TOCA DA LEOA

Sensualidade & Erotismo à Flor Da Poesia




terça-feira, 14 de julho de 2026

DO TEU AMOR


Uma tempestade de memórias
Deságua sobre a minha solidão
E junto nasce uma doce esperança
Iluminando o fundo do coração.

Teu retrato sobre o vidro
É um fragmento de ilusão
Na cama ficou teu perfume
Misturado à recordação.

E nesta noite tão intensa
Até a Lua chama por ti
Amor verdadeiro não se esconde
Desculpa — eu não sei mentir.

Meu pensamento chama teu nome
Meu corpo procura teu calor
Sou falha, humana, cheia de desejos
E sobrevivo apenas do teu amor.
— Do teu amor —

Hoje teus olhos já não me enxergam
Nem encontro abrigo no teu olhar
Agora faz frio dentro do peito
E a saudade insiste em machucar.

O céu e a terra parecem se tocar
Mas eu já não posso te alcançar
Vivo perdida entre perguntas
Sem nenhuma resposta pra encontrar.





  Cléia Fialho

segunda-feira, 13 de julho de 2026

— TE AMO —


Quero entender de vez esse turbilhão no coração
Por que você insiste em morar na minha emoção?
Quando cruzo o teu olhar, tudo em mim ganha luz
Meu corpo inteiro arrepia, como chama que seduz

É um sentimento intenso, difícil de explicar
Que acelera o peito só de te encontrar
E nada disso muda

Algo tão diferente eu jamais vivi
Como se o amor lançasse encantos sobre mim
Sem deixar mais dúvidas

Percebi que em você encontrei meu complemento
E hoje só desejo confessar meu sentimento
— Eu te amo — eu te amo —

Está tão claro no meu jeito de te olhar
Que não consigo mais tentar disfarçar
Preciso de você, eu te amo, eu te amo

Quem diria que um dia aconteceria assim
De repente o amor floresceria em mim
Como um sonho que não terá final

Quando estou contigo o mundo perde a razão
Só quero o doce abrigo do teu beijo e tua paixão
E o meu coração repete sem parar:
— Te amo —

Só eu conheço a força desse amar
Desse amor tão grande dentro do meu olhar

E o meu coração continua a sussurrar:
— Te amo —





  Cléia Fialho

sábado, 11 de julho de 2026

SEM DEIXAR DE TE QUERER



No silêncio da madrugada,
a chuva insiste em cair
— eu lamento —
O vento dança na janela
E o frio invade meu peito, 
te procuro a todo momento.

Tento dormir pra esquecer
Mas em sonhos volto a te encontrar
— ilusão —
Alguns instantes distante de você
Viram eternidade dentro do coração.

Minha alma chama pela tua
Quer teu abraço junto à minha lua
Pra afastar de vez essa solidão.

Como o encontro do céu e do mar
Nós dois perdidos a nos amar
Entre carícias e doce paixão.

Já não consigo viver desse jeito
Esse desejo explode no peito
E o sabor do teu beijo ardente
Ainda insiste em permanecer.

Já não consigo viver assim
Traz de volta o que levou de mim
E leva embora essa saudade
Que aos poucos tenta me vencer
Pois sigo sem deixar de te querer.




  Cléia Fialho

sexta-feira, 10 de julho de 2026

SEJAS MEU — AMOR


De onde nasce esse riso encantador
Esse olhar travesso e sonhador
Tentando em mim se revelar.

De onde brota esse amor inquietante
Esse querer tão dominante
Essa hesitação no olhar.

De onde surge essa vontade repentina
Que explode e desafina
Sem medida pra parar.

De onde vem tanta dúvida perdida
Essa estrada confundida
Esse receio de se entregar.

Sejas meu — amor
Deixa-me realizar em ti o meu querer
Sejas o meu caminho
Meu desejo - ser tua mulher.

Sejas meu — amor
Quero habitar a tua emoção
Sejas meu doce destino
O guardião do meu coração.





  Cléia Fialho

quinta-feira, 9 de julho de 2026

TEUS OLHOS


Teus olhos são clarões na madrugada,
Cortando a névoa fria do caminho,
Como dois astros na distância calma
Guiando os passos meus sozinhos.

Teus olhos são fachos reluzentes,
Indicando ao coração abrigo,
Como chamas acesas docemente
Iluminando o meu destino.

Teu olhar carrega um doce enigma,
Como o sereno ao tocar a flor,
Sopro leve embalando minha alma
Com perfume de amor.

Teu olhar desperta encanto e desejo,
Água pura da nascente viva,
Brisa suave das primeiras horas
Que renova a minha vida.

Teu olhar é constelação brilhando,
Derramando luz sobre o meu ser,
Como um rio correndo sem descanso,
Paixão eterna a florescer.





  Cléia Fialho

quarta-feira, 8 de julho de 2026

MINHA INSANIDADE


Como um delírio, como correnteza
Vai tomando conta de mim
Me abandono sem defesa
Como quem chegou ao fim
É minha insanidade.

É o vento levando embora a tormenta
É a chuva regando a dor que me atormenta
É minha insanidade.

É um amor sem remédio
Uma força sem freio
Um grito ecoando dentro do peito
É minha insanidade.

Como ave de asas feridas
Como alma sem saída
Meu coração se desfaz em dor.

A solidão bate à porta
E a paixão já criou rota
Faz crescer ainda mais meu sofrer.

Como um rio perdendo o curso
Como um céu ficando escuro
Meu coração desaprendeu viver.

Como vidro estilhaçado
Como um sonho abandonado
Vou seguindo sem saber por quê.





  Cléia Fialho

terça-feira, 7 de julho de 2026

SAUDADE FEZ MORADA EM MIM


Após tanto tempo longe do teu olhar
Hoje estou novamente diante de você
E nem encontro palavras
Pra explicar o que guardei no peito.

Há tanto sentimento querendo sair
Contar que esse amor só cresceu em silêncio
Que a saudade fez morada em mim
E que sem tua presença
Tudo perdeu o brilho e o sentido.

Agora entendo
Que tua história era um livro bonito.

Que minhas mãos nunca
conseguiram folhear por inteiro.

Entrei de alma no jogo da paixão
Arrisquei meu coração sem medo
Mas no desfecho dessa estrada
Foi você quem eu perdi.

Sem você
Não existem madrugadas aquecidas
Nem abraços demorados na penumbra
Nem lençóis bagunçados pelo amor.

Sem você
Até a Lua parece distante
Sou apenas alguém perdido pelas ruas
Desfazendo-me aos poucos
Carregando tua falta dentro do peito.





  Cléia Fialho

segunda-feira, 6 de julho de 2026

DESEJO VESTINDO ILUSÕES


Não se acha um amor verdadeiro pelas ruas
Nem perdido nas noites de um balcão qualquer
Às vezes é só desejo vestindo ilusões
Que mais tarde a memória prefere esquecer.

Não se encontra um grande amor em aventuras
São instantes vazios, carícias sem calor
Promessas disfarçadas, jogos de aparência
Que cobram caro demais de quem chama isso amor.

Pensei em você outro dia, quando a chuva caía lenta
E teu semblante ainda vive dentro do meu olhar
Eu te quis com tamanha entrega e inocência
Sonhei dividir contigo um caminho e um lar.

Mas quem nasceu rio pequeno
Não entende a imensidão do mar.

Você cruzou minha vida como vento violento
Desarrumou meus sonhos, feriu meu coração
Mas o tempo foi curando o que restou do sofrimento
E hoje já não carrego tua lembrança na mão.

Pensei em você outro dia, enquanto o céu chorava
E teu sorriso ainda insiste em me visitar
Te amei de forma sincera, imaginei nossa história
Mas um rio é pouco demais pra quem nasceu pra navegar.





  Cléia Fialho

domingo, 5 de julho de 2026

O CHEIRO DO MATE QUENTE



Nos campos abertos do Sul,
onde o horizonte se estende sem pressa,
eu respiro junto da terra
o cheiro do mate quente
enquanto o vento brinca
nos meus cabelos de mulher do pampa.

Carrego em mim
o mistério das tardes douradas,
o passo firme
de quem cresceu entre bois, guitarras
e silêncios compridos de estrada.

Meu olhar aprende
a profundidade dos lagos escondidos
entre os cerros,
e meu coração conhece
a calma antiga da natureza.

Visto cores que dançam com o sol,
flores bordadas em tecidos leves,
e caminho devagar,
como quem entende
que o tempo não precisa correr
para ser bonito.

Ao longe, vejo o galpão soltando fumaça,
e o cheiro da lenha queimando
mistura-se à relva molhada
que cobre os campos depois da chuva.

Quando passo pelos caminhos do interior,
parece que o próprio campo sorri para mim.
Os pássaros cantam mais livres,
o vento sopra mais manso,
e a tarde inteira ganha outro brilho.

Não existe pressa nos meus gestos,
nem medo na minha liberdade.
Sou filha da terra,
sou vento que atravessa coxilhas,
raiz que resiste ao tempo,
flor que nasce no silêncio
e fogueira acesa nas noites frias do Sul.

Entre o mugir dos bois
e o canto do quero-quero,
sigo firme,
guardando na alma
o sabor simples da vida campeira
e levando no corpo
as marcas vivas da paisagem
que me criou.





  Cléia Fialho

sexta-feira, 3 de julho de 2026

COMO NÉVOA SOBRE RIOS



Nas noites em que o luar
despeja prata sobre a pele do mundo,
há um fogo silencioso
percorrendo os corpos
como um segredo antigo.

Teus olhos encontram os meus
e, nesse instante suspenso,
o tempo se desfaz
como névoa sobre rios
que correm para o mesmo destino.

Há desejo nas entrelinhas do toque,
na demora breve dos dedos,
na respiração que vacila
ao sentir a proximidade
de um beijo ainda não dado.

O vento passa devagar,
acariciando nossos silêncios,
enquanto a noite nos envolve
em sua dança morna
de sombras e arrepios.

Cada suspiro acende
uma chama delicada,
e a paixão, viva e inquieta,
floresce sob o luar ardente
como estrela incendiando o céu.




  Cléia Fialho

quinta-feira, 2 de julho de 2026

quarta-feira, 1 de julho de 2026

ENTRE PELE E SILÊNCIO


Permite-me entrar na tua pele em calma,
Como quem segue um rio sem direção,
Devagar, onde o silêncio ganha alma
E o tempo se desfaz na sensação.

Quero colher de ti toda a presença,
Até que o mundo perca o seu rigor,
E reste apenas luz na transparência
De um gesto que se torna puro amor.

Deixa que eu te percorra em sutileza,
Como brisa a aprender teu contorno,
Despertando em teu corpo a leveza.

E que teus olhos brilhem, sem temor,
Na entrega onde se apaga toda incerteza,
Dois seres se encontram no mesmo ardor.





  Cléia Fialho

terça-feira, 30 de junho de 2026

DANÇA DAS PALAVRAS



As palavras se procuram
na penumbra dos sentimentos,
como mãos que se encontram
sem precisar de explicação.

Há poesia no toque invisível
que nasce entre um verso e outro,
um calor suave percorrendo
a pele delicada da imaginação.

Os corpos não se dizem —
apenas se pressentem
na dança lenta das emoções,
onde o desejo respira
em silêncio ardente.

Cada estrofe acende
uma chama diferente,
e os poetas se abandonam
à vertigem doce
de sentir demais.

A poesia então gira,
livre, viva, inquieta,
misturando suspiros,
memórias e paixão
numa melodia sem fim.

E nesse encontro de almas e palavras,
o amor renasce outra vez,
reinventando-se em cada olhar,
em cada pausa,
em cada verso
que permanece vibrando
mesmo depois do silêncio.




  Cléia Fialho

segunda-feira, 29 de junho de 2026

PERFUME DE PAIXÃO



A noite se derrama lenta
sobre nossos corpos silenciosos,
e o luar repousa em tua pele
como um segredo feito de fogo e ternura.

Dançamos sem música,
guiados apenas pelo rumor dos desejos,
pela linguagem muda das mãos
que descobrem caminhos invisíveis.

Teu olhar me atravessa
como chama suave,
dessas que queimam devagar
e permanecem acesas na memória.

Há um perfume de paixão
pairando no ar,
misturado aos suspiros
e às palavras que não ousamos dizer.

Cada toque aproxima universos,
cada instante desfaz distâncias,
até que reste apenas
o calor de dois corações
perdidos um no outro.

A madrugada nos envolve
em seu manto de estrelas,
e o amor segue pulsando,
livre e intenso,
como maré que nunca cessa.

Então me deixo ficar
nesse abrigo feito de pele e poesia,
onde o desejo não grita —
apenas floresce
na delicadeza ardente
de te sentir tão perto.




  Cléia Fialho

domingo, 28 de junho de 2026

TEU AMOR


Teu amor parece água
Correndo manso na estrada
Deslizando entre meus sonhos
Com sabor de despedida anunciada.

Como chuva sobre a terra
Vai molhando meu viver
Transbordando em correntezas
Que me levam até você.

Teu amor se faz em fogo
Chama acesa no ar
Consumindo os meus sentidos
Sem deixar nada escapar.

Atiçando a brasa viva
Mais ardente que o verão
Quero o fogo desse amor
Incendiando o coração.

Teu amor se torna vento
Feito forte vendaval
Vem trazendo nos teus braços
Uma paz tão especial.

Tem a força das tormentas
Que ninguém pode conter
Esse amor gira meu mundo
Faz minh’alma renascer.

Teu amor parece terra
Onde a vida brota em flor
Cria raízes no peito
E faz nascer mais amor.

Vou semeando dia a dia
Esse sonho entre nós dois
Quero ver crescer bem perto
O que o tempo constrói depois.

Teu amor me faz tão bem
Não me deixe na solidão
Sou inteira em teus abraços
Te guardando no coração.

Teu amor me faz viver
Não se afaste nunca mais
Teu olhar encontra o meu
E a paixão encontra paz.





  Cléia Fialho

sábado, 27 de junho de 2026

INSANO AMOR


No brilho do teu olhar
Sinto a vontade crescer
De envolver teu coração
E no teu desejo me perder.

Fogo vivo em tua pele
Posso sentir no ar
Teu corpo ardente e inquieto
Chamando para amar.

Quando o amor nos envolve
Nasce intensa emoção
Um simples toque dos lábios
Faz arder o coração.

Quando o amor nos consome
Tudo passa a florescer
Meu carinho se transborda
Para o teu prazer acolher.

E é assim que me encontro
Entre paixão e calor
Prisioneiro dos desejos
Desse insano amor.





  Cléia Fialho

sexta-feira, 26 de junho de 2026

DESEJO SEM MEDIDA


Deixa esse desejo sem medida
Quero habitar na tua vida
E seguir contigo a estrada
Carrego em mim essa paixão insana.

Soltar num beijo a chama
Quando nascer a madrugada.

Quero ser teu pensamento
O abrigo do teu momento
Teu sorriso ao despertar
Mergulhar no calor do teu abraço
E me perder no doce espaço
Que teus olhos sabem guardar.

Deixa eu tocar tua alma calma
Acender estrelas na palma
Das noites feitas pra nós dois
Entre promessas e carícias lentas
Nossas vontades sedentas
Farão o amor florescer depois.

E quando a lua silenciosa
Vestir de prata a nossa prosa
Quero teu corpo junto ao meu
Sentir no tempo a calma dança
Desse amor cheio de esperança
Que o destino em nós acendeu.

Quero teus sonhos nos meus braços
Entre suspiros e compassos
De uma paixão tão verdadeira
Como perfume em noite calma
Teu nome floresce na alma
Feito canção doce e faceira.

E se o amanhã vier sereno
Guardarei teu beijo pequeno
Como estrela no coração
Pois quem ama deixa acesa
A mais bonita sutileza
Dentro de cada emoção.





  Cléia Fialho