TOCA DA LEOA

Sensualidade & Erotismo à Flor Da Poesia




segunda-feira, 29 de junho de 2015

VERTIGEM DE DESEJO



O quarto é um templo profano.  
As paredes respiram, o ar é febre.  
Não há ternura, só urgência.  
As roupas caem como pele arrancada.  
A boca invade, morde, suga, devora.  

Ela se abre como oferenda.  
O corpo vibra em espasmos, em vertigem.  
Cada toque é relâmpago.  
Cada penetração é terremoto.  
O prazer é cru, é brutal, é animal.  

Ele a domina com fúria.  
Os dentes marcam, a língua percorre abismos.  
O gozo é tempestade, é maré violenta.  
Ela grita, uiva, implora mais.  
O corpo se rasga, se perde, se entrega.  

Não há suavidade.  
Há selvageria, há excesso, há vertigem.  
O prazer consome, destrói, recria.  
Ela explode em orgasmos que rasgam o silêncio.  
Ele se derrama nela como lava incandescente.  

No fim, só restam corpos exaustos.  
Respirações ofegantes, suor escorrendo, pele marcada.  
Um campo de batalha erótico.  
Um delírio sem retorno.  
Um grito de carne inteira, transformado em poesia.  




  Cléia Fialho

domingo, 28 de junho de 2015

DELÍRIO CRU



O quarto é palco de urgência.  
Não há tempo para ternura.  
As roupas são arrancadas, não retiradas.  
A boca invade, morde, suga.  
O gosto é suor, saliva, carne quente.  

Ela se abre inteira, sem resistência.  
O corpo vibra em espasmos, em vertigem.  
Cada toque é choque.  
Cada penetração é impacto.  
O prazer é cru, é brutal, é animal.  

Ele a domina com força.  
Os dentes marcam, a língua percorre territórios proibidos.  
O gozo é tempestade, é terremoto.  
Ela grita, uiva, implora mais.  
O corpo se perde, se rasga, se entrega.  

Não há suavidade.  
Há selvageria, há excesso, há vertigem.  
O prazer consome, destrói, recria.  
Ela explode em orgasmos que rasgam o silêncio.  
Ele se derrama nela como fúria incontida.  

No fim, só restam corpos exaustos.  
Respirações ofegantes, suor escorrendo, pele marcada.  
Um campo de batalha erótico.  
Um delírio sem retorno.  
Um grito de carne inteira.  




  Cléia Fialho

sábado, 27 de junho de 2015

sexta-feira, 26 de junho de 2015

FOGO DE TESÃO



Sempre fui nascente de desejo.  
Um abismo de volúpia.  
Arranco nossas roupas como quem rasga limites.  
Beijo tua boca doce até perder o fôlego.  
Sinto a eletricidade percorrer tua pele.  
Teu corpo inteiro ofega, vibra, implora.  

O cio nos consome em frenesi.  
O gozo explode em vertigem.  
Eu grito.  
Eu uivo.  
Eu tremo em espasmos.  
Gemidos se multiplicam em orgasmos.  

Meu macho, meu delírio.  
A força que me invade.  
O prazer que me rasga. 
 
O homem que faz da mulher  
um corpo em chamas,  
um grito de amor,  
um êxtase sem fim.  




  Cléia Fialho

quinta-feira, 25 de junho de 2015

quarta-feira, 24 de junho de 2015

ANIMAL EM CHAMAS



Submisso como fera faminta, ele se aproximou da carne como quem fareja destino. 
Os dedos, trêmulos, buscavam passagem, um vão onde pudesse mergulhar a cabeça e perder-se. 
Ela cedeu, e o espaço tornou-se abismo.

A língua dele era lâmina ardente, cortando o silêncio, invadindo o território proibido. 
Ela o puxava pelos cabelos, trazendo-o para dentro de si, afundando-o no calor que a consumia. 
Os olhos semicerrados dela murmuravam palavras sem sentido, mas carregadas de urgência. 
O corpo pedia, implorava, contorcia-se em espasmos de entrega.

De súbito, ela o ergueu, reposicionando-o entre suas pernas. 
As roupas caíram como véus rasgados, revelando a nudez crua da cena. 
Ele penetrou o espaço dela com brutalidade contida, encarando o rosto marcado de desejo. 
O sorriso dele era debochado, insolente, como quem sabe que domina o instante.

Ela rebolava sobre ele, selvagem, conduzindo o ritmo, enquanto ele permanecia imóvel, apenas observando. 
O corpo dela engolia-o com voracidade, como se quisesse devorá-lo inteiro. 
Ele via-se desaparecer dentro dela, cada vez mais fundo, cada vez mais próximo do limite.

O ápice se aproximava. 
O calor tornava-se insuportável, o corpo dela apertava-o em convulsões, como se fosse capaz de esmagar o mundo inteiro em um único gesto. 
O gozo era inevitável, uma explosão que se anunciava em cada espasmo, em cada respiração cortada.

No fim, restava apenas o silêncio pesado, o suor escorrendo como testemunha da batalha. 
Mas dentro deles, a chama seguia acesa, indomável, pronta para incendiar novamente tudo o que ousasse se aproximar.




  Cléia Fialho

terça-feira, 23 de junho de 2015

O SEGREDO DOS OLHARES



Ela me esperava como quem guarda um incêndio dentro da pele. 
O corpo palpitava em silêncio, os lábios grossos e úmidos se abriam em convite, e o calor que desprendia de sua carne trazia consigo um perfume desconhecido, mistura de flores estranhas e mistério. 
O ar ao redor parecia vibrar, carregado de expectativa.

Cada suspiro era uma confissão, cada fervor um sinal de rendição. 
O corpo dela, contido em sua prisão de músculos, tremia como se buscasse libertação. 
E quando se entregava aos meus beijos, havia algo de selvagem, como se a resistência fosse apenas máscara, e a verdadeira essência fosse a entrega absoluta.

Os olhos semicerrados repousavam sobre mim com languidez. 
Não havia palavras, apenas o olhar que dizia tudo, revelando o doce amor em silêncio. 
Era um olhar tão intenso que, se fosse lançado em público, deveria ser coberto, escondido, como se fosse pecado exposto.

O calor dos corpos misturava-se ao ar, criando uma atmosfera densa, carregada de desejo. 
O toque era fogo, o beijo era tempestade, e cada gesto parecia rasgar o tempo, suspendendo-o. 
Ela se contorcia em minha presença, como se cada movimento fosse resposta a um chamado invisível.

E nesse espaço secreto, entre flores e sombras, o prazer não era apenas físico: era revelação. 
Era a descoberta de que o corpo pode ser templo, e o desejo, súplica.

No fim, restava o silêncio pesado, como se o mundo tivesse parado para contemplar aquele instante. 
Mas dentro de nós, a chama seguia acesa, indomável, pronta para incendiar novamente tudo o que ousasse se aproximar.




  Cléia Fialho