEOA

Sensualidade & Erotismo à Flor Da Poesia



quinta-feira, 28 de maio de 2026

NOSSO BEIJO NO AR



Caminho lento,
como quem escuta o silêncio da terra —
e nos teus olhos,
me deito sem pressa.

A boca te encontra
como flor encontra o orvalho:
com desejo e reverência.
Dedos se buscam —
tímidos, trêmulos —
e no espaço entre nós,
flutua o beijo:
nosso beijo no ar,
brilhando como vaga-lume
em tarde que se despede.

O tempo, derretido
feito mel no sol do campo,
cede ao florescer do instante.
Olhares se perdem
como folhas levadas pelo vento,
e o respirar —
ah, o respirar canta
como grilo sob o céu de abril.

Tua pele é trilha,
e minhas mãos, errantes,
seguem o mapa do desejo.
Somos fogo sereno —
não chama que destrói,
mas calor que acaricia.

O coração dança,
batida sobre batida,
e o amor canta em sua língua muda,
guiando os corpos
como águas que sabem
para onde ir.

A noite sussurra,
e ouvimos.
Ela nos quer vivos,
sendo,
simplesmente sendo.
Corpos entrelaçados
sorriem no silêncio —
e a vida floresce
no breve da eternidade.

As sombras bailam
com a luz das estrelas,
e o vento carrega
o canto do nosso amor,
transformando o universo
em paisagem encantada.

No ápice,
respiramos devagar,
como quem colhe um segredo.
Cada suspiro
se torna raiz no corpo.
E na pele,
fica a memória:
nosso beijo no ar —
eterno,
como a brisa que toca
a flor que ama.





  Cléia Fialho

quarta-feira, 27 de maio de 2026

NO EMBALO DA NOITE



No rubor da noite
teu toque me acende
Desliza em minha pele
feito brisa e calor
Teu beijo provoca
meu corpo se rende
No compasso do desejo
floresce nosso amor.

Entre lençóis macios
há suspiros no ar
Tua voz rouca e lenta
me faz estremecer
Cada gesto teu
vem me incendiar
Na vertigem do instante
deixo-me envolver.

No brilho dos olhos
há febre e tentação
Teus dedos desenham
caminhos sobre mim
Em chamas secretas
pulsa o coração
E o tempo silencia
quando chegas assim.

Tuas mãos explorando
meu desejo crescente
Fazem nascer estrelas
em cada sensação
Teu perfume embriaga
meu lado mais ardente
E tua boca desperta
louca inspiração.

Na sensualidade corporal
o prazer vem surgir
Teu abraço me prende
com doce intensidade
Somos fogo e delírio
difíceis de medir
Afogados na febre
da nossa verdade.

Sob o luar dourado
teu beijo me chama
A noite inteira pulsa
em suave tentação
Somos versos ardentes
alimentando a chama
Num enlace profundo
de entrega e paixão.

Teu olhar me desnuda
sem sequer tocar
E em silêncio provoca
tempestades em mim
Cada toque é promessa
de me fazer sonhar
Num jardim de desejos
sem começo nem fim.

Na calma do instante
teu peito no meu
Há um fogo secreto
difícil esconder
Teu calor me envolve
feito céu que se abriu
E em teus braços descubro
o prazer de viver.




  Cléia Fialho

Linda interação do Amigo Poeta DUICE

Sob a lua desta noite,
enquanto o vento do desejo sopra
e agita nossos corações,
corpo a corpo,
a tempestade da paixão surge
entre você e eu.
Você se abre como uma flor
que anseia pelo meu mel,
que eu derramo em você com prazer.

 GRATIDÃO 

terça-feira, 26 de maio de 2026

LÁBIOS ÚMIDOS



Assim, nesta noite 
de encanto e de emoção
Vivamos nossa histórias
sem qualquer restrição.

Nossos corpos e almas
em doce comunhão
Nos lábios úmidos
encontramos o tesão.

E no calor do abraço
que a madrugada conduz,
cada toque nos traduz
em entrega e doce laço.

Teu olhar sobre o meu corpo
faz meu mundo estremecer,
como estrelas a acender
o desejo pouco a pouco.

Nessa dança de vontades,
entre carícias e paixão,
faz da noite imensidão
para nossas verdades.

E enquanto o amor floresce
em perfume e sedução,
bate forte o coração
quando tua voz me aquece.




  Cléia Fialho

Linda interação do Amigo Poeta DUICE

Doce comunhão
entre Leona e León,
e sua reverência diante de mim
é uma oferenda de prazer
que cresce ardentemente
com meus sussurros em seu ouvido,
para te deixar excitado
e desejoso de mim.

 GRATIDÃO 

segunda-feira, 25 de maio de 2026

ESSÊNCIA VIVA



Em carne e alma, a mulher se refaz,
Livre das amarras, nua em sua paz.
O espelho não mais reflete condenação,
Mas a chama ardente de uma nova canção.

De olhos abertos ao infinito, ela sorri,
O corpo nu, mas pleno de existir.
Sua alma se veste de esperançosa verdade,
E no grito do vento, encontra a liberdade.

Seu passado apagado, limpo de dor,
E em sua pele, o brilho do amor.
Nada a retém, nem a sombra do que foi,
Ela se ergue, e ao mundo impõe sua voz.

Não há máscaras que cubram o ser,
Nenhuma culpa, nenhum medo a deter.
Sua nudez é força, pureza e poder,
Ela se encontra, e ao se olhar, sabe viver.

O futuro é seu, já não há mais receio,
Equilibra-se entre desejo e o desejo de ser.
Na tela do agora, um sorriso sincero,
De quem se sabe bela, sem nada a esconder.




  Cléia Fialho

domingo, 24 de maio de 2026

NO ÉDEN



No Éden verde, onde a sombra se esconde,
Um desejo antigo, qual brasa acesa,
A pele exposta, em curvas responde,
E a alma se entrega, em doce promessa.

Teus lábios, rubis de paixão ardente,
Despertam a fera que em mim reside,
Um laço de corpos, num ritmo potente,
Onde a noite e o dia se confundem e hão de abide.

Um toque suave, um sussurro roubado,
A respiração presa, em êxtase profundo,
O corpo se curva, ao prazer almejado,
E a razão se perde, num instante imundo.




  Cléia Fialho

sábado, 23 de maio de 2026

A TRANSCENDÊNCIA


No silêncio da meditação,

A mente encontra calmaria.
A alma segue seu caminho,

Em paz e sabedoria.
Vai além do que se vê,
Num vôo de harmonia.

Transcender é se entregar,
Sem medo do que virá.
É sentir o corpo e a mente
Unidos com o que há.
É tocar o universo,
Sem saber onde se está.

A alma voa tranquila,
Em um céu sempre sem fim.
A mente cresce e respira
Num espaço bom assim.
Percebemos, nesse instante,
Que somos parte do jardim.

Transcender é ir além,
Ver além da superfície.
É sentir que há mais vida
Na mais simples cicatriz.
Tudo pulsa em conexão,
Tudo vibra, tudo diz.

Transcendência é um instante
De beleza e comunhão.
É sentir a luz divina
Brilhar no coração.
Somos um com tudo ao redor,
Feitos de pura união.




  Cléia Fialho

sexta-feira, 22 de maio de 2026

HAVIA UM DESEJO



Na penumbra de um leito quente,
Havia um desejo ardente,
Que dominava a alma, carente.

Nos olhos, um brilho de tentação,
Segredos sussurrados em plena vibração,
E em cada toque, uma revelação.

De noite, o corpo exalava calor,
Mistura de prazer e de dor,
No silêncio, o grito de amor.




  Cléia Fialho

O Experimental Decanato Poético é uma criação
da Poetisa Norma Aparecida Silveira Moraes 

quinta-feira, 21 de maio de 2026

TEU OLHAR



Se teus olhos são o mar,
Sou areia a me render,
Sou concha a te encantar,
Sou maré a te querer.

Teu olhar que me fascina
Tem um lume que acarinha,
E a paz que nele habita
Faz do tempo poesia infinita.

Se neles mora o universo,
No meu peito, mora um verso,
Que te busca em madrugada
E te encontra na alvorada.

És visão que me conduz,
Na pupila, tens a luz
Que transforma em emoção
Cada batida do coração.

Por teus olhos eu me inflamo,
Entre ondas, vento e bruma,
Pois se em ti me desengano,
Ainda assim, valeria a espuma.

Teu olhar me dá alento,
É começo, mar e vento…
E, se o mundo apagar,
Basta teu olhar pra iluminar.




  Cléia Fialho

quarta-feira, 20 de maio de 2026

DOCE E SERENO



Teu rio, doce e sereno,
é onde encontro a paz e o alento,
nos teus beijos me afogo, me enredo,
e nas águas do teu amor, me reinvento.

Cada onda que beira a minha alma,
carrega suspiros e promessas a ecoar,
e, no abraço do teu rio, a calma,
um porto onde me vou me encontrar.

Nos momentos de tempestade e fúria,
teu porto é abrigo, meu lugar de luz,
e entre os beijos, a ternura,
sou refugiada no calor que em ti reluz.

Ah, como é bom mergulhar em ti,
nas águas suaves, onde sou a flor,
florescendo na boca do teu rio,
afogando-me no doce do teu amor.




  Cléia Fialho

terça-feira, 19 de maio de 2026

UM RUGIDO NA NOITE



A pele, terra fértil, quente,
implora a semente.
Um gemido rouco, um sopro urgente,
no asfalto da tua boca, a minha mente.

Corpos que se encontram, sem pudor,
desejo antig, um furacão de dor
e prazer, misturados em fervor,
um rugido na noite, sem clamor.

É instinto puro, selvagem e nu,
o toque que arde, o beijo que é teu.
Um grito contido, um céu em tom cru,
na labareda lançando teu corpo ao meu.

Em cada fibra, a dança visceral,
a entrega sem freio, o amor carnal.
Um calor que explode, surreal,
nesta noite de fogo, fundamental.




  Cléia Fialho

segunda-feira, 18 de maio de 2026

ENLAÇE CARNAL



No calor do olhar,
ela convida o instante,
e ele, em silêncio amante,
se rende ao seu respirar.

O tempo perde sentido,
quando a pele quer dizer,
que o prazer, já prometido,
vem com sede de viver.

As mãos são mapas do gozo,
descobrindo o proibido,
e cada toque é gostoso,
como o beijo mais sentido.

Ela geme em poesia,
ele vibra em melodia,
e no enlace tão carnal,
fazem do ato, ritual.

São dois corpos em dança,
a luxúria é esperança,
e o prazer — seu natural —
tem sabor de eternidade
no amor mais visceral.




  Cléia Fialho

sábado, 16 de maio de 2026

O CANTO DA ESSÊNCIA



Desfez-se o véu do “não feito” pecado,
Bálsamo da alma, suave e sereno.
Graciosamente, a mulher se ergue,
Nua, pura, vestida de seu próprio veneno.

A cor branca, em sua pele macia,
Reflete a beleza sem pressa de se esconder,
Na nudez do corpo e da alma, renasce,
Cura-se, para o futuro viver.

Expectativas bailarinas em seu peito,
Sorri, e a introspecção a faz chorar,
Mas ao lançar a sorte ao vento,
Liberta-se, sem medo de errar.

Com ênfase, seu grito ecoa no ar,
Mulher formosa, sem medo de ser,
Sem máscaras, sem amarras,
Marca o tempo, sua voz é poder.

Hoje, no agora, sente-se leve,
Solta, sagaz, livre no ser,
Equilibra a tentação e a sensatez,
E diante do espelho, sorri, sem temer.

Nua de desejos, mas plena de si,
Não chora mais, nem se perde no olhar,
Em sua própria nudez, encontra a força,
E ao espelho, se vê para se amar.




  Cléia Fialho

sexta-feira, 15 de maio de 2026

A PAIXÃO É UM RITO



Nos pampas onde o vento sopra quente,
Me perco em seus olhos, no brilho ardente,
A noite é nossa, sob o manto da lua,
Seu corpo é a estrela que à minha me insinua.

O cheiro do campo, da terra molhada,
É suave e quente, como a sua chegada,
Com cada passo, me toma o desejo,
E o toque da sua mão me leva ao ensejo.

A dança do fogo, o calor nos envolvendo,
Os corpos se unindo, o tempo se estendendo,
Nos suspiros, palavras sem freio,
A paixão é um rito, onde sou o seu anseio.

No silêncio da noite, a brisa a nos acariciar,
Você é o segredo que me faz delirar,
E ao som do vento, entrego meu querer,
Com você, meu amor, desejo me perder.




  Cléia Fialho